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SEM ÔNIBUS
Sindicato
faz parada de advertência
Edilson Damasceno
Da Redação
Os 36 transportes coletivos que fazem linha em Mossoró pararam
ontem, temporariamente, de circular. O ato foi coordenado pelo Sindicato
dos Trabalhadores em Transportes Públicos Rodoviários
de Mossoró (SINTROM) e direcionado a Prefeitura Municipal,
tendo em vista o atendimento de quatro reivindicações
apresentadas pelo presidente da entidade, Francisco de Assis de
Medeiros: fiscalização ao cumprimento de leis relacionadas
aos serviços de mototáxi, táxi lotação
e transportes coletivos, organização de paradas de
ônibus, asfalto em ruas que tenham passagem de transportes
coletivos e a remoção da parada do Hotel Caraúbas
para área próxima ao mercado central.
Segundo o sindicalista, a parada de advertência também
foi um protesto contra o que considera "abuso" e "descaso"
relacionados ao aumento de carteiras de acesso gratuito e a aprovação
de lei, por parte da Câmara Municipal, ao serviço de
táxi lotação.
Ainda segundo o presidente do Sintrom, a realidade é que
a ação dos mototáxis e do táxi lotação
causam prejuízos aos transportes coletivos, e afirma que
atualmente 30% dos usuários dos ônibus têm passe
livre. "Os táxis lotação pegam aqueles
passageiros que pagam passagem inteira. Os coletivos ficam com os
estudantes, idosos e deficientes. Hoje quem banca o transporte coletivo
de Mossoró são os estudantes", afirma.
Assis afirma que a situação do transporte coletivo
municipal precisa ser revista, e diz que é preciso um entendimento
entre sindicato, empresários e o poder público para
que o serviço seja melhorado. Ele exemplifica que a questão
toda passa por uma fiscalização e mudanças
nas paradas. "Eles (a Prefeitura) prometeram um terminal de
integração, de passagem única, mas até
agora nada saiu", diz.
O sindicalista acrescenta que o problema das paradas de ônibus
é grave. "Se o usuário pegar o ônibus no
Alto de São Manoel, desce no Mercadão das Malhas.
Às 17h, quando os alunos saem do Colégio Sagrado Coração
de Maria, para Francisco de Assis, o trânsito fica insuportável
e parar o transporte próximo ao local é quase impossível.
"É um inferninho, pois os pais dos alunos estacionam
os carros ali perto", diz.
Diz que, quando o motorista consegue sair daquele setor, pega a
Avenida Alberto Maranhão e entra na Rua Meira e Sá,
a parada próxima ao Hotel Caraúbas. E é justamente
nessa área que, conforme o sindicalista, ocorre o maior problema:
"Dividimos o espaço com mototáxi, táxi
lotação, carroças, carros que fazem a linha
para outras cidades e os de placa cinza que transportam passageiros.
Poderiam transferir a parada de ônibus para uma área
próxima ao mercado central", diz, acrescentando que
80% das paradas de ônibus estão irregulares.
O presidente do Sintron afirma que, caso a parada de advertência
de ontem não surta o efeito esperado, a categoria vai realizar
mais um ato na próxima semana, em dia aleatório. Além
disso, Francisco de Assis pede que o Ministério Público
intervenha para que o problema seja resolvido.
Secretário
se reunirá com empresários e sindicato
O secretário de Serviços Urbanos, Trânsito e
Transportes Públicos, Alex Moacir, estranhou a paralisação
dos transportes coletivos ontem. Segundo ele, nenhuma pauta de reivindicação
foi enviada pelo sindicato, e diz que geralmente quando ocorre uma
parada de advertência é por causa da negação
do pleito, o que não ocorreu. Para Alex, o ato prejudicou
a população que necessita dos ônibus.
Dos pontos anunciados pelo Sintron ao JORNAL DE FATO, o secretário
Alex Moacir disse que o primeiro item, da fiscalização,
não tem como ser feito de imediato. "A fiscalização
ainda caberia ao PELTRAN (Pelotão de trânsito). Estamos
esperando a homologação do resultado do concurso para
treinar o pessoal e colocar nas ruas", afirma.
