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TOTAL
A
percussão do Araketu
O Mossoró Mix Indoor vai promover eventos
que vão anteceder ao festival, que acontecerá em novembro.
A primeira delas acontecerá no dia 26, com as bandas Araketu
e Solteirões do Forró, no Palácio do Forró.
A união de axé e forró darão a tônica
nas demais misturas que acontecerão em novembro no festival,
que contará com as presenças de Ferro na Boneca, Psirico,
Voa Dois, Biquini Cavadão, Inala, além dos Paralamas
do Sucesso. "A prévia de julho será um show que
vai fazer Mossoró entrar no clima do Mossoró Mix",
adianta Tácio Garcia, organizador do festival. Os ingressos
para a prévia ainda não estão à venda.
O Araketu é famoso no Brasil e no exterior por conjugar o
suingue da música afro-pop-baiana com a cadência das
baladas românticas, surgiu em 1989. Sua origem é o
homônimo bloco afro-baiano, criado na virada de 1979 para
1980 em Salvador (BA) na comunidade de Periperi. Antes de originar
a banda, o bloco chegou a lançar dois discos, Araketu (1987)
e Contos de Beni (1988).
Antes de fazer sucesso em todo o Brasil, o grupo conquistou a Inglaterra,
onde gravou em 1992 o álbum Ara ketu, inédito no mercado
nacional e distribuído somente na Europa. De volta ao Brasil,
a banda lançou em 1993 o disco Araketu de Periperi. O estouro
no sucesso viria em 1994, quando o Araketu assinou contrato com
a Sony Music (atual Sony BMG) e lançou o álbum Araketu
Bom Demais, entre outros.
O Ara Ketu foi o primeiro dos novos grupos negros baianos a empunhar
uma guitarra elétrica e misturar a música de percussão
com eletrônica. O primeiro disco fruto desta junção
para muitos inusitada, mas executada com maestria pela banda, foi
Ara Ketu (1992), gravado pelo selo independente inglês Seven
Gates. Apesar da reconhecida qualidade do trabalho da banda e do
crescente interesse do público estrangeiro pela música
dos brasileiros, o disco teve lançamento limitado à
Europa. A própria banda passou a ser mais respeitada no exterior
do que no Brasil. Após a ausência no Carnaval, em 1993,
retornando ao Brasil de mais uma bem sucedida turnê européia
foi contratada pela gravadora EMI-Odeon onde gravou o disco Ara
Ketu de Periperi. A repercussão foi boa, mas nada que se
comparasse com o sucesso de Ara Ketu Bom Demais, o disco de 1994,
agora pela Sony Music. Além da música-título
fazer sucesso nacional em execução, conduzindo o grupo
à condição de maior revelação
da música brasileira daquele ano. Esse disco já vendeu,
até hoje, mais de 210 mil unidades, levando o grupo a aquisição
do Disco de Ouro, garantido, naquela temporada, 120 apresentações
por todo o Brasil.
A música Ara Ketu Bom Demais deu ao grupo os prêmios
Bahia Folia e Troféu Dodô e Osmar de melhor música,
enquanto o vocalista Tatau recebeu as mesmas menções
como Cantor Revelação.
Em 1995, Ara Ketu Dez seguiu a trilha do disco anterior. Vendeu
mais de 450 mil cópias (Disco de ouro e platina), o Ara Ketu
encerrou o ano com mais de 200 apresentações pelo
país e novamente colecionou prêmios, levando o Bloco
a ganhar o Troféu Bahia Folia de Melhor Bloco Tradicional
e Melhor Fantasia e o Troféu Dodô e Osmar nas categorias
de Melhor Fantasia e Melhor Cantor. Em 1996, consolidou o sucesso
com Dividindo Alegria, colecionando mais um disco de ouro e platina.
Nesse mesmo ano o show, referente ao novo trabalho, foi aplaudido
por milhares de pessoas no The Brazilian Music Festival, no Central
Park.
Hoje, o Ara Ketu é um grupo de reconhecimento mundial. Mas
isso não traz acomodação. Pelo contrário,
cada vez mais propõe novos desafios, revitalizando a tradição
e levando a música negra para novas direções.
Já os Solteirões, conhecidos pelo público mossoroense,
vem divulgar o novo CD da banda liderada por Zé Cantor. "Vamos
simbora pro forró", convida Zé Cantor, logo na
primeira faixa do disco, "Balanço dos Solteirões",
que entra freneticamente dando a verdadeira balada como é
este CD.
