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MOSSORÓ (RN), SÁBADO, 14/03/2009 (ATUALIZADO: 00:42hs)
 
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» Valéria Oliveira nos EUA

» Para ‘Economist’, telenovelas influem positivamente
» Filme sobre o Iron Maiden, ‘Flight 666’, tem première


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Valéria Oliveira nos EUA
Na próxima segunda dia 16 de março, Valéria Oliveira embarca para os Estados Unidos para se apresentar no "South by Southwest" Week, mais conhecido como SXSW, que é realizado anualmente em Austin, capital do Texas, nos Estados Unidos. Acompanhada de sua banda - composta por Eduardo Pinheiro na guitarra, Paulo de Oliveira no baixo e Rogério 'Pitomba' na bateria -, Valéria leva na bagagem seu mais recente CD de carreira, o leve só as pedras, para uma apresentação no próximo dia 21 de março em um dos 80 palcos do Festival. Entre os brasileiros selecionados para 2009, há estilos bastante diversos como Fernanda Takai, Mundo Livre S/A, Vander Lee, Tita Lima, entre outros.
É no lendário Festival de Música SXSW que novos talentos do circuito independente de diversos países debutam para a cena mundial e se integram a artistas já consagrados. Nas últimas edições, passaram por lá nomes tão importantes quanto Ben Harper, R.E.M. e Morrissey, assim como foram lançados artistas como Amy Winehouse e Vampire Weekend. No SXSW 2009, serão mais de 1.800 shows dos mais variados gêneros e centenas de artistas e bandas de todo o mundo se apresentando numa grande vitrine de tendências artísticas e culturais.
Dentre as inúmeras atrações do festival, um dos destaques é a Conferência de Quincy Jones, empresário, produtor vencedor de vários prêmios Grammy, compositor e arranjador. Considerado um humanitário de longa data, produziu e realizou o histórico "We Are The World", gravação em favor da redução da fome na Etiópia. Jones é esperado para discutir o poder da música para influenciar e criar uma mudança positiva no mundo e da responsabilidade do artista ao utilizar a sua arte para reunir pessoas para o bem da humanidade. Dentre os projetos atuais e futuros, incluem-se o livro "The Complete Quincy Jones: My Journey and Passions", um documentário sobre o Carnaval brasileiro, em favor das vítimas do furacão Katrina e das favelas do Brasil. Quincy Jones é considerado pela revista Time como um dos 6 mais influentes artistas de Jazz do século XX.
Valéria Oliveira, que tem um histórico no campo social, está muito ansiosa para ouvir as idéias de Quincy Jones, já que em Natal participou de diversos shows de promoção do voluntariado como no Ano Internacional do Voluntário e no Lançamento Nacional do Dia Global do Voluntariado Jovem. "Eu tenho voz, instrumentos e vontade de mudar o Brasil": foi com essa frase de mobilização que o Projeto Retrovisor, do qual Valéria participava, celebrou o Dia Internacional do Voluntário e lançou a música "A Casa do Rei"; com Khrystal, a artista compôs a música "Ópera: o Impacto", ambas em prol do controle social como forma de voluntariado transformador.
Valéria também aproveitará sua viagem para promover o RN como destino turístico. O folheto promocional de seu show traz no verso fotos do produto turístico Natal e o slogan que vem sendo utilizado pela Emprotur para divulgação do Estado: "O melhor da vida está aqui/The best in life is here". Valéria Oliveira, músicos, empresária e assessora de comunicação vestirão durante o Festival camiseta promovendo a cidade de Natal com a marca exclusiva para o Brasil concedida pelas Nações Unidas: "Natal Cidade com coração/Natal City with a heart".
O festival é composto ainda por uma intensa programação de palestras, entrevistas com artistas, painéis, sessões com especialistas, sessões de audição de demos, feira de negócios, compra e venda de instrumentos e discos, além de festas privadas promovidas por gravadoras internacionais.
A participação de Valéria Oliveira no SXSW 2009 conta com o fundamental apoio do Programa de Intercâmbio e Difusão Cultural do Ministério da Cultura que, por Edital, selecionou a artista para a concessão das passagens aéreas. Valéria, que vem investindo de maneira independente em sua carreira internacional, com quatro CDs lançados no Japão e três turnês realizadas na Suíça, conta nesse Festival com a colaboração da Fundação José Augusto e o apoio do Governo do Rio Grande do Norte e do SESC-RN.

Para ‘Economist’, telenovelas
influem positivamente
Um artigo publicado na edição desta semana da revista britânica "The Economist" afirma que as novelas da TV Globo podem ter exercido uma influência positiva nos hábitos e comportamentos dos brasileiros.
Intitulado "Soaps, sex and sociology" (novelas, sexo e sociologia, em tradução livre), o artigo cita um estudo publicado recentemente pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) que sugere que as telenovelas exerceram influência sobre a fertilidade e o número de divórcios no Brasil nas últimas décadas.
Segundo o estudo, a chegada do sinal da TV Globo em determinadas regiões estaria associada a um declínio de 0,6 ponto percentual na possibilidade de uma mulher ter filhos em um determinado ano.
Além disso, de acordo com a pesquisa, o advento do sinal da Globo também estaria associado a um aumento de 0,1 a 0,2 ponto percentual na parcela de mulheres entre 15 e 49 anos que se divorciaram. Divórcios e baixos índices de natalidade, de acordo com outros estudos, estariam ligados a menos casos de violência doméstica.
Baseando-se na pesquisa, a "Economist" afirmou que o fato de a Globo mostrar em suas novelas uma realidade bem diferente da vivida pela maioria dos brasileiros --"com famílias menores e mais ricas que a média"--, teria estimulado modificações nesses dois importantes indicadores sociais.

