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MOSSORÓ (RN), TERÇA-FEIRA, 09/02/2010 (ATUALIZADO: 00:50hs)
 
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» Palanques locais vão separar aliados

» PT quer vaga de candidato a senador

» ‘Eu não estou querendo ser candidato”, diz reitor

» FHC questiona liderança de Dilma



ELEIÇÕES 2010
Palanques locais vão separar aliados
Ninguém é de ninguém. A máxima popular parece se encaixar como uma luva na sucessão estadual 2010. As coligações a serem oficializadas, certamente, não serão respeitadas nos municípios. A formação dos palanques respeitará, exclusivamente, a realidade local. É certo que adversários serão aliados e aliados serão adversários.
Várias situações antecedem o que certamente ocorrerá quando a campanha eleitoral chegar às ruas. No último sábado, 6, em Assú, os senadores democratas José Agripino Maia e Rosalba Ciarlini experimentaram o dissabor da "separação", mesmo sendo aliados. Tiveram de seguir caminhos diferentes por força da realidade local. Agripino foi recepcionado pela ex-candidata a prefeito Fátima Morais, do PSB, enquanto Rosalba teve a companhia do prefeito Ivan Júnior, do PP.
Consequências das eleições de 2008, quando Rosalba não seguiu a orientação do DEM, que coligou com o PSB de Fátima Morais, para apoiar a campanha vitoriosa de Ivan. Neste ano, vem a resposta. Fátima, que segue a liderança da governadora Wilma de Faria (PSB), já disse que dará o segundo voto a José Agripino. Já Ivan, que apoiará Rosalba, não votará em Agripino. Já tem como certo o primeiro voto para o senador Garibaldi Filho (PMDB), que o apoiou em 2008, e provavelmente ficará com Wilma no segundo voto.
O quadro de Assú está longe de ser uma situação isolada. Em Caraúbas, por exemplo, a tendência do prefeito Ademar Ferreira, do PSB, é de apoiar Rosalba Ciarlini, em detrimento do candidato do seu partido, o vice-governadorável Iberê Ferreira de Souza. Nas eleições de 2008, Rosalba participou diretamente da campanha de Ferreira, enquanto Iberê ficou ausente, para beneficiar o ex-prefeito Eugênio Alves, do PR.
Na cidade de Pau dos Ferros, o PMDB terá dois palanques: um apoiando Rosalba Ciarlini, José Agripino e Wilma de Faria, tendo no comando a ex-vice-prefeita Maria Rêgo Torquato; outro, com a chapa Iberê Ferreira, Wilma de Faria e Garibaldi Filho, tendo à frente o ex-deputado estadual e vice-presidente estadual da sigla Elias Fernandes.
Problemas locais não permitem a união dos grupos de Maria e Elias, uma vez que a primeira indicou o filho Fabrício Rêgo para vice-prefeito do prefeito Leonardo Rêgo, do DEM, enquanto o segundo se aliou ao ex-prefeito Nilton Figueiredo, líder da oposição local.
Os exemplos acima citados servem para ilustrar um quadro confuso em torno das eleições 2010, mas que já era esperado, levando em consideração a postura das lideranças estaduais nas eleições municipais de 2008. Todos os partidos se dividiram de acordo com os interesses localizados, deixando os líderes em cada município à vontade para seguir o rumo, respeitando apenas seus projetos individuais.
Esse quadro também será permitido pela necessidade dos três candidatos ao Senado Federal. Nenhum fechará as portas para ter a companhia do "adversário", pois o segundo voto certamente ajudará a definir os dois que ocuparão as vagas do Rio Grande do Norte. Agripino e Garibaldi estão unidos, mas aparecerão como "adversários" em vários municípios, onde um ou outro fará "dobradinha" com Wilma de Faria.

PT quer vaga de candidato a senador
O Partido dos Trabalhadores do Rio Grande do Norte definiu, por meio de resolução, que apresentará um no-me para disputar uma vaga ao Senado (já se dispuseram a enfrentar a disputa os ex-vereadores Hugo Manso e Fernando Lucena). A decisão se deu após a posse do vereador Eraldo Paiva, de São Gonçalo do Amarante, na presidência do diretório estadual petista no último sábado, 6. Também ficou definido que continuarão as conversas em torno da eleição ao Governo do Estado com o vice-governador Iberê Ferreira de Souza (PSB) e também com o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Nunes Alves (PDT).
A deputada federal Fátima Bezerra (PT) observou que a preferência é de continuidade de aliança com o PSB, mas que se dará prioridade à união de forças, no âmbito local, em torno do grupo ligado à campanha da ministra Dilma Rousseff (PT) à presidência da República.
"Houve a posse com a presença do vice-governador e do ex-prefeito Carlos Eduardo, marcado por muito entusiasmo. Acho que o crescimento da candidatura da ministra Dilma também está embalando o PT. A pesquisa quando o resultado é bom dá muito estímulo e otimismo", disse.
Em seguida, houve a primeira reunião do novo diretório, quando ocorreu o debate sobre a conjuntura tanto no plano estadual como no nacional. "O PT, como sempre faz, tirou uma resolução, e a novidade foi por exemplo na candidatura ao Senado. O PT agora formaliza que vai apresentar um nome para a disputa do Senado. Essa, inclusive, será uma das condições que nós estabeleceremos quando da nossa participação na aliança majoritária. Tiramos o ex-vereador Hugo Manso e Lucena apresentando os nomes para essa disputa."
Uma das condições vai ser que o PT dispute uma das vagas para o Senado. Com isso, está afirmando que quer participar de uma chapa majoritária. Uma outra discussão é que o PT reafirmou a resolução do ano passado mantendo a aliança preferencial com o PSB, mas considera legítima a candidatura do ex-prefeito pelo PDT.
"O PT vai se esforçar para que possamos unificar todos no primeiro turno. Se não for possível a questão de termos um palanque já unitário no primeiro turno, evidentemente que vamos dialogar com a realidade que seria ter duas candidaturas", disse a deputada petista.
O PT não bateu o martelo ainda. Isso deverá ocorrer no encontro estadual em abril. A candidatura de Iberê diz respeito ao PSB e a de Carlos ao PDT. Então, se não for possível, a ministra Dilma poderá ter dois palanques no RN. Essas discussões estão em andamento no plano nacional.
"Eu diria que preferimos aguardar o desfecho dessas negociações. O PT e o presidente Lula continuam empenhados para construir uma candidatura unitária. Nos planos regionais, o PT e a candidatura de Dilma, o ideal é que tenhamos o máximo de unitárias, mas onde não for possível. Eu diria que nós vamos aguardar esse debate porque essas discussões estão em andamento ainda e o próprio vice-governador tem colocado que mesmo que Ciro seja candidato ele apoiaria a candidatura da ministra Dilma."

