

CÂMARA
Democratas
se isolam na proporcional
Julierme Torres
Da Redação
O Democratas vai sair isolado na disputa proporcional, em Mossoró.
O partido não conseguiu formalizar a aliança com o
PTB, do vereador Benjamim Machado, mais um pacote de nanicos que
estão na aliança que vai dar sustentação
à candidatura a reeleição da prefeita Fafá
Rosado (DEM). O prazo para registrar as candidaturas terminou no
sábado passado.
A Coligação Força do Povo, de Fafá Rosado,
formada por 12 partidos que se dividiram em cinco coligações
na proporcional. O PTB, que vinha encontrando dificuldades para
se encaixar, acabou formalizando a aliança com o PPS, PSDC
e PHS. Esse bloco foi denominado de Frente Popular da Solidariedade,
e tem 23 candidatos a vereador.
As negociações que vinham sendo feitas tentavam incluir
o Democratas nessa aliança. Como o acordo não vingou,
o partido terá que ser coligado apenas com o nanico PT do
B, que ofereceu apenas um candidato a vereador para a chapa. É
Francisco Brilhante, que na eleição de 2004 recebeu
apenas 14 votos.
Essa aliança do DEM com o PT do B, que foi chamada de "Com
a Força do Povo", tem ao todo 11 candidatos a vereador.
Desses, cinco já tem mandato na Câmara de Mossoró
e tentam continuar no Legislativo Municipal. Dois nomes considerados
fortes entraram para ampliar a concorrência interna: o da
ex-gerente de Educação, Niná Rebouças
(DEM) e da vice-prefeita Cláudia Regina (DEM).
O líder do DEM na Câmara, vereador Francisco Dantas
da Rocha, popularmente chamado de Chico da Prefeitura, disse em
entrevista ao programa Cenário Político, na TV Cabo
Mossoró (TCM), que o quadro é acirrado. Ele acredita
que o partido consiga eleger três vereadores.
Na oposição, não houve surpresa. A coligação
Inova Mossoró, do candidato Renato Fernandes (PR), formalizou
o chapão entre PR, PC do B e PTC. Os três partidos
registraram 21 nomes para a Câmara Municipal. O candidato
Heronildes Bezerra, do PRTB, terá apenas dois candidatos
à Câmara Municipal.
Uma surpresa no registro das candidaturas ficou por conta de Larissa
Rosado (PSB). A candidata registrou sua coligação
na sexta-feira passada, no Cartório da 34ª Zona Eleitoral,
com o nome de "União para a Mudança". Um
dia depois entrou com um pedido para mudar o nome da coligação
para "Mossoró pra Você". A alteração
será analisada pelo juiz Francisco Seraphico da Nóbrega,
que é o responsável pelo registro de candidaturas
em Mossoró.
Quanto à disputa proporcional, os sete partidos que estão
apoiando a candidatura de Larissa Rosado, se uniram em um chapão.
O bloco registrou 24 nomes para a disputa proporcional.
Larissa
começa campanha com caminhada; Fafá e Renato priorizam
a comunicação
Os principais candidatos à Prefeitura
de Mossoró montaram estratégias diferentes para o
início da campanha. Apenas Larissa Rosado (PSB) colocou o
bloco na rua. Fafá Rosado (DEM) e Renato Fernandes (PR) priorizaram
as reuniões com assessores e visitas localizadas.
Larissa fez a primeira mobilização de rua da campanha
logo na manhã do último domingo. A candidata, acompanhada
do candidato a vice, Tércio Pereira, e da deputada federal
Sandra Rosado (PSB), reuniu um grande número de militantes
no Mercado do Alto da Conceição. Em seguida, fez caminhada,
que terminou no bairro Boa Vista (Zona Sul).
Hoje, a candidata interrompe a agenda de rua. Larissa e Tércio
Pereira viajam para Brasília. Os dois têm reunião
agendada com o presidente nacional do Partido dos Trabalhadores
(PT), Ricardo Berzoini, para discutir a participação
da sigla na campanha de Mossoró. O retorno a Mossoró
está marcado para a noite de quarta-feira, e a programação
de campanha será retomada na quinta-feira.
Fafá Rosado decidiu retardar sua campanha de rua. Ontem,
a candidata visitou os veículos de comunicação
da cidade. Ela esteve no JORNAL DE FATO, onde foi recebida pelo
diretor César Santos. Acompanhada da candidata à vice,
Ruth Ciarlini (DEM), ela disse que existe um cronograma que está
sendo elaborado para o início de suas mobilizações
de rua.
A candidata afirmou que nessa semana vai priorizar a agenda administrativa,
como prefeita. Ontem à noite, Fafá realizou a primeira
reunião política com a militância. O encontro
em sua casa, no bairro Nova Betânia, serviu para começar
a decidir a atuação nas mobilizações
de rua, que devem começar apenas no final de semana.
Já o candidato da coligação Inova Mossoró,
Renato Fernandes (PR), reservou os primeiros dias de campanha para
cuidar do marketing. Ele passou o fim de semana em Natal, participando
de reuniões na agência de propaganda que vai cuidar
de sua mídia e do programa eleitoral de rádio e televisão.
