Postado em  11/09/2015 - 20:05

Saiba quais as doenças infectocontagiosas mais comuns na gravidez

O obstetra Lourivaldo Rodrigues, do Hapvida, aponta quais são as doenças que podem ser contraídas pelas grávidas. "As doenças infectocontagiosas mais comuns na gestação pertencem a um grupo importante de doenças, que são: toxoplasmose, sífilis, varicella-zoster, rubéola, citomegalovírus (tipo de herpes viral) e herpes genital. Além destas principais, existem outras doenças de comportamento sexual que podem acometer a grávida, tais como: gonorreia, infecções por clamídia, verrugas genitais, tricomoníase vaginal, vaginose bacteriana, infecção pelo HIV, hepatite B, brucelose e tuberculose", lista o especialista.      
Ainda de acordo com Lourivaldo, as doenças infectocontagiosas alteram a saúde da mulher e podem afetar negativamente a função reprodutiva.

Transmissão
A transmissão dessas doenças, em geral, é através do contato com o parceiro, com outras pessoas, por ingestão de alimentos crus e contato com animais. O médico explica que, na maioria das vezes, a infecção não tem sintomas típicos; é silenciosa na mãe, contudo, tem potencial infectante para o feto no útero.
Em geral, a infecção fetal pode dar-se por dois mecanismos:
– Através da placenta, devido à presença de parasitas ou vírus no sangue.
– Por via transplacentária ou transamniótica, a partir de cistos de toxoplasma existentes no endométrio (no caso da toxoplasmose) de uma infecção incubada antes da gravidez.

Como o bebê
é afetado?
As infecções ocasionam de 2% a 3% de todas as anomalias congênitas nos bebês. Por exemplo, no caso da toxoplasmose, não se pode prever com segurança o futuro das crianças com infecção congênita.
"As formas graves de infecção congênita associam-se com: aborto, febre, convulsões, desenvolvimento incompleto do crânio, inflamação na retina, calcificações cerebrais, aumento do tamanho do fígado e baço e icterícia anormal. Muitas crianças desenvolvem problemas residuais sérios – atraso mental, convulsões e cegueira", aponta.
Por isso, o especialista alerta para a importância do diagnóstico da doença antes da gravidez.

Prevenção
Não espere começar o pré-natal para se prevenir. O ideal é que a prevenção das doenças infecciosas seja rastreada antes da gravidez. Portanto, o aconselhamento é uma etapa fundamental, em particular no que se refere às doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).
"Há que adequar a informação às necessidades da pessoa, promover a participação dos homens e a partilha de responsabilidade na prevenção, bem como assegurar uma informação abrangente no que diz respeito ao modo de transmissão, sintomas e tratamento das doenças", aconselha Lourivaldo.

Siga os seguintes
passos e previna-se:
– Tome vacinas, como rubéola, hepatite B e varicela antes da gravidez;
– No caso da toxoplasmose, a prevenção se faz da seguinte forma:
* Evitar o contato próximo com animais domésticos, principalmente, e utilizar luvas, se houver necessidade de manusear o recipiente dos dejetos;
– Utilizar luvas quando praticar jardinagem;
– Ingerir alimentos bem cozidos, em particular carne e ovos;
– Lavar cuidadosamente as frutas e verduras.
– No caso da rubeola, a vacinação generalizada é o principal meio de prevenção. Em cerca de 3% dos casos, a vacina não é eficaz e, por essa razão, justifica-se que, na consulta pré-concepcional, confirme-se a imunidade.
"Mulher não grávida e não imunizada deve ser vacinada e evitar a gravidez por 90 dias, após a vacinação. Caso a grávida não esteja imunizada, logo após o parto, deve receber a vacina. O aleitamento não é contraindicado", aconselha.
 


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