

Deus caritas est
Ainda
não li, mas tenho aqui bem à mão, na vez, a
encíclica Deus caritas est (Deus é amor), do
papa Bento 16, presente do padre Sátiro Dantas. Já
andei, porém, folheando-a, e tenho que lhe pude alcançar
o pensamento central, ou antes, o eixo temático, qual seja
o amor ao próximo e a caridade social como conseqüência
do amor a Deus na pessoa de Cristo. O que outra coisa não
quer dizer o amor a Deus como determinante da conduta do homem nas
relações com o próximo. Digamos, uma nova visão
do mundo.
Ou mais precisamente, uma visão cristã do mundo. Não
encontrei, nesse relance de olhos pelas páginas da Deus Caritas
est, como esperava, uma explicação, ou justificação,
para o mal no mundo, senão o reconhecimento de serem impenetráveis
os desígnios de Deus, segundo revelou Pedro, se não
me engano em sua primeira epístola. De resto, e a propósito,
disse Santo Agostinho: Si comprehendis, non est Deus (Se
o compreendesses, não seria Deus).
Assim é que Bento 16 nos faz ver que não nos é
dado saber o motivo por que Deus silencia sobre o mal no mundo,
por que retém o seu braço em vez de intervir, tendo
Ele o mundo em suas mãos. Na verdade, e repetindo Santo Agostinho,
um Deus que pudesse ser alcançado pela razão humana,
limitada que é à realidade que entra pelos sentidos,
não seria Deus, sendo infinito e sem partes, portanto sem
parte conosco, como está em Pascal.
Corte para lembrar que, uma vez, em conversa com o jornalista e
escritor Dorian Jorge Freire sobre a razão do mal no mundo,
diante das minhas indagações, ele Dorian me calou
com esta resposta: Deus sabe. E de logo me lembra Raïssa Maritain
quando disse, antes não acreditava em Deus porque queria
uma prova, e que hoje acreditava porque não podia provar.
Aplica-se, está visto, à negação de
Deus pela exigência do entendimento das razões de Deus.
Pois é isto, meu amigo padre Sátiro; ainda não
li a última carta pontifícia em data de Bento 16,
apenas a folheei, e o que disse atrás foi o que pude perceber-lhe
nas entrelinhas. Em substância, a falência das teorias
sociais na pretensão de acabar com as injustiças sem
primeiro de arrimar-se ao auxílio de Deus, na pessoa do Crucificado.
Ou, numa palavra, o colocar-se no centro dessas teorias, que soam
sinos, o fundamento cristão da CARIDADE.
Décimo
O prefeito de Areia Branca, Souza vê com sua equipe de finanças
a possibilidade de pagar o décimo com a folha de junho.
Cadeiras
A Câmara dos Deputados aprovou o projeto que aumenta o número
de cadeiras nas câmaras municipais, para a próxima
legislatura. Com isso, os atuais 13 de Mossoró sobem para
21. O povo paga a conta.
Aliança
Por que o PMDB não pode manter em Mossoró sua aliança
com o DEM? Que choro besta. Diga-se logo o nome da roedeira.
LINGUAGEM
QUEM AVISA AMIGO
É. O estudante João Batista quer saber se é
preciso desdobrar o "quem" em "aquele que" para
efeito de análise do período. Já se disse aqui
que toda análise que exige desdobramento e subentendimento
é sempre deficiente. Deve-se analisar o que está.
Temos um período composto por subordinação.
Oração principal: amigo é. Oração
subordinada substantiva subjetiva assindética: quem avisa.
Diz-se assindética, porque não é introduzida
por conjunção integrante. Está justaposta à
principal.
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