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MOSSORÓ (RN), SÁBADO, 14/03/2009 (ATUALIZADO: 00:42hs)
 
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» Bancos médios saem da operação de financiamento de veículos
» Luppi diz que manchetes sobre desemprego são “atrasadas”
 


CRÉDITO
Bancos médios saem da operação de financiamento de veículos
São Paulo, 13 (AE) - A dificuldade em acessar recursos por prazos mais longos levou alguns bancos de médio porte a abandonarem as operações de financiamento de veículos ao reduzirem sua participação a níveis simbólicos, deixando esse mercado ainda mais concentrado nas grandes instituições financeiras, em especial nas linhas de crédito voltadas para a compra de veículos usados. BMG Sofisa e Daycoval são exemplos de bancos médios que seguiram esse caminho.
No caso do BMG, além de ter feito a cessão de R$ 741 milhões de sua carteira de financiamento de veículos, reduziu as concessões realizadas no final do ano passado e, em 2009, saiu do negócio, segundo afirmou um executivo do banco à Agência Estado. No primeiro semestre do ano passado, o banco tinha como estratégia expandir os empréstimos voltados ao consumo, incluindo aqueles para compra de automóveis. Essa carteira em dezembro era de R$ 2 bilhões, valor 8,6% inferior ao volume registrado no final do terceiro trimestre de 2008.
Sem acesso a recursos no mercado externo, o BMG viu comprometida a operação de financiamento de veículos. As captações no exterior eram utilizadas para abastecer a geração de novos contratos nessa área, que trabalha com prazos longos.

Luppi diz que manchetes sobre desemprego são “atrasadas”
Curitiba, 13 (AE) - O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Luppi, disse hoje (13), em Curitiba, que as manchetes apresentando aumento de desemprego, principalmente na indústria paulista, estão "atrasadas". "O dado com que trabalho não é pesquisa, são dados mensurados pelo Cadastro Geral dos Empregados e Desempregados (Caged)", afirmou. Segundo ele, em janeiro foram contratadas 1,2 milhão de pessoas contra 800 mil em dezembro. No entanto, ainda houve 1,3 milhão de demissões. "Mas em fevereiro já equilibrou e tem um avanço", garantiu. "Vai ter um salto positivo."
Presente à mesma solenidade de inauguração do prédio do Tribunal Regional do Trabalho, o ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, manifestou uma visão diferente. "Acreditamos que ainda vamos ter um resultado fraco neste primeiro trimestre", afirmou. "Mas a economia já dá sinais de recuperação." De acordo com ele, o crédito já está praticamente em ordem, faltando apenas algumas questões pontuais de pequenas e microempresas. "A expectativa é que a partir de abril comece a dar uma recuperada na economia como um todo e nos empregos", disse.
Luppi repetiu novamente sua visão otimista. "A economia brasileira está com mercado interno muito forte, ganho real do salário mínimo, e tudo isso faz com que o Brasil se diferencie", afirmou.



       
 



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