

A AMAZÔNIA É NOSSA
Agora,
ao que me conste, é que se fala no parlamento brasileiro
sobre defesa da Amazônia contra a invasão estrangeira,
se essa região, que representa mais da metade do território
brasileiro não existisse. Mas antes tarde do que nunca. O
que os brasileiros esperamos, nessa história, é que
tudo isso não passe dessas escaramuças patrióticas
que de ordinário acabam em nada-feito.
A idéia de criação de uma universidade pan-amazônica
vem realmente a calhar, a estas horas em que o capital estrangeiro
vai aos muitos tentando apossar-se dessa mais da metade do território
nacional concentradora de enorme riqueza, vegetal como mineral.
Isso, o conhecimento pleno da Amazônia, não cabe dúvida,
se constituirá o mais eficiente instrumento de sua defesa.
Creio que se pode compreender por quê. Tomando uma imagem
vulgar, se o conhecimento é luz, o estudo da Amazônia,
em nível acadêmico, com efeito deitará luzes
sobre essa região, digamos logo a palavra, tão esquecida
pelos nossos governos, desde o começo da vida política
e administrativa do país. E esquecimento, diria melhor desprezo,
a todos os respeitos, e pelo brasileiro no geral.
Vão ver. Quantos brasileiros, e aqui não me corro
de incluir os de lá, conhecem como à palma da mão
o território amazônico sob todos os aspectos, em principal
no que diz a suas riquezas, como um todo? Já não falo
na sua condição de "pulmão do mundo."
Cá da minha parte, confesso minha ignorância, mas com
o desconto, em meu favor, de não me caber nenhuma responsabilidade
oficial.
Pois é. Ouvi de raspão, pelo rádio da cidade
daqui, parece, que um determinado senador se mostra preocupado com
a defesa da Amazônia, a ponto de propor ao governo a criação
de uma universidade pan-amazônica, com vistas a fortalecer-lhe
a defesa, à base ampla do conhecimento. De louvar, e muito,
essa posição do senador, que deve ser de lá.
Aí não sei. O Brasil não pode abandonar metade
do seu território, e ainda o mais rico.
APROPRIAÇÃO
Comenta-se que querem centrar a campanha eleitoral em Mossoró
na popularidade do governo Lula, o que outra coisa não quer
dizer senão apropriação indébita, em
falta de méritos próprios. Ainda mesmo enganação
das massas populares. Qualquer coisa assim como dar na bola com
o taco alheio.
LIVRO
A jornalista Izaíra Thalita, Jornal de Fato, lança
15 o livro Um olhar sobre o idoso, no Hotel Vila Oeste. Seleção
de matérias sobre o idoso produzidas no De Fato.
RESULTADO
A prefeita Fafá Rosado é candidata à reeleição
recomendada ao público pelo seu trabalho, aos olhos de quem
enxerga.
LINGUAGEM
PAGUEI O RAPAZ.
Leitor do Jornal de Fato quer saber se está certo. Com efeito,
a gramática normativa não aceita essa construção.
Quando o ser a que se refere o pagamento não for pessoa é
que o verbo se constrói com objeto direto: Paguei o trabalho.
Paguei as compras. Quando for pessoa, o verbo pede objeto indireto
regido pela preposição "a": Paguei o trabalho
ao rapaz. Paguei aos operários. Um ou outro exemplo ao contrário
não invalida a regra.
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