Domingo, 08 de março de 2026

Postado às 09h00 | 15 Ago 2025 | redação ‘Robustos investidores’ mostram interesse em comprar SAF do Botafogo

Crédito da foto: Reprodução John Textor é o dono do Botafogo

Por O Globo

Rio – Em meio a uma crise societária, o Botafogo está pleiteando na Justiça do Rio de Janeiro o direito de retomar o controle da SAF caso a Eagle Football descumpra obrigações de aportes prevista no acordo de acionistas.

O pedido consta de uma contestação protocolada há pouco pelo Alvinegro junto à 2ª Vara Empresarial da capital, onde tramita uma ação movida pela holding para impedir que John Textor tome decisões sem consultar a empresa.

A Eagle alega que o americano cometeu "diversas medidas ilícitas" no comando do Botafogo nas últimas semanas e quer a suspensão desses atos, como a cessão de créditos para uma companhia nas Ilhas Cayman, no valor de até 150 milhões de euros.

A cessão foi definida em Assembleia Geral Extraordinária de Acionistas do Botafogo (AGE) e Reunião do Conselho de Administração do Botafogo (RCA), cujos efeitos a holding quer suspender.

Na contestação, o Botafogo afirma que que a guerra societária entre a Eagle e a SAF "em nada aproveita ao clube associativo" e à sua torcida.

Os advogados sustentam que, se as acusações feitas tanto pela holding quanto pela SAF se confirmarem, estará configurada uma série de descumprimentos contratuais, desvios financeiros e vendas indevidas de jogadores, além de crimes e responsabilidade por perdas e danos que podem chegar a bilhões de reais.

Por esse motivo, o Botafogo informou à Justiça que não hesitará em exercer seu direito de retomar o controle da SAF, assegurado pelo acordo de acionistas, celebrado em 2022. Isso vai depender dos desdobramentos dos processos e de uma eventual arbitragem que se avizinha.

Segundo os advogados, o clube vem sendo sondado por "robustos e conhecidos" investidores, que têm demonstrado interesse em o controle da SAF.

Ou seja, o Botafogo quer que, ao decidir sobre os pedidos em caráter liminar, a Justiça resguarde seu direito já adquirido e vigente. Em seu entendimento, o clube pode diluir a participação da Eagle (acionista majoritária), se comprovar que a holding descumpriu as obrigações previstas em acordo.

Diz o documento: "O interesse maior do Clube Associativo reside na preservação de sua integridade institucional e patrimonial, de modo que a perpetuação deste litígio, além de não trazer ganhos efetivos, agravará os impactos negativos sofridos pelo por todos os envolvidos, além de trazer uma indesejável insegurança à credibilidade perante investidores".

Para rever o controle, o Botafogo já tem a promessa de conseguir R$ 120 milhões. O clube obteve uma autorização para emissão de uma carta de crédito, dada pelo Banco Clássico, que pertence a Juca Abdalla, historicamente ligado ao Botafogo.

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