Rodrigo Santana, técnico do ABC
Por Marcos Santos / Jornal de Fato
O ABC enfrenta uma situação inusitada na tabela da Série C do Campeonato Brasileiro. O alvinegro potiguar está na zona de rebaixamento, mas, ao mesmo tempo, está a apenas quatro pontos do G-8, a zona de classificação. Restando apenas três rodadas para o fim da primeira fase, o cenário é de tensão total.
Para escapar da temida “guilhotina”, a equipe precisa conquistar pelo menos seis dos nove pontos ainda em disputa. Ou seja, os torcedores podem reviver a tensão da temporada passada, com a diferença de que, em 2024, o clube não havia figurado na zona de rebaixamento em nenhum momento até agora.
Neste momento decisivo, não há mais margem para erros. O técnico Rodrigo Santana sabe que, para manter o clube na divisão em que o encontrou, será fundamental vencer pelo menos um dos dois jogos restantes em casa. O próximo desafio será contra o Guarani de Campinas, que também briga por uma vaga no G-8 e precisa pontuar para se afastar do Z-4, do qual está separado por apenas três pontos.
A pequena diferença de apenas quatro pontos entre o 18º colocado e o oitavo lugar comprova o equilíbrio da competição. Atualmente, apenas Caxias, Náutico, São Bernardo, Ponte Preta e Londrina — os cinco primeiros colocados — têm uma situação mais confortável. Os demais clubes ainda lutam intensamente para atingir seus objetivos.
SITUAÇÃO
O ABC está empatado em pontos com o 17º colocado (Figueirense), à frente apenas de Retrô e Tombense, que estão praticamente rebaixados. Os principais concorrentes na luta contra a queda são Figueirense (17 pontos), Maringá (18), Itabaiana (18) e Anápolis (19).
De acordo com o site “Chance de Gol”, com duas vitórias nas três partidas restantes (chegando a 23 pontos), o ABC teria 97% de chances de permanência. Com uma vitória e dois empates (22 pontos), a probabilidade ainda seria alta: 95%.
Sem vencer como mandante há quase cinco meses, a comissão técnica e os jogadores sabem que qualquer tropeço diante de Guarani e Itabaiana, em Natal, pode ser fatal.
PRESSÃO NO FRASQUEIRÃO
“Agora é trabalhar a semana, trazer confiança para o grupo e levar isso para dentro de campo, em Natal, buscando o resultado que interessa. Sabemos que está difícil atuar no Frasqueirão, onde há muita pressão. Convocamos o torcedor para apoiar. Se for para criticar e tirar a confiança do grupo, é melhor que esse pessoal fique em casa”, afirmou Rodrigo Santana.
O treinador reconhece que entrar na zona de rebaixamento nesta fase da competição é extremamente delicado e reforça que protestos não ajudarão a equipe a reagir.
“A gente precisa do apoio do torcedor neste momento. Isso pode ajudar a equipe a se comportar com mais confiança, repetir um primeiro tempo como o que fizemos contra o Caxias, com mais imposição, e manter o nível na segunda etapa. A gente percebe que, quando começam as trocas, o rendimento cai um pouco. Não é fácil para ninguém”, concluiu o comandante.
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