Renato informou que pretendia começar a campanha de rua já
no domingo passado, mas foi orientado pelo marketing a aguardar.
O candidato, no entanto, confirmou que ainda esta semana vai começar
o contato com eleitores. Inicialmente, será elaborado um
cronograma de visitas às indústrias da cidade.
O candidato do PRTB, Heronildes Bezerra, não divulgou sua
programação no final de semana. Para hoje, ele programou
abordagens, captação de apoios e recrutamento de militantes
em áreas diversas da cidade.

Garibaldi
quer votar amanhã a nova
lei com mais rigor nas candidaturas
Brasília (AE) - O presidente do Senado,
Garibaldi Alves (PMDB-RN), pretende votar nesta quarta-feira (9),
no plenário, mudanças na lei de inelegibilidades,
tornando mais rigorosas as regras para o registro de candidaturas.
Entre as propostas, consta a obrigatoriedade dos candidatos à
reeleição para presidente da República, governadores
e prefeitos de pedirem licença de seus mandatos com antecedência
mínima de quatro meses antes do dia da votação.
Atualmente, esses candidatos não precisam se desincompatibilizar
do cargo para concorrer à reeleição.
Antes da votação em plenário, contudo, é
preciso que a Comissão de Constituição e Justiça
(CCJ) vote amanhã substitutivo do senador Demóstenes
Torres (DEM-GO) a um conjunto de 21 propostas sobre inelegibilidades.
Garibaldi ressaltou, porém, que mesmo que o Senado conclua
a votação, as novas normas não entrarão
em vigor antes das eleições municipais de outubro,
pois ainda terão de ser apreciadas pela Câmara dos
Deputados.
Pelo substitutivo do senador goiano, ficarão inelegíveis
as pessoas que forem condenadas criminalmente, em primeira ou única
instância, pela prática de atos de improbidade administrativa,
por crimes eleitorais e exploração sexual de crianças
e adolescentes. Outra novidade é tornar inelegível
o parlamentar que renunciar ao mandato, depois de ter sido objeto
de representação nas mesas da Câmara ou Senado.
A renúncia ao mandato é usada como forma de fugir
da cassação e preservar os direitos políticos.
Alguns deputados envolvidos no escândalo do mensalão
renunciaram ao mandato e foram reeleitos no pleito seguinte.
Ainda segundo o substitutivo, fica inelegível quem for condenado,
em primeira ou segunda instância, por crimes contra o patrimônio,
a economia popular, a ordem econômica e tributária,
o mercado financeiro, a fé pública, a administração
pública e por lavagem de dinheiro. A proposição
enquadra na mesma situação os condenados por crimes
hediondos e os a eles equiparados, ou qualquer outro delito a que
se atribua pena máxima não inferior a dez anos. A
inelegibilidade perduraria desde a condenação até
quatro anos após o cumprimento da pena.
Pela proposta em discussão na CCJ, as decisões dos
tribunais de contas terão validade total a partir de sua
aprovação, ficando impedidos os candidatos de suspenderem
os efeitos da decisão pelo simples fato de protocolarem ações
na Justiça contra essas decisões.
PF
descobre depósitos de lobista em
contas de ONGs ligadas a Paulinho
São Paulo (AE) - A Polícia Federal
descobriu que o lobista João Pedro de Moura, homem de confiança
do deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força,
fez três depósitos, no montante global de R$ 201,7
mil, nas contas bancárias das ONGs Meu Guri e Luta e Solidariedade.
A PF suspeita de que as ONGs teriam sido elo entre Paulinho e suposto
esquema de desvio de verbas do Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES).
No início da Operação Santa Tereza, que desmontou
a trama no BNDES, a PF apurou a origem de apenas um repasse de Moura,
no valor de R$ 37,5 mil, em favor da Meu Guri, que é presidida
por Elza Pereira, mulher do deputado. Moura alegou ter feito uma
doação a ONG.
A quebra do sigilo bancário das ONGs, decretada pelo Supremo
Tribunal Federal (STF) nos autos de inquérito sobre Paulinho,
mostrou os outros dois depósitos, de R$ 82,1 mil cada, na
conta da Luta e Solidariedade, que foi dirigida pelo metalúrgico
Eleno Bezerra, aliado de Paulinho e vice-presidente da Força
Sindical.
A investigação federal apontou a origem dessa parte
do dinheiro: dois cheques emitidos pelo empresário Marcos
Mantovanni, controlador da Progus Consultoria, Assessoria e Investimentos
e suposto mentor do desfalque. A PF constatou que Mantovanni não
fez os repasses diretamente à Solidariedade, mas entregou-os
a Moura que, por sua vez, redistribuiu o dinheiro. A entrada na
conta da ONG ocorreu em duas etapas, dias 18 e 28 de março.
Moura e Mantovanni são amigos e réus na ação
judicial em curso na 2ª Vara Criminal Federal de São
Paulo. Moura foi conselheiro do BNDES durante quase 5 anos.
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