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MOSSORÓ (RN), DOMINGO, 05/02/2012 (ATUALIZADO: 23:49hs)
 
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EM FOCO
Fora do comum
ANA PAULA HINZ
PopTevê

Papéis difíceis e cheios de responsabilidade são frequentes na carreira de Rafael Cardoso. Depois de o ator ficar em evidência por interpretar um homossexual no filme "Do Começo ao Fim", de Aluízio Abranches, de 2009, as boas oportunidades na tevê passaram a surgir. Sem desapontar, Rafael aproveitou cada chance e rapidamente alcançou o posto mais importante de uma novela das seis. Mesmo escalado para fazer outro folhetim da Globo, ele foi tão bem em um teste de elenco, que conquistou o papel do sereno Rodrigo de "A Vida da Gente". "Qualquer ator espera e sonha muito com essa chance", comemora.
Seu primeiro protagonista na tevê é um mocinho com inúmeros defeitos e incertezas. Na trama, Rodrigo fica dividido entre a antiga paixão por Ana, de Fernanda Vasconcellos, e o relacionamento construído com a irmã dela, Manu, vivida por Marjorie Estiano. Confuso, ele acaba agindo por impulso e magoando as duas em algumas situações. "Ninguém erra querendo errar, mas acontece. Faz parte do ser humano. Mostrar isso é o que engrandece o texto da Lícia", elogia, citando a autora Lícia Manzo.
O dilema começa depois que Ana acorda de um coma que dura quatro anos. Casado Manu, ele se vê novamente apaixonado pela ex e decide assumir o romance e enfrentar as consequências. "Nem sempre a gente consegue esconder os nossos sentimentos. Em algum momento eles vêm à tona", analisa. Agora, porém, as circunstâncias novamente os separaram. E, dia após dia, Rodrigo se reaproxima de Manu. "Ele ainda está tentando se encontrar. Eu não queria estar no lugar do Rodrigo", brinca.
A todos os problemas amorosos do personagem soma-se também a grande dificuldade dele em ajudar a filha Julia, encarnada pela pequena Jesuela Moro, a entender os dramas familiares. "Ela é uma grande preocupação do Rodrigo", conta o ator, que nunca tinha contracenado tanto com uma criança. "Eu sempre convivi com elas, mas ninguém nunca tinha me chamado de pai. Mesmo sendo para a novela, isso mexe um pouco com a gente", confessa o ator, que sonha em ter filhos um dia.
O primeiro papel de destaque de Rodrigo foi em "Beleza Pura" como o impulsivo adolescente Klaus. Pouco depois, ele experimentou uma grande repercussão ao interpretar Thomaz, um jovem que desenvolve uma relação incestuosa e homossexual com seu meio-irmão, no longa "Do Começo ao Fim". "Não tive medo de que a polêmica estigmatizasse a minha carreira", garante o ator, que depois do sucesso do filme fez a novela "Ti Ti Ti" e a série "Cinquentinha". "Sempre busco papéis que possam ser diferentes e que agreguem valor à minha carreira. No caso de 'Cinquentinha', eu fazia um rapaz que se envolvia com uma mulher bem mais velha", expõe.
A vontade de fazer personagens instigantes faz com que o ator opte por trabalhos mais difíceis. Antes de entrar para "A Vida da Gente", ele começou a filmar o longa "Senhores da Guerra", de Tabajara Ruas, que é dividido em duas partes. Com o fim da novela, em março, ele volta a rodar suas cenas na pele de Julio Rafael Bozano, um jovem que lutou pelo Partido Republicano durante a revolução de 1923, no Rio Grande do Sul. "Personagens que me proporcionam uma composição mais complexa e um trabalho de pesquisa profundo sempre serão a minha escolha", avalia.
Para Rafael, é por causa dessa forma com que direciona sua carreira, que hoje ele tem nas mãos um protagonista. "Batalhei muito para chegar onde estou", destaca orgulhoso. Enquanto não encerra sua participação na novela, Rafael prefere não opinar sobre o destino de seu personagem. Mas comemora a repercussão do folhetim. "O elenco e a equipe tem trabalhado da melhor forma possível. Acredito que o público percebe isso", valoriza.

