Postado em  23/01/2016 - 15:42

José Walter da Fonseca Júnior

Por Nara Andrade
Da Redação

Otorrinolaringologista pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF), José Walter da Fonseca Júnior, diretor-médico da Clínica Pedro Cavalcanti Mossoró, fala, com exclusividade à revista DOMINGO, sobre um problema comum, que é uma condição de processo inflamatório e/ou infeccioso do labirinto, um dos órgãos principais na manutenção do equilíbrio. O médico fala das causas, formas de tratamento e ainda sobre a relação com o consumo de alguns alimentos que podem alterar o bom funcionamento do labirinto, como aqueles ricos em cafeína, xantinas, potássio, além dos riscos provocados pela doença.

DOMINGO – O que é a labirintite?
WALTER FONSECA JR – Labirintite é uma condição de processo inflamatório e/ou infeccioso do labirinto, um dos órgãos principais na manutenção do equilíbrio; pertencendo ao universo das labirintopatias, rol de doenças que podem cursar com perturbação do equilíbrio e não necessariamente inflamatórias.

QUAIS as causas?
EXISTEM várias causas para as labirintites/ labirintopatias. Algumas causas têm sua faixa etária mais atingida; outras atingem sem distinção todas as idades. As causas são as mais diversas, desde infecções no ouvido até causas tumorais, passando por doenças metabólicas, hormonais, vasculares, imunológicas, psiquiátricas e medicamentosas.
 
QUAIS os sintomas?
OS SINTOMAS mais clássicos são a tontura, que pode ser vertiginosa, ou não, acompanhada de zumbido com suas variantes e queda de acuidade auditiva; além de náuseas e ou vômitos como sintomas também frequentes. Estes podem surgir separadamente ou em associação.

QUANDO se deve consultar o médico?
O MÉDICO deve ser sempre procurado quando esses sintomas surgirem com major intensidade e/ou frequência, para diagnóstico e tratamento adequados.

QUAL profissional procurar?
O PROFISSIONAL a ser procurado é o otorrinolaringologista, uma vez que 85% das vezes, esses sintomas são de origem periférica (labirinto) e somente 15% são de origem central ( neurológica), e o neurologista deve ser procurado. Dependendo da causa, endocrinologistas, cardiologistas, psiquiatras e outros podem ajudar no acompanhamento desses pacientes sob a orientação do médico assistente.

QUAL o tratamento? Só medicamentos?
O TRATAMENTO depende basicamente da causa, que, como já exposto, é diversificada; além de medicamentos, dieta e reabilitação vestibular através de alguns exercícios podem ser utilizados; procedimentos cirúrgicos são exceção nessas patologias.
É POSSÍVEL prevenir?
A PREVENÇÃO é possível, desde que se tenha o diagnóstico etiológico firmado.

TEM cura?
EXISTE um tabu de que labirintopatias não tem cura, o que não é verdade. A cura é possível, desde que a causa da doença permita um tratamento definitivo.

EXISTE alguma relação com a alimentação?
MUITOS alimentos podem alterar o bom funcionamento do labirinto, principalmente nas pessoas suscetíveis, principalmente os ricos em cafeína, xantinas, potássio, bem como doces, refrigerantes e sal em excesso.

QUAL a frequência das crises e o tempo de duração de cada uma?
A FREQUÊNCIA e a intensidade dos sintomas dependem muito da causa do distúrbio; pode ser leve e durar segundos, assim como pode ser intensa e durar dias.

QUAIS os riscos?
A DOENÇA expõe o paciente a riscos de queda de nível durante as crises, principalmente em pessoas idosas, e podem ter relação com doenças de maior gravidade. Portanto, sempre devem ser avaliadas.

QUAIS as orientações para os pacientes diagnosticados com o problema?
AS ORIENTAÇÕES para os pacientes diagnosticados variam muito com idade, fator desencadeador; co morbidades; dentre outros fatores; ou seja, geralmente essas orientações são personalizadas para cada perfil de paciente.


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