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DECORAÇÃO
» Minha casa é a minha cara
CINEMA
» Todos os homens do presidente

ARTIGO/REGIANE S. CABRAL DE PAIVA
» Ensino de gramática: o lúdico nem sempre convém

CULINÁRIA
» Arroz à grega de shitake


CAPA
Um parteiro que lida com a morte
Vida e morte são experiências comuns para Francinildo Fernandes. Se durante anos foram suas mãos que trouxeram a vida, hoje são elas que desvendam as últimas mensagens dos nossos mortos. Técnico de enfermagem, durante 15 anos, ele foi parteiro em Caraúbas e hoje integra a equipe de necrotomistas do Instituto Técnico e Científico de Polícia (ITEP).
Aos 43 anos, casado e pai de família, Francinildo garante que leva uma vida normal. De acordo com ele, não se arrepende da decisão de mudar de atividade no serviço público. "Pelo contrário, vivia estressado quando trabalhava de técnico de enfermagem por não ter o amparo do nosso Conselho Regional", disse, lembrando que sempre teve o apoio da família.
Muito disposto, já experimentou muitas profissões. Além de parteiro foi instrumentista cirúrgico e agora é radialista e instrutor de anatomia e necropsia do Itep, desde que se formou na área há três anos. Há sete, como necrotomista, convive com as situações mais distintas, mas garante que isso não modificou o seu jeito de ser, nem o tornou "menos humano". "Ainda me emociono", disse. "Já examinei um amigo, conversei com ele na mesa, mas no enterro não aguentei", confessa.
Uma coisa que ele adquiriu com a experiência foi separar o mundo pessoal quando está no profissional e vice-versa. "Preciso discernir o profissional do pessoal. Preciso desligar a tomada se não vou ver as imagens que vejo no trabalho. Eu preciso esquecer e isso acontece automaticamente", argumenta.
Ele se define como um alguém comprometido com o trabalho. "Na hora da necropsia você tem de pensar que alguém está esperando o cadáver", adianta. De acordo com ele, não importa quem é o morto, todos são cuidados do mesmo jeito.
Focado, Francinildo explica ainda que não interfere em atividades que não sejam da necropsia. "Mesmo que eu saiba o calibre da bala encontrada, não dou opinião. Faço o meu trabalho e deixo o resto para os peritos criminais e a Polícia. Eu não me envolvo," assegura.
De uma coisa o necrotomista não esquece: "Eu não posso ter medo", e não pode mesmo, afinal está em suas mãos o início da elucidação de muitos crimes. Como atuou na área de saúde por anos, nunca teve dificuldade de encarar seus cadáveres, mas durante esse tempo ele já viu muito aluno desmaiar ou vomitar antes mesmo de ver os corpos.

A dura função
Desde a cena do sinistro (termo técnico para as ocorrências com mortes violentas) até a liberação do cadáver é o necrotomista quem pega no pesado. Sob a supervisão de um médico legista, eles medem, pesam, identificam, examinam as cavidades (craniana, torácica e abdominal) até descobrirem a causa mortis de todos os corpos que dão entrada no Instituto.
Uma mulher entre
a vida e a morte
Ilcivone Alves de Oliveira Uchoa é daquelas mulheres que nasceu para lidar com casos extremos. Ela se divide em dois plantões: quando não está como socorrista do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU), tentando salvar vidas em situações violentas, está exumando cadáveres no ITEP. Mas essa vida dupla já se encontrou algumas vezes. "Já tentei salvar gente na rua e quando cheguei no Itep ele estava para ser necropsiado", conta.
Ela foi, por muito tempo, a única mulher necrotomista do Nordeste e até recentemente, um dos dois únicos funcionários do órgão na região Oeste. Parece que quando Ilcivone veio ao mundo um anjo soprou em seu ouvido que sua vida seria assim: divida entre a vida e a morte alheia. Quando ela decidiu ingressar na necrotomia, há 15 anos, já atuava como auxiliar de enfermagem do Estado. Como já era da área da saúde, para mudar de setor precisou se submeter, apenas, a um estágio estendido no Instituto Médico Legal (IML), de Natal.
Por 13 anos, ela atuou como auxiliar de enfermagem. Sua formação técnica em necrotomia só aconteceu em 2009, quando foi implantado o curso na Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, o primeiro do Estado.
Casada e mãe de três filhos, Ilcivone leva uma vida normal. Focada na profissão, já teve de abdicar de natal, ano novo e aniversários para cumprir seus plantões no ITEP, mas garante que nada disso interfere no seu dia a dia. "Em casa sou mãe e dona de casa, quando chego aqui sou uma profissional como qualquer outra", completa.

