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CRÉDITO
Bancos
médios saem da operação de financiamento de
veículos
São Paulo, 13 (AE) - A dificuldade em
acessar recursos por prazos mais longos levou alguns bancos de médio
porte a abandonarem as operações de financiamento
de veículos ao reduzirem sua participação a
níveis simbólicos, deixando esse mercado ainda mais
concentrado nas grandes instituições financeiras,
em especial nas linhas de crédito voltadas para a compra
de veículos usados. BMG Sofisa e Daycoval são exemplos
de bancos médios que seguiram esse caminho.
No caso do BMG, além de ter feito a cessão de R$ 741
milhões de sua carteira de financiamento de veículos,
reduziu as concessões realizadas no final do ano passado
e, em 2009, saiu do negócio, segundo afirmou um executivo
do banco à Agência Estado. No primeiro semestre do
ano passado, o banco tinha como estratégia expandir os empréstimos
voltados ao consumo, incluindo aqueles para compra de automóveis.
Essa carteira em dezembro era de R$ 2 bilhões, valor 8,6%
inferior ao volume registrado no final do terceiro trimestre de
2008.
Sem acesso a recursos no mercado externo, o BMG viu comprometida
a operação de financiamento de veículos. As
captações no exterior eram utilizadas para abastecer
a geração de novos contratos nessa área, que
trabalha com prazos longos.
Luppi
diz que manchetes sobre desemprego são atrasadas
Curitiba, 13 (AE) - O ministro do Trabalho
e Emprego, Carlos Luppi, disse hoje (13), em Curitiba, que as manchetes
apresentando aumento de desemprego, principalmente na indústria
paulista, estão "atrasadas". "O dado com que
trabalho não é pesquisa, são dados mensurados
pelo Cadastro Geral dos Empregados e Desempregados (Caged)",
afirmou. Segundo ele, em janeiro foram contratadas 1,2 milhão
de pessoas contra 800 mil em dezembro. No entanto, ainda houve 1,3
milhão de demissões. "Mas em fevereiro já
equilibrou e tem um avanço", garantiu. "Vai ter
um salto positivo."
Presente à mesma solenidade de inauguração
do prédio do Tribunal Regional do Trabalho, o ministro do
Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo,
manifestou uma visão diferente. "Acreditamos que ainda
vamos ter um resultado fraco neste primeiro trimestre", afirmou.
"Mas a economia já dá sinais de recuperação."
De acordo com ele, o crédito já está praticamente
em ordem, faltando apenas algumas questões pontuais de pequenas
e microempresas. "A expectativa é que a partir de abril
comece a dar uma recuperada na economia como um todo e nos empregos",
disse.
Luppi repetiu novamente sua visão otimista. "A economia
brasileira está com mercado interno muito forte, ganho real
do salário mínimo, e tudo isso faz com que o Brasil
se diferencie", afirmou.
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