ADUERN
oferece curso de dança de salão
O papel de um sindicato é defender e lutar pela categoria.
Além disso, ainda deve oferecer um espaço de socialização,
de interação entre os sindicalizados. Ou seja, propiciar
momentos de lazer aos associados também é uma função
do sindicato.
Pensando nisso, a ADUERN, através da sua Diretoria de Cultura,
Esporte e Lazer vem implementando várias atividades de forma
a melhorar a interação entre o sindicato e o sindicalizado.
Uma das atividades é o curso de dança de salão
que oferece três modalidades ao longo do ano. O Samba de Gafieira
é a primeira modalidade, tendo início no próximo
dia 14 de julho e se estendendo até 26 de setembro. Após
o recesso da UERN, é a vez do Tango, que começa no
dia 15 de outubro e termina em 14 de novembro. Entre os dias 17
de novembro e 19 de dezembro, a Salsa e o Bolero fecham o ciclo
de dança do ano.
As aulas serão realizadas nas segundas, quartas e sextas,
das 17h às 18h. O curso será ministrado pelo estudante
de Educação Física, Sadraq Tavares.
Os interessados no curso já podem realizar suas inscrições
na secretaria da ADUERN. Além de sindicalizados e dependentes,
a comunidade em geral também pode se inscrever na atividade.
Outras informações podem ser obtidas na secretaria
da entidade.
Panos,
adereços e personalidade
Fabíola Tavernard
Do PopTevê
Quando questionada sobre quem considera um exemplo de elegância,
Raquel Galvão não hesita: Agostinho Carrara, o taxista
suburbano vivido por Pedro Cardoso em "A Grande Família".
Por aí, dá para perceber que a intérprete da
Melissa - uma das "meninas" do bordel de Cilene, vivida
por Elizângela - em "A Favorita" não é
lá muito adepta de padrões estéticos tradicionais.
Ao contrário. Nascida em Afogados da Ingazeira, sertão
de Pernambuco, ela conta que, antes de sair de lá para seguir
carreira de modelo em São Paulo, já gostava de chocar.
"Eu ia para o forró de meia-calça e blusa preta,
saia lilás, maquiagem carregada e com uns dreads no cabelo.
Sentia-me confortável na minha estranheza", diverte-se,
durante sessão de fotos realizada no Clube Marapendi, na
Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Mas o estilo "único" não impede que Raquel
siga determinados padrões. A linha "básica",
por exemplo, ela adora. Tanto que a atriz, que nunca dispensou xadrez
e estampas variadas, está numa fase em que prefere cores
mais sóbrias, como o preto e o branco. "Também
estou aprendendo a gostar de dourado, que até pouco tempo
considerava cafona", acrescenta. Peças que explorem
a feminilidade também estão em alta em seu guarda-roupa.
Antes adepta de bonés e calça comprida, ela vem aderindo
às saias e decotes, além dos inseparáveis saltos,
que ela jura se equilibrar tranqüilamente pelo tempo que for
preciso. "Tinha um estilo meio 'menino'. Vergonha de usar decote,
saia... Agora estou mais mulher, menos 'menininha'", avalia.
Nada fiel a grandes marcas, a atriz de 21 anos também adora
garimpar peças em brechós e supermercados. Ela conta
que há tempos procurava um blazer preto de determinado modelo
e nunca encontrava. Até que, enquanto fazia compras em um
hipermercado, deparou-se com o "perfeito". Na época
em que trabalhou como modelo na África do Sul, por exemplo,
ela jura ter encontrado peças "incríveis"
em brechós. "Até uso roupas de marca, mas não
ligo para isso. Dá para encontrar coisas lindas em lugares
alternativos", ensina ela, que tira qualquer maquiagem ou penteado
de letra. "Também sei fazer as unhas, me depilar...
Me viro numa boa, e é bom porque fica do meu jeito",
garante.
Como o guarda-roupa muitas vezes denuncia a personalidade, dá
para perceber que o que não falta a Raquel é atitude.
Não é à toa que, aos 15 anos, ela resolveu
sair de sua cidade natal e ir para Recife atrás do sonho
de ser modelo. Algumas decepções depois, ela conseguiu
contato com uma agência então recém-inaugurada
de São Paulo que a escalou para seu "casting".
Em um mês, estava em Milão. Mas odiou a experiência.
"É muito difícil ficar longe de todo mundo, num
país que não fala a sua língua", explica.
Na volta, estava decidida a largar tudo quando surgiram oportunidades
de trabalho na África do Sul. Aí sim, valeu a experiência.
