Depois da Polícia Federal, PRF também pode entrar em greve
Andrey Ricardo / Da Redação
O Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais do Estado do Rio Grande do Norte vai se reunir na próxima semana, em Natal, para discutir a possibilidade de uma greve nacional. Caso o Governo Federal não atenda as reivindicações, eles pretendem deflagrar uma greve nacional.
Segundo o presidente do SinPRF do Distrito Federal, Reni Rocha, a assembleia do Sindicato do RN será realizada na próxima segunda-feira, no prédio do Departamento Nacional Infraestrutura de Trans-portes (DNIT), em Natal.
Os policiais rodoviários federais reivindicam a reestruturação salarial e da carreira, realização de novos concursos, aumento do efetivo, além do aumento dos auxílios alimentação, saúde, creche e transporte.
Em sete estados brasileiros, a PRF está realizando uma espécie de operação para orientar os condutores sobre a situação da categoria. A operação denominada “Colina” foi realizada hoje e terá continuidade amanhã no Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Paraná e Rio Grande do Sul.
“Estamos negociando com o Governo, mas [até agora] não foi apresentada nenhuma proposta. Todos os sindicatos estaduais estão com assembleia marcada para o dia 13. Caso seja aprovada, iniciaremos greve nacional”, disse Reni Rocha, em entrevista que foi divulgada pela Agência Brasil.
ATRIBUIÇÃO
A Polícia Rodoviária Federal tem como principal foco a fiscalização do trânsito, ao longo de aproximadamente 61 mil quilômetros de malha rodoviária federal. A PRF fiscaliza o cumprimento do Código de Trânsito Brasileiro, presta atendimento às vítimas de acidentes e atua também preventivamente contra a criminalidade. Pode fazer abordagens de veículos suspeitos, coibir a exploração sexual de menores, trabalho escravo, contrabando, pirataria e outros tipos penais.
GREVE DA PF
Delegados e peritos da Polícia Federal aderiram nesta quarta ao movimento grevista que havia sido deflagrado na terça-feira passada por outros setores da corporação. Agora, toda a instituição está mobilizada. No RN, assim como em outros estados brasileiros, os policiais entregaram suas armas.
Leia mais sobre o assunto na edição desta quinta do JORNAL DE FATO.
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