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EDUCAÇÃO
Ufersa
e UFRN querem unificar
vestibular a partir do próximo ano
Esdras Marchezan
Da Redação
No próximo ano, as duas universidades federais do Rio Grande
do Norte - Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA)
e Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) - devem unificar
o vestibular para preenchimento das vagas ofertadas nas duas instituições.
O vestibular unificado está sendo discutido por representantes
das duas universidades, e. de acordo com o reitor da Ufersa, Josivan
Barbosa - um dos idealizadores da experiência - a intenção
é que em 2009 o processo seletivo aconteça desta forma.
A proposta foi defendida pelo reitor da Ufersa, Josivan Barbosa,
na reunião do dia 1º de julho do Conselho Universitário
(CONSUNI). Na sexta-feira passada a professora Betânia Leite
Ramalho, da Comissão Permanente de Vestibular (COMPERVE)
da UFRN, esteve em Mossoró para discutir o assunto com os
membros do Consuni e do Consepe da Ufersa.
Além da economia com a redução dos gastos para
realização do vestibular, a Ufersa quer pôr
fim também ao aumento no número de vagas ociosas que
surgem depois do vestibular. "Muita gente faz vestibular aqui
e na UFRN, e, quando passa nos dois, abandona o curso da Ufersa
deixando uma vaga ociosa. Com o vestibular unificado, o candidato
terá de escolher uma das instituições",
comentou Josivan Barbosa.
Somente no curso de agronomia da Ufersa foram registradas 100 vagas
ociosas neste semestre.
Na discussão entre os conselheiros do Consuni e Consepe e
a professora Betânia Leite Ramalho, a proposta foi bem avaliada
por todos. As discussões entre as duas universidades continuam
durante todo o semestre, mas a expectativa é que a proposta
seja aprovada logo. "Não há problemas, já
que as duas instituições fazem parte do mesmo sistema
de ensino", disse o reitor.
A Comissão Permanente do Vestibular (COMPERVE) da UFRN confirmou
a existência de um diálogo com os conselheiros da Ufersa
para tratar do assunto. Na reunião que participou aqui em
Mossoró, a professora Betânia Leite Ramalho apresentou
toda a estrutura e modelo do processo realizado pela instituição.
VESTIBULAR
Desde o último domingo a Ufersa realiza o vestibular para
o semestre 2008.2, ofertando 530 vagas para os cursos de Agronomia,
Ciência e Tecnologia, Engenharia de Pesca, Medicina Veterinária,
Zootecnia, Ciência da Computação e Administração.
Desse total, 355 vagas são para os cursos diurnos e 175 para
os cursos noturnos.
Comissão
Registra 266 Faltosos nos Primeiros dias
Nos dois primeiros dias de prova do vestibular 2008.2 da Ufersa,
266 pessoas faltaram e foram eliminadas do processo seletivo. Ao
todo, 2.805 candidatos foram inscritos no processo. Para a coordenação
da Comissão Permanente de Processo Seletivo, o total de faltosos
representa um índice normal, já que fica entre os
10% admitidos pela organização do vestibular. "Até
amanhã (hoje) quando acontece o último dia de provas
deveremos chegar aos 10% de faltosos, o que é admissível",
disse o presidente da comissão, Marlon Feijó.
Nos dois primeiros dias - domingo e segunda-feira - foram aplicadas
as provas de comunicação e expressão e redação,
matemática, química e inglês. Hoje o vestibular
se encerra com a aplicação das provas de física,
biologia e estudos sociais.
De acordo com o calendário do vestibular, o resultado final
está previsto para o dia 24 de julho, às 10h, no site
da instituição (www.ufersa.edu.br). Nos dias 28 e
29 de julho acontece a matrícula dos aprovados no processo
seletivo. Nos dias 1º e 5 de agosto serão convocadas
as pessoas reclassificadas na 2ª e 3ª chamadas.
De acordo com a comissão que organiza o vestibular, não
houve registro de problemas no decorrer do vestibular. "Tratamos
de fazer uma divulgação ampla e prévia sobre
os documentos necessários para se fazer a prova, e acreditamos
que surtiu efeito. Tudo está transcorrendo dentro da normalidade",
conta Nilza Dutra Alves, membro da Comissão Permanente de
Processo Seletivo. O gabarito das provas é publicado no site
da instituição (www.ufersa.edu.br).
Dinheiro
fica retido e médicos param
Sandra Monteiro
Da Redação
Há exata uma semana o Hospital Regional Tarcísio Maia
(HRTM) trabalha sem médicos ortopedistas. A paralisação,
motivada pela falta de pagamento, não tem data para terminar.