Ainda segundo Alex Moacir, a garantia que pode passar ao sindicato
é de que colocará a fiscalização nas
ruas em um prazo de 90 dias. O secretário informa que a prefeita
Fafá Rosado já solicitou ao Departamento Estadual
de Trânsito (DETRAN) a minuta acerca da municipalização
do trânsito. "Passou esse tempo todo sem fiscalização
e agora, que estamos perto de municipalizar o trânsito, tudo
se resolverá", diz.
Ele acrescenta que as empresas que exploram o serviço de
transporte coletivo em Mossoró, bem como o próprio
Sintron, sabem da questão relacionada à municipalização.
Alex Moacir ainda afirma que convocará os empresários
e o sindicato na próxima semana para conversar, e diz que
a Prefeitura não vai aceitar pressão.
Corredor
Cultural é entregue à população
A prefeita Fafá Rosado e a governadora
Wilma de Faria inauguraram ontem o chamado "Corredor Cultural"
de Mossoró, encerrando a primeira etapa de urbanização
da Avenida Rio Branco.
Foram entregues à população o Parque da Criança,
construído no Largo Dr. Lavoisier Maia, a Praça de
Convivência, no Largo Manoel Duarte, e a Praça do Esporte,
localizada no Largo Prefeito Jorge Pinto. Foram inaugurados também
a pavimentação e o recapeamento asfáltico no
trecho da Avenida Rio Branco, entre as ruas Prudente de Morais e
Nísia Floresta, contemplando 2,5 quilômetros da avenida.
As obras e benfeitorias entregues ontem exigiram investimento de
cerca de R$ 6 milhões.
ESPAÇOS
O Parque da Criança, ao custo de R$ 2.520.000, valoriza o
imaginário infantil com castelo de Cinderela, navio de Capitão
Gancho, casa da árvore de Peter Pan, casa de Branca de Neve
e os Sete Anões, casa dos Flinstones, Casa de João
e Maria (doçaria), brinquedos e outros equipamentos.
A Praça do Esporte tem quadra de voleibol, futsal, basquete
e tênis, arquibancadas, alambrados, refletores, estacionamento
e ciclovia. Ocupa uma área construída de 7.800 metros
quadrados, ao custo de R$ 1.249.000,00.
A Praça de Convivência é um espaço gastronômico
que reúne requinte e descontração em um ambiente
social amplo, em pleno centro da cidade. A Praça da Convivência,
ao custo de R$ 1.399.000, ocupa uma área de sete mil metros
quadrados, com 22 ambientes, 15 deles já negociados pela
prefeitura.
Segundo o gerente executivo da indústria e do comércio
municipal, Sílvio Mendes Júnior, os ambientes da Praça
de Convivência devem iniciar funcionamento em 10 ou 15 dias.
Os ambientes que vão abrir as portas para a população
são: bistrot - no primeiro andar -, pastelaria, bar-chopperia,
frutos do mar, duas sanduicheirias, duas sorveterias, churrascaria
grill, comida natural, lan house, loja de conveniência, café/tabacaria,
tapiocaria e pizzaria/chopperia.
A prefeitura ainda não comercializou os ambientes destinados
para comida regional, churrascaria, loja de revista, terminal eletrônico
e bar pub/chopperia.
Silvio Mendes informou que o município vai negociar esses
ambientes no próximo mês.
Bens
da Maisa são finalmente
vendidos pela Justiça do Trabalho
A espera de milhares de trabalhadores da antiga
Maisa se aproxima do fim. Nesta semana a 2ª Vara da Justiça
do Trabalho de Mossoró conseguiu vender os últimos
bens da empresa, garantindo o pagamento das dívidas trabalhistas
contraídas com o fechamento do complexo agroindustrial.
Parte do patrimônio foi vendido ao grupo cearense HIL, que
trabalha com commodities, por R$ 1,5 milhão.
O grupo cearense passa a ser dono dos seguintes itens: Poço
10 (181 hectares), centro administrativo (23 ha), fábrica
de beneficiamento de castanhas (32 ha), conjunto de terras chamadas
de Pomar (109 ha), que chegou a ser invadida por grupos de sem-terra,
e da área chamada packing house (2,2 ha).
