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MOSSORÓ (RN), SEXTA-FEIRA, 03/09/2010 (ATUALIZADO: 23:44hs)
 
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Primeiro ensaio
Acontece hoje, no Espaço Villa, o primeiro ensaio do Mossoró Mix. A festa reúne três estilos musicais com apresentações de bandas que são sucesso no Nordeste. O Sertanejo, o axé e o forró ficam por conta das atrações Amigos Sertanejos, Chicabana e Forró dos Plays.
O ensaio é uma espécie de preparação para receber o grande público em novembro, quando será realizado o Mossoró Mix. "Todos os anos realizamos os ensaios com o intuito de mostrar ao público a diferença de um evento que mistura os ritmos, que reúne artistas e público diferentes em um grande espaço democrático", afirma Tácio Garcia, diretor da Gondim & Garcia Produções.
O destaque da noite é a atração "Amigos Sertanejos". Pela primeira vez em Mossoró, o grupo traz o ritmo sertanejo, que é sucesso nacional. A banda, vinda da capital pernambucana, Recife, é formada por cinco amigos: Guilherme Zica no baixo, Rafa Fernandes no violão solo e guitarra, além dos vocalistas Giroba na voz e percussão, Luís Henrique na voz e percussão e Leo Fernandes, voz e sanfona.
Os Amigos Sertanejos já contam com músicas próprias autorais, tendo entre elas a já cantada pelo público cativo "Agora É Diferente", de autoria do vocalista e sanfoneiro Leo Fernandes, e "Vem Me Amar", do vocalista e percussionista Luis Henrique. Contam ainda com músicas de compositores de renome nacional como "Pare De Pegar No Meu Pé", de Ivo Lima e Chrystian Lima, que já é sucesso nas rádios, além de "Segunda-Feira", inédita de José Augusto. Eles foram pioneiros em inserir na capital pernambucana o estilo sertanejo de forma atingir várias classes sociais e redutos onde nunca se pensou que o sertanejo faria tanto sucesso.
Saindo do sertanejo e entrando no axé, falar da Chicabana é falar em festa, é falar em alegria, essa alegria que invade e contagia a todos aqueles que passam pelos shows, seja em cima de trios ou palcos. No repertório da banda, músicas de artistas consagrados como Ivete, Asa de Águia, Daniela Mercury, entre outros, sempre as colocando na pegada da banda que não deixa de ser o ritmo Chicleteiro. Hoje, já com algum tempo de existência, por onde passa a Chicabana deixa alegria e muitos fãs.
Cedendo espaço para o forró, a banda Forró dos Plays completa o primeiro ensaio do MMIX. Os vocalistas Samyra e Tales Play, contagiam o público por onde passam. Para o evento, eles prometem botar pra ferver com seu novo repertório. "Ficamos sempre muito felizes em ir para Mossoró. Aí tem uma galera massa, animada e que valoriza o nosso trabalho. Podem esperar que os "Plays" farão àquele festão no próximo dia 03", declarou Samyra Play.
O folião que adquirir passaporte, pista ou camarote, para curtir o Mossoró Mix ganha automaticamente a senha de estudante para o ensaio. Os passaportes estão sendo vendidos na Central Mix, localizada no Centro Empresarial Caiçara, loja 05.