‘Só tive medo uma vez’
Em todo esse tempo tendo de abrir e fechar cadáveres dentro e fora do ITEP, inclusive em cemitérios em situações em que a Justiça manda realizar exumação, Ilcivone só teve medo uma vez. "Quando voltei do IML e tive de encarar sozinha o meu primeiro cadáver, cheguei a perguntar se era aquilo mesmo que eu queria", confessa. Mas o medo da profissional era outro: o de não dar conta do serviço.
Ela lembra que tinha sido um caso de envenenamento e que teve de retirar o estômago do cadáver que tinha um odor insuportável. "Acho que foi o meu pior caso. O veneno faz um estrago muito grande e eu cheguei a ter náuseas e não consegui comer por um tempo", completa. Porém, a dúvida da profissional se dissipou tão rápido quanto o mau-cheiro do primeiro dia. Logo nos cadáveres seguintes, retomou o equilíbrio. "Quando a gente está frente a frente com o cadáver nossa única preocupação é desvendar a causa da morte", afirma.
Ilcivone já enfrentou situações bem particulares como ter de necropsiar amigos e até um tio, mas confessa que, como Francinildo, só tem receio de trabalhar com crianças. "Já fui pegar um bebê no Tarcísio Maia e trouxe no colo porque não tive coragem de deixá-lo na bandeja da carroceria do carro", revela.

Quando a morte é o trabalho
Ilcivone, Francinildo e os outros necrotomistas do ITEP talvez não tivessem se adaptado tão rápido à função se não fosse por João Soares Neto, 53, o mais velho funcionário do ITEP. Com 23 anos de profissão, ele foi uma espécie de professor dos outros e dos estudantes de necrotomia que lotam o órgão em busca de estágio. Um quadro bem diferente de há dez anos, quando quase não existia esse tipo de profissional no mercado. "Há oito anos só existiam dois profissionais aqui no ITEP para atender 67 municípios do Oeste: eu e Ilcivone", conta.
Com todo esse tempo de experiência, tendo vivido casos bem extremos como grandes acidentes automobilísticos e chacinas, João confessa que a morte ainda choca. "Não nos tornamos insensíveis à morte porque viramos necrotomista", enfatiza. Recentemente, eles perderam um colega por morte natural e esse fato ainda é bastante lamentado na equipe.
Pessoalmente, João Soares lembra de dois fatos que o comoveram muito. Num deles teve de necropciar uma mulher grávida vítima de um acidente de carro. "Ela vinha fazer o parto em Mossoró e a ambulância virou", contextualiza. "Quando abri a mulher que tomei a criança na mão eu desmoronei", revelou. Noutra situação, o necrotomista começou, mas não teve forças de fazer a necropsia de um amigo.
Com tudo isso, mais um necrotomista está surgindo na família de João. Francisco Leandro começou a aprender a função quando ganhou uma bolsa para auxiliar no ITEP. "Eu ensinei a ele os primeiros passos", diz emocionado João Soares. Hoje, Leandro é aluno do curso técnico de anatomia e necropsia da UERN.

Falta estrutura
A falta de estrutura é o grande desafio dos profissionais de necrotomia de Mossoró e região. Com cerca de sete funcionários, apenas um está de plantão por turno, o que emperra, na maioria das vezes, a liberação dos laudos. "Não importa quantos cadáveres cheguem aqui, o servidor do plantão terá de dar conta de todos", reclama João Soares. Ilcivone denuncia a ausência de um local adequado para colocar os corpos que chegam em estado de decomposição. "Colocamos as pessoas debaixo de uma árvore no pátio do ITEP para que as famílias os identifiquem e isso é desumano", lamenta.

