De acordo com o levantamento mais recente, no primeiro semestre o acumulado no Rio Grande do Norte foi de US$ 667,2 milhões em transações comerciais. Deste valor, o estado movimentou US$ 439 milhões em exportações e US$ 228,2 milhões em importações.
Porto de Natal
Por Edinald Moreno / Jornal de Fato
A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, da Ciência, da Tecnologia e da Inovação do Rio Grande do Norte (SEDEC/RN) divulgou o Boletim Semestral da Balança Comercial do RN Nº 09/2025 mostrando que o comércio exterior impulsionou a economia potiguar com superávit de mais de US$ 210 milhões nos primeiros seis meses de 2025.
De acordo com o levantamento mais recente, no primeiro semestre o acumulado no RN foi de US$ 667,2 milhões em transações comerciais. Deste valor, o estado movimentou US$ 439 milhões em exportações e US$ 228,2 milhões em importações.
O boletim apontou que dos principais produtos exportados, o destaque absoluto foi o óleo combustível, com um volume de US$ 212,0 milhões, consolidando o setor energético como o principal vetor da pauta exportadora do estado. A fruticultura irrigada também manteve papel de protagonismo, com melões frescos movimentando US$ 54,1 milhões, melancias frescas com US$ 28,2 milhões e mamões papaias frescos com US$ 11,8 milhões figurando entre os cinco itens mais exportados, ao lado de outros óleos combustíveis (US$ 23,7 milhões).
No que diz respeito às importações, o RN se destacou pela aquisição de outras gasolinas, exceto para aviação que movimentou US$ 32,6 milhões, seguido por trigos e misturas de trigo com centeio (US$ 27,3 milhões), células fotovoltaicas (US$ 22,4 milhões), óleo diesel (US$ 17,4 milhões) e outros conversores elétricos estáticos (US$ 8,7 milhões). Esses insumos atendem a demandas de setores industriais, energéticos e da cadeia de abastecimento local, refletindo a crescente modernização da economia potiguar.
“O trabalho que vem sendo desenvolvido pelo Governo do Estado do Rio Grande do Norte de incentivo à nossa balança comercial, e principalmente, às exportações seguem em ritmo forte e reafirmam o dinamismo da nossa economia” afirmou o secretário da SEDEC, Alan Silveira, ao observar o cenário econômico.
A equipe técnica da SEDEC responsável pela análise e elaboração do Boletim destaca o motivo dos resultados positivos deste primeiro semestre. “A capacidade do Rio Grande do Norte de manter-se competitivo, diversificado e bem posicionado nas redes internacionais de comércio é o que tem mantido a economia potiguar em constante movimento”, aponta os pesquisadores.
DESTINOS E ORIGEM
Os principais destinos das exportações foram: Panamá com US$ 184,8 milhões, seguido por Estados Unidos, Países Baixos, Espanha e Reino Unido. A distribuição geográfica diversificada reflete a consolidação das parcerias comerciais com mercados da América, Europa e Caribe.
Os principais países de origem das importações foram: China movimentando US$ 70,0 milhões, seguida de Rússia, Estados Unidos, Argentina e Uruguai, revelando a presença ativa do estado em corredores estratégicos de comércio global, incluindo mercados asiáticos, europeus e sul-americanos.
Via marítima é o principal meio de transporte de mercadorias exportadas
O Semestral da Balança Comercial do Rio Grande do Norte mostrou que a via marítima foi o principal meio de transporte das mercadorias exportadas no primeiro semestre de 2025. Conforme o boletim, foram US$ 407,9 milhões em transações. A via aérea movimentou US$ 24,5 milhões.
Em termos percentuais, a via marítima representou 93% do total exportado. Segundo o levantamento, o índice evidencia a importância da medida para a logística do comércio exterior potiguar.
Além disso, as transações pelo modal rodoviário também aparecem nos registros da balança comercial com o valor de US$ 2,5 milhões e as transações em mãos com US$ 2,3 milhões. Por conseguinte, tem-se a via lacustre com US$ 1,7 milhão e, por fim, a “via não declarada” que respondeu por US$ 48,8 mil.
Já em relação às importações, o modal marítimo também obteve destaque com US$ 212 milhões, seguido pela via aérea com US$ 15,5 milhões. O modal rodoviário registrou US$ 676 mil e, por fim, os “meios próprios” com US$ 5,5 mil. Em termos percentuais, a via marítima foi responsável por 93% das importações. A SEDEC destaca que esse movimento reflete a relevância desse meio de transporte nas transações comerciais do estado.
PRINCIPAIS PRODUTOS EXPORTADOS DE JANEIRO A JUNHO (Em US$)
FUEL OIL: 212,1
MELÕES FRESCOS: 54,2
MELANCIAS FRESCAS: 28,2
OUTROS ÓLEOS COMBUSTÍVEIS: 23,8
MAMÕES FRESCOS: 11,8
PRINCIPAIS PRODUTOS IMPORTADOS DE JANEIRO A JUNHO (Em US$)
OUTRAS GASOLINAS: 32,7
TRIGO E CENTEIO: 27,3
CÉLULAS FOTOVOLTAICAS: 22,4
GASÓLEO (Óleo diesel): 17,4
OUTROS CONVERSORES ELÉTRICOS: 8,8
Fonte: MDIC (2025)
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