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INOVAÇÃO
Cnpq
lançará edital de incentivo às engenharias
e NE terá prioridade
O Conselho Nacional
de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)
deve publicar, no próximo mês, edital para a oferta
de 12 mil bolsas de iniciação científica do
programa Pró-Engenharia destinadas a estudantes de graduação
de engenharia, alunos do ensino médio (iniciação
científica júnior) e a professores orientadores.
Conforme nota do CNPq, serão investidos R$ 24 milhões,
o que permitirá dobrar o número de bolsas hoje disponíveis
(6 mil). A iniciativa é feita em parceria com a mineradora
Vale e haverá oferta de bolsas em todo o país, preferencialmente
em instituições das regiões Norte e Nordeste.
A intenção do governo é aumentar o interesse
dos estudantes do ensino médio pelas engenharias, diminuir
a evasão do curso nas universidades e melhorar a formação
de futuros profissionais na área. A falta de engenheiros
é reconhecida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia
e Inovação (MCTI) como um gargalo para dar sustentabilidade
ao provável crescimento econômico dos próximos
anos. A meta é aumentar o número de formados em 60%
até 2014.
Dado do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia
(Confea) indica déficit de 20 mil engenheiros por ano no
país. De acordo, com o diretor de Engenharias, Ciências
Exatas, Humanas e Sociais do CNPq, Guilherme Sales Melo, faltam
no mercado de trabalho especialmente engenheiros civis, de minas,
de petróleo e gás, navais e de computação.
Pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
mostra que apenas 35% dos engenheiros formados estão trabalhando
na área. Na opinião do diretor, não é
possível remanejar esses profissionais, "é mais
fácil pegar novos engenheiros". Por isso, o CNPq incluiu
os alunos do ensino médio no programa. "É para
que os estudantes trabalhem com professores universitários,
despertem interesse, brilhem os olhos e digam 'é isso que
eu quero', completa Melo.
A estratégia de estimular mais alunos do ensino médio,
no entanto, tem pelo menos duas limitações: a qualidade
da educação e a evasão escolar. Menos da metade
dos jovens de 15 a 17 anos está no ensino médio e
um quarto apenas dos formados chega às universidades. No
ensino superior, a evasão chega a 60% em alguns cursos.
15
árvores, em média, caem por dia
O Corpo de Bombeiros Militar do RN (CBMN)
registrou 564 casos envolvendo quedas e iminente risco de quedas
de árvore no RN somente neste ano. Deste total, 558 foram
na Região Metropolitana, 20 no Oeste, 12 no Seridó
e 4 no Alto Oeste. Em janeiro 2012, já foram registrados
38 ocorrências desta natureza na Grande Natal.
A última ocorrência deste tipo ocorreu na manhã
da última sexta-feira (3), por volta das 8h, quando uma árvore
localizada no canteiro central da avenida Rodrigues Alves, no bairro
Tirol, em Natal, caiu e atingiu três carros que estavam estacionados
e feriu uma pessoa. Segundo informações da guarnição
do Corpo de Bombeiros, que atendeu a ocorrência, a queda foi
consequência da idade da arvore, que estava velha e apresentava
rachaduras no tronco.
Os veículos envolvidos no acidente foram um Corsa Classic,
uma caminhonete modelo Tucson e um Fiat Uno da empresa Cabo Telecom.
O impacto da queda feriu ainda o funcionário da Cabo, que
estava dentro do carro no momento em que a árvore caiu.
Transportes
são principal risco à inflação
Maria Regina Silva
Da Agência Estado
São Paulo, 04 (AE) - Os principais riscos para a inflação
este ano devem vir do grupo Transportes, na avaliação
do professor da Faculdade de Economia e Administração
(FEA), da Universidade de São Paulo, e conselheiro do Corecon-SP,
Heron do Carmo. Segundo ele, a defasagem no preço dos combustíveis
e as incertezas envolvendo a provável suspensão do
acordo de livre comércio de produtos automotivos do Brasil
com o México podem fazer com que o Índice Nacional
de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) não atinja o
centro da meta (4,50%). Heron estima que o IPCA fique em 5,12% neste
ano.
"O mais importante é a questão dos combustíveis.
Nós temos uma situação em que os preços,
principalmente os da gasolina, estão defasados. Se o governo
decidir elevar os preços em meados do ano, que é bem-vindo,
teremos uma pressão do IPCA justamente quando ele tende a
ficar mais baixo. A informação de que o Brasil pode
renunciar o acordo automotivo com o México também
pode deixar os preços dos veículos mais caros no País",
afirmou durante palestra "Perspectivas para a Inflação
em 2012", na sexta-feira (3). Em contrapartida, os preços
de Serviços, que avançaram cerca de 9,00% em 2011,
devem desacelerar em 2012, em linha com a expectativa de arrefecimento
da demanda, segundo Heron do Carmo. "Com a economia crescendo
menos, devemos ter uma pressão menor de demanda. A tendência
é que Serviços se aproximem do comportamento do índice
cheio", estimou.
Na opinião do professor, o governo deveria alterar os contratos
da economia, principalmente os indexados, na tentativa de reduzir
a inflação. "É necessário um esforço
no âmbito da desindexação. Não há
razão para convivermos com uma inflação de
5,0%. Não faz sentido que os contratos sejam reajustados
depois de um ano, como é o caso de contratos de locação
de imóvel", disse. Ele observa que, num primeiro momento,
caso a mudança seja feita, haveria aceleração
da inflação, mas, depois, a tendência seria
de desaceleração.
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