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O
crime sem glamour
e o varejo mossoroense
Quando Lula assumiu o governo em 2003, o Brasil estava indignado
com o espetáculo quase semanal de um grande aparato policial,
frota de aviões e outras despesas gordas para transferir
Fernandinho Beira-Mar de um presídio para outro. Juízes,
tribunais, governadores, prefeitos entravam na discussão,
cada um dizendo que não queria Fernadinho na prisão
do seu território.
Lula deu um murro na mesa e mandou que o pusessem no subterrâneo
do Palácio do Planalto, pois garantia que não iria
deixá-lo sair de lá. O então ministro Márcio
Tomaz Bastos pediu à imprensa que acabasse com o processo
de "glamourização do crime". Na verdade,
o Brasil não tinha presídios à altura de um
bandido de altíssima periculosidade, articulado e com poderes
dentro e fora do cubículo gradeado.
Beira-Mar foi recolhido com os devidos cuidados e o governo decidiu
construir presídios nos padrões mais modernos do mundo.
Mossoró foi escolhida para receber um deles num espaço
onde já tínhamos três presídios precários
construídos pelos aliados do rosalbismo no poder e ninguém
nunca tinha feito qualquer discussão. Mas a discussão
foi vigorosa, como foi a discussão contra a adutora que iria
trazer água e não bandidos para Mossoró, aliás,
como acontece com tudo que pode gerar exploração politiqueira
em Mossoró. Exatamente o contrário dos grandes temas,
da pauta do desenvolvimento, da justiça social que continua
à espera da reencarnação dos "homens de
15", pois a mediocridade dos seus herdeiros políticos
não permite outra discussão que não o saque
ao butim.
Voltemos a "superstar" do crime da Era FHC, o xará
Fernandinho Beira-Mar. Feitos os presídios federais de Mossoró,
Catanduvas, de Porto Velho e de Campo Grande acabou o showbizzness
dos astros do crime.
Beira-Mar foi transferido de Mossoró para Rondônia,
sem nenhum espetáculo. A imprensa, doida por sensacionalismo
sentiu-se lesada pela PF. Lesada seria a população
se a transferência de um bandido fosse, como era antes, transformada
em espetáculo.
Destaque na mídia merece a notícia de que cientistas
baianos descobriram uma vacina contra o câncer.
No lugar de Beira-Mar chegou o outro chefão de favelas, Atanásio
não sei das quantas, o FB; Nem o todo-poderoso cearense da
Rocinha está humildemente trancafiado no presídio
federal de Campo Grande. Mas não se pode comemorar o fim
das mordomias e do poder dos bandidos dentro dos presídios.
O bandido Marcos Willians Camacho, o Marcola, líder absoluto
do PCC que só de uma vez provocou mais de 400 mortes em São
Paulo, continua no presídio estadual de Presidente Prudente
sob o poder tucano. E continua comandando o crime de dentro para
fora dos presídios. E o governo incompetente de Geraldo Alckmin
não consegue, ou será que não quer detê-lo.
Já no Rio Grande sem Sorte, sob os auspícios do DEM,
um presídio de segurança máxima nunca foi tão
ridicularizado como o de Alcaçuz que num só dia se
viu livre de 41 hóspedes.
É a "segurança máxima" do PSDB e
do DEM que continua alimentando as manchetes dos jornais. Já
os presídios federais recebem, guardam e tratam muito bem
seus ilustres hóspedes, mas sem direito à fuga, sem
direito a continuar comandando o crime, sem direito a manchetes
sensacionalistas nos jornais e, acima de tudo, sem direito a continuar
perturbando a sociedade. Em Mossoró, já recebemos
alguns mais "ilustres" bandidos do Brasil. A "esperança"
dos críticos do presídio federal era de que o crime
organizado se transferiria para cá. Mas, como podemos ver,
não é a turma do Beira-Mar que perturba Mossoró
e o Rio Grande do Norte. É a turma do Beira-rio, que mantém
solta nas ruas da cidade os assassinos de pelo menos uns 150 jovens
executados pelo tráfico e pelas milícias mossoroense
em 2011 e a rapaziada liberada de Alcaçuz por falta de cadeados
que ainda está por aí pensando em suas próximas
maldades.
