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MOSSORÓ (RN), DOMINGO, 05/02/2012 (ATUALIZADO: 23:49hs)
 
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Rir para não chorar
ANA PAULA HINZ
POPTEVÊ

Isis Valverde já provou inúmeras vezes que tem talento para a comédia. Por isso, não é surpresa que ela tenha sido escalada para protagonizar um dos episódios de "As Brasileiras". Na série de mesmo formato de "As Cariocas", de 2010, sobra humor em seus 22 capítulos. A atriz já terminou de gravar sua participação e impressionou o diretor Daniel Filho, que elogiou sua atuação e veia humorística. "Eu pulei de alegria quando ele me chamou para fazer parte do projeto e pulei mais ainda quando ele me elogiou. Era um sonho trabalhar com o Daniel Filho", vibra.
Cada um dos episódios da série é protagonizado por uma atriz diferente, como Juliana Paes e Giovanna Antonelli. Elas interpretam mulheres de temperamento e regionalidade diferente e Isis é a representante de Belo Horizonte. Em "A Culpada de BH", ela dá vida à azarada e divertida mineira Catarina. "Ela é uma moça que sempre acha que tudo o que acontece de errado no mundo é culpa dela", conta. Depois de interpretar uma mineira na novela "Ti Ti Ti" - a mocinha Marcela -, a atriz, que é da pequenina cidade de Aiuruoca, foi escolhida para fazer o episódio justamente por ser de Minas Gerais. E adorou poder botar sua familiaridade com a região em prática. "O sotaque é bem puxado, mas para mim não é tão complicado de fazer. Morei quatro anos em Belo Horizonte e minha família é toda mineira. Fiquei 'relaxadíssima' em cena", relembra aos risos.
Na trama, Catarina é uma moça ingênua que sempre se mete em confusão. Desiludida, ela teme nunca ter sorte e nem achar um amor verdadeiro. Um dia, se apaixona pelo médico Vitório, de Humberto Martins. Mas até ela se aproximar dele muitos mal-entendidos e até um defunto vão virar sua vida de cabeça para baixo. "O legal da Catarina é que mesmo quando tudo dá errado, ela nunca deixa de sorrir. Em alguns momentos ela até chora sorrindo", diverte-se a atriz, que acredita que as fatalidades que perseguem sua personagem dão o tom engraçado do episódio. "Toda comédia tem um drama por dentro. Várias coisas que se passam com a Catarina são tristes, mas exibidas através de um olhar cômico", analisa. Por causa das situações hilárias e azaradas de sua personagem, Isis precisou de muita concentração para conseguir manter a seriedade. "Eu e o Humberto ríamos tanto que a gente tinha de parar de gravar. Mas, apesar disso, acho que a diversão e a união do elenco foi um trunfo do episódio. O público vai perceber isso quando assistir", valoriza, citando seu colega de elenco.
Em sua carreira, Isis já fez muitos papéis com tipos bem definidos, como a inocente Ana do Véu em "Sinhá Moça", a prostituta Telma em "Paraíso Tropical" e a atrapalhada e burra Rakelli em "Beleza Pura". "Elas tinham oscilações, mas seguiam um tipo de linha. Fiz muitas personagens diferentes. Eu fui amadurecendo e a emissora foi me dando cada vez mais papéis multifacetados", comemora.
O papel em "As Brasileiras" é mais uma dessas grandes oportunidades. Por causa do jeito afobado de Catarina, Isis tentou fazer seus diálogos e gestos da forma mais engraçada possível. "A Catarina é tão divertida que é quase uma personagem de desenho animado. Foi uma experiência que me enriqueceu como atriz", avalia Isis, que se inspirou na personagem principal do filme "O Misterioso Destino de Amélie Poulan", do francês Jean-Pierre Jeunet, para montar o temperamento neurótico e amável de Catarina. "Não é uma cópia, obviamente, mas eu peguei alguns trejeitos. A isso se juntou o figurino colorido, que ajudou a dar uma certa leveza para ela", explica.
A mistura entre o pessimismo e a alegria está presente no jeito e na história de sua personagem. Mas, apesar da fama de azarada, Catarina contará com a ajuda de duas grandes amigas, Natasha e Jô, vividas, respectivamente, por Bianca Comparato e Raquel Fabri, para se ver livre das situações complicadas em que se meterá. "A Catarina sofre bastante coisas, mas ela vai perceber que um acaso ruim no início pode se transformar em algo bom", avalia dando pistas sobre um provável final feliz. "Acho que ela vai mostrar para muita gente que é possível encontrar cor em um dia cinza", filosofa.

