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MOSSORÓ (RN), TERÇA-FEIRA, 08/07/2008 (ATUALIZADO: 01:47hs)
 
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» Ufersa e UFRN querem unificar vestibular

» Dinheiro fica retido e médicos param
» Volume acumulado na agência supera 100 mil
» Acrevi reivindica centro de triagem
» Garibaldi: piso valoriza professor


EDUCAÇÃO
Ufersa e UFRN querem unificar
vestibular a partir do próximo ano

Esdras Marchezan
Da Redação

No próximo ano, as duas universidades federais do Rio Grande do Norte - Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) e Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) - devem unificar o vestibular para preenchimento das vagas ofertadas nas duas instituições. O vestibular unificado está sendo discutido por representantes das duas universidades, e. de acordo com o reitor da Ufersa, Josivan Barbosa - um dos idealizadores da experiência - a intenção é que em 2009 o processo seletivo aconteça desta forma.
A proposta foi defendida pelo reitor da Ufersa, Josivan Barbosa, na reunião do dia 1º de julho do Conselho Universitário (CONSUNI). Na sexta-feira passada a professora Betânia Leite Ramalho, da Comissão Permanente de Vestibular (COMPERVE) da UFRN, esteve em Mossoró para discutir o assunto com os membros do Consuni e do Consepe da Ufersa.
Além da economia com a redução dos gastos para realização do vestibular, a Ufersa quer pôr fim também ao aumento no número de vagas ociosas que surgem depois do vestibular. "Muita gente faz vestibular aqui e na UFRN, e, quando passa nos dois, abandona o curso da Ufersa deixando uma vaga ociosa. Com o vestibular unificado, o candidato terá de escolher uma das instituições", comentou Josivan Barbosa.
Somente no curso de agronomia da Ufersa foram registradas 100 vagas ociosas neste semestre.
Na discussão entre os conselheiros do Consuni e Consepe e a professora Betânia Leite Ramalho, a proposta foi bem avaliada por todos. As discussões entre as duas universidades continuam durante todo o semestre, mas a expectativa é que a proposta seja aprovada logo. "Não há problemas, já que as duas instituições fazem parte do mesmo sistema de ensino", disse o reitor.
A Comissão Permanente do Vestibular (COMPERVE) da UFRN confirmou a existência de um diálogo com os conselheiros da Ufersa para tratar do assunto. Na reunião que participou aqui em Mossoró, a professora Betânia Leite Ramalho apresentou toda a estrutura e modelo do processo realizado pela instituição.

VESTIBULAR
Desde o último domingo a Ufersa realiza o vestibular para o semestre 2008.2, ofertando 530 vagas para os cursos de Agronomia, Ciência e Tecnologia, Engenharia de Pesca, Medicina Veterinária, Zootecnia, Ciência da Computação e Administração. Desse total, 355 vagas são para os cursos diurnos e 175 para os cursos noturnos.

Comissão Registra 266 Faltosos nos Primeiros dias
Nos dois primeiros dias de prova do vestibular 2008.2 da Ufersa, 266 pessoas faltaram e foram eliminadas do processo seletivo. Ao todo, 2.805 candidatos foram inscritos no processo. Para a coordenação da Comissão Permanente de Processo Seletivo, o total de faltosos representa um índice normal, já que fica entre os 10% admitidos pela organização do vestibular. "Até amanhã (hoje) quando acontece o último dia de provas deveremos chegar aos 10% de faltosos, o que é admissível", disse o presidente da comissão, Marlon Feijó.
Nos dois primeiros dias - domingo e segunda-feira - foram aplicadas as provas de comunicação e expressão e redação, matemática, química e inglês. Hoje o vestibular se encerra com a aplicação das provas de física, biologia e estudos sociais.
De acordo com o calendário do vestibular, o resultado final está previsto para o dia 24 de julho, às 10h, no site da instituição (www.ufersa.edu.br). Nos dias 28 e 29 de julho acontece a matrícula dos aprovados no processo seletivo. Nos dias 1º e 5 de agosto serão convocadas as pessoas reclassificadas na 2ª e 3ª chamadas.
De acordo com a comissão que organiza o vestibular, não houve registro de problemas no decorrer do vestibular. "Tratamos de fazer uma divulgação ampla e prévia sobre os documentos necessários para se fazer a prova, e acreditamos que surtiu efeito. Tudo está transcorrendo dentro da normalidade", conta Nilza Dutra Alves, membro da Comissão Permanente de Processo Seletivo. O gabarito das provas é publicado no site da instituição (www.ufersa.edu.br).