PERSONAGEM DA SEMANA
De um extremo a outro
Luana Borges
PopTevê

Interpretar um personagem de novela significa, muitas vezes, estar sujeito à reação do público. É comum que atores sejam abordados - até com uma certa intimidade - por pessoas que querem criticar ou elogiar as atitudes de seu papel. Na pele de Baltazar, em "Fina Estampa", Alexandre Nero está tendo a chance de conhecer diferentes opiniões. Principalmente porque, na trama, o motorista de Tereza Cristina, vivida por Christiane Torloni, passou boa parte do tempo batendo na mulher, Celeste, de Dira Paes. Depois de ser denunciado pela esposa e ir para a cadeia, deixou a agressividade de lado. E ainda conquistou a simpatia dos telespectadores por causa da "dobradinha" cômica com Crô, de Marcelo Serrado. A mudança na trajetória do personagem reflete na maneira com que Alexandre tem sido parado nas ruas. "Agora as pessoas gostam mais de mim e fazem mais brincadeiras e mais leves. Antes, ficavam me olhando como se eu pudesse ser um homem muito bravo", compara, aos risos.
P - Na história, desde que Baltazar parou de bater na mulher, mostrou uma faceta mais cômica nas cenas com Crô. Como analisa essa mudança no perfil do personagem?
R - Foi algo que eu e Marcelo plantamos desde o início da novela. O Wolf Maya gostou da brincadeira, o Aguinaldo comprou e começou a escrever cada vez mais para nós dois. O Aguinaldo gosta de uma "farra" dos personagens. Ele gosta de brincar e entreter o público com diversão. Por isso, achou melhor ir por esse caminho do que continuar na agressão doméstica.
P - O que acha dessa especulação sobre o Crô e o Baltazar ficarem juntos no final da novela?
R - Eu acho ótimo pelo fato de ter sido uma brincadeira que eu e Marcelo criamos e que o público gostou muito. Então, fomos nós os primeiros a querer que isso acontecesse. Afinal, é um homofóbico se relacionando com um gay. Uma deliciosa ironia, não é (risos)? Por outro lado, gosto sempre de surpreender o público. Se a maioria acha que Baltazar deve ser o amante do Crô, eu já preferia que não fosse.
P - Como foi o processo para compor seu personagem?
R - No início, ainda estava um pouco cru, pois foi difícil arrumar argumentos para a agressão deste homem. Com o tempo, fui achando as fraquezas dele e foi aí que ele me convenceu. Um homem violento é fraco. Acredito que a violência seja um pedido de socorro. Acho que é um homem que nunca foi amado, nunca foi acariciado pela mãe ou pai, se é que conheceu um dos dois. É um homem que virou um casca dura justamente por ser frágil. Os valentões, no fundo, são uns "bunda moles" e inseguros. É como diz a música "Cara Valente", do Marcelo Camelo: "(...) Esse humor, É coisa de um rapaz, Que sem ter proteção, Foi se esconder atrás, Da cara de vilão (...)".
P - Você já interpretou papéis bonzinhos e também malvados. Qual tipo dá a você mais possibilidades cênicas?
R - As possibilidades não dependem de ser vilão ou bonzinho, dependem do personagem. Acho que todos eles podem ter grandes possibilidades. Afinal, não somos uma coisa só, somos uma infinidade delas. Assim devem ser os personagens.
P - Como está sua carreira musical desde o lançamento de seu último CD, "Vendo Amor - Em Suas Mais Variadas Formas, Tamanhos e Posições"? Tem outros projetos de trabalho em vista?
R - A música vai bem e o CD, vendendo melhor ainda. Tenho o projeto de gravar o DVD depois da novela. Em relação à tevê, cinema e teatro, estamos - eu e Globo - conversando, já que sou um contratado da emissora, para vermos quais projetos são os ideais para darmos andamento agora.

RETRATO FALADO
Negócios à parte
Gabriel Sobreira
PopTevê

Amigo é para todas as horas. Em tese, essa máxima, que flerta com o clichê, é levada à risca por muitas pessoas. Na teledramaturgia não poderia ser diferente. Na alegria ou na fossa, na riqueza ou no desemprego, eles estão sempre lá para apoiar, ouvir e ajudar. No caso de Odessa, a personagem de Karina Marthin, em "Aquele Beijo", da Globo, não é diferente. "A minha personagem é mesmo amiga da Marisol e está querendo ajudá-la. Bem ou mal, ela perdeu o emprego dela ajudando a amiga", pontua a atriz, referindo-se à personagem de Mary Sheila.
No texto de Miguel Falabella, Odessa é uma costureira e, até que prove o contrário, grande amiga da estilista Marisol. Entre acertos e tropeços, a dupla consegue trabalhar na luxuosa loja Comprare, de propriedade de Maruschka, de Marília Pêra. Mas, aos poucos, Odessa tem mostrado que é mulher de personalidade bem forte. "Ela é boa, mas não é boazinha. Não sei se por necessidade, ou deslumbre, ela talvez vire as costas para a amiga", observa, entre risos.
Para a atriz, o público, pelo menos nas ruas, já dá essa "traição" como certa. Eles acreditam que, a qualquer momento, a costureira vai "apunhalar" a amiga e, por conta própria resolveram tomar as dores da personagem Marisol. "Certo dia, fui dar uma volta no Centro do Rio de Janeiro e uma senhora falou: 'Se fizer algo com a Marisol vai apanhar'. No começo fiquei um pouco assustada, mas estou muito feliz com o retorno", diverte-se.

Perfil
•Nome: Karina Hernandez Martinez.
•Nascimento: 29 de julho de 1981, em Jaú, São Paulo.
•Na tevê: "Adoro as séries 'Two And A Half Men' e 'Law & Order'".
•Ao que não assiste na tevê: "'Reality show' e notícias tristes".
•Nas horas livres: Viajar.
•No cinema: "Fiquei impressionada com a interpretação da atriz Natalie Portman em 'Cisne Negro".
•Livro: "O Evangelho Segundo o Espiritismo", de Allan Kardec.
•Música: "Sou bem eclética" (risos).
•Prato predileto: Sushi.
•Pior presente: Chaveiro usado.
•O melhor do guarda-roupa: "Uma bolsa Chanel bem antiga que achei em um brechó em Nova Iorque".
•Perfume: "Chloé".
•Homem bonito: Richard Gere.
•Mulher bonita: Julia Roberts.
•Ator: Al Pacino.
•Atriz: Marília Pêra.
•Cantor: Frank Sinatra.
•Cantora: Adele.
•Animal de estimação: "Estou louca para ter um daqueles porquinhos que não crescem".
•Escritor: John Sandford.
•Arma de sedução: Espontaneidade.
•Melhor viagem: "Qualquer lugar que tenha neve e eu possa colocar os meus esquis".
•Sinônimo de elegância: Marília Pêra.
•Gula: Chocolate.
•Ira: Injustiça.
•Luxúria: Inteligência e bom humor.
•Inveja: "De quem sabe tocar piano".
•Cobiça: "Comprar minha casa com meu dinheiro".
•Preguiça: "De malhar e acordar cedo".
•Vaidade: Maquiagem.
•Mania: "Não consigo dormir sem usar máscara".
•Filosofia de vida: "Viver e não ter a vergonha de ser feliz".

 




       


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