Futuros necrotomistas
Foi-se o tempo em que encarar cadáveres era uma função recusada. Os salários que variam de R$ 3 mil a R$ 7 mil e o romantismo da profissão retratado em seriados como CSI (Crime Scene Investigation) têm levado centenas de jovens a lotarem o Curso Técnico de Anatomia e Necropsia da Faculdade de Ciências da Saúde (FACS) da UERN. As turmas são formadas com uma média de 170 pessoas, embora apenas um terço - cerca de 60 - chegue à reta final e muitos outros desistam no estágio, realizado no ITEP. Um dado curioso é que 60% desses alunos são mulheres.
Claudio José Monteiro, 24, está na reta final do curso. A possibilidade de ganhar os sonhados R$ 7 mil pesou na hora de escolher o curso, mas foi um acaso que o arrastou para esse caminho. Ele tinha ido pegar algumas fotocópias na Facs, mas errou a sala e acabou chegando ao laboratório de anatomia. Lá tinha um cartaz e se interessou. "Já era formado em educação física, mas decidi fazer o curso", adianta.
Desde cedo os estudantes têm contato com corpos, mas é na prática, no ITEP, durante o estágio que a coisa pega. Em seu primeiro contato com um cadáver, Claudio até chorou. "O cadáver estava em estágio de decomposição e quando abri o rabecão o odor subiu de vez. Aquilo foi tão forte que o meu corpo reagiu e meus olhos ficaram irritados", contou.

O curso
O curso tem em média 18 meses e poucas exigências, embora seja pago. A inscrição custa R$ 50 e a mensalidade R$ 190. Os estágios acontecem no Instituto Técnico e Científico de Polícia sobre a tutela dos profissionais necrotomistas que se formaram na primeira turma deste curso.

DECORAÇÃO
Minha casa é a minha cara
Reaproveitamento. É assim que definimos o conceito da casa dos músicos Regina Casa Forte e Mazinho Viana. Não há sofisticação, mas é justo a ausência de peças tradicionais que transforma o ambiente num espaço particular e único. Artista plástica e decoradora, Regina começou pelas paredes enchendo de cores vivas e muitas flores, sempre flores. A casa pertencente ao pai do esposo era apenas uma construção simples quando eles chegaram, mas que logo se transformou num grande quadro impressionista cheio de plantas, acrescido de detalhes rústicos.
Na pequena área de entrada, cadeiras de ferro antigas e artesanato nas paredes. Na sala, uma cristaleira antiga ganhou uma nova cor e detalhes floridos. Ao lado do antigo pilão, dá à sala a nostalgia do sertão. Aliás, Regina está sempre trazendo esse detalhe visto ainda num enorme balcão de madeira e prateleira, repletos de peças de artesanato rústico e no conjunto de cadeiras e mesinha de centro, decorada com bules e chaleiras customizadas. Tudo reaproveitado e reciclado.
Na cozinha, pedaços de armários velhos restaurados modificam a uniformização do mercado. Panelas de barro e detalhes de madeira nos remetem às cozinhas do sertão. Uma área de serviço que, mais parece uma varanda, tem uma mesa de tronco e um belíssimo sofá antigo recoberto com chitão colorido e florido. Uma escada também reciclada leva ao quarto do casal que fica num sótão feito de madeira e de troncos de carnaúba. Logo na cama uma coberta rara de retalhos. No chão, uma escultura de barro feita especialmente por um amigo escultor onde ela realiza suas orações e na parede quadros e uma série raríssima de xilogravuras de Dorian Gray Caldas que ela encontrou no lixo, sendo uma delas assinada pelo autor.
É nesse contexto que moram os artistas Regina e Mazinho e a avó dele, dona Raimundinha, com 90 anos. Tantos detalhes que deixam qualquer um perdido. As ideias simples e originais de Regina deixaram o seu lar uma verdadeira casinha de calungas.
O homem na fotografia
Ricardo Lopes é um poeta da imagem. Fotógrafo desde criança, ele vê a vida em molduras, como um monte de fotografia que se complementa e forma um grande filme. Na residência dele não é diferente. Cada lugar é um retrato com um toque especial de seu olhar. Se o manuseio da fotografia o obriga a pensar constantemente em planos e definições, a paixão pela imagem o leva a construir paisagens e transformar paredes, portas e recantos dos cômodos de sua casa, transformando tudo num grande estúdio. Talvez, a necessidade de preparar ambientes para pintar sua arte o tenha determinado a criar o seu espaço mágico de cores e paisagens que divide com sua esposa, a produtora de TV Iara Monteiro e sua filha Bárbara.
A arte de decorar, ele aprendeu com a mãe, dona Teresinha de Jesus Fernandes, que já foi a maior decoradora de casas de Mossoró. Foi ela quem lhe deu a primeira câmera fotográfica quando ele tinha apenas seis anos. Desde então, vive guardando pedaços do mundo. Foi de observar o trabalho da mãe que alcançou sua maior qualidade: a interação com a arte.
Ricardo sabe aproveitar as coisas. De pedaços de madeira, faz estantes para a sala. De móveis antigos, faz valiosas peças de decoração. Até lona de caminhão vira papel de parede e revestimento para móveis. "Passei seis meses para fazer essa estante (na sala) com pedaços de madeira que ia conseguindo e lona e outros materiais", disse.
Câmaras fotográficas antigas dão o ar bucólico no ambiente, mas um contraste romântico à casa-estúdio. Miniaturas, máquinas datilógrafas e muitas peças de arte de artistas locais ou objetos raros de decoração da família dão o ar de originalidade e bom gosto buscado pelo artista. Cada cômodo é uma surpresa e uma ideia bem aproveitada. O quintal é um grande estúdio cheio de peças por terminar. Perfeccionista, Ricardo Lopes esmera cada objeto como quem burila uma pedra preciosa.
Decore sem gastar muito
Como decorar a casa sem gastar muito? Fizemos essa pergunta à arquiteta Michely Frota que apresentou algumas opções baratas e fáceis de serem feitas em ambientes pequenos.

