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MOSSORÓ (RN), DOMINGO, 05/02/2012 (ATUALIZADO: 23:49hs)
 
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» Cnpq lançará edital de incentivo às engenharias
» 15 árvores, em média, caem por dia
» Transportes são principal risco à inflação
 


INOVAÇÃO
Cnpq lançará edital de incentivo às engenharias e NE terá prioridade
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) deve publicar, no próximo mês, edital para a oferta de 12 mil bolsas de iniciação científica do programa Pró-Engenharia destinadas a estudantes de graduação de engenharia, alunos do ensino médio (iniciação científica júnior) e a professores orientadores.
Conforme nota do CNPq, serão investidos R$ 24 milhões, o que permitirá dobrar o número de bolsas hoje disponíveis (6 mil). A iniciativa é feita em parceria com a mineradora Vale e haverá oferta de bolsas em todo o país, preferencialmente em instituições das regiões Norte e Nordeste.
A intenção do governo é aumentar o interesse dos estudantes do ensino médio pelas engenharias, diminuir a evasão do curso nas universidades e melhorar a formação de futuros profissionais na área. A falta de engenheiros é reconhecida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) como um gargalo para dar sustentabilidade ao provável crescimento econômico dos próximos anos. A meta é aumentar o número de formados em 60% até 2014.
Dado do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea) indica déficit de 20 mil engenheiros por ano no país. De acordo, com o diretor de Engenharias, Ciências Exatas, Humanas e Sociais do CNPq, Guilherme Sales Melo, faltam no mercado de trabalho especialmente engenheiros civis, de minas, de petróleo e gás, navais e de computação.
Pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que apenas 35% dos engenheiros formados estão trabalhando na área. Na opinião do diretor, não é possível remanejar esses profissionais, "é mais fácil pegar novos engenheiros". Por isso, o CNPq incluiu os alunos do ensino médio no programa. "É para que os estudantes trabalhem com professores universitários, despertem interesse, brilhem os olhos e digam 'é isso que eu quero', completa Melo.
A estratégia de estimular mais alunos do ensino médio, no entanto, tem pelo menos duas limitações: a qualidade da educação e a evasão escolar. Menos da metade dos jovens de 15 a 17 anos está no ensino médio e um quarto apenas dos formados chega às universidades. No ensino superior, a evasão chega a 60% em alguns cursos.

15 árvores, em média, caem por dia
O Corpo de Bombeiros Militar do RN (CBMN) registrou 564 casos envolvendo quedas e iminente risco de quedas de árvore no RN somente neste ano. Deste total, 558 foram na Região Metropolitana, 20 no Oeste, 12 no Seridó e 4 no Alto Oeste. Em janeiro 2012, já foram registrados 38 ocorrências desta natureza na Grande Natal.
A última ocorrência deste tipo ocorreu na manhã da última sexta-feira (3), por volta das 8h, quando uma árvore localizada no canteiro central da avenida Rodrigues Alves, no bairro Tirol, em Natal, caiu e atingiu três carros que estavam estacionados e feriu uma pessoa. Segundo informações da guarnição do Corpo de Bombeiros, que atendeu a ocorrência, a queda foi consequência da idade da arvore, que estava velha e apresentava rachaduras no tronco.
Os veículos envolvidos no acidente foram um Corsa Classic, uma caminhonete modelo Tucson e um Fiat Uno da empresa Cabo Telecom. O impacto da queda feriu ainda o funcionário da Cabo, que estava dentro do carro no momento em que a árvore caiu.

Transportes são principal risco à inflação
Maria Regina Silva
Da Agência Estado

São Paulo, 04 (AE) - Os principais riscos para a inflação este ano devem vir do grupo Transportes, na avaliação do professor da Faculdade de Economia e Administração (FEA), da Universidade de São Paulo, e conselheiro do Corecon-SP, Heron do Carmo. Segundo ele, a defasagem no preço dos combustíveis e as incertezas envolvendo a provável suspensão do acordo de livre comércio de produtos automotivos do Brasil com o México podem fazer com que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) não atinja o centro da meta (4,50%). Heron estima que o IPCA fique em 5,12% neste ano.
"O mais importante é a questão dos combustíveis. Nós temos uma situação em que os preços, principalmente os da gasolina, estão defasados. Se o governo decidir elevar os preços em meados do ano, que é bem-vindo, teremos uma pressão do IPCA justamente quando ele tende a ficar mais baixo. A informação de que o Brasil pode renunciar o acordo automotivo com o México também pode deixar os preços dos veículos mais caros no País", afirmou durante palestra "Perspectivas para a Inflação em 2012", na sexta-feira (3). Em contrapartida, os preços de Serviços, que avançaram cerca de 9,00% em 2011, devem desacelerar em 2012, em linha com a expectativa de arrefecimento da demanda, segundo Heron do Carmo. "Com a economia crescendo menos, devemos ter uma pressão menor de demanda. A tendência é que Serviços se aproximem do comportamento do índice cheio", estimou.
Na opinião do professor, o governo deveria alterar os contratos da economia, principalmente os indexados, na tentativa de reduzir a inflação. "É necessário um esforço no âmbito da desindexação. Não há razão para convivermos com uma inflação de 5,0%. Não faz sentido que os contratos sejam reajustados depois de um ano, como é o caso de contratos de locação de imóvel", disse. Ele observa que, num primeiro momento, caso a mudança seja feita, haveria aceleração da inflação, mas, depois, a tendência seria de desaceleração.

 



       
 


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