"Só reforçou a minha paixão pela moda.
Adoro tudo, principalmente fotografar", aponta.
A estréia na tevê aconteceu após Raquel ser
aprovada no teste para a Oficina de Atores da Globo, em agosto de
2007. Em março deste ano, ela teve a notícia de que
estava no elenco de "A Favorita". E adorou. "Descobri
o quão maravilhosa é a interpretação.
Poder liberar emoções sem compromisso é fascinante",
pontua. Na pele de uma prostituta, ela conta que conversou com várias
profissionais do ramo e surpreendeu-se com tal universo. "Elas
sofrem preconceito, mas não são encucadas.

Sabedoria
oriental
Carla Neves
Do PopTevê
Desde pequeno, Daniel Uemura, o Raiden de "Malhação",
se interessa pela arte da mesa. Bisneto de japoneses, o paulistano
de 19 anos é declaradamente apaixonado por gastronomia, especialmente
pela nipônica. Mas, apesar de se sair bem no preparo de pratos
orientais, o rapaz ainda se considera um aprendiz. "A culinária
japonesa exige muita rapidez. Não daria conta de atender
um público grande. Faço mais para os amigos e a família,
por hobby mesmo", revela o jovem ator, salientando que não
tem a técnica dos "sushimen", profissionais que
se dedicam à preparação de pratos tradicionais
da cozinha japonesa.
Aplicado, Daniel é do tipo que compra livros de culinária
para se aprofundar e pesquisa ingredientes exóticos para
acrescentar em suas receitas. No temaki, cone de arroz envolto em
alga, que preparou no restaurante japonês Madame Butterfly,
na Barra, Zona Oeste do Rio, o estreante mostrou que entende do
riscado. E garantiu que o sucesso da receita começa pela
compra dos ingredientes, que, apesar de específicos, são
bem fáceis de encontrar. "Costumo usar arroz japonês,
nori, que é a alga, salmão e ervas, como manjericão,
alecrim e pimenta rosa", ensina.
Enquanto enumera os ingredientes do temaki, Daniel frisa que o peixe
tem de ser fresco e de boa qualidade. "Na hora de comprar,
é bom enfatizar que, como o peixe vai ser usado cru, tem
de ser muito fresco", alerta. O cuidado de Daniel com a escolha
do peixe não é à toa. Por seus pais terem sido
donos por mais de 30 anos de uma tradicional barraca de peixe em
São Paulo, ele é "expert" no assunto. "O
peixe está no sangue. E a comida japonesa é conseqüência
disso", justifica.
Depois de separar os ingredientes, Daniel corta o salmão
em cubos e o nori pela metade. Enquanto molha a mão para
manusear o arroz, ele ensina o passo a passo do temaki. "Primeiro
tem de colocar arroz na metade do nori e o salmão na diagonal,
com as ervas picadinhas a gosto", simplifica ele, acrescentando
que o arroz demora 20 minutos para ficar pronto e é temperado
com saquê, açúcar e vinagre japonês. Para
o jovem ator, o mais complicado da receita é enrolar o cone.
Por isso, ele sugere treinar antes apenas com a folha de nori, sem
o recheio de arroz, salmão e ervas. Após fechar o
temaki, ele ainda usa um maçarico para dar um toque especial
ao prato. "O maçarico nem é necessário,
mas faz as ervas ficarem crocantezinhas e exalando um aroma gostoso,
sabe?", opina.
Enquanto saboreia o temaki, Daniel aproveita para falar sobre a
carreira de ator, que começou em decorrência da profissão
de modelo. "Em um teste para um filme que precisava de atores
orientais, uma produtora de elenco da Globo conheceu o meu trabalho
e me indicou para um teste de elenco de 'Malhação'",
relembra. Acostumado a receber não nos testes que fazia como
modelo, o ator titubeou antes de aceitar fazer o teste para a novelinha
da Globo. Teve receio de ser reprovado. "Ouvia tanta história
de gente que fazia um monte de teste e não passava de jeito
nenhum", conta.
Mas o ator logo mudou de idéia e resolveu tentar a sorte.
E, além de passar no teste para integrar o elenco fixo da
novelinha, ainda ganhou, meses depois, a função de
repórter do programa "Mais Você", apresentado
por Ana Maria Braga. "Fui fazer um peixe no programa e a Ana
Maria gostou de mim e me convidou para participar mais vezes",
recorda. Morando no Rio há oito meses, Daniel está
cheio de motivos para comemorar, a começar pela trajetória
de Raiden em "Malhação".
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