

DÍVIDAS
DO TRÁFICO
Morte
de comerciante pode ser vingança
A Polícia Civil já começou
a fazer levantamentos em torno da morte do comerciante Francisco
Reginaldo Pereira de Lima, que tinha 29 anos e foi executado com
dois tiros na noite de sexta-feira passada. Os policiais acreditam
que ele tenha sido morto por causa de uma dívida com traficantes.
"É uma linha de investigação que foi levantada
pelos policiais e que nós vamos investigar com cautela",
conta Antônio Pinto, delegado que está à frente
das investigações sobre este crime, que é investigado
pela Primeira Delegacia e pode ter relação com outras
mortes de pessoas ligadas ao tráfico na cidade.
Segundo apuraram os agentes daquela distrital, Reginaldo já
vinha comprando drogas aos traficantes da cidade, que são
considerados de menor porte na escala do crime, mas de uns dias
para cá, ele teria passado a comprar diretamente aquelas
pessoas que trazem do exterior e não quitou a dívida
da última compra, resultando em morte. "A gente já
tinha informação que ele vendia crack há algum
tempo na cidade e que já havia sido preso com outras pessoas
da sua família", diz um agente, que pede a preservação
da sua identidade para não atrapalhar o trabalho em torno
do caso, que é considerado complexo.
O mesmo policial conta que tentou ouvir algumas pessoas da família,
mas que nenhum deles aceitou falar sobre este caso. "Eles têm
medo de falar porque sabem o risco que vão estar correndo",
complementa o agente. Apesar disso, alguns parentes e amigos da
vítima já foram identificados e deverão ser
chamados para depor sobre o caso nos próximos dias. "A
gente vai ouvir esse pessoal pra ver se consegue alguma coisa",
adianta Pinto, que vai intimar também o dono do quiosque
onde o crime ocorreu. "Ele também vai ser chamado pra
dizer o que viu", acrescenta o delegado Antônio Pinto.
O CRIME
Na noite de sexta-feira (4) passada, a vítima estava em um
quiosque situado na Praça do Bairro Alto da Conceição.
De acordo com a polícia, ao lado da vítima estava
uma garota, identificada como Simone. Os dois foram pegos de surpresa
por uma dupla em uma moto. O bandido que estava na garupa desceu,
se aproximou, sacou a arma e efetuou dois disparos à queima-roupa,
que atingiram o comerciante na cabeça e no peito. Ele ainda
chegou a ser socorrido por populares, mas morreu ao dar entrada
no Tarcísio Maia.
Irmãos
são presos acusados de assaltos
Natal
- Os irmãos Deivid Ferreira de Lima, 21 anos, e Daniele Ferreira
de Lima, 18, foram presos em flagrante na noite de sexta-feira passada
juntamente com Geilson Oliveira Ribeiro, 21, e Everton Justino do
Nascimento, 24. O quarteto estava em um carro tipo GM Corsa de cor
verde e placas MYE-8110, RN, onde foram encontrados um revólver
calibre 38 municiado, vários telefones celulares, bolsas
e dinheiro. Segundo a polícia, eles são suspeitos
de participação em um assalto contra um salão
de beleza que fica no bairro Lagoa Nova, além de outros crimes.
Os suspeitos foram presos por uma equipe da Ronda Ostensiva com
Apoio de Motocicletas (ROCAM) da Polícia Militar por volta
das 20h, em uma abordagem de rotina realizada no bairro Potengi.
Ao constatar que se tratava de uma quadrilha, os policiais deram
voz de prisão e encaminharam os suspeitos para serem autuados
por porte ilegal de armas. No momento da prisão, a proprietária
do salão ligou para o seu celular que estava em poder de
um dos acusados. Os policiais atenderam e a vítima deu as
características dos bandidos, denunciando a quadrilha.
Segundo a proprietária do salão, três indivíduos
entraram em seu estabelecimento horas antes da prisão, por
volta de 18h40, e anunciaram o assalto ameaçando com o revólver.
Os acusados levaram R$ 1.600 e o celular da proprietária,
além de alguns pertences do salão, dos clientes e
funcionários. Logo em seguida, eles se evadiram do local
e a polícia foi acionada. Em depoimento à polícia,
Gleison confessou o assalto ao salão e disse que foi convidado
por Everton para praticar o crime. Já Everton confessou o
crime, mas alegou que foi Gleison que deu a idéia do assalto.
Daniele negou.
Adiado
julgamento de ex-policial
Natal
- O julgamento do ex-policial João Maria da Costa Peixoto,
conhecido como João "Grandão", foi adiado
ontem por tempo indeterminado, até que um novo grupo de jurados
seja convocado pela Justiça, o que inicialmente só
deve ocorrer no próximo ano. O motivo da suspensão
foi o fato de uma das juradas, já dispensada, ter voltado
para o meio dos demais que ainda poderiam participar do julgamento
e, aos prantos, afirmar que o acusado seria responsável pela
morte de um cunhado seu.
O fato levou a "contaminação" dos jurados
e o advogado de defesa Geraldo Oliveira pediu a "nulidade absoluta"
do júri, no que foi acompanhado pelo promotor Augusto Azevedo,
tendo a tese sido acatada pela juíza Eliane Alves Marinho.
"A ocorrência, não há dúvida, macula
de vício insanável o julgamento pela influência
que a conduta da jurada produziu diante dos julgadores do fato",
descreveu a meritíssima em sua decisão final.
O promotor lamentou bastante a suspensão, mas reconheceu
que não haveria como manter o julgamento com o mesmo grupo
de jurados. Ele levantou, contudo, a hipótese de um novo
grupo ser convocado logo que se encerrem as atuais pautas de julgamento
e o júri ser marcado ainda para este ano, embora a previsão
seja de que os novos jurados só venham a ser chamados em
2009.
João "Grandão" respondia, ontem, pela acusação
de tentar matar João Maria da Silva Nascimento, em 13 de
novembro de 1994, na Praia dos Artistas. A tese do ex-policial é
de legítima defesa. Já de acordo com o Ministério
Público, a tentativa de homicídio teria ocorrido pelo
fato de a vítima ter participado de uma manifestação
em repúdio à morte de um cidadão por um policial,
ocorrida no bairro de Petrópolis.
A acusação é de que, por volta das 13h, próximo
ao bar Caravelas da Praia dos Artistas, o ex-policial efetuou três
disparos de revólver contra João Maria da Silva, após
tê-lo agredido. As balas atingiram a vítima e ela foi
socorrida para o Hospital Walfredo Gurgel em estado grave, mas sobreviveu.
João "Grandão" já havia sido condenado
a 14 anos de prisão, em abril, pela morte de Osvaldo Emílio
Soares, ocorrida em 2003, juntamente com Antônio Rosendo e
o também policial Márcio Silva, o "Márcio
Cabeção". Um dia após ouvirem a sentença,
contudo, os três obtiveram o direito de recorrer em liberdade.
(Fonte: Tribuna do Norte)
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