Quando a pandemia passar, o RN terá fechado mais de 12 mil empregos e ampliado o número de trabalhadores desempregados para mais de 225 mil. As previsões pessimistas foram apresentadas pelas entidades que representam os segmentos produtivos do estado
Rua Corone Gurgel, principal artéria do centro comercial de Mossoró
Por César Santos – JORNAL DE FATO
Quando a pandemia passar, o Rio Grande do Norte terá fechado mais de 12 mil empregos e ampliado o número de trabalhadores desempregados para mais de 225 mil. As previsões pessimistas foram apresentadas pelas entidades que representam os segmentos produtivos do Estado, no mesmo dia em que a governadora Fátima Bezerra (PT) prorrogou até 1º de julho o início da reabertura das atividades econômicas.
Uma nota assinada por dirigentes de associações, federações, sindicatos e entidades ligadas a setores do comércio, transporte, hotelaria, bares e restaurantes, revela uma queda no faturamento de quase R$ 200 milhões, e afirma que as empresas não suportarão esticar o isolamento social por mais tempo. Essas entidades defendem que o Governo do Estado coloque em prática o plano de retomada da economia, elaborado pelas próprias entidades, e que prevê a reabertura gradual, por etapas, com medidas de prevenção como uso de máscara, álcool em gel, distanciamento de 1,5 m entre pessoas, entre outras.
O apelo das entidades, porém, não sensibilizou a governadora Fátima que voltou a afirmar que só autoriza a reabertura das atividades econômicas quando o estado tiver pelo menos com 30% de leitos disponíveis para pacientes da Covid-19, baixa taxa de transmissibilidade e aumentado a taxa de isolamento sociai, hoje oscilando entre 40% e 42%.
Nesta quarta-feira, 24, ao participar pela primeira vez de da coletiva da Sesap/RN sobre a pandemia, a governadora disse que espera ter as condições para autorizar a retomada da economia no dia 1º de julho, mas, alertou que só o fará se os índices da pandemia tiverem recuado. “Reconhecemos as necessidades do setor produtivo e do emprego, mas temos que cuidar da vida em primeiro lugar", disse.
PICO
A governadora disse não temer uma ação das entidades pedindo a Justiça para determinar a reabertura da economia. “Nossa proposta de retomada das atividades econômicas foi apresentada pelo setor produtivo e é embasada no conhecimento científico. Espero que a Justiça mantenha a prorrogação até dia primeiro de julho como determina nosso decreto.”
Na coletiva, a governadora voltou a mencionar que o adiamento do início da retomada das atividades econômicas segue recomendações do Comitê Científico de especialistas e dos Ministérios Público Estadual, Federal e do Trabalho, e surpreendeu ao revelar que agora que o RN está chegando ao pico da pandemia. “Precisamos conter a propagação. No Brasil e no mundo vários estados e cidades que fizeram abertura tiveram que recuar e retomar as medidas restritivas", registrou.
Portanto, a princípio, o governo trabalha com a data de o 1º de julho para a reabertura da economia, mas não é uma garantia. “É preciso cumprir os decretos para conter a propagação do vírus, ampliar o isolamento social e reduzir a pressão por leitos, por isso, só assim retomaremos as atividades econômicas e sociais.”
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