Postado em  23/01/2016 - 15:23

Especialista dá dicas para casais

P  erguntada sobre quais conselhos ela daria aos casais que pretendem começar a tentar engravidar, se existe um passo a passo que deve ser seguido para se preparar para a gestação, quais exames devem ser feitos e quais cuidados devem ser tomados, a especialista ginecologista Cristianny Souza diz que a alimentação da paciente nessa perspectiva atua como coadjuvante no tratamento para a fertilidade, com os cuidados fundamentais a qualquer gestação.
A médica explica que alguns alimentos devem ser evitados e outros necessitam ser consumidos e com uma maior moderação. O café, por exemplo, deve ser consumido em pequenas quantidades (um por dia é o máximo permitido).
Um hábito que deve ser cortado da rotina é o fumo (qualquer tipo). Os pacientes devem parar bem antes de começar a tentar engravidar e, de preferência, para sempre. “Mas, se ainda não o fez, este é o momento. O fumante passivo também é prejudicado. Por isso, evite ambientes com muitos fumantes”, alerta.
As bebidas alcoólicas também são proibidas terminantemente.
Em relação à alimentação, a especialista orienta ter cuidado com os alimentos coloridos, medicamentos ayuredicos da índia e algumas ervas chinesas, que podem conter substâncias tóxicas. “Tenha uma alimentação saudável. Bebidas “diet” e alimentos “light” são permitidos”.
Reduzir o consumo de alimentos gordurosos, como o hot dog, manteiga, frituras e alguns peixes de água doce que podem conter a dioxina, uma substância tóxica presente na atmosfera que, através do ar e da água, se aloja na gordura dos animais que produzem esses alimentos, também é indicado.
“Beba água. Procure beber pelo menos 8 copos por dia. Isso ajudará manter seu metabolismo com melhor atividade. Comida japonesa (sushi) – é permitido se for imune à toxoplasmose”, explica.
Algumas pessoas, principalmente as mais idosas, indicam algumas receitas caseiras, como as famosas garrafadas das avós, que misturam ervas ditas medicinais para ajudar a engravidar. Perguntada se esses preparos têm alguma eficácia e se existe algum risco de tomar essas misturas, a médica enfatiza que não existe nenhum fundamento científico que mostre a eficácia desses tipos de remédio caseiro.

indutores de ovulação
Em relação ao uso dos indutores de ovulação, a ginecologista da Unimed Federação do RN ressalta que a indução da ovulação pode ser dividida em duas etapas: a estimulação ovariana e o desencadeamento da ovulação. “A primeira etapa é feita com medicamentos como o citrato de clomifeno (via oral) e as gonadotrofinas (via subcutânea). O objetivo é promover o crescimento de folículos nos ovários, para aumentar as chances da liberação de um, dois ou três óvulos para serem fertilizados pelos espermatozóides. O uso do citrato de clomifeno permanece como a primeira opção de droga para indução da ovulação. O consenso recomenda que, para a utilização dessa opção, seja realizada uma seleção cuidadosa das pacientes.”
A médica diz ainda que o principal risco é a gestação gemelar, que gira em torno de 10% quando a mulher engravida. Não há evidência médica mostrando maior incidência de malformações nas crianças geradas por coito programado. Assim, a incidência é semelhante à da população em geral e varia de 2% a 4% dos bebês. Complicações gestacionais também são infrequentes, já que o método se assemelha muito à concepção natural. Os principais efeitos colaterais são ondas de calor e alterações visuais transitórias, desconforto abdominal e náuseas. Esses sintomas param quando é interrompido o uso das medicações. Chama-se síndrome da hiperestimulação ovariana.


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