

PMDB
Garibaldi
rebate Aluízio Alves Filho
Regy Carte
Da Redação
O senador Garibaldi Filho (PMDB) discorda do empresário Aluízio
Alves Filho, seu primo, que anteontem disse que o PMDB no Rio Grande
do Norte está enfraquecido, a militância desmotivada
e que a legenda exercerá papel de coadjuvante nas eleições
de 2010. Para Garibaldi, o partido está no centro das discussões
políticas do Estado e que o prestígio e a atuação
da sigla no âmbito nacional têm permitido o fortalecimento
da legenda no Rio Grande do Norte.
"É uma visão dele, e eu discordo. Claro, se o
PMDB pudesse ter uma candidatura ao Governo do Estado, animaria
mais a militância. Acontece que eu não me disponho
mais a ser esse candidato, e o deputado Henrique também tem
dito que não será. Mas estamos tendo uma atuação
em nível federal que tem nos dado a oportunidade de prestar
serviço ao Estado e fortalecer o partido", disse o senador,
ontem, em Mossoró.
Garibaldi Filho veio à cidade prestigiar, no Palácio
da Resistência, cerimônia de assinatura da ordem de
serviço de recuperação asfáltica de
14 ruas, ao lado da senadora Rosalba Ciarlini (DEM), deputado federal
Betinho Rosado (DEM), deputado estadual Leonardo Nogueira (DEM),
prefeita Fafá Rosado (DEM), entre outras lideranças.
COADJUVANTE
O senador também discordou da tese de Aluízio Filho
de que o não-lançamento de candidatura própria
ao Governo do Estado levará o PMDB à condição
de coadjuvante nas próximas eleições. "Se
não tivermos uma candidatura própria, como certamente
não teremos, vamos ter que partir para uma aliança,
e não há nenhum demérito nisso", observou.
Garibaldi Filho vê a possibilidade de uma aliança que
leve o partido à vitória eleitoral através
de outra candidatura ao Governo do Estado e da postulação
dele ao Senado Federal. E, pela afinidade política que tem
demonstrado com a senadora Rosalba Ciarlini (DEM), revela que o
PMDB deve mesmo apoiar a candidatura dela a governador em 2010.
O senador concordou com algumas observações de Aluízio
Filho, que, em entrevista publicada anteontem no JORNAL DE FATO,
disse que o PMDB praticamente se resume a Garibaldi e ao deputado
federal Henrique Alves.
"Essa é a preocupação nossa. Ele não
foge da nossa análise. Nós concordamos. Infelizmente,
para disputar o pleito do Governo do Estado, eu só vejo esses
dois nomes (Garibaldi e Henrique). Existem outros para deputado
estadual, federal, mas para o governo... Nisso aí, ele tem
razão", disse o senador, acrescentando que o partido
precisa lidar com essa realidade, que "não se muda da
noite para o dia".
CANDIDATURA
Sobre a possibilidade de candidatura de Aluízio Alves Filho,
que se colocou à disposição do partido para
ser candidato a governador ou a deputado, o senador disse ver a
pretensão ao Legislativo com bons olhos, mas não o
vê em condições de pleitear postulação
ao Governo do Estado.
"Candidatura a deputado será bem recebida pelo partido.
Com relação ao Governo do Estado, não sei,
porque Aluízio Filho, apesar de ser Alves, filho de Aluízio,
não tem militância político-partidária
como a minha e a de Henrique. Para governador, poderia haver dificuldade.
Não é que a candidatura ao Governo não é
bem recebida, porque tem que se ver a questão da viabilidade",
frisou.
Para ele, candidato a governador deve ser um nome estadual que tenha
densidade eleitoral e boa receptividade em todo o Rio Grande do
Norte, o que não é o caso de Aluízio Filho,
na ótica de Garibaldi.
Rosalba:
Meu farol é o povo
Cotada como candidata ao Governo do Estado nas eleições
de 2010, a senadora Rosalba Ciarlini (DEM) descartou pretensão
pessoal de disputar o Governo do Estado no próximo pleito
e atribuiu a lembrança do seu nome à vontade do povo.
"O meu farol é o povo, é a voz do povo. Estou
ouvindo a voz do povo, que é quem vai definir meu futuro",
disse a senadora, que desconversou quando perguntada sobre a estratégia
para viabilização da sua candidatura.
"Não existe nada nesse sentido de estratégia
para viabilização de candidatura. O meu trabalho vai
continuar como vem sendo feito. Essa é minha marca, meu estilo,
estando nos municípios, tentando atender todos os convites
que me são feitos em todo o Rio Grande do Norte", disse.
E justificou as andanças pelo Estado: "Acho que isso
é importante para bem representar o nosso Rio Grande do Norte,
para defender as questões do nosso Estado, que a gente esteja
ouvindo a opinião e a sugestão do povo."
Perguntada se sua candidatura ao Governo do Estado é algo
natural pelo fato de advir do apelo popular, Rosalba novamente saiu
pela tangente. "Não existe candidatura, não existe
pré-candidatura. Existe o nosso trabalho como senadora",
concluiu.
Getúlio
Rego volta a fazer crítica à tentativa de cooptação
política
Na sessão de anteontem da Assembleia
Legislativa, o deputado estadual Getúlio Rêgo, líder
do DEM na Casa, retomou o tema de pressão política
da base do Governo para cooptação de lideranças
de oposição nas eleições de 2006 e 2008,
levantado na sessão de terça-feira, 10, pelo deputado
estadual e colega de partido José Adécio.