Após 11 anos sem lançar poesias, Ferreira Gullar lança livro no Rio
O lançamento do livro "Em Alguma Parte Alguma" (Editora José Olympio), do poeta Ferreira Gullar, reuniu cerca de uma centena de pessoas na noite de quarta-feira (1º) no Rio de Janeiro. A obra encerra um jejum de onze anos do autor sem publicar poesias. Seu último livro no gênero foi "Muitas Vozes", de 1999.
Antes da sessão de autógrafos, que aconteceu numa livraria do Leblon, zona sul do Rio, Gullar falou um pouco da origem do novo livro, de sua falta de método para criar e do que pensa sobre poesia.
O escritor disse discordar da ideia de que fazer poemas seja um ato doloroso. Para ele, o poeta pode até criar algo a partir da dor, mas sente prazer quando consegue transferi-la para o papel. "O poeta escreve para se livrar de uma emoção. Ninguém consegue ficar emocionado o tempo todo", disse.
De acordo com ele, esta dor é um elemento que ajuda o leitor a se identificar com o texto, já que ele reconhece um sentimento que também viveu transfigurado nos versos.
Em sua fala, Gullar se entusiasmou ao defender a ideia de que os poetas estão mais próximos da verdade. Para o escritor, ao contrário dos filósofos que precisam apresentar coerência em seu raciocínio, poetas têm liberdade para entrar em contradição o tempo todo, uma vez que seu compromisso é apenas com o que estão sentindo.
"O poeta não acredita na verdade com 'v' maiúsculo, ele sabe que o mundo é caótico e não tem explicação, por isto está mais receptivo a apreendê-lo tal como ele é", disse.
A noite de autógrafos marcou ainda o lançamento do livro "Zoologia Bizarra" (Editora Casa da Palavra), outro inédito de Gullar, reunindo colagens de papel em forma de animais feitas pelo autor.

Festival de Veneza começa com filmes sangrentos
O Lido, faixa de terra que protege Veneza das ondas do mar Adriático, estará banhado de sangue ao fim da 67ª edição da mostra internacional de cinema. Não de sangue real, é claro, mas daquele sangue pop, estilizado, bem ao gosto de Quentin Tarantino, presidente do júri.
Os dois primeiros filmes exibidos no festival, usaram e abusaram do vermelho na paleta de cores. "Black Swan" (cisne negro), do americano Daren Aronofsky, usa o sangue como metáfora para a obsessão e para a dor reprimida de uma bailarina (Natalie Portman).
Em "Machete", a pretexto de falar dos mexicanos que entram ilegalmente nos Estados Unidos, Robert Rodriguez faz, como sempre, a farra do sangue. Como se a vida fosse um simples videogame, ele coloca seu elenco-fetiche (Danny Trejo, Steven Seagal) para matar e morrer.
Se, num primeiro momento, soa como nota fora do tom a presença de Rodriguez (de filmes como "El Mariachi" e "Grind House") num festival como o de Veneza, logo se percebe que, neste ano, o diretor da mostra, Marco Muller, estava de fato com inspiração pop _e queda para a ação e o trash.
Para além do júri entregue a Tarantino, um conhecido cultor dos "filmes B", há a homenagem, com o Leão pela carreira, ao chinês John Woo, considerado o reinventor do gênero de ação, e uma curiosa seleção de autores asiáticos.

BRUCE LEE
De Hong-Kong, a ser exibido fora de competição, vem "Fist: the Return of Chen Zen" (a lenda do punho: a volta de Chen Zen), de Andrew Lau. Trata-se do novo filme de uma série inspirada em ninguém menos que o ator Bruce Lee.
Também pertencentes ao chamado cinema de gênero são os filmes do japonês Miike Takashi, cultuado diretor do gênero de terror.
Além de "13 Assassins" (13 assassinos), que está em competição, o festival de Veneza exibirá dois de seus filmes precedentes, "Zebraman" e "Zebraman 2: Attack on Zebra City (ataque em Zebra City).
Ainda em competição pelo Leão de Ouro está "Detective Dee and the Mistery of Phanton Flame" (detetive Dee e o mistério do fantasma), do chinês Tsui Hark, considerado mestre pelos fãs da coreografia cinematográfica das artes marciais.

À LA TARANTINO
Não por acaso, Quentin Tarantino, durante a entrevista coletiva do júri do festival, na manhã de ontem, mostrou-se feliz da vida com a missão que tem nos próximos dez dias.
"Eu adoro estar em júris", festejou, após cumprimentar os jornalistas com aquele "V" de vitória que, no caso dos norte-americanos, é quase um tique. "A lista de filmes é excitante para mim."

 



       


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