Greve
de Polícia
Houve um tempo em que grevista tinha medo de polícia, porque
lá eles só iam para reprimir. Batiam, como ainda batem
em grevistas, desmobilizavam a bordoadas os atos públicos,
como ainda hoje desmobilizavam e até matavam como fizeram
com o estudante Edson Luís, em 1968 e com o operário
Santo Dias em 1979 e com centenas de outros líderes pópulares.
Depois da redemocratização, a polícia começou
a fazer greve. E até parecia ter aprendido a lutar democraticamente
por seus direitos. De repente surge um novo tipo de liderança
que quer fazer greve como ato crimionoso de pressão contra
a sociedade para chantagear o governo.
Ceará e Bahia
As últimas greves da polícia, especialmente a do Ceará,
quando claramente membros das bandas podres das polícias
mobilizaram os bandidos para fazer arrastões, atacar famílias,
carros, empresas, como forma de apavorar a sociedade, despertando
para a "importância do trabalho da polícia"
e assim chantageando o governo para atender às suas reivindicações.
Agora é em Salvador, às vésperas do carnaval,
que todos sabem, é mais que uma manifestação
de entretenimento. É também cultura e turismo, representando
7% do PIB baiano.
A forma atrabiliária, truculenta e desonesta com que as polícias
do Ceará e da Bahia estão conduzindo as suas greves
revela, em primeiro a forma como agem nas catacumbas das delegacias,
torturando e chatageando os cidadãos, sejam bandidos ou não
e a forma criminosa como se organizam as bandas podres das polícias
em todos os estados brasileiros.
Não dá para negociar com essa gente como se negocia
com professores e médicos em greve. Eles não consegue
a linguagem do diálogo.
Câncer no SUS
Quando as almas sujas do Brasil fizeram uma campanha mais suja que
suas almas mandando Lula ir tratar seu cânbcer no SUS, não
estavam querendo que a estrela brilhante de Lula chamasse a atenção
para uma melhoria no sistema, até porque esta melhoria bem
que Lula tentou e conseguiu, em parte, implantar.
Esta semana ouvi duas notícias que me dão a verdadeira
dimensão do problema. Enquanto queriam mostrar que no SUS
não se trata o câncer, ouvi ontem no programa de Jota
Nobre que 550 pacientes fazem tratamento de Quimioterapia pelo SUS
só em Mossoró.
Quarta-feira passada o Brasil assistiu em redes nacionais de TV,
como se desviava remédios de alto custo, diria altíssimo
custo, dos pacientes do SUS para vender em farmácias. Remédios
de seis mil reais a caixa, dados pelo SUS. Mas alguém roubava.
Mas os imbecis culpam Lula... É câncer moral desta
oposição nojenta.
Fotolegenda
A
ministra Tereza Campello, do Desenvolvimento Social e Combate à
Fome, confirmou que na próxima quinta virá ao RN para
receber o titulo de cidadã norte-rio-grandense. No mesmo
dia da entrega da comenda, a ministra participará do lançamento
do programa RN Mais Justo. Serão beneficiados os municípios
de Apodi, Baraúna, Campo Grande, Coronel João Pessoa,
Caraúbas, Dr. Severiano, Encanto, Frutuoso Gomes, Luiz Gomes,
João Dias, Marcelino Vieira, Martins, Olho D'água
do Borges, Paraná, Patu, Portalegre, Rafael Fernandes, Riacho
da Cruz, Riacho de Santana, São Miguel, Serra do Mel, Taboleiro
Grande, Umarizal, Upanema e Venha-Ver. Ao todo, 25 municípios.
O programa prevê ações estratégicas de
combate à extrema pobreza, como o acesso à água,
esgotamento sanitário, plantio, habitação,
energia elétrica, escola, saúde, cultura, esportes,
terra, segurança alimentar, ocupação e renda,
entre outras. Vamos ser sinceros. Os prefeitos reclamam mais dinheiro,
mais verbas, porém é muito difícil você
encontrar no Rio Grande do Norte uma obra ou programa social do
Governo do Estado ou das prefeituras que não sejam feitos
com dinheiro federal.
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