Novos ventos
Luana Borges
De Pop TV

Tem ator que gosta de ser surpreendido pela história de seu personagem. Quanto mais mudanças ocorrerem no perfil dele ao longo da trama, melhor. Por isso mesmo, Cássia Linhares comemora a trajetória de Silvia, papel que interpreta em "Rebelde". No início da história, ela era uma "perua" falida, interessada em encontrar um marido com dinheiro. Com o passar dos capítulos, foi se tornando uma pessoa melhor e mais sóbria, até na maneira de se vestir. "A partir do momento em que a personagem muda, a atuação fica mais rica. E posso trabalhar outras coisas. Sabe como é ator, a gente gosta é de ter trabalho com o papel", garante, bem-humorada. Na trama, Silvia também carrega uma pitada de comédia, mas a característica não estava na sinopse inicial. "Eu fui um pouco responsável por esse direcionamento para ser uma coisa mais cômica", garante.
Nas diferentes fases da personagem, Cássia pôde perceber uma resposta positiva do público. Até quando, na história, Silvia aprontava poucas e boas, a atriz era abordada nas ruas com simpatia. Depois que a moça deu uma aquietada, Cássia sentiu uma aproximação ainda maior dos telespectadores. Principalmente porque acredita que um papel que tenha uma boa índole faz com que as pessoas se identifiquem. "Vide a novela das nove da Globo, em que todo mundo torce pela heroína porque ela tem caráter. Acho bacana eu estar fazendo uma personagem que está seguindo por esse caminho", enfatiza, referindo-se a "Fina Estampa", que tem a batalhadora Griselda, de Lília Cabral, como protagonista. Outra maneira que Cássia tem de avaliar a repercussão do trabalho é pelo Twitter. Apesar de não entrar no microblog com tanta frequência, quando o faz, aproveita para falar de outros projetos e ainda lê comentários divertidos e elogiosos. "Acho engraçado, me divirto. Olha que eu não sou nenhuma garotinha e estou bem no Twitter. Fico lisonjeada", brinca ela, que tem cerca de 72 mil seguidores.
Para compor a personagem, Cássia prestou atenção nas características mais fortes de Silvia - a princípio, uma mulher requintada, porém falida. "Ela ganha uns trejeitos populares ao mesmo tempo em que tem educação. Peguei muito por aí", explica. Mas o desenvolvimento do papel foi tomando mais forma ao longo das gravações. Isso porque antes ela não tinha tantas informações sobre Silvia. "Você vai colocando coisas. É um processo em que se tem muitos ganhos quando você começa a gravar", analisa ela, que vai continuar na próxima temporada de "Rebelde". Estar em um mesmo projeto durante tanto tempo, aliás, é algo que agrada a atriz. Afinal, ela já está acostumada com toda a equipe envolvida na novela e com a personagem que interpreta. "Acho que vou sofrer menos porque estou mais íntima do projeto. Só facilita", avalia. "Você tem mais controle do personagem, está mais solta", acrescenta.
Sempre simpática, Cássia é do tipo que não glamouriza a profissão de atriz. Pelo contrário. E nem cria grandes expectativas que não sejam relacionadas à qualidade do trabalho que realiza. "Sou muito sóbria. Vou à feira, ao supermercado, faço todas as minhas coisas", conta. "A expectativa que eu tenho é: 'Será que vou acertar? Será que o diretor vai ficar feliz com o que estou fazendo? Vou me dar bem com meus colegas?'", especifica ela, que pretende estrear a peça "Querida Mamãe", de Maria Adelaide Amaral, ainda este ano, além de fazer um infantil. "Estou correndo atrás de um texto. Estou com tempo porque a gente grava pouco. É tão raro isso em tevê, que não posso perder essa oportunidade de fazer outras coisas", frisa.

 



       


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