A marca Maisa foi adquirida pela empresa carioca Icefruit por R$
367 mil. Essa empresa já detinha a marca a alguns anos por
meio de aluguel.
A negociação foi fechada recentemente, mas concretizada
apenas com a assinatura de todos os envolvidos, esta semana.
No total, os últimos bens que restavam da Maisa renderam
cerca de R$ 2,5 milhões. Para conseguir todo o dinheiro devido
aos empregados, a Justiça ainda conseguiu vender outros bens
do grupo empresarial dono da Maisa, como fazendas no Ceará
e imóveis em Mossoró. Foram contabilizados também
pelo menos R$ 6 milhões (valor que pode ser maior de acordo
com o julgamento do processo) do pagamento de uma indenização
pelo Governo Federal, referente à desapropriação
da terra para a reforma agrária - 20 mil hectares que eram
da Maisa hoje estão ocupados por assentados. Há, ainda,
créditos da Lei Kandir (pela exportação de
produtos) - R$ 593,4 mil - a serem recebidos do governo estadual.
A reportagem do DE FATO tentou manter contato com o titular da 2ª
Vara da Justiça do Trabalho de Mossoró, José
Dario de Aguiar Filho, a fim de coletar mais informações,
mas não teve êxito, pois o juiz se encontrava em viagem
para Natal.
Niná
Rebouças recebe convite para entrega de prêmio
Mesmo depois de deixar a Secretaria Municipal
de Educação, a ex-secretária Niná Rebouças
continua envolvida com a educação. Na semana passada
ela foi convidada pela presidente do Instituto Ayrton Senna, Viviane
Senna, para participar da entrega do 9º GP Ayrton Senna de
Jornalismo em São Paulo/SP no dia 4 de junho.
A ex-secretária participará também da última
reunião de avaliação do programa da rede vencer,
programada para o dia 5 de junho.
Niná Rebouças ressaltou que o convite feito diretamente
por Viviane Senna é um prêmio pelo trabalho que ela
desenvolveu ao longo de dez anos à frente da educação
municipal. "É o reconhecimento de um trabalho comprometido
em melhorar a educação e em elevar os índices
educacionais", destacou, acrescentando que é um reconhecimento
nacional por tudo que foi desenvolvido pela educação
em Mossoró.
DE FATO
O JORNAL DE FATO está na final do GP Ayrton Senna de jornalismo.
O trabalho selecionado é de autoria da jornalista Janaína
Holanda, "Meninos do Semi-Árido", e mostra a realidade
de meninos e meninas da região, focando a educação,
dificuldades para o ensino, experiências bem-sucedidas e o
futuro do aluno que mora do campo com a chegada do computador com
vistas ao mercado de trabalho.
Esta é a segunda vez que o JORNAL DE FATO é classificado
para a final do GP Ayrton Senna. Em 2004, a jornalista Janaína
Holanda também foi classificada para a fase final do prêmio,
com a série de matérias "Trabalho Infantil Doméstico".
Comboio
terá ações de combate a dengue
A abertura do Mossoró Cidade Junina,
no dia 31, com o Comboio Junino, unirá cultura e educação.
É que a Prefeitura Municipal resolveu aproveitar o evento
na programação do "Dia D de Combate a Dengue",
do Governo do Estado, para todos os municípios do Rio Grande
do Norte. Ontem a prefeita Fafá Rosado reuniu a imprensa
para informar como seria a ação. "No comboio,
as quadrilhas percorrem ruas da cidade, e convidando as pessoas
e distribuindo panfletos, e este ano, como o evento acontece no
mesmo dia de combate a dengue, vamos continuar trabalhando a parte
preventiva", diz.
Segundo a prefeita, tão logo recebeu a informação
do Governo do Estado, de que o Dia D de combate a dengue seria no
sábado, pensou em unir as duas ações, uma de
divulgar o Mossoró Cidade Junina e a outra de convocar a
população a continuar na luta contra o mosquito Aedes
aegypti. "O comboio terá essa temática, de combater
o mosquito da dengue, e a nossa idéia é inserir a
população no combate ao mosquito", diz.
