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MOSSORÓ (RN), DOMINGO, 05/02/2012 (ATUALIZADO: 23:49hs)
 
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O crime sem glamour
e o varejo mossoroense

Quando Lula assumiu o governo em 2003, o Brasil estava indignado com o espetáculo quase semanal de um grande aparato policial, frota de aviões e outras despesas gordas para transferir Fernandinho Beira-Mar de um presídio para outro. Juízes, tribunais, governadores, prefeitos entravam na discussão, cada um dizendo que não queria Fernadinho na prisão do seu território.
Lula deu um murro na mesa e mandou que o pusessem no subterrâneo do Palácio do Planalto, pois garantia que não iria deixá-lo sair de lá. O então ministro Márcio Tomaz Bastos pediu à imprensa que acabasse com o processo de "glamourização do crime". Na verdade, o Brasil não tinha presídios à altura de um bandido de altíssima periculosidade, articulado e com poderes dentro e fora do cubículo gradeado.
Beira-Mar foi recolhido com os devidos cuidados e o governo decidiu construir presídios nos padrões mais modernos do mundo. Mossoró foi escolhida para receber um deles num espaço onde já tínhamos três presídios precários construídos pelos aliados do rosalbismo no poder e ninguém nunca tinha feito qualquer discussão. Mas a discussão foi vigorosa, como foi a discussão contra a adutora que iria trazer água e não bandidos para Mossoró, aliás, como acontece com tudo que pode gerar exploração politiqueira em Mossoró. Exatamente o contrário dos grandes temas, da pauta do desenvolvimento, da justiça social que continua à espera da reencarnação dos "homens de 15", pois a mediocridade dos seus herdeiros políticos não permite outra discussão que não o saque ao butim.
Voltemos a "superstar" do crime da Era FHC, o xará Fernandinho Beira-Mar. Feitos os presídios federais de Mossoró, Catanduvas, de Porto Velho e de Campo Grande acabou o showbizzness dos astros do crime.
Beira-Mar foi transferido de Mossoró para Rondônia, sem nenhum espetáculo. A imprensa, doida por sensacionalismo sentiu-se lesada pela PF. Lesada seria a população se a transferência de um bandido fosse, como era antes, transformada em espetáculo.
Destaque na mídia merece a notícia de que cientistas baianos descobriram uma vacina contra o câncer.
No lugar de Beira-Mar chegou o outro chefão de favelas, Atanásio não sei das quantas, o FB; Nem o todo-poderoso cearense da Rocinha está humildemente trancafiado no presídio federal de Campo Grande. Mas não se pode comemorar o fim das mordomias e do poder dos bandidos dentro dos presídios. O bandido Marcos Willians Camacho, o Marcola, líder absoluto do PCC que só de uma vez provocou mais de 400 mortes em São Paulo, continua no presídio estadual de Presidente Prudente sob o poder tucano. E continua comandando o crime de dentro para fora dos presídios. E o governo incompetente de Geraldo Alckmin não consegue, ou será que não quer detê-lo. Já no Rio Grande sem Sorte, sob os auspícios do DEM, um presídio de segurança máxima nunca foi tão ridicularizado como o de Alcaçuz que num só dia se viu livre de 41 hóspedes.
É a "segurança máxima" do PSDB e do DEM que continua alimentando as manchetes dos jornais. Já os presídios federais recebem, guardam e tratam muito bem seus ilustres hóspedes, mas sem direito à fuga, sem direito a continuar comandando o crime, sem direito a manchetes sensacionalistas nos jornais e, acima de tudo, sem direito a continuar perturbando a sociedade. Em Mossoró, já recebemos alguns mais "ilustres" bandidos do Brasil. A "esperança" dos críticos do presídio federal era de que o crime organizado se transferiria para cá. Mas, como podemos ver, não é a turma do Beira-Mar que perturba Mossoró e o Rio Grande do Norte. É a turma do Beira-rio, que mantém solta nas ruas da cidade os assassinos de pelo menos uns 150 jovens executados pelo tráfico e pelas milícias mossoroense em 2011 e a rapaziada liberada de Alcaçuz por falta de cadeados que ainda está por aí pensando em suas próximas maldades.

