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MOSSORÓ (RN), SÁBADO, 14/03/2009 (ATUALIZADO: 00:42hs)
 
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É dar tempo ao tempo
Já se disse que o grande mal do nosso país é a ignorância, em principal a ignorância política. Nada mais acertado. Fôssemos um povo sem essa limitação mental, e não teria sobrevivido, e de cada vez mais forte, e não teríamos essa elite política atrasada que se esperou, pelo menos eu, desbancada com a ascensão de Lula à presidência dos brasileiros. De resto foi o que deduzi do discurso indignado do então candidato petista.
Com efeito o Brasil só seria um país digno desse nome quando afastasse da vida pública a escumalha que empalma o poder com vistas a seus interesses individuais, em detrimento do povo e da nação. Mas é que, como todos devem saber, a ignorância retira da mentalidade coletiva qualquer ideal de governo que porventura desponte, imposto ou não, de modo a preservar esse comodismo popular que não ouve nem enxerga.
No meu desejo de ver o Brasil um país de verdade, às vezes quero crer que não andamos muito distante dessa realidade, para logo despencar num pessimismo que parece não ter jeito. Digo pouco: em face da desmedida ignorância que esmolamba o país, das metrópoles aos cafundós do interior brasileiro, e em condição de quase igualdade, a minha aspiração de um Brasil decente logo se transforma em desiludida revolta diante da realidade concreta.
E fico sem saber se atribua tal realidade unicamente à chamada classe política, ou se aponte para as massas do povo toda a minha indignação. Está certo que o nosso povo é ingênuo, desinformado à medula, mas também se pode dizer, sem receio de estar errado, que já tem maturidade, esse mesmo povo, pelos golpes na própria carne, até, de recusar-se à eleição dos seus antigos malfeitores. Mas, infelizmente, não é isto o que tem decidido.
Devo porém dizer, outros povos em estado de majoritária ignorância um dia resolveram que mudariam sua realidade, e não importa o tenham feito sob o comando de um líder. Tenho, de mim para mim, que esse líder quase sempre surge é no momento em que um povo se obstina em construir o seu presente com vistas ao futuro. Aí, é quando a ignorância se supera, abertos os olhos de ver e os ouvidos de ouvir. Mas é dar tempo ao tempo.

Musical
Uma beleza, porque não sei dizer melhor, esse Brasileiras do Rádio das cantoras Katharina Gurgel, Alzineti de Oliveira, Dayanne Nunes e Kekelly Lira. Muitíssimo obrigado, Katharina, pela oferta.

Senado
Novidade nenhuma o pagamento indevido feito aos funcionários do Senado, e que deu na televisão ainda agora. Coisinha de menor importância no conjunto da esculhambação nas casas do Congresso Nacional. Brasília é o eixo dessa engrenagem velha que tritura o país.

Cópias
Câmaras municipais são cópias da bandalheira que Brasília tem estabelecido.

LINGUAGEM
A CASA, AS PORTAS SÃO DE FERRO. Leitor do Jornal de Fato quer saber se o correto não é "as portas da casa são de ferro". Ambas construções estão corretas. Na primeira, o nome "casa" funciona como "tópico"que absorve a função do ajunto adnominal. De muita importância é estudar o tópico como organização da frase em português. Nossa frase não assenta, e apenas, nos constituintes básicos sujeito e predicado (sintagma oracional).



       



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