Informações da direção do hospital revelam
que o dinheiro já está disponível. Mas devido
a investigações sobre possíveis irregularidades
na contratação da Cooperativa Médica (COOPMED),
da qual fazem parte os ortopedistas, o valor, equivalente a R$ 150
mil, está retido.
As suspeitas de irregularidades foram denunciadas ainda no ano passado
pelo Ministério Público Estadual (MPE), através
da Promotoria de Defesa da Saúde após a contratação
da Coopmed pela Secretaria do Estado da Saúde Pública
(SESAP) para suprir as deficiências nos hospitais de referência
do Estado, entre eles o Tarcísio Maia. A principal ilegalidade
estaria no contrato, feito sem processo licitatório. O salário
pago aos médicos cooperados também é debatido,
por ser superior aos profissionais contratados diretamente com a
Sesap.
O diretor do Tarcísio Maia, ortodontista Marcelo Duarte,
afirma que a contratação da cooperativa médica
é a saída mais viável para completar o quadro
de médicos na rede pública de saúde. Ele reconhece
que a prática é irregular, mas ao mesmo tempo, ressalta
que a população precisa receber o atendimento. "Nós
da direção do hospital, assim como a Sesap, sabemos
que o certo é contratar por concurso. Temos que aguardar
a resolução do problema já que ocorrem entraves
legais que impedem a liberação", declara o diretor.
Para Duarte, o principal problema a ser contornado continua sendo
a falta de profissionais na área da ortopedia. "Prova
de que a deficiência de profissional é um grande impasse
é o número de médicos que querem participar
de concurso público. Até o momento nenhum ortopedista
se inscreveu para o concurso de agosto. Falta profissional",
justifica.
O ortopedista Manoel Fernandes, que responde pelos médicos
cooperados em Mossoró, é categórico. "Só
retomamos ao trabalho quando o dinheiro for repassado", enfatiza.
Fernandes ressalta que, apesar da informação de que
o dinheiro já está disponível, a categoria
não retoma ao trabalho. "O retorno só acontece
quando o dinheiro estiver na conta da cooperativa e podendo ser
repassado aos médicos", complementa.
A assessoria de comunicação da Sesap informou que
a expectativa é de que até o final desta semana o
pagamento da cooperativa seja efetuado e os médicos retornem
as atividades.
Pacientes
da urgência vão para Natal
Com a deficiência médica, os pacientes que necessitam
de atendimento de urgência e emergência no setor de
ortopedia são encaminhados para hospitais de Natal. Não
há um balanço concreto sobre o total de pacientes
transferidos durante o período em que os médicos estão
sem trabalhar.
No início da noite de ontem mais um paciente foi transferido.
Raimundo Nonato de Queiroz foi encaminhado para o Instituto de Traumatologia
e Ortopedia do Rio Grande do Norte (ITORN), onde passará
por cirurgia.
Segundo o diretor Marcelo Duarte, o hospital Tarcísio Maia
conta hoje com uma escala de dez ortopedistas. "Enquanto o
problema persistir é pra Natal que enviaremos os pacientes.
Mas eles só vão pra lá depois que agendamos
a cirurgia", afirma.
Em
uma semana de greve, volume acumulado na agência supera 100
mil
Após uma semana de paralisação
dos funcionários dos Correios, a agência da empresa
em Mossoró já contabiliza um acúmulo de encomendas
que ultrapassa os cem mil volumes. O total não é maior
porque a maioria das encomendas chega dos estados do Rio de Janeiro
e São Paulo, onde os serviços também estão
paralisados.
"Pelo menos 90% dos volumes chegam destes dois estados. O total
poderia ser bem maior. A quota diária de entrega é
de 30 mil volumes quando eles chegam normalmente", informa
o diretor financeiro dos Correios de Mossoró, Jaedson Ferreira.
O resultado da grande quantidade de encomendas é observado
na fila diária que se forma na área externa da agência
à procura das correspondências. Apenas os serviços
de Sedex e postais funcionam normalmente.
Atualmente, apenas seis carteiros realizam o trabalho de entrega
de volumes. Outros sete revezam no setor administrativo.
O presidente do Sindicato dos Servidores dos Correios no Rio Grande
do Norte, Francisco Moacir, afirma que não há data
para que a greve seja encerrada. Na tarde de ontem, mais uma reunião
foi realizada entre o sindicato e representantes da empresa, em
Brasília. Não houve avanços. De acordo com
Moacir, a empresa se mostra intransigente em dois pontos: o cumprimento
do compromisso que garante a incorporação do adicional
de risco de 30% aos carteiros e a implantação do Plano
de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) da categoria. "Dessa
forma não tem como avançar. Os prejuízos são
milionários, mas a greve deve continuar até que esses
pontos sejam revistos", declara o presidente.