Dinheiro fica retido e médicos param
Sandra Monteiro
Da Redação

Há exata uma semana o Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) trabalha sem médicos ortopedistas. A paralisação, motivada pela falta de pagamento, não tem data para terminar. Informações da direção do hospital revelam que o dinheiro já está disponível. Mas devido a investigações sobre possíveis irregularidades na contratação da Cooperativa Médica (COOPMED), da qual fazem parte os ortopedistas, o valor, equivalente a R$ 150 mil, está retido.
As suspeitas de irregularidades foram denunciadas ainda no ano passado pelo Ministério Público Estadual (MPE), através da Promotoria de Defesa da Saúde após a contratação da Coopmed pela Secretaria do Estado da Saúde Pública (SESAP) para suprir as deficiências nos hospitais de referência do Estado, entre eles o Tarcísio Maia. A principal ilegalidade estaria no contrato, feito sem processo licitatório. O salário pago aos médicos cooperados também é debatido, por ser superior aos profissionais contratados diretamente com a Sesap.
O diretor do Tarcísio Maia, ortodontista Marcelo Duarte, afirma que a contratação da cooperativa médica é a saída mais viável para completar o quadro de médicos na rede pública de saúde. Ele reconhece que a prática é irregular, mas ao mesmo tempo, ressalta que a população precisa receber o atendimento. "Nós da direção do hospital, assim como a Sesap, sabemos que o certo é contratar por concurso. Temos que aguardar a resolução do problema já que ocorrem entraves legais que impedem a liberação", declara o diretor.
Para Duarte, o principal problema a ser contornado continua sendo a falta de profissionais na área da ortopedia. "Prova de que a deficiência de profissional é um grande impasse é o número de médicos que querem participar de concurso público. Até o momento nenhum ortopedista se inscreveu para o concurso de agosto. Falta profissional", justifica.
O ortopedista Manoel Fernandes, que responde pelos médicos cooperados em Mossoró, é categórico. "Só retomamos ao trabalho quando o dinheiro for repassado", enfatiza.
Fernandes ressalta que, apesar da informação de que o dinheiro já está disponível, a categoria não retoma ao trabalho. "O retorno só acontece quando o dinheiro estiver na conta da cooperativa e podendo ser repassado aos médicos", complementa.
A assessoria de comunicação da Sesap informou que a expectativa é de que até o final desta semana o pagamento da cooperativa seja efetuado e os médicos retornem as atividades.

Pacientes da urgência vão para Natal
Com a deficiência médica, os pacientes que necessitam de atendimento de urgência e emergência no setor de ortopedia são encaminhados para hospitais de Natal. Não há um balanço concreto sobre o total de pacientes transferidos durante o período em que os médicos estão sem trabalhar.
No início da noite de ontem mais um paciente foi transferido. Raimundo Nonato de Queiroz foi encaminhado para o Instituto de Traumatologia e Ortopedia do Rio Grande do Norte (ITORN), onde passará por cirurgia.
Segundo o diretor Marcelo Duarte, o hospital Tarcísio Maia conta hoje com uma escala de dez ortopedistas. "Enquanto o problema persistir é pra Natal que enviaremos os pacientes. Mas eles só vão pra lá depois que agendamos a cirurgia", afirma.

Em uma semana de greve, volume acumulado na agência supera 100 mil
Após uma semana de paralisação dos funcionários dos Correios, a agência da empresa em Mossoró já contabiliza um acúmulo de encomendas que ultrapassa os cem mil volumes. O total não é maior porque a maioria das encomendas chega dos estados do Rio de Janeiro e São Paulo, onde os serviços também estão paralisados.
"Pelo menos 90% dos volumes chegam destes dois estados. O total poderia ser bem maior. A quota diária de entrega é de 30 mil volumes quando eles chegam normalmente", informa o diretor financeiro dos Correios de Mossoró, Jaedson Ferreira.
O resultado da grande quantidade de encomendas é observado na fila diária que se forma na área externa da agência à procura das correspondências. Apenas os serviços de Sedex e postais funcionam normalmente.
Atualmente, apenas seis carteiros realizam o trabalho de entrega de volumes. Outros sete revezam no setor administrativo.
O presidente do Sindicato dos Servidores dos Correios no Rio Grande do Norte, Francisco Moacir, afirma que não há data para que a greve seja encerrada. Na tarde de ontem, mais uma reunião foi realizada entre o sindicato e representantes da empresa, em Brasília. Não houve avanços. De acordo com Moacir, a empresa se mostra intransigente em dois pontos: o cumprimento do compromisso que garante a incorporação do adicional de risco de 30% aos carteiros e a implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) da categoria. "Dessa forma não tem como avançar. Os prejuízos são milionários, mas a greve deve continuar até que esses pontos sejam revistos", declara o presidente.
Na próxima terça-feira, 15, acontece um novo encontro para decidir os rumos da paralisação desencadeada na segunda-feira, 30, e que já atinge 23 estados brasileiros.

