Mossoró 133
Emancipação entra no calendário histórico
JANAÍNA HOLANDA
Da Redação
Aos 133 anos de fundação, Mossoró tem uma história marcada por manifestações populares que ficaram registradas na história política do País. É praticamente impossível falar na cidade sem fazer menção a três momentos: o pioneirismo na abolição da escravatura, o primeiro voto feminino e a vitória sobre o bando de Lampião pelos nativos em 1927.
Essas questões se tornaram tão expressivas que a população passou a valorizar as datas mais do que a emancipação política, ocorrida 1870. Agora, a Prefeitura tenta resgatar o amor cível através da comemoração oficial da data. A partir desse ano, o Município passa a comemorar o 9 de novembro como data de emancipação política.
Aos olhos dos historiadores, Mossoró é o exemplo de uma cidade que deu certo. Em pouco tempo, Mossoró se tornou a maior cidade do interior do Estado do Rio Grande do Norte, comenta o historiador Geraldo Maia, enfatizando que a autonomia religiosa foi o primeiro passo para a emancipação política.
Quem hoje ver Mossoró com obras grandiosas e praças belíssimas não imagina que tudo começou quase que por acaso, sem pretensões políticas. No começo, por volta de 1739, era apenas uma fazenda que pertencia ao capitão Teodorico Rocha. Depois a propriedade passou para o poder do português Antônio de Souza Machado. Foi nessa época, que se iniciou a ocupação da terra, impulsionada pela criação de gado, oficina de carne e extração de sal.
Foi na propriedade de Antônio Machado que em 1872 a capela de Santa Luzia foi erguida com ajuda do padre José dos Santos da Costa. A capela da padroeira é o marco inicial para o surgimento da cidade. Por quase 70 anos, a capela pertenceu ao Município de Apodi. Somente em 1842 houve a desvinculação e a capela ganha posição de matriz.
A autonomia política foi gradativa, mas impulsionada pelo crescimento populacional. Em 13 de fevereiro, foi lida na Assembléia Provincial uma representação dos habitantes solicitando a elevação de povoado à categoria de vila e Município. Em seguida, a lei Nº 246 de 15 de março de 1852, graças a um projeto do Vigário Antônio Joaquim, o deputado provincial conferiu as honras de cidade com a denominação de Cidade de Mossoró.

Desfile cívico na Praça Vigário Antônio Joaquim
Turismo ganha força
com desenvolvimento
JANAÍNA HOLANDA
Da Redação
Com a emancipação política, a urbanização da cidade foi apenas uma questão de tempo. As primeiras ruas tiveram nomes pitorescos como, por exemplo, a Rua do Cotovelo, Domingo da Costa, Padre Longino, entre outras. Aos poucos, as ruas começaram a ser calçadas e as casas construídas de forma linear.
A evolução urbanística da cidade ganha impulso com a construção de duas pontes sobre o Rio Mossoró. No início do século XX, a cidade começa a despontar como um dos principais centros comerciais do interior nordestino, envolvendo não somente o Oeste do Estado do Rio Grande do Norte, mas também os territórios do Ceará e Paraíba.
A partir de então, o desenvolvimento urbano aconteceu de forma rápida. Em 1941, Mossoró já contava com três agências bancárias, além de contar com o maior parque industrial do Estado.
Recentemente, alguns prédios como, por exemplo, a antiga Estação Ferroviária e a Cadeia Pública foram restaurados preservando o projeto arquitetônico original.
A economia, a cultura e a valorização desses espaços, hoje transformados em Estação das Artes e Museu Municipal, impulsionaram o turismo no município. A realização de festas e espetáculos teatrais foram outros fatores que contribuíram para a inclusão de Mossoró na rota turística do Estado.

