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APICULTURA
Cooperativas
discutem exportação de mel
Jotta
Paiva
De Apodi
Apodi As Cooperativas Potiguar de Apicultura (COOPAPI) e
da Agricultura Familiar de Apodi (COAFAP) se reuniram na manhã
de ontem com o representante do Programa Desenvolvimento Solidário
(PDS), Gecino Maia, para discutir a proposta de exportação
de mel para o mercado internacional. O projeto tem o apoio da Secretaria
Estadual de Trabalho e Assistência Social, que está
oferecendo a logística e a parte operacional.
Essa foi a terceira reunião dos agricultores com o gestor
do programa, que já contratou uma empresa de consultoria
que fará a venda do produto no mercado externo. O trabalho
envolverá inicialmente 160 famílias da Coopapi e mais
outra centena ligada a Coafap, além dos beneficiários
do PDS.
A expectativa das cooperativas é de iniciar a parceria com
a venda de 80 toneladas para os Estados Unidos. A princípio
foi analisada a possibilidade de arrendamento do entreposto de mel
de Mossoró, único no Estado com Serviço de
Inspeção Federal (SIF).
Segundo a presidente da Coopapi, Fátima Torres, os trabalhadores
querem o empenho do PDS para aquisição de um entreposto
que atenda a região do Médio Oeste com o selo internacional,
já para o ano de 2009. O investimento seria de R$ 400
mil que já aguarda licitação através
do Pronaf, argumentou.
De acordo com Fátima, o projeto beneficiaria toda a produção
do território Sertão do Apodi, atendendo 17 municípios.
Com isso, poderíamos vender nosso produto para o mundo
inteiro de forma mais rápida e sem intervenções,
analisou Fátima Torres.
Fátima informou que um dos problemas é que o mel é
um dos produtos que mais requer cuidados e, por isso, o mercado
tem muitas exigências para entrada e saída nos países
exportadores.
Segundo Gecino Maia, esse ano o Programa Desenvolvimento Solidário
investiu R$ 4 milhões em 123 unidades de extração
de mel, conhecidas também como casas de mel, que representa
um importante investimento que garante uma produção
de qualidade do produto ofertado.
O diretor garante que o Estado investirá no incentivo a exportação
do mel potiguar, atendendo desde a federação apícola
até as cooperativas e associações. Ele acredita
que não será difícil uma parceria com o entreposto
de Mossoró, porém esclarece que o investimento de
R$ 400 mil para implantação de um centro de comercialização
deverá ser analisado com maior rigor pelo próprio
governo.
Cooperativa
deve vender mais 83 mil esse ano
A Coopapi pretende vender outros R$ 83 mil em mel esse ano através
da Conab, via programa de aquisição de alimentos na
modalidade doação simultânea.
Segundo o assessor de comunicação, Eron Costa, o grupo
também entregará 12 toneladas de feijão e 6
mil quilos de amêndoas de castanha de caju, destinados ao
projeto de doação nas escolas.
Para Eron, a importância desse programa é melhorar
a qualidade da merenda escolar, oferecendo mais ofertas de alimentos
produzidos muitas vezes pelos próprios pais dos alunos.
Esse tipo de atividade tem ajudado a escoar a produção
da agricultura familiar e a equilibrar o preço de mercado,
evitando a ação dos atravessadores que geralmente
era quem ditava os preços, finalizou Eron.
Hoje, Eron Costa viaja com destino a Belo Horizonte (MG) para participar
do XVII Congresso Brasileiro de Apicultura. O evento permitirá
que a região participe de mesas-redondas de negociações
que possibilite novos contratos de vendas fracionadas.
Doação
simultânea beneficia 55 mil pessoas
A Cooperativa Potiguar de Apicultura (COOPAPI), através da
Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), está concluindo
uma operação de venda de 20 toneladas de mel em sachê
no valor de R$ 140 mil, feita em 2006, atendendo a 240 instituições
filantrópicas e escolas em sete municípios na região
Oeste do Estado.
Esta operação garantiu a compra do mel dos produtores
e regulou o preço na região.
Hoje a cooperativa tem um estoque de 40 toneladas na busca de renovação
do contrato, que garantirá o atendimento das pessoas beneficiadas
pelo consumo de mel.
Situação
define candidatura de Bibi
Campo Grande O Partido do Movimento
Democrático Brasileiro (PMDB) já definiu a majoritária
para as eleições de outubro. O prefeito Edilberto
Almeida, Bebeto, já anunciou que apoiará
a candidatura do engenheiro e empresário Francisco das Chagas
Vieira, Bibi.
A chapa terá como vice o engenheiro agrônomo Caramuru
Paiva (PT), que havia lançado pré-candidatura ao Executivo.
O supervisor do projeto Dom Helder Câmara (PDHC) aparece como
preferência pela aceitação popular.
Além do PT, os situacionistas contam também com o
apoio do Partido Verde (PV), do vereador Arnaldo Bezerra.
