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TOTAL
Rir
para não chorar
ANA PAULA HINZ
POPTEVÊ
Isis Valverde já provou inúmeras vezes que tem talento
para a comédia. Por isso, não é surpresa que
ela tenha sido escalada para protagonizar um dos episódios
de "As Brasileiras". Na série de mesmo formato
de "As Cariocas", de 2010, sobra humor em seus 22 capítulos.
A atriz já terminou de gravar sua participação
e impressionou o diretor Daniel Filho, que elogiou sua atuação
e veia humorística. "Eu pulei de alegria quando ele
me chamou para fazer parte do projeto e pulei mais ainda quando
ele me elogiou. Era um sonho trabalhar com o Daniel Filho",
vibra.
Cada um dos episódios da série é protagonizado
por uma atriz diferente, como Juliana Paes e Giovanna Antonelli.
Elas interpretam mulheres de temperamento e regionalidade diferente
e Isis é a representante de Belo Horizonte. Em "A Culpada
de BH", ela dá vida à azarada e divertida mineira
Catarina. "Ela é uma moça que sempre acha que
tudo o que acontece de errado no mundo é culpa dela",
conta. Depois de interpretar uma mineira na novela "Ti Ti Ti"
- a mocinha Marcela -, a atriz, que é da pequenina cidade
de Aiuruoca, foi escolhida para fazer o episódio justamente
por ser de Minas Gerais. E adorou poder botar sua familiaridade
com a região em prática. "O sotaque é
bem puxado, mas para mim não é tão complicado
de fazer. Morei quatro anos em Belo Horizonte e minha família
é toda mineira. Fiquei 'relaxadíssima' em cena",
relembra aos risos.
Na trama, Catarina é uma moça ingênua que sempre
se mete em confusão. Desiludida, ela teme nunca ter sorte
e nem achar um amor verdadeiro. Um dia, se apaixona pelo médico
Vitório, de Humberto Martins. Mas até ela se aproximar
dele muitos mal-entendidos e até um defunto vão virar
sua vida de cabeça para baixo. "O legal da Catarina
é que mesmo quando tudo dá errado, ela nunca deixa
de sorrir. Em alguns momentos ela até chora sorrindo",
diverte-se a atriz, que acredita que as fatalidades que perseguem
sua personagem dão o tom engraçado do episódio.
"Toda comédia tem um drama por dentro. Várias
coisas que se passam com a Catarina são tristes, mas exibidas
através de um olhar cômico", analisa. Por causa
das situações hilárias e azaradas de sua personagem,
Isis precisou de muita concentração para conseguir
manter a seriedade. "Eu e o Humberto ríamos tanto que
a gente tinha de parar de gravar. Mas, apesar disso, acho que a
diversão e a união do elenco foi um trunfo do episódio.
O público vai perceber isso quando assistir", valoriza,
citando seu colega de elenco.
Em sua carreira, Isis já fez muitos papéis com tipos
bem definidos, como a inocente Ana do Véu em "Sinhá
Moça", a prostituta Telma em "Paraíso Tropical"
e a atrapalhada e burra Rakelli em "Beleza Pura". "Elas
tinham oscilações, mas seguiam um tipo de linha. Fiz
muitas personagens diferentes. Eu fui amadurecendo e a emissora
foi me dando cada vez mais papéis multifacetados", comemora.
O papel em "As Brasileiras" é mais uma dessas grandes
oportunidades. Por causa do jeito afobado de Catarina, Isis tentou
fazer seus diálogos e gestos da forma mais engraçada
possível. "A Catarina é tão divertida
que é quase uma personagem de desenho animado. Foi uma experiência
que me enriqueceu como atriz", avalia Isis, que se inspirou
na personagem principal do filme "O Misterioso Destino de Amélie
Poulan", do francês Jean-Pierre Jeunet, para montar o
temperamento neurótico e amável de Catarina. "Não
é uma cópia, obviamente, mas eu peguei alguns trejeitos.
A isso se juntou o figurino colorido, que ajudou a dar uma certa
leveza para ela", explica.
