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MOSSORÓ (RN), SÁBADO, 31/05/2008 (ATUALIZADO: 01:57hs)
 
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A humanidade do futuro
O planeta tem gente de mais, atualmente 6,2 bilhões, e anuncia-se que esse número vai subir em breve para 9,5 bilhões. Do outro lado, como é bem de ver, sem ser preciso informação oficial, vão se reduzindo, aos muitos, as fontes naturais de alimento, o que vale dizer numa desproporção que dá o que pensar. De resto, nem sei se há mesmo, da parte dos governantes no geral qualquer preocupação sobre como vai ser a coisa no futuro.
Dizendo melhor, não se trata de preocupação só dos governantes, senão também daqueles que representam a mentalidade dos povos e nações, a chamada elite pensante. Não digo os homens do mundo dos negócios, ou, talvez, dissesse melhor as elites do capital, porque eis que estes não têm outra preocupação que não seja com o lucro, custe o que custar, não sendo outra a razão do capitalismo.
Todavia, não me proponho aqui, vou logo prevenindo, a tratar do assunto sobre os fundamentos desta ou daquela sociologia, entre tantas que se oferecem como únicas em face dos dinamismos do mundo moderno, até porque se distanciam de longe do meu alcance, mas a comentá-lo à distância dos teóricos. Ou, antes, dos donos da bola, para utilizar o lugar-comum - mais cômodo.
Quero dizer ou, antes, repetir o nosso mestre literário Jaime Hipólito, quando disse que gente de mais é mais prejudicial do que a saúva na lavoura, e é mesmo. O excesso de gente, agora sou eu que digo, quanto mais não seja, acaba por desumanizar o mundo. Explico-me: impõe a concorrência, que, sobre favorecer o mais apto, ou o que valha, gera o desprezo pelos que ficam socialmente atrás, sobre dessocializar o ser humano pelo egoísmo.
Sim, positivamente semelhante circunstância, num mundo escasso de alimentos naturais, pela destruição constante da natureza no geral, não terá outra saída mais que se agravar, o que significa dizer que os menos favorecidos pela fortuna serão condenados a morrer de fome; não terão como disputar preços. Concluindo: urge, urgência urgentíssima, o poder e o cérebro repensarem o mundo que aguarda a humanidade do futuro.

Terços
Segundo declaração de organismos internacionais, dois terços da humanidade passa fome, hoje. E amanhã, com a população do planeta subindo de 6,2 bilhões para 9,5? Penso nos vindouros, que eu, por mim, já estou sob a contagem regressiva.

Fome
Não se admite que, num país como o nosso, com abundância de terras de agricultura, 80 por cento da população não tenha que comer, ou se alimente precariamente. O presidente Lula ainda sabe disso, ou esqueceu? Essas bolsas não resolvem.

Governo
A maior crise do Brasil, vê-se logo, é de governo.

LINGUAGEM
LIVRO CONTENDO DUZENTAS PÁGINAS. Leitor do Jornal de Fato quer saber se está certo o gerúndio, de vez que se trata de emprego condenado pela gramática normativa. Se nos debruçarmos sobre os textos clássicos, que são modelos da linguagem culta, encontraremos abundantes exemplos do gerúndio com função adjetiva. De modo que não se pode, absolutamente, inquinar de incorreção gramatical a frase em questão. Assim, tanto faz "livro contendo" como "livro que contém".



       




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