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nova CPMF: mais recursos à saúde
O PC
do B em seu site Vermelho mostra a quantas anda a discussão
sobre o financiamento da saúde pública. Cabe ler o
que ele diz para que possamos ter uma base para melhor avaliação:
A irresponsável derrubada da CMPF pela oposição,
em dezembro de 2007, sangrou em R$ 40 bilhões ao ano o orçamento
federal. O Sistema Público de Saúde (SUS), fundamental
à saúde do povo, foi duramente prejudicado. O PSDB
e o DEM, com auxílio de outras forças políticas
como o PSOL, derrubaram a CPMF com uma pregação demagógica.
Diziam que se tratava de uma cruzada contra os impostos. Alardeavam
que os preços ao consumidor seriam reduzidos. Nem uma coisa,
nem a outra. A oposição agiu a serviço do poder
econômico, em nada se importando com a situação
dramática da maioria do povo a quem só tem o SUS para
recorrer. A mesma oposição que no Senado derrubou
a CMPF, agora, ajudou aprovar o projeto que regulamenta a emenda
constitucional 29. É, pois, explícita e escancarada,
nesta matéria, a hipocrisia de demos e tucanos. Todavia,
independentemente do oportunismo da dupla PSDB-DEM, o SUS precisa
de mais recursos e já. Agora, se a fome não espera,
de igual modo a vida afetada por doenças. A precariedade
do atendimento do SUS provoca um sofrimento incalculável
a milhões de brasileiros. Diariamente, muitas vidas de filhos
do povo são ceifadas em conseqüência dessa precariedade.
Por isso, o assunto tem pressa. O jargão parlamentar ''urgência,
urgentíssima'', no caso concreto, é mais do que apropriado.
O projeto de regulamentação da emenda 29, já
aprovado no Senado, eleva o percentual da receita da União
aplicado na saúde para 8,5% em 2008, 9% em 2009, 9,5% em
2010 e 10% em 2011. A regulamentação, também,
define o que é gasto em saúde. Sem tal definição,
administrações estaduais e municipais contabilizam
investimentos em outras áreas como sendo da saúde.
O Palácio do Planalto mandou avisar que se o Congresso aprovar
a emenda 29 terá que, ao mesmo tempo, indicar as fontes de
financiamento.
Recriar a CPMF
A base do governo está determinada em recriar a CMPF com
uma alíquota menor do que a anterior. A liderança
do PC do B apóia essa medida e defende uma alíquota
de 0,1%. Defende, ainda, que para este ano o governo aporte, de
imediato, mais recursos provenientes da arrecadação
recorde que vem ocorrendo. No primeiro trimestre de 2008 a arrecadação
foi quase 13% superior ao mesmo período de 2007.
Derrubar de novo
A oposição promete novamente derrubar a CMPF no Senado,
caso ela se seja recriada na Câmara dos Deputados; setores
do empresariado prometem uma nova cruzada. E a mídia, com
certeza, acusará os governistas de partidários da
derrama.
Eles não usam o SUS
A oposição, setores da mídia, os parlamentares,
os empresários, que não usam o SUS montam um estratagema
sujo, mesmo conscientes de que a vida e a saúde do povo é
que estão em jogo. Querem desgastar o governo, não
importa que o preço seja esse.
Que fique com o ônus
Já o governo e sua base parlamentar precisam construir uma
coesão em torno de saídas efetivas para o problema.
Mais recursos à saúde, agora e já. A fonte
única e permanente para melhorar a saúde pública
é a CPMF. Que a oposição fique com o ônus
de negar ao povo o direito de um atendimento público médico-hospitalar
de qualidade.
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