"Em 2006 não houve um só prefeito da minha área
que não tenha sido pressionado pelo governo. Oito candidatos
a deputado da base governista tentaram tirar o voto de lideranças
que me apoiaram na reeleição. Tenho depoimentos concretos
de lideranças que resistiram às investidas",
afirmou.
Ele voltou a falar no caso do Cheque-Reforma, que foi prometido
em palanque num comício em Pau dos Ferros e não concretizado.
Disse que o Restaurante Popular, prometido em praça pública,
até hoje não chegou ao município.
"Eu queria que o Cheque-Reforma fosse distribuído neste
ano e não na véspera da eleição do próximo
ano. O Governo também devia fazer convênios com os
Municípios - como faz o Governo Federal - sem discriminar
os prefeitos que não são da base de apoio à
administração estadual. Em Pau dos Ferros havia um
convênio entre a Prefeitura e a Secretaria de Educação
para o transporte escolar, no valor de R$ 5 mil, que não
foi renovado. Foi feito outro convênio com uma empresa terceirizada
no valor de R$ 20 mil", denunciou.
Getúlio foi aparteado pelo líder da bancada do Governo,
deputado Antônio Jácome, que disse não concordar
com a prática da cooptação. "Esse tipo
de procedimento não é orientado pela governadora.
Ela jamais alimentaria ações nesse sentido. Se alguém
fez isso foi de forma isolada e voluntária", disse.

Larissa
Rosado reúne apoiadores hoje para analisar atuação
na AL
A deputada estadual Larissa Rosado (PSB) reúne
representantes de diversos segmentos sociais hoje, às 8h30,
no Garbos Hotel, para avaliação do mandato e coleta
de sugestões para subsidiar sua atuação na
Assembleia Legislativa. O encontro vai focar temas de Mossoró
e é o primeiro de uma série a ser realizada em vários
municípios do Estado.
Larissa Rosado afirma que a reunião fortalece o caráter
participativo do mandato. Participarão líderes comunitários,
empresários, profissionais de saúde, educação,
entre outros segmentos.
"Direcionaremos a discussão para temas específicos,
como saúde, educação, meio ambiente, segurança
pública, desenvolvimento social e econômico",
informa a deputada, acrescentando que a reunião deve ser
sequenciada para aprofundamento do debate.
Ela revela que aproveitará o conteúdo do encontro
- sugestões, críticas, debates - para subsidiar proposições
e pronunciamentos na Assembleia Legislativa. A próxima reunião
está prevista para abril, em cidade a ser definida.
Vendas
do varejo surpreendem
e sobem 1,4% no mês de janeiro
Rio, 13 (AE) - O desempenho do comércio
varejista surpreendeu positivamente em janeiro e trouxe um pouco
de alívio ao final de uma semana de notícias ruins
para a economia. As vendas do setor cresceram 1,4% ante dezembro,
contrariando as previsões de queda. Na comparação
com janeiro do ano passado, houve alta de 6%. Hiper e supermercados
e móveis e eletrodomésticos garantiram os bons resultados.
Os analistas de mercado financeiro esperavam, em média, um
recuo 0,1% nas vendas ante mês anterior. O técnico
da coordenação de comércio e serviços
do IBGE Reinaldo Pereira atribuiu a boa surpresa especialmente às
promoções de início de ano para esvaziar estoques,
mas citou também a continuidade de aumento da massa salarial
e as iniciativas governamentais para incentivar o consumo, como
a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados
(IPI) sobre automóveis e a nova tabela do Imposto de Renda.
Segundo Pereira, a crise econômica elevou a quantidade de
mercadoria armazenada nas lojas no último trimestre do ano
passado, o que levou à realização de liquidações
mais agressivas em janeiro. Até mesmo as vendas de bens duráveis
como móveis e eletrodomésticos, que vinham registrando
queda ante mês anterior por causa da restrição
de crédito, subiram 7,1% em janeiro ante dezembro.
Apesar do desempenho positivo, Pereira ressalta que houve perda
de ritmo na expansão do varejo, revelada na comparação
anual. Ele explicou que a alta de 6% ante janeiro do ano passado
representou a menor expansão, para o primeiro mês do
ano, desde janeiro de 2004. Em igual mês de 2008, o setor
tinha crescido 11,8%, o melhor resultado da série, iniciada
em 2001.
Segundo Pereira, essa base de comparação elevada influenciou
a desaceleração do crescimento em janeiro de 2009,
mas houve também influência da crise. "Acredito
que, sem a crise, a perda de ritmo não seria tão forte",
disse. O chefe do departamento de economia da Confederação
Nacional do Comércio (CNC) Carlos Thadeu de Freitas também
credita os bons resultados de janeiro, sobretudo, às promoções.
"Os estoques estavam muito altos, ainda é muito cedo
para dizer que a tendência de desaceleração
do setor vai mudar", afirmou.
A analista da Tendências Consultoria Mariana Oliveira também
alerta que seria precipitado comemorar qualquer blindagem do varejo
à crise. Ela considera que os dados de janeiro mostram que
o comércio teve "fôlego surpreendente", mas
ressalta que "seria prematuro afirmar que o comércio
voltou a uma trajetória consistente de crescimento elevado
e não está descartada a possibilidade de novos recuos
nos próximos meses".
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