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VENDAS EXTERNAS
Exportações
no RN alcançaram R$ 164 mi
Os índices de exportações
no Rio Grande do Norte no primeiro semestre de 2008 se mantiveram
praticamente inalterados em relação ao ano passado,
com 164,9 milhões de dólares em vendas externas. No
ano passado esse valor foi de 167,1 milhões de dólares.
Apesar dos problemas ocasionados pelas fortes chuvas no início
do semestre, que acabaram afetando a produção do Vale
do Açu, os dados dos seis primeiros meses revelam o bom desempenho
dos demais setores da economia que não sofreram danos com
as chuvas e que vêm se sobressaindo, apesar da insistente
queda do real em relação ao dólar.
A castanha de caju liderou as exportações, com 24,6
milhões de dólares, com uma variação
positiva expressiva, de 24,7% em relação a 2007. O
melão segue de perto, em segunda posição, com
20,9 milhões de dólares, apesar da queda verificada
de 7% em relação aos seis primeiros meses de 2007.
No entanto, o melão apresenta um crescimento de 24,4%, se
comparado ao mesmo período de 2006, quando as vendas do melão
foram equivalentes a 16,8 milhões de dólares.
O setor sucroalcooleiro mostrou uma boa recuperação
em 2008, responsável pela quarta posição no
ranking estadual com o açúcar com vendas de 15,8 milhões
de dólares e aumento de 62,1% em relação a
2007. O álcool, em oitava colocação, com 6,6
milhões de dólares exportados e aumento de 20,6% também
em relação ao ano de 2007.
Já no setor industrial, os melhores resultados estão
nas exportações do setor têxtil, com aumento
nas exportações de cobertores e manta em 54,1% em
relação ao primeiro semestre de 2007. Outro destaque
são as roupas de cama, com mais 36,8% de crescimento. Os
tecidos e as t-shirts, por outro lado, apresentaram redução
nas vendas para o exterior, de 73,9% e de 25,8%, respectivamente.
A expectativa para os próximos meses está na retomada
da colheita do melão, com a safra 2008-2009 que, mais uma
vez sofre os efeitos negativos da valorização do real,
mas que sustenta boas perspectivas com a antecipação
da Expofruit que aconteceu no primeiro semestre, com intuito de
atrair novos compradores, antes de iniciada a safra. Outra novidade
é a liberação das exportações
para os Estados Unidos, um dos maiores mercados consumidores de
frutas.
O ritmo de crescimento do comércio exterior do Rio Grande
do Norte, tendência confirmada anualmente há mais de
uma década, dependerá da retomada das exportações
de manga e, principalmente, da banana, que já conta com uma
perda de 42,7% em relação ao semestre de 2007. Permanecendo
as atuais condições, o equilíbrio das exportações
do Estado deverá ser a principal característica do
ano de 2008.
Cesta
básica tem aumento de 3,63%
O boletim Custo de Vida, elaborado pelo Departamento
de Economia da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN),
divulgado ontem, mostra que o valor da ração essencial
mínima no mês de junho somou R$ 148,88 por pessoa,
caracterizando uma alta de 0,51% em relação ao mês
anterior. Para atender às necessidades de alimentação
da família mossoroense (três adultos e duas crianças),
o trabalhador necessitaria de uma renda mínima de R$ 595,51.
A ração essencial mínima, ou cesta básica
essencial é composta por treze produtos.
Foi definido pelo Decreto-Lei 399 de abril 1938, nas quantidades
necessárias para o trabalhador poder repor as energias consumidas
no exercício do seu trabalho. Para que pudessem ser atendidas
as necessidades do trabalhador mossoroense e de sua família,
com alimentação, habitação, vestuário,
higiene e transportes, de acordo com a estrutura de despesas fixadas
pelo DL 399, o salário mínimo necessário, para
o mês em análise, deveria ter sido fixado em R$ 1.082,74.
Nessas condições, o salário mínimo de
R$ 415,00, definido pelo Governo Federal em 1º de abril de
2008, corresponde a 38,33% do que o trabalhador deveria efetivamente
receber como remuneração pelo seu trabalho.
A soma de todos os itens da cesta básica totalizou, em junho
de 2008, R$ 449,11, registrando-se uma variação de
3,63% em relação ao mês anterior. A cesta básica
é composta por três grupos de produtos: alimentação,
higiene pessoal e limpeza doméstica.
A variação apresentada por cada grupo individual foi
a seguinte: alimentação -variação no
mês 3,84%. Higiene pessoal - variação mensal
5,63%. O grupo Limpeza doméstica apresentou variação
de 1,38% no último mês.
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