Postado em  16/01/2016 - 15:48

Diabetes gestacional

Um docinho aqui e outro ali! É difícil resistir às guloseimas, ainda mais quando se está grávida, não é mesmo? Porém, é importante controlar os desejos durante a gravidez e evitar o diabetes gestacional, caracterizado pelo aumento dos níveis de glicose no sangue (hiperglicemia).
A endocrinologista Aline Melo, do Hapvida, explica que o excesso de glicose na circulação da mãe passa à criança e estimula a produção de insulina pelo pâncreas do feto. "Esse excesso de insulina fetal promove crescimento desproporcional do bebê, afetando diversos órgãos, desde o coração ao tecido ósseo. Há grande risco ainda, ao nascimento, de haver hipoglicemia, o que representa risco de vida para a criança", alerta a médica.
A mulher, que teve diabetes na gravidez, sempre terá mais risco de readquirir diabetes no futuro, sinaliza a especialista. "Da mesma forma, a criança cuja mãe teve diabetes em sua gestação, também tem maior risco de ser diabética no futuro. No entanto, ainda em relação à criança, a consequência mais temida de uma gestação com diabetes é a hipoglicemia, logo após o nascimento".

Como saber se estou com diabetes gestacional?
Para saber se está com diabetes gestacional, a especialista orienta para os exames feitos no pré-natal, além do exame de glicemia em jejum, que é feito logo no início da gravidez. "A grávida deve fazer o teste da curva glicêmica, que deve ser feito obrigatoriamente entre a 24.ª e 28.ª semana de gestação para saber o nível de glicose no sangue", recomenda.
Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), o acompanhamento da glicose deve ser realizado na primeira consulta, valores de glicemia de jejum iguais ou menores do que 85 mg/dl excluem diabetes e devem ser refeitos após a 20.ª semana de gravidez.
"Valores glicêmicos maiores que 126 de um paciente em jejum confirmam o diagnóstico. Pacientes com valores entre 100 e 126 mg/dl precisam ser submetidos a um teste de sobrecarga de glicose. Esse teste consiste na administração de 75 g de glicose para a paciente. Após 1 hora da administração será dosada a glicemia. O valor de normalidade é inferior a 140 mg/dl", esclarece a instituição.

Fatores de risco
Entre os fatores de risco para desenvolver a diabetes gestacional estão: histórico familiar de diabetes, obesidade, tabagismo e sedentarismo.
Aline Melo alerta que, mesmo após a gravidez, o diabetes pode continuar. "Após seis semanas do parto, uma nova curva glicêmica deve ser feita para avaliar se o diabetes persiste", indica.

Sintomas
Geralmente, os pacientes que apresentam diabetes possuem os seguintes sintomas: urinar muito, ter sede demais, comer muito, cansaço, alterações exageradas de peso.

Tratamento
O tratamento vai desde o aconselhamento dietético até a aplicação de insulina. Vale ressaltar que as medicações via oral, para diabetes, são contraindicadas na gestação.
A alimentação é um ponto importante para o tratamento do diabetes e exige um planejamento alimentar que visa à retirada de alimentos que contenham açúcares simples (doces).
"Deve-se evitar também alimentos que se transformem rapidamente em glicose no sangue, como massas e farináceos - que é da natureza ou tem aparência de farinha. Por isso, a presença das fibras, frutas, legumes, verduras e cereais integrais devem compor o cardápio diário desses pacientes", aconselha.
Além disso, a atividade física é capaz de reduzir os níveis de glicose sanguíneos. "Possibilita um trabalho cardiovascular para mãe, que irá se refletir de forma positiva na saúde da criança".
 


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