Postado em  12/10/2013 - 20:17

Presídio Federal recebe cinco PMs acusados de extermino na região da Grande Natal

O BOPE, da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, fez a transferência na tarde deste sábado, 12, de cinco policiais militares presos por envolvimento em grupo de extermínio na Grande Natal para o Presídio Federal de Mossoró. Eles foram presos na Operação Hecatombe.

Foram transferidos do Quartel do BOPE, em Natal, para o presídio federal de Mossoró:

Wendell Fagner Cortez Almeida, o Largarticha (SOLDADO PM)

Rosivaldo Azevedo Maciel Fernandes (soldado PM)

Itagibar Maciel de Medeiros (sargento PM)

Rubens Bezerra da Rocha, o Rocha (soldado PM)

Djanilson Bezerra Teixeira (soldado PM).

Na próxima segunda-feira, 14, está previsto a transferência de mais seis envolvidos em grupos de extermínio na Grande Natal para Mossoró. Desta vez quem vai fazer a transferência é a Polícia Federal. São cinco civis, que estão em Alcaçuz e um PM, que está na carceragem da Superintendência da Polícia Federal. Os seis também foram presos na Operação Hecatombe.

São eles:

Moisés Severiano de Oliveira, Moisés do Caxambu (o chefe)

Márcio Valério de Medeiros (já havia sido preso pela PF)

Emerson Felipe do Amorim

José Quirino de Santana

Osvaldo Galdino da Silva, o Vaqueiro

Jairo Queiroz da Silva (Cabo PM Jairo) – Estava na Superintendência.

Os presos na Operação Hecatombe são suspeitos de matar pelo menos 22 pessoas na Grande Natal e, segundo apurou o Ministério Público Estadual e da Polícia Federal, planejavam matar também um promotor de Justiça, uma delegada civil e um agente da Polícia Federal.

Veja imagens do ARMAMENTO USADO.

A transferência dos PMs e também dos civis para o Presídio Federal  de Mossoró foi autorizado pelo juiz corregedor Walter Nunes, atendendo pedido do colegiado de juízas  composto por Denise Léa Sacramento, Giselle Cortez e Suzana Correa, da comarca de São Gonçalo do Amarante, que estão com o processo contra o grupo de extermínio.

A transferência teve o aval do Secretario Estadual de Defesa Social e Segurança Publica, o delegado federal Aldair Rocha, o comandante geral da PM, coronel Francisco Araújo Silva e o superintendente da Polícia Federal do Rio Grande do Norte.

A motivação das transferências teria sido que os policiais, mesmo presos, estavam tendo acesso a informações e até lançando ameaças inclusive contra autoridades. Wendel Fagner e Rosivaldo Fernandes teriam saído do presídio militar, sem autorização judicial, e estavam se reunindo com outros membros do grupo de extermínio.

Recorrendo

A advogada Kátia Nunes, que faz a defesa dos policiais, critica a decisão da Justiça Federal em transferir os policiais do presídio Militar no Quartel do Bope, em Natla, onde estavam presos, para o Presídio Federal de Mossoró.  Para a advogada, a metida foi extrema e não precisava.


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