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MOSSORÓ (RN), TERÇA-FEIRA, 08/07/2008 (ATUALIZADO: 01:47hs)
 
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A AMAZÔNIA É NOSSA
Agora, ao que me conste, é que se fala no parlamento brasileiro sobre defesa da Amazônia contra a invasão estrangeira, se essa região, que representa mais da metade do território brasileiro não existisse. Mas antes tarde do que nunca. O que os brasileiros esperamos, nessa história, é que tudo isso não passe dessas escaramuças patrióticas que de ordinário acabam em nada-feito.
A idéia de criação de uma universidade pan-amazônica vem realmente a calhar, a estas horas em que o capital estrangeiro vai aos muitos tentando apossar-se dessa mais da metade do território nacional concentradora de enorme riqueza, vegetal como mineral. Isso, o conhecimento pleno da Amazônia, não cabe dúvida, se constituirá o mais eficiente instrumento de sua defesa.
Creio que se pode compreender por quê. Tomando uma imagem vulgar, se o conhecimento é luz, o estudo da Amazônia, em nível acadêmico, com efeito deitará luzes sobre essa região, digamos logo a palavra, tão esquecida pelos nossos governos, desde o começo da vida política e administrativa do país. E esquecimento, diria melhor desprezo, a todos os respeitos, e pelo brasileiro no geral.
Vão ver. Quantos brasileiros, e aqui não me corro de incluir os de lá, conhecem como à palma da mão o território amazônico sob todos os aspectos, em principal no que diz a suas riquezas, como um todo? Já não falo na sua condição de "pulmão do mundo." Cá da minha parte, confesso minha ignorância, mas com o desconto, em meu favor, de não me caber nenhuma responsabilidade oficial.
Pois é. Ouvi de raspão, pelo rádio da cidade daqui, parece, que um determinado senador se mostra preocupado com a defesa da Amazônia, a ponto de propor ao governo a criação de uma universidade pan-amazônica, com vistas a fortalecer-lhe a defesa, à base ampla do conhecimento. De louvar, e muito, essa posição do senador, que deve ser de lá. Aí não sei. O Brasil não pode abandonar metade do seu território, e ainda o mais rico.

APROPRIAÇÃO
Comenta-se que querem centrar a campanha eleitoral em Mossoró na popularidade do governo Lula, o que outra coisa não quer dizer senão apropriação indébita, em falta de méritos próprios. Ainda mesmo enganação das massas populares. Qualquer coisa assim como dar na bola com o taco alheio.
LIVRO
A jornalista Izaíra Thalita, Jornal de Fato, lança 15 o livro Um olhar sobre o idoso, no Hotel Vila Oeste. Seleção de matérias sobre o idoso produzidas no De Fato.

RESULTADO
A prefeita Fafá Rosado é candidata à reeleição recomendada ao público pelo seu trabalho, aos olhos de quem enxerga.

LINGUAGEM
•PAGUEI O RAPAZ. Leitor do Jornal de Fato quer saber se está certo. Com efeito, a gramática normativa não aceita essa construção. Quando o ser a que se refere o pagamento não for pessoa é que o verbo se constrói com objeto direto: Paguei o trabalho. Paguei as compras. Quando for pessoa, o verbo pede objeto indireto regido pela preposição "a": Paguei o trabalho ao rapaz. Paguei aos operários. Um ou outro exemplo ao contrário não invalida a regra.



       



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