Reforma
triburária
A revista ainda afirma que as telenovelas surgiram durante o regime militar no Brasil e que as vendas de aparelhos de TV foram estimuladas pela ditadura "para construir uma ideia de nação em um país grande e majoritariamente analfabeto".
Mas, segundo a publicação, muitos dos diretores e autores dos programas eram de esquerda, e enxergaram nas telenovelas "um meio de atingir as massas".
"As tramas normalmente se inclinam para uma direção progressista: a Aids é discutida, camisinhas são promovidas e a mobilidade social exemplificada".
Afirmando que a influência das novelas pode ser mais positiva do que dizem seus críticos, a revista ainda brinca: "Se a Globo pudesse lançar agora uma novela sedutora sobre reforma tributária, sua transformação do Brasil estaria completa."

Filme sobre o Iron Maiden, ‘Flight 666’, tem première
Após convencer a banda, os cineastas Sam Dunn e Scot McFadyen seguiram o Iron Maiden durante fevereiro e março do ano passado durante a primeira parte da turnê "Somewhere Back in Time". Os dois viajaram, inclusive para o Brasil, no avião do grupo, o Ed Force One, pilotado pelo vocalista Bruce Dickinson.
A dupla de documentaristas volta agora ao Rio para a pré-estreia mundial do filme "Flight 666", neste sábado (14), mesmo dia em que o grupo retorna à capital fluminense para um show na Praça da Apoteose.
Os dois são canadenses que cresceram apaixonados pelo heavy metal e que, chegando à vida adulta, resolveram produzir filmes sobre o estilo. Antes de "Flight 666", eles já haviam lançado dois outros documentários: "Metal: A Headbanger's Journey" (2005) e "Global Metal" (2008).
Será a oitava passagem da banda pelo Brasil --a primeira foi no Rock in Rio, em 1985, na turnê de seu quinto álbum de estúdio, "Powerslave".
E por quê essa relação tão especial da banda com o Brasil?
"O Maiden foi ao Brasil logo no início de sua carreira, e isso foi muito inteligente. Muitas bandas, nos anos 80, fugiram das turnês nesses países, mas o Maiden sempre fez shows nos países não tradicionais, e isso explica o porquê de eles fazerem tanto sucesso em lugares como o Brasil", opina Dunn em entrevista à Folha Online.
A postura dos fanáticos nos shows sul-americanos também faz a banda se superar, segundo os diretores.
"Algo que o Bruce [Dickinson, vocalista] diz no 'Flight 666' é que, quando o Maiden toca nas Américas Central e do Sul, o grupo precisa igualar a performance e a energia que o público passa a eles. Essa é uma maneira legal de perceber como são os fãs sul-americanos. Eles [Iron Maiden] percebem que precisam elevar o seu nível quando vão à essa parte do mundo."
Scot McFadyen, parceiro de Sam Dunn na criação, produção e direção dos documentários, concorda.
"Talvez seja um clichê dizer que os fãs sul-americanos são mais apaixonados. Mas quando falamos com o Rush, eles disseram que os fãs do Brasil criaram 'palavras' para "YYZ" [canção instrumental do trio] e cantaram junto com a música", comenta.

"Tietagem"
E como separar a idolatria da época de adolescentes, quando ambos ouviam discos como "The Number of the Beast" e "Powerslave", com o trabalho e a realização de um filme sobre o Iron Maiden? "Eu não conseguia", brinca Dunn, rindo.
"Temos muito respeito pelo Iron Maiden, e temos noção do impacto deles."
"Para mim, como um fã, o mais legal foi filmar atrás da bateria do Nicko McBrain, porque cresci tocando bateria no ar e sabia todas aquelas passagens, como qualquer fã do Iron Maiden", relembra Dunn.
McFadyen, por sua vez, prefere citar as partidas de tênis da dupla contra a banda. "Sam e eu jogamos contra o Steve [Harris, baixista] e o Adrian [Smith, guitarrista]. Precisaremos mandar fotos aos nossos amigos, porque não sei se eles vão acreditar. E temos um outro jogo marcado contra os dois, no Rio, nesta sexta-feira", conta.
McFadyen também cita os momentos difíceis na realização do filme, como acompanhar a turnê da banda, passando por diversos países.
"Ainda estamos nos recuperando. Foi a coisa mais difícil que já fizemos. A banda ainda tinha um tempo livre, mas a gente não. Em cerca de dois meses, filmamos aproximadamente 500 horas", relata.

Cena independente
Após três documentários sobre o estilo, a dupla analisa que o momento é favorável para a realização de filmes sobre heavy metal. Um documentário contando a vida do Anvil, obscura banda de metal canadense, foi exibido no festival de Sundance, o mais importante da cena independente nos Estados Unidos, em 2008.
"Isso acontece, em parte, porque o heavy metal já existe há 30 anos, e as pessoas percebem que a música não é uma moda e faz parte de nossa cultura", analisa Dunn.
"E os fãs que cresceram ouvindo metal nos anos 80 estão agora em uma posição com alguma influência, como jornalistas, cineastas, escritores, professores."
E quais os próximos projetos da dupla? "Vamos finalizar o trabalho com o Rush, e talvez faremos um documentário com o Slayer. E temos outros em mente", diz Dunn.
"Artistas como Rolling Stones, Neil Young e Bob Dylan têm diversos documentários apenas sobre eles. Acho que o fato de nos concentrarmos nesse nicho não significa que iremos desgastá-lo. Muitas bandas boas de rock nunca tiveram um filme sobre eles, e queremos fazer porque elas merecem", finaliza.



       



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