A mistura entre o pessimismo e a alegria está presente no
jeito e na história de sua personagem. Mas, apesar da fama
de azarada, Catarina contará com a ajuda de duas grandes
amigas, Natasha e Jô, vividas, respectivamente, por Bianca
Comparato e Raquel Fabri, para se ver livre das situações
complicadas em que se meterá. "A Catarina sofre bastante
coisas, mas ela vai perceber que um acaso ruim no início
pode se transformar em algo bom", avalia dando pistas sobre
um provável final feliz. "Acho que ela vai mostrar para
muita gente que é possível encontrar cor em um dia
cinza", filosofa.
Novos
ventos
Luana Borges
De Pop TV
Tem ator que gosta de ser surpreendido pela história de seu
personagem. Quanto mais mudanças ocorrerem no perfil dele
ao longo da trama, melhor. Por isso mesmo, Cássia Linhares
comemora a trajetória de Silvia, papel que interpreta em
"Rebelde". No início da história, ela era
uma "perua" falida, interessada em encontrar um marido
com dinheiro. Com o passar dos capítulos, foi se tornando
uma pessoa melhor e mais sóbria, até na maneira de
se vestir. "A partir do momento em que a personagem muda, a
atuação fica mais rica. E posso trabalhar outras coisas.
Sabe como é ator, a gente gosta é de ter trabalho
com o papel", garante, bem-humorada. Na trama, Silvia também
carrega uma pitada de comédia, mas a característica
não estava na sinopse inicial. "Eu fui um pouco responsável
por esse direcionamento para ser uma coisa mais cômica",
garante.
Nas diferentes fases da personagem, Cássia pôde perceber
uma resposta positiva do público. Até quando, na história,
Silvia aprontava poucas e boas, a atriz era abordada nas ruas com
simpatia. Depois que a moça deu uma aquietada, Cássia
sentiu uma aproximação ainda maior dos telespectadores.
Principalmente porque acredita que um papel que tenha uma boa índole
faz com que as pessoas se identifiquem. "Vide a novela das
nove da Globo, em que todo mundo torce pela heroína porque
ela tem caráter. Acho bacana eu estar fazendo uma personagem
que está seguindo por esse caminho", enfatiza, referindo-se
a "Fina Estampa", que tem a batalhadora Griselda, de Lília
Cabral, como protagonista. Outra maneira que Cássia tem de
avaliar a repercussão do trabalho é pelo Twitter.
Apesar de não entrar no microblog com tanta frequência,
quando o faz, aproveita para falar de outros projetos e ainda lê
comentários divertidos e elogiosos. "Acho engraçado,
me divirto. Olha que eu não sou nenhuma garotinha e estou
bem no Twitter. Fico lisonjeada", brinca ela, que tem cerca
de 72 mil seguidores.
Para compor a personagem, Cássia prestou atenção
nas características mais fortes de Silvia - a princípio,
uma mulher requintada, porém falida. "Ela ganha uns
trejeitos populares ao mesmo tempo em que tem educação.
Peguei muito por aí", explica. Mas o desenvolvimento
do papel foi tomando mais forma ao longo das gravações.
Isso porque antes ela não tinha tantas informações
sobre Silvia. "Você vai colocando coisas. É um
processo em que se tem muitos ganhos quando você começa
a gravar", analisa ela, que vai continuar na próxima
temporada de "Rebelde". Estar em um mesmo projeto durante
tanto tempo, aliás, é algo que agrada a atriz. Afinal,
ela já está acostumada com toda a equipe envolvida
na novela e com a personagem que interpreta. "Acho que vou
sofrer menos porque estou mais íntima do projeto. Só
facilita", avalia. "Você tem mais controle do personagem,
está mais solta", acrescenta.
Sempre simpática, Cássia é do tipo que não
glamouriza a profissão de atriz. Pelo contrário. E
nem cria grandes expectativas que não sejam relacionadas
à qualidade do trabalho que realiza. "Sou muito sóbria.
Vou à feira, ao supermercado, faço todas as minhas
coisas", conta. "A expectativa que eu tenho é:
'Será que vou acertar? Será que o diretor vai ficar
feliz com o que estou fazendo? Vou me dar bem com meus colegas?'",
especifica ela, que pretende estrear a peça "Querida
Mamãe", de Maria Adelaide Amaral, ainda este ano, além
de fazer um infantil. "Estou correndo atrás de um texto.
Estou com tempo porque a gente grava pouco. É tão
raro isso em tevê, que não posso perder essa oportunidade
de fazer outras coisas", frisa.

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