Postado em  27/04/2013 - 15:36

Camarão do RN voltará à pauta de exportação

Gildo Bento/Arquivo
Fazendas de camarão começam ampliar produção com vista na exportação

FABIANO SOUZA
Da Re­da­ção
fabianosouz@hotmail.com

Osetor de carcinicultura no Rio Grande do Norte deverá voltar a exportar camarão no segundo semestre de 2013. A informação é do presidente da Associação Brasileira de Criadores de Camarão (ABCC), Itamar Rocha, que na última quarta-feira (24), realizou o lançamento da 10ª Edição da Feira Nacional de Camarão (FENACAM), que será realizada de 10 a 13 de junho, no Centro de Convenções de Natal.
De acordo com Itamar, as negociações com o mercado europeu vão ocorrer na 10ª Feira Nacional do Camarão, que será realizada de 10 a 13 de junho, no Centro de Convenções. “Estamos apostando na Fenacam para retomar as negociações com os investidores da União Europeia e em agosto voltar ao mercado europeu. E nosso otimismo se dá em consequência do crescimento da nossa produção e da queda na produção asiática ocasionada por doenças”, diz Itamar Rocha.
Ele acrescenta ainda que, mesmo com as restrições ao crédito, alta inadimplência e a ameaça da reabertura do mercado brasileiro ao camarão importado da Argentina, os produtores têm conseguido retomar o crescimento. “Os produtores têm buscado o apoio de instituições financeiras e do poder público para conseguir suprir uma fatia deixada por países asiáticos no mercado mundial”, enfatiza.
A projeção para a produção potiguar é de fechar o ano em 25 mil toneladas. Diante disso, Itamar Rocha acredita ser possível dobrar a produção em até dois anos, o que voltaria a promover o camarão como principal produto exportado pelo RN.
A produção nacional caiu cerca de 20% – de 90 mil toneladas, em 2003, para 75 mil, em 2012. As exportações, nesse intervalo, se extinguiram. O RN, que já foi o principal exportador do produto para o mercado europeu – perdeu, ao longo de uma década, metade da produção do crustáceo. De 37 mil toneladas, caiu para 16 mil toneladas, nesse período.

Propagação da morte súbita prejudica mercado asiático
A propagação da doença EMS – que provoca morte súbita dos crustáceos criados em cativeiro em países asiáticos – deverá reduzir em cerca de 400 mil toneladas a oferta de camarão no mercado mundial nos próximos meses.
Segundo Itamar Rocha, isto é mais do que toda a produção anual dos países do continente americano. Essa situação já começa a mexer com o mercado internacional e a favorecer o encarecimento do quilo de camarão na Europa, admitindo-se que produto classificado entre 80 e 100 gramas ultrapassará a barreira dos U$ 6,2 dólares já no próximo mês.
Dentro dessa nova conjuntura do mercado internacional, Itamar afirma que já é possível aos carcinicultores brasileiros pensar num iminente retorno do camarão brasileiro ao mercado externo, tendo-se em vista que será restabelecida a lucratividade das exportações (que passam a ser isentas do PIS/Cofins). “Estamos diante de uma excepcional e inesperada oportunidade, o que exige de todos uma maior responsabilidade e redobrada atenção com relação à defesa sanitária”, alertou.


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