O secretário da Cidadania, Francisco Carlos, informa que
o pensamento foi de agregar outra iniciativa ao Comboio Junino,
contribuindo com a mobilização social no controle
da dengue. Ele diz que o Comboio Junino não será descaracterizado.
"Como se trata de um momento em que todos os olhares se voltam
ao Mossoró Cidade Junina, a orientação é
para que possamos engajar a população nessa campanha
contra a dengue", diz.
Segundo o secretário, os resultados das ações
realizadas pela Prefeitura, no controle da endemia de dengue, já
apresentam resultados. Diz que o secretário estadual de Saúde,
Adelmaro Cavalcante, havia informado que o total de casos de dengue
notificados no Estado era de pouco mais de 19 mil, e agora subiu
para 23 mil. Em Mossoró, o número era de 890 e passou
para 911. "A dinâmica da evolução se comporta
diferente em Mossoró, pois tínhamos 5% de casos notificados
do Estado e agora estamos com menos de 4%", diz.
Francisco Carlos informa que o número de atendimentos nas
Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) caiu. Disse que o auge de
procura nas unidades chegou a registrar 900 pessoas, e que esse
número caiu 550/dia. "Com mais essa ação,
vamos intensificar a campanha, orientando a população
como se comportar no controle da dengue", diz.
O presidente da Fundação Municipal de Cultura (FMC),
Antônio Gonzaga Chimbinho, que propôs que as ações
do Dia D de combate a dengue fossem inseridas no Comboio Junino,
frisa que os artistas e integrantes das quadrilhas juninas sabem
dessa ação. "Essa ação também
faz parte da vida deles", diz.
Quatro
são presos com armamento pesado
Natal - Quatro pessoas foram presas na manhã
de ontem pela Polícia Civil acusadas de fazer parte de uma
quadrilha, que é formada por cerca de oito pessoas e vem
atuando há vários meses na Grande Natal. Com os suspeitos,
os agentes apreenderam dois rifles calibre 44, uma espingarda calibre
12, um revólver calibre 38, um fuzil calibre 762 de uso restrito
das forças armadas, além de várias munições
de diferentes calibres, um aparelho celular, um relógio e
um veículo Siena, de cor preta e placas MYL - 3272 roubado.
Eles são investigados sob suspeita de participação
em vários crimes.
De acordo com os agentes da Delegacia Especializada em Investigação
e Combate ao Crime Organizado (DEICOR), a quadrilha já vinha
sendo investigada e ontem eles foram informados de que o bando estava
escondido em uma casa na praia de Pitangui, que pertence João
Maria Teixeira da Silva, 45 anos, conhecido como "João
Mamão". Além dele, os agentes prenderam ainda
dois adolescentes no local, um com 14 e outro com 16 anos, e Rangel
Juvino de Souza, que tem 18 anos e é conhecido como "Galego".
Para a Polícia, João Mamão dava apoio logístico
ao bando.
Ainda segundo a investigação da Polícia Civil,
a quadrilha é acusada de praticar um assalto contra um ônibus
em Muriú há quatro dias. Os bandidos usaram o mesmo
carro que foi apreendido na quarta-feira. Armados, eles renderam
os passageiros e fugiram levando todos os seus pertences. Uma das
vítimas, em depoimento à Polícia, disse que
reconhecia o Galego como um dos integrantes do grupo, que está
sendo investigado pelos agentes do Deicor e da Delegacia Especializada
na Defesa e Propriedade de Veículos (DEPROV), ambos sediados
na capital do Estado.
Na opinião do delegado Ronaldo Gomes, que chefia o Deicor,
a quadrilha é acusada de participação em vários
assaltos a ônibus e também contra estabelecimentos
comerciais da Grande Natal. A autoridade ressaltou ainda que o grupo
é formado por cerca de oito bandidos, de acordo com os levantamentos.
O delegado adiantou a identidade de pelo menos três integrantes
que estão foragidos. O líder do grupo foi identificado
apenas como "Marcinho" e os outros dois são Wellington
e Wesley. Os presos foram autuados por formação de
quadrilha, assalto e porte ilegal de arma de fogo.
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