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MOSSORÓ (RN), SÁBADO, 14/03/2009 (ATUALIZADO: 00:42hs)
 
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» Garibaldi rebate Aluízio Alves Filho

» Getúlio volta a fazer crítica à tentativa de cooptação política
» Larissa reúne apoiadores hoje para analisar atuação na AL
» Vendas do varejo surpreendem e sobem 1,4%


PMDB
Garibaldi rebate Aluízio Alves Filho
Regy Carte
Da Redação

O senador Garibaldi Filho (PMDB) discorda do empresário Aluízio Alves Filho, seu primo, que anteontem disse que o PMDB no Rio Grande do Norte está enfraquecido, a militância desmotivada e que a legenda exercerá papel de coadjuvante nas eleições de 2010. Para Garibaldi, o partido está no centro das discussões políticas do Estado e que o prestígio e a atuação da sigla no âmbito nacional têm permitido o fortalecimento da legenda no Rio Grande do Norte.
"É uma visão dele, e eu discordo. Claro, se o PMDB pudesse ter uma candidatura ao Governo do Estado, animaria mais a militância. Acontece que eu não me disponho mais a ser esse candidato, e o deputado Henrique também tem dito que não será. Mas estamos tendo uma atuação em nível federal que tem nos dado a oportunidade de prestar serviço ao Estado e fortalecer o partido", disse o senador, ontem, em Mossoró.
Garibaldi Filho veio à cidade prestigiar, no Palácio da Resistência, cerimônia de assinatura da ordem de serviço de recuperação asfáltica de 14 ruas, ao lado da senadora Rosalba Ciarlini (DEM), deputado federal Betinho Rosado (DEM), deputado estadual Leonardo Nogueira (DEM), prefeita Fafá Rosado (DEM), entre outras lideranças.

COADJUVANTE
O senador também discordou da tese de Aluízio Filho de que o não-lançamento de candidatura própria ao Governo do Estado levará o PMDB à condição de coadjuvante nas próximas eleições. "Se não tivermos uma candidatura própria, como certamente não teremos, vamos ter que partir para uma aliança, e não há nenhum demérito nisso", observou.
Garibaldi Filho vê a possibilidade de uma aliança que leve o partido à vitória eleitoral através de outra candidatura ao Governo do Estado e da postulação dele ao Senado Federal. E, pela afinidade política que tem demonstrado com a senadora Rosalba Ciarlini (DEM), revela que o PMDB deve mesmo apoiar a candidatura dela a governador em 2010.
O senador concordou com algumas observações de Aluízio Filho, que, em entrevista publicada anteontem no JORNAL DE FATO, disse que o PMDB praticamente se resume a Garibaldi e ao deputado federal Henrique Alves.
"Essa é a preocupação nossa. Ele não foge da nossa análise. Nós concordamos. Infelizmente, para disputar o pleito do Governo do Estado, eu só vejo esses dois nomes (Garibaldi e Henrique). Existem outros para deputado estadual, federal, mas para o governo... Nisso aí, ele tem razão", disse o senador, acrescentando que o partido precisa lidar com essa realidade, que "não se muda da noite para o dia".

CANDIDATURA
Sobre a possibilidade de candidatura de Aluízio Alves Filho, que se colocou à disposição do partido para ser candidato a governador ou a deputado, o senador disse ver a pretensão ao Legislativo com bons olhos, mas não o vê em condições de pleitear postulação ao Governo do Estado.
"Candidatura a deputado será bem recebida pelo partido. Com relação ao Governo do Estado, não sei, porque Aluízio Filho, apesar de ser Alves, filho de Aluízio, não tem militância político-partidária como a minha e a de Henrique. Para governador, poderia haver dificuldade. Não é que a candidatura ao Governo não é bem recebida, porque tem que se ver a questão da viabilidade", frisou.
Para ele, candidato a governador deve ser um nome estadual que tenha densidade eleitoral e boa receptividade em todo o Rio Grande do Norte, o que não é o caso de Aluízio Filho, na ótica de Garibaldi.

Rosalba: ‘Meu farol é o povo’
Cotada como candidata ao Governo do Estado nas eleições de 2010, a senadora Rosalba Ciarlini (DEM) descartou pretensão pessoal de disputar o Governo do Estado no próximo pleito e atribuiu a lembrança do seu nome à vontade do povo.
"O meu farol é o povo, é a voz do povo. Estou ouvindo a voz do povo, que é quem vai definir meu futuro", disse a senadora, que desconversou quando perguntada sobre a estratégia para viabilização da sua candidatura.
"Não existe nada nesse sentido de estratégia para viabilização de candidatura. O meu trabalho vai continuar como vem sendo feito. Essa é minha marca, meu estilo, estando nos municípios, tentando atender todos os convites que me são feitos em todo o Rio Grande do Norte", disse.
E justificou as andanças pelo Estado: "Acho que isso é importante para bem representar o nosso Rio Grande do Norte, para defender as questões do nosso Estado, que a gente esteja ouvindo a opinião e a sugestão do povo."
Perguntada se sua candidatura ao Governo do Estado é algo natural pelo fato de advir do apelo popular, Rosalba novamente saiu pela tangente. "Não existe candidatura, não existe pré-candidatura. Existe o nosso trabalho como senadora", concluiu.