‘Eu não estou querendo ser candidato”, diz reitor
O reitor da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), Milton Marques de Medeiros, voltou a negar que tenha projeto político para as eleições deste ano. Mais uma vez, ele viu o seu nome sendo colocado no tabuleiro da sucessão estadual, sem ter emitido qualquer sinal para isso.
É que setores da imprensa de Natal noticiaram uma suposta reunião do reitor com a governadora Wilma de Faria (PSB), e que no encontro ele teria sido convidado para ser candidato a primeiro suplente de senador. "Não houve esse encontro", garantiu. "A governadora Wilma realmente viria a Mossoró hoje (ontem), mas apenas como ponto de apoio para ir a dois municípios da região; ontem teria compromisso político, mas a agenda foi cancelada", explicou.
Marques entende que, como houve um contato para ele oferecer suporte a Wilma em Mossoró, a imprensa natalense procurou especular. "Mas, a verdade é que não houve qualquer contato, muito menos reunião", disse.
O reitor também deixou claro que não alimenta nenhum sonho político para este ano. "Eu não estou querendo ser candidato", garantiu. "Minha posição mais interessante é ficar onde estou (Reitoria da Uern). Melhor em todos os aspectos", reafirmou, para comentar: "Se tem o pensamento por parte de alguém de me convidar, não chegou nada oficial."

VICE
Essa não é a primeira vez que a imprensa especula em torno do nome de Milton Marques. No final do ano passado, ele foi visto como possível candidato a deputado estadual, por "sugestão" de Wilma de Faria. O reitor negou.
Depois, Marques foi colocado por setores da imprensa como opção para chapa majoritária, como candidato a vice de Iberê Ferreira de Souza. O reitor também negou. E continua com o mesmo discurso de continuar a sua segunda gestão na Uern.

FHC questiona liderança de Dilma
Carolina Freitas
Da Agência Estado

São Paulo, 08 (AE) - Um dia depois de ter provocado a reação dos petistas com o artigo publicado anteontem (7) no jornal "O Estado de S.Paulo", com críticas à estratégia que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está adotando para as eleições deste ano, Fernando Henrique Cardoso voltou hoje ao ataque, colocando em xeque a capacidade de liderança da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à sucessão presidencial. "Ela não é líder. É reflexo de um líder (o presidente Lula)", disse ele, antes de participar da inauguração da Biblioteca de São Paulo, espaço estadual que será inaugurado na tarde de hoje pelo governador de São Paulo, José Serra (PSDB). Indagado, contudo, se considerava Lula um líder, FHC riu e respondeu: "Claro que sim, eu não sou bobo."
Fernando Henrique fez também questão de comparar o currículo de Serra, pré-candidato tucano à sucessão presidencial deste ano, com o de Dilma Rousseff. "A Dilma ainda não teve possibilidade de mostrar liderança. Serra inspira confiança e tem liderança, já demonstrada no Ministério da Saúde, na Prefeitura de São Paulo e no governo do Estado."
Apesar da clara defesa de Serra, o ex-presidente afirmou que o governador paulista deve manter a discrição sobre sua provável candidatura ao Palácio do Planalto. Questionado se Serra deveria mudar de atitude e falar sobre o pleito deste ano, FHC respondeu: "O PSDB tem de se posicionar. Tem candidato. (Mas) O governador tem de esperar um pouco mais." O tucano esquivou-se, também, de definir uma data para o anúncio da eventual candidatura Serra.
O ex-presidente tucano foi evasivo também ao falar sobre o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB). O mineiro postulava a vaga de candidato do PSDB nessas eleições presidenciais, mas desistiu da empreitada em dezembro. "Aécio está se dedicando a Minas Gerais. Seria deselegante dizer o que ele tem de fazer."
Fernando Henrique voltou a reiterar pontos do artigo publicado ontem no "Estado". E disse que o governo Lula não promoveu mudanças com relação à sua administração. "Todos achavam que Lula mudaria tudo. Não mudou, seguiu adiante no que eu tinha feito. Eu achei bom", ironizou. E continuou: "Eleição é futuro. Se o (PT) quiser, a gente compara, desde que seja dentro de um contexto, não há o que temer."

 



       


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