Postado em  04/06/2013 - 22:39

Policiais de Natal apuram em Mossoró morte de advogado

Cedida
Delegado Roberto Andrade, que coordena as investigações, disse que não poderia adiantar ne

CARLOS ARAÚJO  
Da Re­da­ção de Natal
FÁBIO VALE  
Da Re­da­ção

Três policiais civis de Natal, que investigam a morte do advogado criminalista Antônio Carlos de Souza Oliveira, de 41 anos, assassinado a tiros na capital potiguar no dia 9 de maio deste ano, estiveram em Mossoró para apurar informações acerca do caso. A equipe fez diligências na cidade. Em contato com o jornal DE FATO, o delegado Roberto Andrade, que coordena as investigações, confirmou a informação.
“A medida foi adotada por conta de uma das linhas que estamos mapeando”, explicou ele, destacando que analisará o que foi apurado pela equipe. “De posse das informações que nos forem repassadas pelos policiais, vamos checar e ver até onde é importante”, acrescentou Roberto Andrade.
O delegado também informou que ainda não poderia falar muita coisa sobre o assunto. “Não posso informar qual o presídio e nem a identidade do preso investigado”, finalizou ele, lembrando que não compôs a equipe que se deslocou até Mossoró.

Ordem
Na segunda-feira (03), o DEFATO.COM adiantou que a ordem para matar o advogado em Natal poderia ter partido de um presídio de Mossoró. A matéria trouxe que a polícia civil segue com as investigações na tentativa de elucidar o assassinato do advogado criminalista Antônio Carlos de Souza Oliveira, de 41 anos, morto a tiros dentro do banheiro de um bar em Natal no dia 9 de maio deste ano.
A reportagem também mostrou que, segundo o delegado, há fortes indícios de que a ordem para matar o advogado tenha partido de um presídio em Mossoró ou de Natal. “Até sexta-feira quero estar de volta com novidades sobre este caso”, disse o delegado, que ainda afirmou ser quase nula a participação do casal preso na semana passada no crime.

Motivação
Em conversa com o Defato.com, o delegado não quis adiantar possíveis motivações para o crime, mas a principal linha de investigação segue sendo a de vingança cometida por um cliente insatisfeito.

Investigação
Desde o último dia 14 de maio, três delegados investigam o assassinato do advogado. Além de Roberto Andrade, que já estava à frente das investigações desde o dia do crime, entraram no caso Raimundo Rolim e Karla Viviane, todos da delegacia de Homicídios. A OAB também formou uma comissão para acompanhar as investigações. Fazem parte da comissão Daniel Alves Pessoa, Sebastião Rodrigues Leite Júnior e Marcos Vinicius Menezes da Costa.

Vítima
Antônio Carlos trabalhou em casos de grande repercussão no estado. Em 2010, ele foi advogado do principal acusado de matar o jornalista F.Gomes. Na operação Hígia, defendeu o também advogado Anderson Miguel, assassinado em 2011. O advogado era casado há 20 anos e deixa duas filhas, uma de 16 e outra de 12 anos.
 
Memória
Antônio Carlos foi morto na noite do último dia 9 de maio, dentro do banheiro do Binos Bar. Ele foi morto com quatro tiros na cabeça, por um homem ainda não identificado. Logo após o crime, o acusado fugiu em um Doblô de cor prata e placas NNW 6343, que dava apoio à ação. A polícia fez diligências pela região na tentativa de localizar os suspeitos, mas sem êxito.


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