Getúlio Rego volta a fazer crítica à tentativa de cooptação política
Na sessão de anteontem da Assembleia Legislativa, o deputado estadual Getúlio Rêgo, líder do DEM na Casa, retomou o tema de pressão política da base do Governo para cooptação de lideranças de oposição nas eleições de 2006 e 2008, levantado na sessão de terça-feira, 10, pelo deputado estadual e colega de partido José Adécio.
"Em 2006 não houve um só prefeito da minha área que não tenha sido pressionado pelo governo. Oito candidatos a deputado da base governista tentaram tirar o voto de lideranças que me apoiaram na reeleição. Tenho depoimentos concretos de lideranças que resistiram às investidas", afirmou.
Ele voltou a falar no caso do Cheque-Reforma, que foi prometido em palanque num comício em Pau dos Ferros e não concretizado. Disse que o Restaurante Popular, prometido em praça pública, até hoje não chegou ao município.
"Eu queria que o Cheque-Reforma fosse distribuído neste ano e não na véspera da eleição do próximo ano. O Governo também devia fazer convênios com os Municípios - como faz o Governo Federal - sem discriminar os prefeitos que não são da base de apoio à administração estadual. Em Pau dos Ferros havia um convênio entre a Prefeitura e a Secretaria de Educação para o transporte escolar, no valor de R$ 5 mil, que não foi renovado. Foi feito outro convênio com uma empresa terceirizada no valor de R$ 20 mil", denunciou.
Getúlio foi aparteado pelo líder da bancada do Governo, deputado Antônio Jácome, que disse não concordar com a prática da cooptação. "Esse tipo de procedimento não é orientado pela governadora. Ela jamais alimentaria ações nesse sentido. Se alguém fez isso foi de forma isolada e voluntária", disse.

Larissa Rosado reúne apoiadores hoje para analisar atuação na AL
A deputada estadual Larissa Rosado (PSB) reúne representantes de diversos segmentos sociais hoje, às 8h30, no Garbos Hotel, para avaliação do mandato e coleta de sugestões para subsidiar sua atuação na Assembleia Legislativa. O encontro vai focar temas de Mossoró e é o primeiro de uma série a ser realizada em vários municípios do Estado.
Larissa Rosado afirma que a reunião fortalece o caráter participativo do mandato. Participarão líderes comunitários, empresários, profissionais de saúde, educação, entre outros segmentos.
"Direcionaremos a discussão para temas específicos, como saúde, educação, meio ambiente, segurança pública, desenvolvimento social e econômico", informa a deputada, acrescentando que a reunião deve ser sequenciada para aprofundamento do debate.
Ela revela que aproveitará o conteúdo do encontro - sugestões, críticas, debates - para subsidiar proposições e pronunciamentos na Assembleia Legislativa. A próxima reunião está prevista para abril, em cidade a ser definida.

Vendas do varejo surpreendem
e sobem 1,4% no mês de janeiro
Rio, 13 (AE) - O desempenho do comércio varejista surpreendeu positivamente em janeiro e trouxe um pouco de alívio ao final de uma semana de notícias ruins para a economia. As vendas do setor cresceram 1,4% ante dezembro, contrariando as previsões de queda. Na comparação com janeiro do ano passado, houve alta de 6%. Hiper e supermercados e móveis e eletrodomésticos garantiram os bons resultados.
Os analistas de mercado financeiro esperavam, em média, um recuo 0,1% nas vendas ante mês anterior. O técnico da coordenação de comércio e serviços do IBGE Reinaldo Pereira atribuiu a boa surpresa especialmente às promoções de início de ano para esvaziar estoques, mas citou também a continuidade de aumento da massa salarial e as iniciativas governamentais para incentivar o consumo, como a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre automóveis e a nova tabela do Imposto de Renda.
Segundo Pereira, a crise econômica elevou a quantidade de mercadoria armazenada nas lojas no último trimestre do ano passado, o que levou à realização de liquidações mais agressivas em janeiro. Até mesmo as vendas de bens duráveis como móveis e eletrodomésticos, que vinham registrando queda ante mês anterior por causa da restrição de crédito, subiram 7,1% em janeiro ante dezembro.
Apesar do desempenho positivo, Pereira ressalta que houve perda de ritmo na expansão do varejo, revelada na comparação anual. Ele explicou que a alta de 6% ante janeiro do ano passado representou a menor expansão, para o primeiro mês do ano, desde janeiro de 2004. Em igual mês de 2008, o setor tinha crescido 11,8%, o melhor resultado da série, iniciada em 2001.
Segundo Pereira, essa base de comparação elevada influenciou a desaceleração do crescimento em janeiro de 2009, mas houve também influência da crise. "Acredito que, sem a crise, a perda de ritmo não seria tão forte", disse. O chefe do departamento de economia da Confederação Nacional do Comércio (CNC) Carlos Thadeu de Freitas também credita os bons resultados de janeiro, sobretudo, às promoções. "Os estoques estavam muito altos, ainda é muito cedo para dizer que a tendência de desaceleração do setor vai mudar", afirmou.
A analista da Tendências Consultoria Mariana Oliveira também alerta que seria precipitado comemorar qualquer blindagem do varejo à crise. Ela considera que os dados de janeiro mostram que o comércio teve "fôlego surpreendente", mas ressalta que "seria prematuro afirmar que o comércio voltou a uma trajetória consistente de crescimento elevado e não está descartada a possibilidade de novos recuos nos próximos meses".




       



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