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MOSSORÓ (RN), SEXTA-FEIRA, 30/05/2008 (ATUALIZADO: 01:37hs)
 
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» Cooperativas discutem exportação de mel

» Situação define candidatura de Bibi
» Bancos vão conversar com agricultores
» Justiça não consegue encontrar vice-prefeito


APICULTURA

Cooperativas discutem exportação de mel
Jotta Paiva
De Apodi

Apodi – As Cooperativas Potiguar de Apicultura (COOPAPI) e da Agricultura Familiar de Apodi (COAFAP) se reuniram na manhã de ontem com o representante do Programa Desenvolvimento Solidário (PDS), Gecino Maia, para discutir a proposta de exportação de mel para o mercado internacional. O projeto tem o apoio da Secretaria Estadual de Trabalho e Assistência Social, que está oferecendo a logística e a parte operacional.
Essa foi a terceira reunião dos agricultores com o gestor do programa, que já contratou uma empresa de consultoria que fará a venda do produto no mercado externo. O trabalho envolverá inicialmente 160 famílias da Coopapi e mais outra centena ligada a Coafap, além dos beneficiários do PDS.
A expectativa das cooperativas é de iniciar a parceria com a venda de 80 toneladas para os Estados Unidos. A princípio foi analisada a possibilidade de arrendamento do entreposto de mel de Mossoró, único no Estado com Serviço de Inspeção Federal (SIF).
Segundo a presidente da Coopapi, Fátima Torres, os trabalhadores querem o empenho do PDS para aquisição de um entreposto que atenda a região do Médio Oeste com o selo internacional, já para o ano de 2009. “O investimento seria de R$ 400 mil que já aguarda licitação através do Pronaf”, argumentou.
De acordo com Fátima, o projeto beneficiaria toda a produção do território Sertão do Apodi, atendendo 17 municípios. “Com isso, poderíamos vender nosso produto para o mundo inteiro de forma mais rápida e sem intervenções”, analisou Fátima Torres.
Fátima informou que um dos problemas é que o mel é um dos produtos que mais requer cuidados e, por isso, o mercado tem muitas exigências para entrada e saída nos países exportadores.
Segundo Gecino Maia, esse ano o Programa Desenvolvimento Solidário investiu R$ 4 milhões em 123 unidades de extração de mel, conhecidas também como casas de mel, que representa um importante investimento que garante uma produção de qualidade do produto ofertado.
O diretor garante que o Estado investirá no incentivo a exportação do mel potiguar, atendendo desde a federação apícola até as cooperativas e associações. Ele acredita que não será difícil uma parceria com o entreposto de Mossoró, porém esclarece que o investimento de R$ 400 mil para implantação de um centro de comercialização deverá ser analisado com maior rigor pelo próprio governo.

Cooperativa deve vender mais 83 mil esse ano
A Coopapi pretende vender outros R$ 83 mil em mel esse ano através da Conab, via programa de aquisição de alimentos na modalidade doação simultânea.
Segundo o assessor de comunicação, Eron Costa, o grupo também entregará 12 toneladas de feijão e 6 mil quilos de amêndoas de castanha de caju, destinados ao projeto de doação nas escolas.
Para Eron, a importância desse programa é melhorar a qualidade da merenda escolar, oferecendo mais ofertas de alimentos produzidos muitas vezes pelos próprios pais dos alunos.
“Esse tipo de atividade tem ajudado a escoar a produção da agricultura familiar e a equilibrar o preço de mercado, evitando a ação dos atravessadores que geralmente era quem ditava os preços”, finalizou Eron.
Hoje, Eron Costa viaja com destino a Belo Horizonte (MG) para participar do XVII Congresso Brasileiro de Apicultura. O evento permitirá que a região participe de mesas-redondas de negociações que possibilite novos contratos de vendas fracionadas.

Doação simultânea beneficia 55 mil pessoas
A Cooperativa Potiguar de Apicultura (COOPAPI), através da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), está concluindo uma operação de venda de 20 toneladas de mel em sachê no valor de R$ 140 mil, feita em 2006, atendendo a 240 instituições filantrópicas e escolas em sete municípios na região Oeste do Estado.
Esta operação garantiu a compra do mel dos produtores e regulou o preço na região.
Hoje a cooperativa tem um estoque de 40 toneladas na busca de renovação do contrato, que garantirá o atendimento das pessoas beneficiadas pelo consumo de mel.

Situação define candidatura de Bibi
Campo Grande – O Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) já definiu a majoritária para as eleições de outubro. O prefeito Edilberto Almeida, “Bebeto”, já anunciou que apoiará a candidatura do engenheiro e empresário Francisco das Chagas Vieira, “Bibi”.
A chapa terá como vice o engenheiro agrônomo Caramuru Paiva (PT), que havia lançado pré-candidatura ao Executivo. O supervisor do projeto Dom Helder Câmara (PDHC) aparece como preferência pela aceitação popular.
Além do PT, os situacionistas contam também com o apoio do Partido Verde (PV), do vereador Arnaldo Bezerra.
Pela oposição será lançada a candidatura de Tasso Veras (PSB), filho do ex-prefeito Antônio Veras. O projeto, que pode marchar com o apoio da governadora Wilma de Faria, poderá dialogar ainda com outros partidos na cidade.
Há ainda a possibilidade de lançamento de pré-candidatura ao Executivo do vereador Jean Vieira (PSC). Porém, Bibi adiantou que pretende buscar um diálogo com o vereador na tentativa de fomentar uma aliança.
O engenheiro aposta da aprovação do prefeito Bebeto, que segundo ele está na casa dos 80%. “Dá para fazer uma boa campanha sem muita preocupação, principalmente pela rejeição de Antônio Veras, que fez uma administração falha”, disse Bibi.
Ele deixa claro que os acordos existentes em Natal não terão nenhuma influência no município, tendo em vista a dificuldade de entendimento entre os líderes peemedebistas e do PSB.

