Postado em  30/12/2016 - 10:08

Chega o fim do pesadelo administrativo chamado Silveira Júnior

Ufa!!!

Chega ao fim a era Silveira. Curta, diga-se, mas danosa, reconheça-se.

Não há registrado na história político-administrativa de Mossoró um prefeito tão desmantelado, sob todos os aspectos. Ele pegou uma cidade equilibrada, contas em dias, serviços funcionando, cidadão feliz; e a devolve envelopada pelo caos.

Porque Silveira não deu certo?

Simples: ele nunca teve e não tem competência, ética e moral para administrar a coisa pública. Já havia sido um desastre na presidência da Câmara Municipal, prova é que se transformou em réu no Tribunal de Justiça do Estado por malfeitos com o dinheiro público, segundo denúncia do Ministério Público Estadual (MPRN).

Ele recebeu o poder municipal de mão beijada. A história todos conhecem. A Justiça Eleitoral cassou a prefeita Cláudia Regina (DEM) e entregou as chaves e o cofre da Prefeitura a Silveira, que no momento seguinte, com a máquina sob o seu controle, ganhou as eleições suplementares, sem disputar com ninguém.

O que se viu depois daí foi o completo e total desmantelo administrativo. Ele quebrou o cofre público, o segundo maior e mais rico do Estado do Rio Grande do Norte.

Como? Só ele pode responder, o que não o fará, claro. Mas qQuem sabe, daqui a pouco, o Ministério Público não revela aos mossoroenses castigados.

Por consequência, desceu Mossoró para o buraco. A cidade está destruída. Os serviços, todos, sem exceção, comprometidos. Os salários dos servidores estão atrasados. Os fornecedores e prestadores de serviços sem receber pagamento. Comenta-se de um “rombo” beirando os 150 milhões de reais, 25% do orçamento vigente.

No plano político foi completo desastre. E, em certo momento, virou uma espécie de “trapalhão”, diante de situações desengonçadas. Uma delas foi a tentativa de mudar de nome e de perfil, para atrair a simpatia popular.

Ele era o prefeito Francisco José Júnior, passou para Silveira Júnior, depois prefeito Silveira e, por último apenas Francisco, sugerindo dupla identidade:

1 – São Francisco de Assis (o santo italiano que renunciou a toda riqueza para desposar a “Senhora Pobreza”);

2 – O Papa Francisco, a sua santidade.

Antes, já havia tentado uma nova versão do prefeito Rodolfo Fernandes, chegando, inclusive, a se vestir parecido, sugerindo a reencarnação do destemido alcaide que expulsou o bando de Lampião.

Não colou. Pelo contrário. Aumentou a rejeição popular, tanto que ele sequer consegue – hoje – atravessar uma rua sem ouvir vaias.

Os mossoroenses também o impediram de voltar a agredir a cidade com a candidatura à reeleição, sendo obrigado a retirá-la antes mesmo de alcançar o dia do voto.

O fato é que foi um desgraça esse rapaz escalar os degraus do Palácio da Resistência para brincar e praticar malfeitos na cadeira de prefeito. Um preço altíssimo que a cidade paga neste momento.

Mas, como tudo passa, inclusive as coisas ruins, chegou a hora de fechar a cortina. Pra sempre, espera-se.

 

* Leia os bastidores da política no BLOG DO CÉSAR SANTOS


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