SALA
Intervenção com cores dá alegria e personaliza o ambiente. Não é caro, já que existem muitas opções de tintas e cores no mercado. Pode-se escolher desde o látex até uma textura.

COZINHA
Pode-se comprar pequenos módulos (armários) que deixam o ambiente harmonizado. Para acertar, basta apostar no branco.

QUARTOS
Também usar cores. Usar fotos de viagens ajuda a dar um ar intimista e pessoal. Espelhos também são recomendados porque dão uma sensação de amplitude nos ambientes pequenos.

BANHEIRO
Cada vez menores, as opções são poucas, mas para não errar, o melhor é investir no roupeiro. Pode ser modulado ou aramado, de preferência tipo carrinho, com rodinhas para facilitar para mover. Usar prateleiras e pequenos nichos para acessórios.
TENDÊNCIAS
Para quem tem um pouco mais de dinheiro a tendência deste ano são os papéis de parede. Levanta o visual e pode ser utilizado na sala, na circulação, escritório ou quarto.
Espelhos também são recomendados, tanto na parede e teto, como para a mobília, portas e gavetas.
Os tons sugeridos são os amadeirados. Também está sendo muito usado o móvel modulado.
Para quem quer conforto, os home-theaters estão em alta. São salas adequadas com acústica, climatização e equipamento de som e vídeo para reunir amigos ou a família.

CINEMA
Todos os homens do presidente
Para a professora Adghirni (2009), o verdadeiro jornalismo é aquele que investiga e denuncia, que aponta os males da sociedade, que cobra justiça. Esse parece ser o perfil das personagens do filme Todos os Homens do Presidente (1976), que retrata a descoberta de um dos maiores escândalos políticos dos Estados Unidos da América, o caso Watergate, responsável pela renúncia do presidente Richard Nixon.
O filme retrata o trabalho dos jornalistas Robert Woodward (interpretado por Robert Redford) e Carl Bernstein (Dustin Hoffman), do The Washington Post, que descobriram um amplo esquema de espionagem política envolvendo o presidente e sua equipe e que teria sido decisivo para garantir o segundo mandato aos republicanos. A insistência dos repórteres e o investimento dos editores no caso, mesmo quando parecia absurdo, a ponto de colocar em xeque a credibilidade do Jornal, foi fundamental na construção da notícia mais importante de suas histórias.
O filme chama atenção por mostrar o cuidado dos profissionais em conseguir extrair das fontes as informações chaves para a construção da matéria. Montar o quebra cabeças que levou à descoberta da teia de mentiras e corrupção que cobria os EUA foi um trabalho minucioso e comprometido que ainda hoje serve de exemplo aos estudantes e profissionais da comunicação.
Se para Filho (2000) jornalismo é, acima de tudo, denúncia e desmascaramento de escândalos, negociatas, imoralidades públicas, o trabalho dos jornalistas Woodward e Bernstein cumpriu, na Washington de 1972, uma função além da profissional, mais comum aos órgãos de Polícia e de Justiça.

