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TOTAL
Valéria
Oliveira nos EUA
Na próxima segunda dia 16 de março,
Valéria Oliveira embarca para os Estados Unidos para se apresentar
no "South by Southwest" Week, mais conhecido como SXSW,
que é realizado anualmente em Austin, capital do Texas, nos
Estados Unidos. Acompanhada de sua banda - composta por Eduardo
Pinheiro na guitarra, Paulo de Oliveira no baixo e Rogério
'Pitomba' na bateria -, Valéria leva na bagagem seu mais
recente CD de carreira, o leve só as pedras, para uma apresentação
no próximo dia 21 de março em um dos 80 palcos do
Festival. Entre os brasileiros selecionados para 2009, há
estilos bastante diversos como Fernanda Takai, Mundo Livre S/A,
Vander Lee, Tita Lima, entre outros.
É no lendário Festival de Música SXSW que novos
talentos do circuito independente de diversos países debutam
para a cena mundial e se integram a artistas já consagrados.
Nas últimas edições, passaram por lá
nomes tão importantes quanto Ben Harper, R.E.M. e Morrissey,
assim como foram lançados artistas como Amy Winehouse e Vampire
Weekend. No SXSW 2009, serão mais de 1.800 shows dos mais
variados gêneros e centenas de artistas e bandas de todo o
mundo se apresentando numa grande vitrine de tendências artísticas
e culturais.
Dentre as inúmeras atrações do festival, um
dos destaques é a Conferência de Quincy Jones, empresário,
produtor vencedor de vários prêmios Grammy, compositor
e arranjador. Considerado um humanitário de longa data, produziu
e realizou o histórico "We Are The World", gravação
em favor da redução da fome na Etiópia. Jones
é esperado para discutir o poder da música para influenciar
e criar uma mudança positiva no mundo e da responsabilidade
do artista ao utilizar a sua arte para reunir pessoas para o bem
da humanidade. Dentre os projetos atuais e futuros, incluem-se o
livro "The Complete Quincy Jones: My Journey and Passions",
um documentário sobre o Carnaval brasileiro, em favor das
vítimas do furacão Katrina e das favelas do Brasil.
Quincy Jones é considerado pela revista Time como um dos
6 mais influentes artistas de Jazz do século XX.
Valéria Oliveira, que tem um histórico no campo social,
está muito ansiosa para ouvir as idéias de Quincy
Jones, já que em Natal participou de diversos shows de promoção
do voluntariado como no Ano Internacional do Voluntário e
no Lançamento Nacional do Dia Global do Voluntariado Jovem.
"Eu tenho voz, instrumentos e vontade de mudar o Brasil":
foi com essa frase de mobilização que o Projeto Retrovisor,
do qual Valéria participava, celebrou o Dia Internacional
do Voluntário e lançou a música "A Casa
do Rei"; com Khrystal, a artista compôs a música
"Ópera: o Impacto", ambas em prol do controle social
como forma de voluntariado transformador.
Valéria também aproveitará sua viagem para
promover o RN como destino turístico. O folheto promocional
de seu show traz no verso fotos do produto turístico Natal
e o slogan que vem sendo utilizado pela Emprotur para divulgação
do Estado: "O melhor da vida está aqui/The best in life
is here". Valéria Oliveira, músicos, empresária
e assessora de comunicação vestirão durante
o Festival camiseta promovendo a cidade de Natal com a marca exclusiva
para o Brasil concedida pelas Nações Unidas: "Natal
Cidade com coração/Natal City with a heart".
O festival é composto ainda por uma intensa programação
de palestras, entrevistas com artistas, painéis, sessões
com especialistas, sessões de audição de demos,
feira de negócios, compra e venda de instrumentos e discos,
além de festas privadas promovidas por gravadoras internacionais.
A participação de Valéria Oliveira no SXSW
2009 conta com o fundamental apoio do Programa de Intercâmbio
e Difusão Cultural do Ministério da Cultura que, por
Edital, selecionou a artista para a concessão das passagens
aéreas. Valéria, que vem investindo de maneira independente
em sua carreira internacional, com quatro CDs lançados no
Japão e três turnês realizadas na Suíça,
conta nesse Festival com a colaboração da Fundação
José Augusto e o apoio do Governo do Rio Grande do Norte
e do SESC-RN.
Para
Economist, telenovelas
influem positivamente
Um artigo publicado na edição
desta semana da revista britânica "The Economist"
afirma que as novelas da TV Globo podem ter exercido uma influência
positiva nos hábitos e comportamentos dos brasileiros.
Intitulado "Soaps, sex and sociology" (novelas, sexo e
sociologia, em tradução livre), o artigo cita um estudo
publicado recentemente pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento)
que sugere que as telenovelas exerceram influência sobre a
fertilidade e o número de divórcios no Brasil nas
últimas décadas.
Segundo o estudo, a chegada do sinal da TV Globo em determinadas
regiões estaria associada a um declínio de 0,6 ponto
percentual na possibilidade de uma mulher ter filhos em um determinado
ano.
Além disso, de acordo com a pesquisa, o advento do sinal
da Globo também estaria associado a um aumento de 0,1 a 0,2
ponto percentual na parcela de mulheres entre 15 e 49 anos que se
divorciaram. Divórcios e baixos índices de natalidade,
de acordo com outros estudos, estariam ligados a menos casos de
violência doméstica.
Baseando-se na pesquisa, a "Economist" afirmou que o fato
de a Globo mostrar em suas novelas uma realidade bem diferente da
vivida pela maioria dos brasileiros --"com famílias
menores e mais ricas que a média"--, teria estimulado
modificações nesses dois importantes indicadores sociais.