Praças restauradas se trasnfomam em pontos turísticos para visitantes de todo o Brasil.
30 de setembro, data
maior dos mossoroenses
Paulo S. Freire
Da Redação
A cidade de Mossoró sempre se orgulhou de seus momentos históricos, prova disso é que sua data maior, comemorada com muita festa, é o 30 de Setembro, data em que a cidade libertou seus escravos, cinco anos antes da Lei Áurea ser instituída pela Princesa Isabel, tornando a primeira cidade do Rio Grande do Norte a ter seus escravos livres.
Segundo conta a História, Mossoró não era uma cidade com muitos escravos, assim como todo Rio Grande do Norte, pois em Mossoró não existiam engenhos, cuidava-se do gado e para isso não precisava de muitos braços. Estima-se que a cidade tinha na época que libertou seus escravos cerca de 153 negros para uma população de 2.493 pessoas.
Os motivos que levaram à libertação dos escravos na cidade tiveram origem no vizinho Ceará em 1881. Mas tudo começou com uma seca, no ano de 1877 o Nordeste viveu mais uma terrível seca. A população do interior se dirigia até as cidades do litoral como Mossoró, Macau e Areia Branca no RN e Aracati e Fortaleza no CE.
Assim como os pobres, os ricos fazendeiros também sofriam com a seca e para se livrar de mais famintos, eles mandavam os escravos dessas fazendas, existentes no sul da região, para ser vendidos nas cidades litorâneas. Em Mossoró, o comércio era feito pela Empresa Mossoró e Cia., de propriedade do Barão de Ibiapaba, que vendia muitos escravos para Fortaleza.
Segundo o historiador Geraldo Maia, pode ter sido esse tipo de comércio que tenha despertado o sentimento de piedade nos que recebiam os escravos para venda. Esse sentimento de piedade teve início no Ceará e se espalhou pela região.
Assim, no dia 30 de setembro de 1883, a então formada Sociedade Libertadora Mossoroense marcava o fim da escravatura na cidade, acabando de vez com o comércio de venda de escravos existente na cidade.
Cidade comemora
ainda outras duas datas
Paulo S. Freire
Da Redação
Além do 30 de setembro, Mossoró comemora com muito afinco outros momentos louváveis de sua história.
Em 1927, a cidade viveu um clima de desenvolvimento econômico, tudo por causa do sal e do algodão. Mossoró nesta época já tinha cerca de 20.000 habitantes. A riqueza do município despertou o interesse de um bandido perigoso da época e que é conhecido até hoje. Trata-se de Virgulino Ferreira, o Lampião, que resolveu invadir a cidade.
No dia 13 de junho de 1927, os mossoroenses se preparavam para uma verdadeira batalha, tratava-se do confronto entre o bando de Lampião e o povo da cidade. O conflito termina e a cidade de Mossoró consegue, depois de um plano audacioso do então prefeito Rodolfo Fernandes, expulsar Virgulino Ferreira e seu bando. A cidade ganha então mais uma data, o dia que Mossoró venceu o bando de Lampião.
Outro motivo de orgulho e comemoração por parte dos mossoroenses foi promovido por mulheres. No dia 30 de agosto de 1875, um protesto promovido pelas mulheres da cidade, que lutavam contra o alistamento militar obrigatório dos seus maridos e filhos, terminou em invasões pela cidade.
Na redação do Jornal O Mossoroense, as mulheres enfurecidas invadiram o jornal para rasgar os editais com a convocação do Governo, assim como na Praça da Igreja de Santa Luzia, onde o movimento realizou uma concentração com 300 mulheres lideradas por Ana Floriano. Entra assim para a História de Mossoró, o movimento conhecido como Motim das Mulheres.
Governo de Todos presente em Mossoró
Os mossoroenses estavam carentes da atenção do Governo do Estado, afinal, passaram praticamente oito anos sem receber a devida atenção dos governantes, que concentravam os investimentos em Natal. Foi preciso mudar a administração para a segunda maior cidade do Rio Grande do Norte passar a ser vista com prioridade, respeitando a sua importância social e econômica.
O Governo de Todos, em menos de um ano, faz justiça ao povo guerreiro e libertário de Mossoró, trazendo os investimentos sonhados. As ações anunciadas pela governadora Wilma de Faria (PSB) contemplam várias áreas, como segurança, saúde, educação e infra-estrutura.
Na saúde, o Governo de Todos investiu quase R$ 2 milhões para recuperar o atendimento no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), a principal unidade de saúde pública de Mossoró e região. Os recursos foram aplicados na recuperação e ampliação da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), que ganhou quatro novas salas, e o Centro Cirúrgico, que foi ampliado com mais duas salas.
Wilma de Faria também mostrou zelo com a segurança dos mossoroenses. Em outubro passado, ao instalar o Governo nas Cidades na Estação das Artes Elizeu Ventania, a governadora entregou viaturas e equipamentos para a Polícia. A frota foi recuperada, permitindo melhores condições de trabalho dos policiais, e reforçando a segurança em todas as áreas da cidade.
Melhor do que os investimentos nas Polícias Militar e Civil, foram os equipamentos adquiridos para o Corpo de Bombeiros. Um anseio antigo dos mossoroenses, que se sentiam prejudicados pela fragilidade do corpo. A governadora dotou o Corpo de Bombeiros de nova viatura e de escada que permitirá o trabalho mais eficiente.
Os investimentos não param por aí. O Governo de Todos está investindo mais de R$ 2,5 milhões na duplicação e urbanização da RN-117, saída de Mossoró para Governador Dix-sept Rosado, a partir da Avenida Alberto Maranhão. A área que estava totalmente esburacada ganhou asfalto novo e será completamente iluminada. A nova avenida deverá ser inaugurada até o final de dezembro deste ano.
O Governo de Todos também vai urbanizar a entrada de Mossoró para quem vem de Natal pela BR-304, Avenida Presidente Dutra. Essa obra será grandiosa, na medida que o projeto prevê a duplicação da avenida, canteiros, iluminação e espaço para ciclovia. A outra entrada de Mossoró pela BR-304, para quem vem de Fortaleza (CE) também será urbanizada, a partir do giradouro próximo ao Hotel Thermas.
Essas são obras importantes realizadas e anunciadas em apenas 11 meses do Governo de Todos, o que mostra a determinação da governadora Wilma de Faria, filha de Mossoró, de trabalhar por sua terra. A reação dos mossoroenses, que hoje festejam 133 anos de emancipação política, não poderia ser melhor. A cidade aprova o Governo de Todos.

Governadora Wilma de Faria instalou o Governo nas Cidades em Mossoró em outubro, anunciando uma séria de investimentos para diversas setores da cidade.
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