

PMDB
Cargos
serão proporcionais à bancada
Julierme Torres
Da Redação
O PMDB de Mossoró vai apoiar a reeleição da
prefeita Fafá Rosado (DEM) e terá espaços em
um eventual segundo governo dela na mesma proporção
da bancada que conseguir eleger na Câmara Municipal. Esse
foi o entendimento que o deputado estadual Leonardo Nogueira (DEM)
fechou ontem, durante reunião com o senador Garibaldi Filho
(PMDB) e os pré-candidatos a vereador do partido.
A reunião, ocorrida no Hotel Thermas, tinha sido uma exigência
dos pré-candidatos a vereador do PMDB. Eles queriam ter uma
garantia de Garibaldi quanto ao palanque que o partido estaria nas
eleições deste ano. Como o senador reafirmou que não
teria condições de recuar no apoio a Fafá Rosado,
os peemedebistas exigiram um compromisso do Palácio da Resistência
para a valorização do partido.
Nesse debate sobre a valorização, a chance de o PMDB
indicar o candidato a vice-prefeito praticamente foi posta de lado.
Na noite anterior, quando veio participar da solenidade de inauguração
da nova Avenida Rio Branco, Garibaldi já havia antecipado
em entrevista que não iria ressuscitar a discussão
sobre a chapa majoritária, tendo em vista estar consciente
que o partido não conseguiria indicar o companheiro de Fafá
Rosado.
Não vamos discutir isso porque já sabemos que
não vamos indicar o vice. Mas queremos que o PMDB seja prestigiado,
avisou Garibaldi, logo depois do desembarque no aeroporto Dix-sept
Rosado.
Durante a reunião em que Leonardo se comprometeu a abrir
espaços no futuro governo, houve um único momento
de indisposição. Foi quando o ex-vereador Almeida
Sobrinho (PMDB) criticou a oferta. Ele queria que a prefeita Fafá
Rosado entregasse, já nesta administração,
duas secretarias ao PMDB. A exigência não foi apoiada
pela maioria dos pré-candidatos, e acabou derrotada.
A presidenta do PMDB de Mossoró, vereadora Izabel Montenegro,
não atendeu as ligações para falar sobre a
reunião. Já, o deputado estadual Leonardo Nogueira
afirmou que o encontro foi positivo. Ele disse que a prefeita tem
consciência de que tem respeitado e valorizado o partido do
senador Garibaldi Filho.
Leonardo Nogueira disse ainda que esse entendimento para a abertura
de espaços em um eventual segundo governo de Fafá
Rosado será firmado com todos os outros partidos da base
da prefeita. Ele explicou que é natural que um partido que,
por exemplo, possua quatro vereadores tenha uma participação
no governo maior do que um que não consiga eleger nenhum
representante na Câmara Municipal. Esse é um
modelo praticado em todos os governos, justificou.
De acordo com o deputado, caso Fafá Rosado seja reeleita,
ela vai construir um governo totalmente novo. Ele disse que a atual
administração foi construída em cima da proposta
de continuidade. No segundo mandato, a prefeita estaria disposta
a fazer um entendimento maior com os partidos de sua base.
Garibaldi
e Agripino garantem que
Pec dos vereadores passa no Senado
O projeto de emenda à Constituição
(PEC) 333/2004, que reformula as Câmaras Municipais, terá
tramitação rápida e pacífica no Senado
Federal. Essa garantia foi dada pelo presidente do Congresso, senador
Garibaldi Alves Filho (PMDB. Essa disposição foi confirmada
pelo líder dos Democratas, senador José Agripino Maia
(DEM).
Garibaldi Filho afirmou, durante sua passagem por Mossoró
na noite da última quinta-feira, que é favorável
à mudança na Constituição para criar
mais oito mil vagas de vereador no Brasil. O senador assumiu o compromisso
de fazer gestões para que a matéria tramite com agilidade,
para que seja aprovada até o dia 5 de julho.
José Agripino confirmou que a matéria é consensual.
Ele não acredita que o Senado promova alterações
no texto que foi aprovado pela Câmara dos Deputados. Com isso,
a PEC poderá ser promulgada assim que for aprovada em duas
votações no plenário.
Para reforçar a disposição de aprovar a PEC
dos vereadores, José Agripino informou que o Democratas vai
propor que o interstício intervalo de cinco sessões
para votação de segundo turno de uma emenda constitucional
seja quebrado. Esse artifício permitiria que o projeto
fosse votado em dois turnos em sessões seguidas.
A quebra do interstício, inclusive, foi adotada na Câmara.
Os deputados federais votaram a PEC em primeiro turno na noite da
última terça-feira. No dia seguinte, um acordo em
plenário autorizou a mesa diretora a dispensar o intervalo
de cinco sessões, permitindo que a matéria fosse votada
em segundo turno e aprovada nos dois turnos.