Reforma
triburária
A revista ainda afirma que as telenovelas surgiram durante o regime
militar no Brasil e que as vendas de aparelhos de TV foram estimuladas
pela ditadura "para construir uma ideia de nação
em um país grande e majoritariamente analfabeto".
Mas, segundo a publicação, muitos dos diretores e
autores dos programas eram de esquerda, e enxergaram nas telenovelas
"um meio de atingir as massas".
"As tramas normalmente se inclinam para uma direção
progressista: a Aids é discutida, camisinhas são promovidas
e a mobilidade social exemplificada".
Afirmando que a influência das novelas pode ser mais positiva
do que dizem seus críticos, a revista ainda brinca: "Se
a Globo pudesse lançar agora uma novela sedutora sobre reforma
tributária, sua transformação do Brasil estaria
completa."

Filme
sobre o Iron Maiden, Flight 666, tem première
Após convencer a banda, os cineastas
Sam Dunn e Scot McFadyen seguiram o Iron Maiden durante fevereiro
e março do ano passado durante a primeira parte da turnê
"Somewhere Back in Time". Os dois viajaram, inclusive
para o Brasil, no avião do grupo, o Ed Force One, pilotado
pelo vocalista Bruce Dickinson.
A dupla de documentaristas volta agora ao Rio para a pré-estreia
mundial do filme "Flight 666", neste sábado (14),
mesmo dia em que o grupo retorna à capital fluminense para
um show na Praça da Apoteose.
Os dois são canadenses que cresceram apaixonados pelo heavy
metal e que, chegando à vida adulta, resolveram produzir
filmes sobre o estilo. Antes de "Flight 666", eles já
haviam lançado dois outros documentários: "Metal:
A Headbanger's Journey" (2005) e "Global Metal" (2008).
Será a oitava passagem da banda pelo Brasil --a primeira
foi no Rock in Rio, em 1985, na turnê de seu quinto álbum
de estúdio, "Powerslave".
E por quê essa relação tão especial da
banda com o Brasil?
"O Maiden foi ao Brasil logo no início de sua carreira,
e isso foi muito inteligente. Muitas bandas, nos anos 80, fugiram
das turnês nesses países, mas o Maiden sempre fez shows
nos países não tradicionais, e isso explica o porquê
de eles fazerem tanto sucesso em lugares como o Brasil", opina
Dunn em entrevista à Folha Online.
A postura dos fanáticos nos shows sul-americanos também
faz a banda se superar, segundo os diretores.
"Algo que o Bruce [Dickinson, vocalista] diz no 'Flight 666'
é que, quando o Maiden toca nas Américas Central e
do Sul, o grupo precisa igualar a performance e a energia que o
público passa a eles. Essa é uma maneira legal de
perceber como são os fãs sul-americanos. Eles [Iron
Maiden] percebem que precisam elevar o seu nível quando vão
à essa parte do mundo."
Scot McFadyen, parceiro de Sam Dunn na criação, produção
e direção dos documentários, concorda.
"Talvez seja um clichê dizer que os fãs sul-americanos
são mais apaixonados. Mas quando falamos com o Rush, eles
disseram que os fãs do Brasil criaram 'palavras' para "YYZ"
[canção instrumental do trio] e cantaram junto com
a música", comenta.
"Tietagem"
E como separar a idolatria da época de adolescentes, quando
ambos ouviam discos como "The Number of the Beast" e "Powerslave",
com o trabalho e a realização de um filme sobre o
Iron Maiden? "Eu não conseguia", brinca Dunn, rindo.
"Temos muito respeito pelo Iron Maiden, e temos noção
do impacto deles."
"Para mim, como um fã, o mais legal foi filmar atrás
da bateria do Nicko McBrain, porque cresci tocando bateria no ar
e sabia todas aquelas passagens, como qualquer fã do Iron
Maiden", relembra Dunn.
McFadyen, por sua vez, prefere citar as partidas de tênis
da dupla contra a banda. "Sam e eu jogamos contra o Steve [Harris,
baixista] e o Adrian [Smith, guitarrista]. Precisaremos mandar fotos
aos nossos amigos, porque não sei se eles vão acreditar.
E temos um outro jogo marcado contra os dois, no Rio, nesta sexta-feira",
conta.
McFadyen também cita os momentos difíceis na realização
do filme, como acompanhar a turnê da banda, passando por diversos
países.
"Ainda estamos nos recuperando. Foi a coisa mais difícil
que já fizemos. A banda ainda tinha um tempo livre, mas a
gente não. Em cerca de dois meses, filmamos aproximadamente
500 horas", relata.
Cena independente
Após três documentários sobre o estilo, a dupla
analisa que o momento é favorável para a realização
de filmes sobre heavy metal. Um documentário contando a vida
do Anvil, obscura banda de metal canadense, foi exibido no festival
de Sundance, o mais importante da cena independente nos Estados
Unidos, em 2008.
"Isso acontece, em parte, porque o heavy metal já existe
há 30 anos, e as pessoas percebem que a música não
é uma moda e faz parte de nossa cultura", analisa Dunn.
"E os fãs que cresceram ouvindo metal nos anos 80 estão
agora em uma posição com alguma influência,
como jornalistas, cineastas, escritores, professores."
E quais os próximos projetos da dupla? "Vamos finalizar
o trabalho com o Rush, e talvez faremos um documentário com
o Slayer. E temos outros em mente", diz Dunn.
"Artistas como Rolling Stones, Neil Young e Bob Dylan têm
diversos documentários apenas sobre eles. Acho que o fato
de nos concentrarmos nesse nicho não significa que iremos
desgastá-lo. Muitas bandas boas de rock nunca tiveram um
filme sobre eles, e queremos fazer porque elas merecem", finaliza.
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