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PENTE FINO
PM
faz revista na cadeia de Caraúbas
Caraúbas - Cerca de 25 policiais militares
participaram de uma operação pente fino na Cadeia
Pública Promotor Manoel Pessoa Alves Neto, nesta cidade,
durante a tarde de terça-feira passada. Na ocasião,
os militares apreenderam vários pedaços de telefones
celulares - os presos desmontam para dificultar a localização
-, uma pequena quantidade de drogas e outros objetos que poderiam
ser utilizados como armas em uma tentativa de fuga ou rebelião.
Os donos dos objetos não foram identificados pela PM.
De acordo com o diretor daquela unidade prisional, o major da Polícia
Militar Elyause Moreira da Silva Júnior, essas operações
são realizadas semanalmente na prisão, mudando apenas
as de cada revista. Entretanto, na revista desta semana, ele conta
que resolveu inovar e solicitou apoio dos policiais militares de
Campo Grande e Apodi, cidades vizinhas. Juntando com os PMs que
fazem a guarda da Cadeia Pública de Caraúbas, foram
utilizados aproximadamente 25 homens.
Elyause informou que todas as celas foram revistadas e que, mesmo
assim, a quantidade de objetos apreendidos foi menor do que o esperado.
"Isso pode estar mostrando que está entrando menos coisa
aqui na cadeia", comenta o militar, destacando que não
descarta a possibilidade da maior parte dos objetos estar escondida
em locais que não foram vistos.
Mesmo assim, apesar da pequena quantidade de objetos, o oficial
da PM ressalta que a revista serve para inibir os presos. Os policiais
acabaram descobrindo uma espécie de buraco, fora das celas,
que era utilizado pelos presos para esconder drogas e outros objetos.
É o que eles chamam de "toca".
A CAPACIDADE
Hoje, a Cadeia Pública de Caraúbas está operando
com aproximadamente 150 presos provisórios, ou seja, praticamente
no seu limite, que é de 152 detentos provisórios.
A unidade é dividida em dois blocos diferentes, cada um deles
com seis celas, que comportam uma média de cinco presos.
Além destas celas, existem mais três para a triagem
dos presos que chegam e quatro, que são conhecidas como o
"castigo", para presos mal-comportados.
TRANSFERÊNCIA
O preso Carlos Martins Júnior, que era albergado em Alcaçuz,
presídio estadual de Nísia Floresta, e havia sido
mandado recentemente para a Cadeia Pública de Caraúbas,
foi transferido na tarde de terça-feira passada para o presídio
federal de segurança máxima de Mossoró por
ordem judicial.
Ele é suspeito de integrar a facção criminosa
de São Paulo, Primeiro Comando da Capital (PCC), e estava
comprometendo a segurança em Alcaçuz. Por isso, foi
"isolado" dos seus comparsas em Caraúbas e agora
recambiado para o federal.
PRF
apreende 4 armas e 150 munições
A Polícia Rodoviária Federal
(PRF) apreendeu quatro armas de fogo e 150 munições
de variados calibres através da realização
de barreiras na BR-101, no trecho conhecido como Igapó, em
Natal. Ao todo, a PRF realizou a prisão de seis pessoas,
sendo três por porte ilegal de arma de fogo e os outros três
com base na Lei Seca.
De acordo com nota enviada pelo Núcleo de Comunicação
Social da PRF no Rio Grande do Norte, as prisões ocorreram
na noite de terça-feira passada. As primeiras ocorreram por
volta das 23h30, quando uma moto, em alta velocidade, foi abordada
pelos policiais rodoviários federais.
Ao revistarem os ocupantes, os policiais perceberam que ambos estavam
armados. Na ocasião, foram apreendidos dois revólveres
calibre 38, cada um deles com seis munições. Foram
presos Cláudio Santos Andrade, de 28 anos; e Joaquim Fonseca
de Morais Júnior, sem documentos.
Logo em seguida, no km 80 da BR-101, em Natal, foi apreendido mais
um revólver, calibre 38 e uma pistola calibre 380, juntamente
com 40 munições de calibre 38 e mais sete carregadores
(da pistola) com 98 munições. As armas pertenciam
a Everaldo Matias do Nascimento, 28, responsável por um estabelecimento
comercial, à margem da BR-101.
De 1º de janeiro a 9 de março deste ano já foram
apreendidas pela PRF nove armas de fogo, sendo oito revólveres
cal. 38 e uma pistola cal.380, além de 225 munições.
