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MOSSORÓ (RN), QUARTA-FEIRA, 10/03/2010 (ATUALIZADO: 00:40hs)
 
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» Dilma diz que Brasil está preparado para uma mulher
» Prefeitura pede diálogo com os servidores
» Apesar do terremoto, popularidade de Bachelet está em 84%


ELEIÇÕES
Dilma diz que Brasil está preparado para uma mulher na presidência
BRASÍLIA - A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, foi tratada com candidata presidencial na sessão solene do Congresso Nacional em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, e agiu como tal. Pré-candidata do PT, Dilma destacou os programas sociais adotados pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e afirmou que o país está preparado para ter uma mulher na presidência da República.
- O Brasil está preparado para ter uma mulher presidente. As mulheres estão preparadas - afirmou.
Para Dilma, o governo Lula tem ajudado a diminuir as desigualdades que pesam contra as mulheres.
- O programa do presidente Lula esta mudando para melhor a vida dos brasileiros, incluído as brasileiras - disse a ministra.
Em seguida, ela destacou os principais programas do governo Lula. Lembrou que preferencialmente é a mulher quem recebe o beneficio do Bolsa Família. Assim como são a mulheres, segundo a ministra, que recebem a titularidade do programa Minha Casa Minha Vida. Dilma também chegou a destacar que deverá ser incluída no PAC II ( segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento), e ficará como sugestão para o próximo governo, a construção de seis mil creches.
Depois que Dilma saiu do plenário do Senado, a senadora tucana Marisa Serrano (MS) subiu à tribuna e, no discurso, rebateu a senadora petista Serys Slhessarenko (MT) que exaltou a possibilidade de o Brasil ter uma presidente mulher.
- Temos uma grande chance de ter uma mulher na Presidência da República este ano. Me sentirei na Presidência, com ela - disse Serys.
No seu discurso, Marisa Serrano afirmou que a escolha do próximo presidente da República não deve se pautar pelo gênero do candidato, mas por suas propostas:
- Temos que votar em alguém que seja líder, que tenha experiência.
A tucana disse ainda que tem certeza que muitas das mulheres presentes na sessão não gostariam de ver a continuidade do atual governo e de práticas como a do mensalão. Ao falar de mulheres importantes, citou dona Ruth Cardoso, ex-primeira dama, morta ano passado.

Prefeitura pede diálogo com os servidores antes do início da greve a partir de amanhã
Após informarem que entrarão em greve geral a partir dessa quinta-feira, os servidores públicos municipais receberam ontem um ofício do chefe de Gabinete da Prefeitura, Gustavo Rosado, assegurando a posição do governo em relação ao aumento salarial reivindicado pela categoria.
De acordo com o ofício, a apresentação da contraproposta da Prefeitura será feita por uma comissão formada pelos secretários de Administração e Gestão de Pessoas, Manoela Bizerra; Orçamento de Finanças, Canindé Maia; e Procurador-Geral do Município, Anselmo Carvalho.
O ofício do Gabinete da Prefeitura destaca ainda que não constava na pauta original de reivindicações o item que trata da "eleição direta para gestores dos estabelecimentos de ensino da rede municipal", ressaltando que a inclusão dos novos pontos dificultaria a finalização de uma proposta.
Em assembléia geral realizada no último dia 5, no auditório do Sesi, os servidores deliberaram que entrariam em greve por tempo indeterminado, caso não tivessem suas reivindicações atendidas.
Entre 21 pontos na pauta do Sindiserpum, consta o reajuste de 15% retroativo a janeiro, equivalente ao Piso Salarial Profissional do Magistério, conforme a Lei 11, 378/08, que estabelece que será atualizado anualmente, no mês de janeiro a partir de 2009.
Além disso, os servidores pedem a inclusão no Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração do Magistério (PCCRM) da Gestão Democrática. De acordo com a assessoria de comunicação da PMM, na reunião passada com os sindicalistas, ficou acertado que a prefeitura vai sim garantir ganho salarial aos servidores.
O secretário de Administração, Manoel Bizerra, explicou que o município trabalha com a data-base de maio, que é a época de reajuste do salário dos servidores públicos. A reivindicação do sindicato é que haja um reajuste imediatamente para os professores, retroativo a janeiro, por causa do Piso Nacional da categoria, aprovado em 2008 pelo Congresso Nacional.

Apesar do terremoto, popularidade de Bachelet está em 84%
Santiago, (AE) - A popularidade da presidente do Chile, Michelle Bachelet, que deixa o cargo nesta quinta-feira, manteve-se em 84%, apesar de algumas críticas a seu governo pela lentidão em enviar ajuda e destacar militares após o devastador terremoto e tsunami ocorridos em 27 de fevereiro, segundo uma pesquisa divulgada nesta terça-feira.
A sondagem da empresa Adimark foi feita antes e depois do tremor e mostrou avaliação semelhante a respeito da presidente. O nível de aprovação de 84% é igual ao registrado pela levantamento feito em janeiro, com 10% de desaprovação.
O nível de aprovação do governo foi de 75% ante 19% que desaprovam a gestão.
Bachelet, frequentemente calorosa com seus interlocutores, mas que não deixa transparecer suas emoções, se emocionou em várias oportunidades após a tragédia que afetou o Chile e em uma ocasião disse que era pela dor de ver tanta tragédia. Noventa e seis por cento dos entrevistados disseram que Bachelet é "querida pelos chilenos".
A Adimark também mediu o nível de aprovação de algumas instituições que tiveram atuação após a catástrofe natural.
Os bombeiros, que são uma instituição de voluntários que trabalhou intensamente nos resgates, conquistou 100% de aprovação. A polícia teve 94% e o Exército 91%, enquanto que o órgão estatal Onemi, que distribui ajuda aos atingidos pela catástrofe e recebeu críticas por seu desempenho, recebeu apenas 44% de aprovação e 42% de desaprovação.
A mesma pesquisa avaliou a aprovação do presidente eleito Sebastian Piñera, que subiu para 59% após o terremoto. Já os que pensam que ele será "ruim ou muito ruim" para o país caiu para 3%. Uma sondagem prévia, encerrada no dia 24 de fevereiro, poucos dias antes do terremoto, mostrou que 58% achavam que Piñera seria bom para o país e 10% acreditavam que ele seria ruim.

 



       
 


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