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TOTAL
Primeiro
ensaio
Acontece hoje, no Espaço Villa, o primeiro
ensaio do Mossoró Mix. A festa reúne três estilos
musicais com apresentações de bandas que são
sucesso no Nordeste. O Sertanejo, o axé e o forró
ficam por conta das atrações Amigos Sertanejos, Chicabana
e Forró dos Plays.
O ensaio é uma espécie de preparação
para receber o grande público em novembro, quando será
realizado o Mossoró Mix. "Todos os anos realizamos os
ensaios com o intuito de mostrar ao público a diferença
de um evento que mistura os ritmos, que reúne artistas e
público diferentes em um grande espaço democrático",
afirma Tácio Garcia, diretor da Gondim & Garcia Produções.
O destaque da noite é a atração "Amigos
Sertanejos". Pela primeira vez em Mossoró, o grupo traz
o ritmo sertanejo, que é sucesso nacional. A banda, vinda
da capital pernambucana, Recife, é formada por cinco amigos:
Guilherme Zica no baixo, Rafa Fernandes no violão solo e
guitarra, além dos vocalistas Giroba na voz e percussão,
Luís Henrique na voz e percussão e Leo Fernandes,
voz e sanfona.
Os Amigos Sertanejos já contam com músicas próprias
autorais, tendo entre elas a já cantada pelo público
cativo "Agora É Diferente", de autoria do vocalista
e sanfoneiro Leo Fernandes, e "Vem Me Amar", do vocalista
e percussionista Luis Henrique. Contam ainda com músicas
de compositores de renome nacional como "Pare De Pegar No Meu
Pé", de Ivo Lima e Chrystian Lima, que já é
sucesso nas rádios, além de "Segunda-Feira",
inédita de José Augusto. Eles foram pioneiros em inserir
na capital pernambucana o estilo sertanejo de forma atingir várias
classes sociais e redutos onde nunca se pensou que o sertanejo faria
tanto sucesso.
Saindo do sertanejo e entrando no axé, falar da Chicabana
é falar em festa, é falar em alegria, essa alegria
que invade e contagia a todos aqueles que passam pelos shows, seja
em cima de trios ou palcos. No repertório da banda, músicas
de artistas consagrados como Ivete, Asa de Águia, Daniela
Mercury, entre outros, sempre as colocando na pegada da banda que
não deixa de ser o ritmo Chicleteiro. Hoje, já com
algum tempo de existência, por onde passa a Chicabana deixa
alegria e muitos fãs.
Cedendo espaço para o forró, a banda Forró
dos Plays completa o primeiro ensaio do MMIX. Os vocalistas Samyra
e Tales Play, contagiam o público por onde passam. Para o
evento, eles prometem botar pra ferver com seu novo repertório.
"Ficamos sempre muito felizes em ir para Mossoró. Aí
tem uma galera massa, animada e que valoriza o nosso trabalho. Podem
esperar que os "Plays" farão àquele festão
no próximo dia 03", declarou Samyra Play.
O folião que adquirir passaporte, pista ou camarote, para
curtir o Mossoró Mix ganha automaticamente a senha de estudante
para o ensaio. Os passaportes estão sendo vendidos na Central
Mix, localizada no Centro Empresarial Caiçara, loja 05.
Após
11 anos sem lançar poesias, Ferreira Gullar lança
livro no Rio
O lançamento do livro "Em Alguma
Parte Alguma" (Editora José Olympio), do poeta Ferreira
Gullar, reuniu cerca de uma centena de pessoas na noite de quarta-feira
(1º) no Rio de Janeiro. A obra encerra um jejum de onze anos
do autor sem publicar poesias. Seu último livro no gênero
foi "Muitas Vozes", de 1999.
Antes da sessão de autógrafos, que aconteceu numa
livraria do Leblon, zona sul do Rio, Gullar falou um pouco da origem
do novo livro, de sua falta de método para criar e do que
pensa sobre poesia.
O escritor disse discordar da ideia de que fazer poemas seja um
ato doloroso. Para ele, o poeta pode até criar algo a partir
da dor, mas sente prazer quando consegue transferi-la para o papel.