Ainda durante a fiscalização, no mesmo local, foram
detidas mais três pessoas. Duas por dirigirem sob efeito de
álcool e uma outra por conduzir um veículo com a numeração
do motor raspada (adulteração).
Polícia
Militar recaptura mais quatro foragidos da Cadeia Pública
no Ceará
Em menos de 48 horas, a Polícia Militar
conseguiu recapturar seis dos 14 presos que fugiram da Cadeia Pública
Manoel Onofre Lopes de Souza durante a madrugada de domingo passado.
Entre os fugitivos que ainda não foi recapturado está
o paraibano Ari Muniz da Silva, de 30 anos, que é procurado
em três Estados diferentes.
Só ontem, os policiais do Setor de Inteligência do
Segundo Batalhão de Mossoró conseguiram capturar quatro
fugitivos. Antônio de Souza Lima, Francisco Eudes Alves da
Silva, Mizael Tavares da Silva e Thiago Bruno da Silva estavam escondidos
em uma pousada na cidade de Quixeré, no Ceará.
Para o diretor da Cadeia Pública de Mossoró, Alexandre
Nóbrega, a PM conseguirá recapturar todos os foragidos.
"A gente já tem informações sobre o paradeiro
dos outros presos e o pessoal da PM está na cola deles",
disse o advogado Alexandre Nóbrega, ressaltando o esforço
da Polícia Militar. "Em menos de 48 horas, eles já
conseguiram prender seis", frisou.
Para a direção da Cadeia Pública de Mossoró,
o mais difícil de ser recapturado deverá ser o paraibano
Ari Muniz. Ele já era procurado pela Justiça de Minas
Gerais, São Paulo e Paraíba. Segundo apurou o DE FATO,
já existem informações de que ele estaria sendo
investigado também no Estado do Pernambuco quando foi preso
em Mossoró pela PF com duas pistolas, ambas municiadas.
Os primeiros levantamentos feitos pelos agentes penitenciários
estaduais da Cadeia Pública apontam que o paraibano poderia
ter sido o mentor desta última fuga. O histórico do
preso é um dos agravantes que lhe colocam como possível
mentor. Ele já havia escapado da prisão em Minas Gerais.
Quem tiver alguma informação sobre o paradeiro dos
foragidos, podem ligar para a Central de Operações
da Polícia Militar (COPOM), através do 190. A ligação
é gratuita e não é preciso se identificar.
Família
procura jovem desaparecida
Nova Parnamirim - A jovem estudante Talita
Costa da Silva, de 17 anos, está desaparecida desde o meio-dia
da segunda-feira. Ela saiu de casa para ir trabalhar, no Banco do
Nordeste, onde é bolsista, e não foi mais vista. Talita
vestia uma camiseta branca e uma saia da última vez que foi
vista pela mãe, a comerciária Josefa Barros da Silva.
Devido à greve, as aulas de Talita ainda não começaram
e a adolescente passava boa parte das manhãs na residência
onde morava com duas irmãs mais velhas e a mãe, na
Avenida Maria Lacerda Montenegro, no conjunto Guaíra, em
Nova Parnamirim. Josefa Barros afirmou que a filha não apresentava
nenhuma mudança de comportamento na manhã do dia em
que desapareceu - mesmo tendo dito na tarde de sexta-feira a uma
colega de trabalho que iria fugir de casa.
A mãe de Talita começou a se preocupar com o desaparecimento
da filha ainda na noite de segunda-feira. "Ela nunca foi de
chegar em casa tarde", afirmou Josefa Barros.
Porém, somente na tarde de terça-feira procurou a
polícia, indo até a Delegacia da Criança e
do Adolescente (DCA). Com outras funcionárias do Banco do
Nordeste, ainda descobriu que a adolescente não havia ido
trabalhar na segunda-feira.
A comerciária e o ex-marido dela, pai de Talita, o comerciante
Theogenes Costa da Silva, afirmaram que tentaram ligar para os dois
celulares da menina, mas sem sucesso. Um só chamava até
terça-feira - e agora leva a ligação direto
para a caixa postal - e o outro dá sempre aviso de desligado.
Segundo os pais da adolescente, ela havia terminado um longo namoro
há pouco tempo e ainda parecia estar interessada no rapaz.
O jovem informou à família dela que a última
vez que teve contato com Talita foi na sexta-feira, por telefone,
em uma rápida ligação. Nela, não foi
comentado nenhuma intenção de fuga de Talita.
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