Bancos vão conversar com agricultores
A governadora Wilma de Faria conseguiu convencer ontem, em Natal, as vítimas da cheia do rio Piranhas/Açu, por enquanto, a não interditar de novo a BR-304. Os pequenos produtores da região reclamam prejuízo de R$ 100 milhões e o Governo do Estado e Federal havia prometido há sessenta dias socorro para eles voltarem a produzir e ainda não providenciou.
Ontem, em reunião com a governadora Wilma de Faria, na governadoria, em Natal, ficou definido que os gerentes do Banco do Brasil e do Nordeste vão se reunir com os trabalhadores para renegociar dívidas dos pequenos produtores no próximo dia 6. Wilma explicou que a Medida Provisória do presidente, determinando recursos para este fim, foi assinada ontem.
Outra iniciativa da governadora foi criar um comitê para acompanhar e agilizar o processo de ajuda aos pequenos produtores não só do Vale do Açu, mas também das demais regiões do Estado afetadas pelas chuvas. O Governo vai avaliar a possibilidade de assumir o débito atrasado de energia dos pequenos produtores e pagar a conta por mais três meses.
Para conseguir esses benefícios do Governo do Estado, os trabalhadores se organizaram através da ONG Evolução, com sede em Assu e interditaram a BR-304 durante 10 horas nesta quarta-feira, gerando um engarrafamento de aproximadamente 20 quilômetros. Ao encerrar o movimento, Wilma de Faria decidiu recebê-los ontem na governadoria.
Além do Vale do Açu, o Distrito Irrigado do Baixo-Açu (DIBA), no Alto do Rodrigues, também participou do movimento. Além da destruição das estradas, os colonos do projeto reclamaram também a falta de segurança. É que nos últimos meses, uma quadrilha tem causado um prejuízo milionário no projeto. “Não é menos de R$ 7 milhões”, diz Elias Mesquita, presidente do Diba.
No entanto, Elias de Mesquita diz que os colonos do Baixo-Açu querem apenas ajuda para recuperar a estrutura de energia, algo em torno de R$ 2 milhões. Já para os demais produtores do Vale do Açu, a situação é mais delicada, pois alguns investiram com recursos próprios e perderam tudo. Ficaram sem nada para recomeçar. “Neste caso, existe possibilidade do banco resolver.

Justiça não consegue encontrar vice-prefeito
Guamaré - O vice-prefeito Auricélio Teixeira, de Guamaré, está se escondendo dos oficiais de Justiça de Macau para não ser citado da decisão do Tribunal de Justiça do Estado obrigando-o a devolver os documentos e computadores que levou a Prefeitura de Guamaré há 15 dias, quando a Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou o retorno do prefeito José da Silva Câmara ao cargo.
O prefeito José Câmara disse que depois que reassumiu o governo, há quinze dias, só conseguiu segurar os serviços de saúde e educação e assim mesmo com muita dificuldade devido à ausência total de documentos, dados orçamentários, leis municipais e principalmente os computadores que não foram levados por terem sido todos formatados pela equipe do vice-prefeito.
O vereador Carlos Câmara denuncia que o vice-prefeito Auricélio Teixeira se recusou a nomear uma comissão para fazer a transição do governo porque, segundo ele, Auricélio Teixeira praticou diversas irregularidades com os recursos públicos durante os 11 meses que esteve na Prefeitura Municipal por determinação da Justiça. “A prova é que o caixa ficou quase sem dinheiro”, diz.
Para receber a Prefeitura Municipal, sem comissão de transição nomeada pelo vice-prefeito, José Câmara disse que convidou um representante do Ministério Público Estadual, da Polícia Civil e o cartório. Quando entrou na Prefeitura, percebeu que tinha feito a coisa certa. “Ele levou os documentos e alguns computadores e deletou os programas dos outros”, diz.
Em contato com o JORNAL DE FATO semana passada, o assessor de comunicação de Auricélio Teixeira, o jornalista Luiz Gonzaga informou que na verdade os documentos estavam sendo catalogados para serem devolvidos organizados e assim evitar qualquer extravio. Segundo ele, Auricélio não quer correr risco de ser processado por não prestar contas de sua gestão.
Para ter tempo de organizar os documentos, Auricélio Teixeira deu entrada com uma ação na Justiça de Macau solicitando um prazo de quinze dias para devolver os documentos e computadores. A Justiça de Macau negou. Ele recorreu ao Tribunal de Justiça do Estado e sábado passado o tribunal determinou que ele imediatamente devolvesse os documentos públicos.
Entretanto, ele desapareceu da região. O assessor de comunicação Luiz Gonzaga segunda-feira informou que ele foi a Brasília e que assim que chegasse iria pessoalmente ao Fórum de Macau para ser citado e devolver cada folha de documento. Ontem, 15 dias do retorno de José Câmara, o vice-prefeito Auricélio Teixeira ainda não havia devolvido os documentos.



       




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