Postado em  22/10/2016 - 09:51

Equilíbrio fiscal feito por Rosalba, agora está comprometido no RN

Blog do César Santos

Talvez, e provavelmente, a maior obra da gestão Rosalba Ciarlini (PP) à frente do Governo do Rio Grande do Norte, que passou despercebida aos olhos da massa gente, foi a recuperação e o equilíbrio fiscal do Estado. Rosalba colocou as finanças nos trilhos.

A sua ação resgatou a capacidade de endividamento e devolveu o RN à seleta lista das unidades federativas aptas a buscar operações de créditos com aval da União.

Inclusive, o Estado ocupou a segunda colocação na classificação de equilíbrio fiscal entre as 26 unidades da Federação e o Distrito Federal.

Para entender melhor o que isso significa, basta observar o financiamento de 540 milhões de dólares (algo em torno de R$ 1,7 bilhão), carimbado pela operação realizada com o Banco Mundial (BID). Trata-se do maior financiamento público envolvendo um organismo de crédito internacional na história político-administrativa do Rio Grande do Norte.

O volume de recursos emprestados pelo banco teve o objetivo de permitir um salto de desenvolvimento e de melhoria de vida dos potiguares.

A conta está bancando o RN Sustentável, projeto multissetorial integrado que tem como meta contribuir com as mudanças no cenário socioeconômico.Um conjunto de ações articuladas é destinado a reverter o baixo dinamismo do Estado, com foco na redução das desigualdades regionais, além de apoiar ações de modernização da gestão pública para prestação de serviços de forma mais eficaz e eficiente, visando à melhoria da qualidade de vida da população.

As ações estão aí, em plena execução, com destaque para o “Sanear RN”, que vai permitir Natal ser a primeira capital brasileira 100% saneada; e o Hospital Materno-Infantil de Mossoró (o primeiro hospital universitário do interior do Estado) que está em processo de licitação por um valor de 54 milhões de dólares, devendo o início da obra ser autorizado até o final do ano.

Vale destacar o esforço da gestão Rosalba para recuperar a saúde fiscal e resgatar o crédito do Estado. Ela pegou o Governo do Rio Grande do Norte, em janeiro de 2011, sem nenhuma condição de comprar fiado um picolé, porque o Estado estava “sujo” no mercado e sem as devidas certidões legais, consequência do desmantelo fiscal de gestões passadas.

O esforço de Rosalba não foi compreendido por outros poderes, nem pela classe política dominante, o que explica a onda de ataques de toda ordem que ela enfrentou.

E os que promoveram a campanha contra o seu governo, de forma até impiedosa, agora observam a saúde fiscal do Estado voltando ao passado de caos, no momento em que perde classificação para aval federal de empréstimos devido o desequilíbrio.

Quanto ironia.


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