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MOSSORÓ (RN), SEXTA-FEIRA, 30/05/2008 (ATUALIZADO: 01:37hs)
 
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Deus caritas est
Ainda não li, mas tenho aqui bem à mão, na vez, a encíclica Deus caritas est (Deus é amor), do papa Bento 16, presente do padre Sátiro Dantas. Já andei, porém, folheando-a, e tenho que lhe pude alcançar o pensamento central, ou antes, o eixo temático, qual seja o amor ao próximo e a caridade social como conseqüência do amor a Deus na pessoa de Cristo. O que outra coisa não quer dizer o amor a Deus como determinante da conduta do homem nas relações com o próximo. Digamos, uma nova visão do mundo.
Ou mais precisamente, uma visão cristã do mundo. Não encontrei, nesse relance de olhos pelas páginas da Deus Caritas est, como esperava, uma explicação, ou justificação, para o mal no mundo, senão o reconhecimento de serem impenetráveis os desígnios de Deus, segundo revelou Pedro, se não me engano em sua primeira epístola. De resto, e a propósito, disse Santo Agostinho: Si comprehendis, non est Deus (Se o compreendesses, não seria Deus).
Assim é que Bento 16 nos faz ver que não nos é dado saber o motivo por que Deus silencia sobre o mal no mundo, por que retém o seu braço em vez de intervir, tendo Ele o mundo em suas mãos. Na verdade, e repetindo Santo Agostinho, um Deus que pudesse ser alcançado pela razão humana, limitada que é à realidade que entra pelos sentidos, não seria Deus, sendo infinito e sem partes, portanto sem parte conosco, como está em Pascal.
Corte para lembrar que, uma vez, em conversa com o jornalista e escritor Dorian Jorge Freire sobre a razão do mal no mundo, diante das minhas indagações, ele Dorian me calou com esta resposta: Deus sabe. E de logo me lembra Raïssa Maritain quando disse, antes não acreditava em Deus porque queria uma prova, e que hoje acreditava porque não podia provar. Aplica-se, está visto, à negação de Deus pela exigência do entendimento das razões de Deus.
Pois é isto, meu amigo padre Sátiro; ainda não li a última carta pontifícia em data de Bento 16, apenas a folheei, e o que disse atrás foi o que pude perceber-lhe nas entrelinhas. Em substância, a falência das teorias sociais na pretensão de acabar com as injustiças sem primeiro de arrimar-se ao auxílio de Deus, na pessoa do Crucificado. Ou, numa palavra, o colocar-se no centro dessas teorias, que soam sinos, o fundamento cristão da CARIDADE.

Décimo
O prefeito de Areia Branca, Souza vê com sua equipe de finanças a possibilidade de pagar o décimo com a folha de junho.

Cadeiras
A Câmara dos Deputados aprovou o projeto que aumenta o número de cadeiras nas câmaras municipais, para a próxima legislatura. Com isso, os atuais 13 de Mossoró sobem para 21. O povo paga a conta.

Aliança
Por que o PMDB não pode manter em Mossoró sua aliança com o DEM? Que choro besta. Diga-se logo o nome da roedeira.

LINGUAGEM
QUEM AVISA AMIGO É. O estudante João Batista quer saber se é preciso desdobrar o "quem" em "aquele que" para efeito de análise do período. Já se disse aqui que toda análise que exige desdobramento e subentendimento é sempre deficiente. Deve-se analisar o que está. Temos um período composto por subordinação. Oração principal: amigo é. Oração subordinada substantiva subjetiva assindética: quem avisa. Diz-se assindética, porque não é introduzida por conjunção integrante. Está justaposta à principal.



       




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