"O poeta escreve para se livrar de uma emoção.
Ninguém consegue ficar emocionado o tempo todo", disse.
De acordo com ele, esta dor é um elemento que ajuda o leitor
a se identificar com o texto, já que ele reconhece um sentimento
que também viveu transfigurado nos versos.
Em sua fala, Gullar se entusiasmou ao defender a ideia de que os
poetas estão mais próximos da verdade. Para o escritor,
ao contrário dos filósofos que precisam apresentar
coerência em seu raciocínio, poetas têm liberdade
para entrar em contradição o tempo todo, uma vez que
seu compromisso é apenas com o que estão sentindo.
"O poeta não acredita na verdade com 'v' maiúsculo,
ele sabe que o mundo é caótico e não tem explicação,
por isto está mais receptivo a apreendê-lo tal como
ele é", disse.
A noite de autógrafos marcou ainda o lançamento do
livro "Zoologia Bizarra" (Editora Casa da Palavra), outro
inédito de Gullar, reunindo colagens de papel em forma de
animais feitas pelo autor.

Festival
de Veneza começa com filmes sangrentos
O Lido, faixa de terra que protege Veneza
das ondas do mar Adriático, estará banhado de sangue
ao fim da 67ª edição da mostra internacional
de cinema. Não de sangue real, é claro, mas daquele
sangue pop, estilizado, bem ao gosto de Quentin Tarantino, presidente
do júri.
Os dois primeiros filmes exibidos no festival, usaram e abusaram
do vermelho na paleta de cores. "Black Swan" (cisne negro),
do americano Daren Aronofsky, usa o sangue como metáfora
para a obsessão e para a dor reprimida de uma bailarina (Natalie
Portman).
Em "Machete", a pretexto de falar dos mexicanos que entram
ilegalmente nos Estados Unidos, Robert Rodriguez faz, como sempre,
a farra do sangue. Como se a vida fosse um simples videogame, ele
coloca seu elenco-fetiche (Danny Trejo, Steven Seagal) para matar
e morrer.
Se, num primeiro momento, soa como nota fora do tom a presença
de Rodriguez (de filmes como "El Mariachi" e "Grind
House") num festival como o de Veneza, logo se percebe que,
neste ano, o diretor da mostra, Marco Muller, estava de fato com
inspiração pop _e queda para a ação
e o trash.
Para além do júri entregue a Tarantino, um conhecido
cultor dos "filmes B", há a homenagem, com o Leão
pela carreira, ao chinês John Woo, considerado o reinventor
do gênero de ação, e uma curiosa seleção
de autores asiáticos.
BRUCE LEE
De Hong-Kong, a ser exibido fora de competição, vem
"Fist: the Return of Chen Zen" (a lenda do punho: a volta
de Chen Zen), de Andrew Lau. Trata-se do novo filme de uma série
inspirada em ninguém menos que o ator Bruce Lee.
Também pertencentes ao chamado cinema de gênero são
os filmes do japonês Miike Takashi, cultuado diretor do gênero
de terror.
Além de "13 Assassins" (13 assassinos), que está
em competição, o festival de Veneza exibirá
dois de seus filmes precedentes, "Zebraman" e "Zebraman
2: Attack on Zebra City (ataque em Zebra City).
Ainda em competição pelo Leão de Ouro está
"Detective Dee and the Mistery of Phanton Flame" (detetive
Dee e o mistério do fantasma), do chinês Tsui Hark,
considerado mestre pelos fãs da coreografia cinematográfica
das artes marciais.
À LA TARANTINO
Não por acaso, Quentin Tarantino, durante a entrevista coletiva
do júri do festival, na manhã de ontem, mostrou-se
feliz da vida com a missão que tem nos próximos dez
dias.
"Eu adoro estar em júris", festejou, após
cumprimentar os jornalistas com aquele "V" de vitória
que, no caso dos norte-americanos, é quase um tique. "A
lista de filmes é excitante para mim."
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