ARTIGO/REGIANE S. CABRAL DE PAIVA
Ensino de gramática: o lúdico nem sempre convém
O telefone tocou dia desses: "Profª., vou dar uma aula sobre os possessivos e queria saber se a senhora conhece alguma atividade lúdica para eu começar esse assunto". Silenciei alguns segundos. Certamente, ela queria que eu tirasse da minha cartola mágica alguma brincadeirazinha que pudesse fazer de um assunto gramatical algo divertido. Comecei a questioná-la então. Por que se pensa em primeiro lugar no lúdico antes de pensar na melhor maneira que se teria para explicar um determinado conteúdo fazendo que o aluno descubra a regra, por ele mesmo, através de questionamentos reflexivos instigados pelo professor? Fazer da aula dinâmica não é promover atividades lúdicas somente. Nem sempre um conteúdo, ainda mais o gramatical, exigirá esse tipo de motivação. Certamente, o estudo do léxico permite mais espaço para o lúdico. Ora, o simples fato de incitar o aluno à discussão e à observação, desperta nele uma espécie de inquietação capaz de movê-lo a um ato reflexivo. O extraordinário numa aula, acredito eu, se dá quando o aluno sente que faz parte do processo de construção do conhecimento. O professor precisa cutucá-lo e instigá-lo a uma observação-reflexão. Começar um conteúdo dando as informações prontas para serem 'engolidas', de nada contribui para a aquisição de uma informação nova. Por isso, pensa-se em recursos, como dinâmicas, jogos ou o uso de material tecnológico. Mas de nada valem esses recursos se o professor coloca o aluno em situação passiva. O saber-fazer que o professor desenvolve numa perspectiva discursiva, dialógica, reflexiva e crítica promove um aprendizado um tanto mais responsável, consciente e coerente. Esse saber-agir não exige mágica, exige simplicidade e competência. O que o aluno precisa é ser questionado e conduzido a uma reflexão capaz de fazê-lo perceber dada regra ou determinadas formas linguísticas específicas da língua estrangeira. Perguntar, fazê-lo observar, questioná-lo e conduzi-lo à descoberta do conteúdo constituem-se na mágica da reflexão. No caso dos possessivos em espanhol, por exemplo, como me foi perguntado, o professor pode expor no quadro frases ou usar trechos retirados de qualquer gênero textual, capazes de serem confrontadas para que, a partir delas, perguntas fossem elaboradas e que conduzissem o aprendiz a um processo reflexivo: Qual a função que o termo sublinhado teve dentro da frase, ou seja, o que ele indica ao ouvinte/ leitor? A que pessoa se refere dentro deste contexto? Que termo substitui? Por que nessa frase observou-se uma supressão de parte do possessivo? Pelas frases expostas, quando se empregará a forma normal e a forma reduzida (apocopada)? Pronto, fim da mágica. Todos são conduzidos a observar, a comparar, a questionar e a refletir. O lúdico se materializou na fala e no pensar dos alunos que saem de uma condição de parasitas para a de seres pensantes e atuantes. "Então, deu para captar um pouco?". Fim da ligação.

Regiane S. Cabral de Paiva é Profª do curso de letras/espanhol da UERN.

CULINÁRIA
Arroz à grega de shitake
Ingredientes
500 g de shitake fatiado
Manjericão fresco picado
100 g de cebola picada finamente
30 g de ervas finas secas
1 pacotinho de tempero granulado (meu segredo)
1 colher de café de paprica picante
1/2 copo(s) de vinho branco
1 copo de água
1 copo de arroz
1 colher de sopa de óleo

MODO DE PREPARO

1 - Refogue os shitakes em óleo, junte todos os temperos, o arroz e a água cozinhe até o arroz secar.
2 - Desligue o fogo, junte o vinho e deixe evaporar um pouco o álcool.
3 - Sirva como prato principal.


EXPEDIENTE:
• Editor-geral
William Robson

• Editora/Redatora
Izaira Thalita

• Revisão
Gilcileno Amorim e Stella Sâmia

Jornal de Fato
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