VOTAÇÃO
Para ser aprovada no Senado, uma emenda à Constituição
precisa ser aprovada por no mínimo 49 dos 81 senadores. Na
Câmara dos Deputados, uma PEC precisa de pelo menos 308 votos
para ser aprovada. No primeiro turno, 419 deputados federais votaram
a favor da matéria. No segundo turno foram 359.

Marcelo
Rosado reafirma candidatura do PR; mas haverá conversa com
Wilma
O presidente do diretório do PR em
Mossoró, Marcelo Rosado, garantiu que o partido mantém
a disposição de disputar a Prefeitura de Mossoró,
dentro de uma aliança com o PC do B e, provavelmente, mais
dois outros partidos nanicos. O candidato seria o vereador Renato
Fernandes (PR).
Marcelo Rosado foi entrevistado no programa Cenário Político,
na TV Cabo Mossoró (TCM). Ele disse que nem o grupo da prefeita
Fafá Rosado (DEM), nem o da deputada estadual Larissa Rosado
(PSB) apresentaram uma proposta interessante para convencer o PR
a desistir da candidatura própria. As duas têm
projetos diferentes do nosso, afirmou.
O dirigente deixou claro que a prioridade do PR é a conquista
de espaços na Câmara Municipal. Ele disse que as propostas
apresentadas por Larissa e por Fafá não representam
nenhum avanço, ao que o partido pode conquistar com uma candidatura
própria.
Hoje, o PR tem apenas seis nomes para disputar vagas na Câmara.
Entre esses nomes está o de Renato Fernandes, que se for
sacado para disputar a Prefeitura, fragilizaria a chapa proporcional
do partido, por ser o candidato com maior potencial de votos. Marcelo
informou que foi discutido o risco de a legenda ficar sem representação
no Legislativo, mas a aposta é que a aliança com partidos
pequenos garante a eleição de um vereador.
Apesar dessa disposição de seguir com a candidatura
própria, Marcelo confirmou que o partido não vai tomar
nenhuma decisão antes de uma conversa definitiva com a governadora
Wilma Maria de Faria (PSB). Essa conversa, inclusive, já
estaria pré-agendada.
Durante o programa, foi exibida uma entrevista com Wilma de Faria.
A governadora informou que as conversas com o PR estão evoluindo
e que espera uma definição com o partido ainda na
primeira semana do mês de junho. Marcelo Rosado não
confirmou o prazo, mas garantiu que o diálogo com a líder
socialista será mantido.
DIFICULDADE
Questionado sobre divergências e afinidades com as duas pré-candidatas
à Prefeitura de Mossoró, Marcelo Rosado admitiu que
a forma como Renato Fernandes foi exonerado da presidência
da Companhia Docas do Rio Grande do Norte (CODERN) foi traumática.
A deputada federal Sandra Rosado (PSB), mãe de Larissa, é
apontada como responsável por uma pressão para a substituição
do vereador.
Temporão
admite a rejeição a novo
imposto e já propõe adiar a votação
Fabiana Cimieri
Agência Estado
Rio O ministro da Saúde, José Gomes Temporão,
defendeu ontem o adiamento da votação da Contribuição
Social para a Saúde (CSS)no Congresso Nacional, marcada para
a semana que vem. O novo tributo, caso aprovado, servirá
para financiar o setor, substituindo a extinta Contribuição
Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).
A mudança na data de votação permite
informar melhor os parlamentares, especialmente os da oposição,
e a sociedade, disse Temporão. Para o ministro, ao
contrário de anos anteriores, quando se pedia de forma
aleatória dinheiro para a saúde, agora o governo
tem metas, indicadores e projetos bastante claros e objetivos, definidos
no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da
Saúde.
No entanto, caso não consiga aprovar a criação
do tributo, que até o ministro admite, enfrenta um forte
sentimento de rejeição da sociedade, especialmente
da classe média, Temporão propôs outras
alternativas para financiar a saúde. A minha luta é
para que tenhamos uma solução estrutural. A CSS é
uma criação exclusiva do Congresso Nacional. Eu tenho
falado que existem outras alternativas , disse Temporão.
Para ele, esse financiamento poderia vir de indústrias
que potencialmente causam danos à saúde, como
a de cigarros, bebidas alcoólicas e de armas de fogo. A
questão do preço do cigarro, que é dos mais
baratos do mundo, a taxação de bebida, podíamos
pensar em algo para taxar a indústria de armas, enfim, as
indústrias que potencialmente causam danos à saúde,
dor, morte, sofrimento, detalhou Temporão.
Caso a CSS seja aprovada, o ministro ressaltou que o texto legislativo
deveria deixar claro que a finalidade exclusiva dos recursos arrecadados
devem ser únicos e exclusivos do Fundo Nacional de
Saúde para aplicação em políticas de
saúde pública.
O ministro, que participou ontem da inauguração de
um ambulatório para o tratamento de hanseníase, na
Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), considerou também
que essa fonte de financiamento deve ficar livre da Desvinculação
dos Recursos da União (DRU), que permite ao governo realocar
até 20% dos recursos de uma pasta.
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