Velho prédio da ACDP
Por Marcos Santos – Jornal de Fato
O terreno da Associação Cultural e Desportiva Potiguar (ACDP), colocado em leilão na última sexta-feira, 27, pelo Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região (TRT/RN), não recebeu lances.
Especula-se que o valor inicial de avaliação, de R$ 7,43 milhões, tenha sido considerado acima do que o mercado está disposto a pagar. Em uma segunda chamada, o imóvel ofertado pela metade do valor também não despertou interessados.
Outro fator que pode ter contribuído para a falta de compradores é a localização do imóvel, nas proximidades de um rio, o que impõe restrições ambientais/legais à construção de novas edificações — fator que impacta negativamente o valor venal do terreno.
Ainda não se sabe qual será o próximo passo do TRT/RN: se o imóvel será incluído em um novo leilão ou se será adotada outra medida.
Situado no centro de Mossoró, o terreno da ACDP abriga uma estrutura ampla, composta por salão térreo, sobreloja com salas anexas, restaurante com cerca de 1.000 m² e uma quadra de esportes coberta.
A reportagem tentou contato com o presidente do Potiguar, Djalma Júnior, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição.
O imóvel foi levado a leilão para o pagamento de uma dívida trabalhista referente a um ex-funcionário do clube.
Segundo uma fonte ligada ao Potiguar, o clube enfrenta atualmente oito processos judiciais — entre ações trabalhistas e dívidas ativas — que somam cerca de R$ 1,7 milhão. Caso a venda do imóvel fosse concretizada, esse valor poderia ser significativamente reduzido, permitindo a negociação dos débitos. No caso das dívidas ativas, há possibilidade de parcelamento, o que facilitaria o gerenciamento financeiro da instituição.
Entre os dirigentes, há o entendimento de que a venda do terreno é fundamental para viabilizar a construção de um Centro de Treinamento (CT) — considerado um antigo sonho dos alvirrubros — além de contribuir para a quitação de outras pendências do clube.
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