Acrevi reivindica centro de triagem
Edilson Damasceno
Da Redação

O Rio Grande do Norte, por meio da ACREVI - associação que trabalha a reciclagem de lixo em Mossoró - caminha para ser beneficiado pelo projeto Desenvolvimento Regional Sustentável do Banco do Brasil. O assunto será discutido no dia 10 próximo, na agência central do BB, às 9h, cujo encontro contará com a participação das entidades parceiras da Acrevi. A presidente da entidade, Josefa Avelino da Silva, informa que projeto voltado à reciclagem só existe na Bahia, e que a idéia é que se construa um centro de reciclagem próximo ao aterro sanitário. Para tanto, diz que a Prefeitura de Mossoró e a sociedade civil precisam estar dispostas a ajudar.
"É preciso que todos os parceiros assinem um termo de responsabilidade", diz Josefa, acrescentando que no momento em que o Banco do Brasil se mostra sensível a financiar um projeto como esse, é necessário que haja o comprometimento na continuidade das ações. "O banco se interessou pela Acrevi e deve querer responsabilidade para o projeto caminhar", comenta.
Josefa informa que o projeto que tem para a Acrevi é ousado. Segundo ela, a idéia seria ampla, e engloba creche, escola e toda uma infra-estrutura que possa melhorar a produção. Contudo, nesse primeiro momento, ela se volta para o centro de triagem.
"Vamos negociar com a Prefeitura e com os demais parceiros. Se tudo der certo, com certeza entrará dinheiro", diz. A presidente da Acrevi informa que, por dia, o aterro sanitário recebe 150 toneladas de lixo. Da coleta seletiva realizada pela associação, diz que 20 toneladas são recolhidas por mês. "Se tivermos o centro de triagem, vamos trabalhar com o lixo bruto, que passará por uma esteira, e o pessoal vai selecionando o que for reciclável. O que não for, segue para o aterro".
Atualmente, conforme Josefa Avelino, a associação conta com 53 pessoas trabalhando. Com o centro de triagem, diz que precisará de 200 trabalhadores. "Queremos aumentar a renda das pessoas", frisa a presidente da Acrevi, informando que este mês cada associado recebeu R$ 125,00. Ainda segundo Josefa, para atender as necessidades dos associados, precisa buscar alternativas que melhorem a renda, o que ocorrerá com a construção do centro de triagem. "Veja bem você: reciclamos lixo de apenas 12 bairros de Mossoró, e se tivermos esse sonho concretizado, teremos acesso ao lixo de todo o município para reciclar", comenta.

Garibaldi: piso valoriza professor
O piso nacional para professores, aprovado recentemente pelo Senado Federal, foi comentado pelo senador Garibaldi Alves Filho (PMDB) - presidente do Senado - durante colação de grau no município de Assu, sexta-feira passada. Garibaldi afirmou que o projeto será sancionado pelo presidente Lula, mas reconheceu que o piso nacional de professores da educação fundamental e do ensino médio, de R$ 950,00, ainda não é o ideal.
Garibaldi comentou que, apesar de ser pouco, muitos estados brasileiros têm salário inferior ao valor aprovado pelo Senado. Para Garibaldi, o projeto de autoria do senador Cristóvão Buarque (PDT/DF) resgata a valorização do professor, tendo em vista que assegura avanço na questão salarial da categoria. O presidente do Senado também anunciou a abertura de concursos, por parte do Governo Federal, para contratação de professores em universidades federais e Centros Federal de Educação Tecnológica (CEFETs). "É uma boa notícia para vocês. O governo vai abrir mais vagas para professores", disse.
Após o discurso do paraninfo, o reitor da Uern, professor Milton Marques de Medeiros, discorreu acerca da situação das universidades estaduais, que enfrentam problemas decorrentes da falta de apoio do Governo Federal. "O governo está ampliando as universidades federais, e isso é bom. Mas deu as costas para as universidades estaduais".



       
 



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