Greve de Polícia
Houve um tempo em que grevista tinha medo de polícia, porque lá eles só iam para reprimir. Batiam, como ainda batem em grevistas, desmobilizavam a bordoadas os atos públicos, como ainda hoje desmobilizavam e até matavam como fizeram com o estudante Edson Luís, em 1968 e com o operário Santo Dias em 1979 e com centenas de outros líderes pópulares. Depois da redemocratização, a polícia começou a fazer greve. E até parecia ter aprendido a lutar democraticamente por seus direitos. De repente surge um novo tipo de liderança que quer fazer greve como ato crimionoso de pressão contra a sociedade para chantagear o governo.

Ceará e Bahia
As últimas greves da polícia, especialmente a do Ceará, quando claramente membros das bandas podres das polícias mobilizaram os bandidos para fazer arrastões, atacar famílias, carros, empresas, como forma de apavorar a sociedade, despertando para a "importância do trabalho da polícia" e assim chantageando o governo para atender às suas reivindicações.
Agora é em Salvador, às vésperas do carnaval, que todos sabem, é mais que uma manifestação de entretenimento. É também cultura e turismo, representando 7% do PIB baiano.
A forma atrabiliária, truculenta e desonesta com que as polícias do Ceará e da Bahia estão conduzindo as suas greves revela, em primeiro a forma como agem nas catacumbas das delegacias, torturando e chatageando os cidadãos, sejam bandidos ou não e a forma criminosa como se organizam as bandas podres das polícias em todos os estados brasileiros.
Não dá para negociar com essa gente como se negocia com professores e médicos em greve. Eles não consegue a linguagem do diálogo.

Câncer no SUS
Quando as almas sujas do Brasil fizeram uma campanha mais suja que suas almas mandando Lula ir tratar seu cânbcer no SUS, não estavam querendo que a estrela brilhante de Lula chamasse a atenção para uma melhoria no sistema, até porque esta melhoria bem que Lula tentou e conseguiu, em parte, implantar.
Esta semana ouvi duas notícias que me dão a verdadeira dimensão do problema. Enquanto queriam mostrar que no SUS não se trata o câncer, ouvi ontem no programa de Jota Nobre que 550 pacientes fazem tratamento de Quimioterapia pelo SUS só em Mossoró.
Quarta-feira passada o Brasil assistiu em redes nacionais de TV, como se desviava remédios de alto custo, diria altíssimo custo, dos pacientes do SUS para vender em farmácias. Remédios de seis mil reais a caixa, dados pelo SUS. Mas alguém roubava. Mas os imbecis culpam Lula... É câncer moral desta oposição nojenta.

Fotolegenda
A ministra Tereza Campello, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, confirmou que na próxima quinta virá ao RN para receber o titulo de cidadã norte-rio-grandense. No mesmo dia da entrega da comenda, a ministra participará do lançamento do programa RN Mais Justo. Serão beneficiados os municípios de Apodi, Baraúna, Campo Grande, Coronel João Pessoa, Caraúbas, Dr. Severiano, Encanto, Frutuoso Gomes, Luiz Gomes, João Dias, Marcelino Vieira, Martins, Olho D'água do Borges, Paraná, Patu, Portalegre, Rafael Fernandes, Riacho da Cruz, Riacho de Santana, São Miguel, Serra do Mel, Taboleiro Grande, Umarizal, Upanema e Venha-Ver. Ao todo, 25 municípios. O programa prevê ações estratégicas de combate à extrema pobreza, como o acesso à água, esgotamento sanitário, plantio, habitação, energia elétrica, escola, saúde, cultura, esportes, terra, segurança alimentar, ocupação e renda, entre outras. Vamos ser sinceros. Os prefeitos reclamam mais dinheiro, mais verbas, porém é muito difícil você encontrar no Rio Grande do Norte uma obra ou programa social do Governo do Estado ou das prefeituras que não sejam feitos com dinheiro federal.

 



       


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