Postado em  04/08/2012 - 15:38

Apenas 7% com nível superior

Carlos Costa
Sala de aula da UERN. A instituição atrae alunos de diversas cidades da região e de estados vizi

Higo Lima
Da Re­da­ção
higolima@yahoo.com.br

Mossoró viu de perto a expansão nas instituições de ensino superior (IESs) nos últimos cinco anos. As universidades que já existiam na cidade ampliaram o seu número de vagas com a chegada de novos cursos, bem como com a abertura de novos postos nos cursos mais tradicionais e ainda há a chegada massiva das instituições privadas.
Porém, o percentual de mossoroenses que concluíram o ensino superior na cidade levanta um alerta. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), até 2010 apenas 7,11% da população se enquadrava no terceiro grau da educação. Com essa realidade, Mossoró ocupa a terceira posição no ranking das cidades potiguares, liderada por Parnamirim (11,8%) e Natal (10,8%).
A questão, no entanto, está porque cidades significativamente menores que Mossoró detêm um percentual pouco inferior que o de Mossoró. É caso, por exemplo, de Pau dos Ferros, onde 6,78% da população já se graduou. O mesmo serve para a cidade de Caicó, com 6,45% da população já formada.
Mossoró tem um leque de seis universidades, entre públicas e privadas, instaladas na cidade que atendem também estudantes de outros municípios da região Oeste, parte da região Jaguaribana do Ceará e da Paraíba. A estimativa é que a segunda maior parcela das vagas distribuídas entre os cursos superiores do Estado esteja em Mossoró. No total, o RN oferece anualmente mais de 11 mil vagas.

RAZÕES
As razões para o desencontro proporcional entre a quantidade de vagas ofertadas e o percentual da população que conquistou o diploma superior pode estar em dois fatores: primeiro, a oferta de vagas na cidade ainda é pequena para atender a demanda; e segundo, a grande quantidade de pessoas de outras cidades que ocupam as vagas em Mossoró.
O reitor da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), Milton Marques, defende as duas teses e explana que “na última solenidade de acolhida dos novos alunos, mais da metade eram de outras cidades”.
Ele defende a necessidade de realização de estudos mais detalhados, inclusive no âmbito acadêmico, para corrigir a distorção, mas é enfático ao afirmar que “durante muito tempo se pensou que a Saúde era o setor que mais convergia pessoas para Mossoró. Hoje, sabe-se que a Universidade é quem lidera”.


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