Na próxima terça-feira, 15, acontece um novo encontro
para decidir os rumos da paralisação desencadeada
na segunda-feira, 30, e que já atinge 23 estados brasileiros.
Acrevi
reivindica centro de triagem
Edilson Damasceno
Da Redação
O Rio Grande do Norte, por meio da ACREVI - associação
que trabalha a reciclagem de lixo em Mossoró - caminha para
ser beneficiado pelo projeto Desenvolvimento Regional Sustentável
do Banco do Brasil. O assunto será discutido no dia 10 próximo,
na agência central do BB, às 9h, cujo encontro contará
com a participação das entidades parceiras da Acrevi.
A presidente da entidade, Josefa Avelino da Silva, informa que projeto
voltado à reciclagem só existe na Bahia, e que a idéia
é que se construa um centro de reciclagem próximo
ao aterro sanitário. Para tanto, diz que a Prefeitura de
Mossoró e a sociedade civil precisam estar dispostas a ajudar.
"É preciso que todos os parceiros assinem um termo de
responsabilidade", diz Josefa, acrescentando que no momento
em que o Banco do Brasil se mostra sensível a financiar um
projeto como esse, é necessário que haja o comprometimento
na continuidade das ações. "O banco se interessou
pela Acrevi e deve querer responsabilidade para o projeto caminhar",
comenta.
Josefa informa que o projeto que tem para a Acrevi é ousado.
Segundo ela, a idéia seria ampla, e engloba creche, escola
e toda uma infra-estrutura que possa melhorar a produção.
Contudo, nesse primeiro momento, ela se volta para o centro de triagem.
"Vamos negociar com a Prefeitura e com os demais parceiros.
Se tudo der certo, com certeza entrará dinheiro", diz.
A presidente da Acrevi informa que, por dia, o aterro sanitário
recebe 150 toneladas de lixo. Da coleta seletiva realizada pela
associação, diz que 20 toneladas são recolhidas
por mês. "Se tivermos o centro de triagem, vamos trabalhar
com o lixo bruto, que passará por uma esteira, e o pessoal
vai selecionando o que for reciclável. O que não for,
segue para o aterro".
Atualmente, conforme Josefa Avelino, a associação
conta com 53 pessoas trabalhando. Com o centro de triagem, diz que
precisará de 200 trabalhadores. "Queremos aumentar a
renda das pessoas", frisa a presidente da Acrevi, informando
que este mês cada associado recebeu R$ 125,00. Ainda segundo
Josefa, para atender as necessidades dos associados, precisa buscar
alternativas que melhorem a renda, o que ocorrerá com a construção
do centro de triagem. "Veja bem você: reciclamos lixo
de apenas 12 bairros de Mossoró, e se tivermos esse sonho
concretizado, teremos acesso ao lixo de todo o município
para reciclar", comenta.
Garibaldi:
piso valoriza professor
O piso nacional para professores, aprovado
recentemente pelo Senado Federal, foi comentado pelo senador Garibaldi
Alves Filho (PMDB) - presidente do Senado - durante colação
de grau no município de Assu, sexta-feira passada. Garibaldi
afirmou que o projeto será sancionado pelo presidente Lula,
mas reconheceu que o piso nacional de professores da educação
fundamental e do ensino médio, de R$ 950,00, ainda não
é o ideal.
Garibaldi comentou que, apesar de ser pouco, muitos estados brasileiros
têm salário inferior ao valor aprovado pelo Senado.
Para Garibaldi, o projeto de autoria do senador Cristóvão
Buarque (PDT/DF) resgata a valorização do professor,
tendo em vista que assegura avanço na questão salarial
da categoria. O presidente do Senado também anunciou a abertura
de concursos, por parte do Governo Federal, para contratação
de professores em universidades federais e Centros Federal de Educação
Tecnológica (CEFETs). "É uma boa notícia
para vocês. O governo vai abrir mais vagas para professores",
disse.
Após o discurso do paraninfo, o reitor da Uern, professor
Milton Marques de Medeiros, discorreu acerca da situação
das universidades estaduais, que enfrentam problemas decorrentes
da falta de apoio do Governo Federal. "O governo está
ampliando as universidades federais, e isso é bom. Mas deu
as costas para as universidades estaduais".
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