Pela oposição será lançada a candidatura
de Tasso Veras (PSB), filho do ex-prefeito Antônio Veras.
O projeto, que pode marchar com o apoio da governadora Wilma de
Faria, poderá dialogar ainda com outros partidos na cidade.
Há ainda a possibilidade de lançamento de pré-candidatura
ao Executivo do vereador Jean Vieira (PSC). Porém, Bibi adiantou
que pretende buscar um diálogo com o vereador na tentativa
de fomentar uma aliança.
O engenheiro aposta da aprovação do prefeito Bebeto,
que segundo ele está na casa dos 80%. Dá para
fazer uma boa campanha sem muita preocupação, principalmente
pela rejeição de Antônio Veras, que fez uma
administração falha, disse Bibi.
Ele deixa claro que os acordos existentes em Natal não terão
nenhuma influência no município, tendo em vista a dificuldade
de entendimento entre os líderes peemedebistas e do PSB.
Bancos
vão conversar com agricultores
A
governadora Wilma de Faria conseguiu convencer ontem, em Natal,
as vítimas da cheia do rio Piranhas/Açu, por enquanto,
a não interditar de novo a BR-304. Os pequenos produtores
da região reclamam prejuízo de R$ 100 milhões
e o Governo do Estado e Federal havia prometido há sessenta
dias socorro para eles voltarem a produzir e ainda não providenciou.
Ontem, em reunião com a governadora Wilma de Faria, na governadoria,
em Natal, ficou definido que os gerentes do Banco do Brasil e do
Nordeste vão se reunir com os trabalhadores para renegociar
dívidas dos pequenos produtores no próximo dia 6.
Wilma explicou que a Medida Provisória do presidente, determinando
recursos para este fim, foi assinada ontem.
Outra iniciativa da governadora foi criar um comitê para acompanhar
e agilizar o processo de ajuda aos pequenos produtores não
só do Vale do Açu, mas também das demais regiões
do Estado afetadas pelas chuvas. O Governo vai avaliar a possibilidade
de assumir o débito atrasado de energia dos pequenos produtores
e pagar a conta por mais três meses.
Para conseguir esses benefícios do Governo do Estado, os
trabalhadores se organizaram através da ONG Evolução,
com sede em Assu e interditaram a BR-304 durante 10 horas nesta
quarta-feira, gerando um engarrafamento de aproximadamente 20 quilômetros.
Ao encerrar o movimento, Wilma de Faria decidiu recebê-los
ontem na governadoria.
Além do Vale do Açu, o Distrito Irrigado do Baixo-Açu
(DIBA), no Alto do Rodrigues, também participou do movimento.
Além da destruição das estradas, os colonos
do projeto reclamaram também a falta de segurança.
É que nos últimos meses, uma quadrilha tem causado
um prejuízo milionário no projeto. Não
é menos de R$ 7 milhões, diz Elias Mesquita,
presidente do Diba.
No entanto, Elias de Mesquita diz que os colonos do Baixo-Açu
querem apenas ajuda para recuperar a estrutura de energia, algo
em torno de R$ 2 milhões. Já para os demais produtores
do Vale do Açu, a situação é mais delicada,
pois alguns investiram com recursos próprios e perderam tudo.
Ficaram sem nada para recomeçar. Neste caso, existe
possibilidade do banco resolver.

Justiça
não consegue encontrar vice-prefeito
Guamaré
- O vice-prefeito Auricélio Teixeira, de Guamaré,
está se escondendo dos oficiais de Justiça de Macau
para não ser citado da decisão do Tribunal de Justiça
do Estado obrigando-o a devolver os documentos e computadores que
levou a Prefeitura de Guamaré há 15 dias, quando a
Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou o retorno do
prefeito José da Silva Câmara ao cargo.
O prefeito José Câmara disse que depois que reassumiu
o governo, há quinze dias, só conseguiu segurar os
serviços de saúde e educação e assim
mesmo com muita dificuldade devido à ausência total
de documentos, dados orçamentários, leis municipais
e principalmente os computadores que não foram levados por
terem sido todos formatados pela equipe do vice-prefeito.
O vereador Carlos Câmara denuncia que o vice-prefeito Auricélio
Teixeira se recusou a nomear uma comissão para fazer a transição
do governo porque, segundo ele, Auricélio Teixeira praticou
diversas irregularidades com os recursos públicos durante
os 11 meses que esteve na Prefeitura Municipal por determinação
da Justiça. A prova é que o caixa ficou quase
sem dinheiro, diz.
Para receber a Prefeitura Municipal, sem comissão de transição
nomeada pelo vice-prefeito, José Câmara disse que convidou
um representante do Ministério Público Estadual, da
Polícia Civil e o cartório. Quando entrou na Prefeitura,
percebeu que tinha feito a coisa certa. Ele levou os documentos
e alguns computadores e deletou os programas dos outros, diz.
Em contato com o JORNAL DE FATO semana passada, o assessor de comunicação
de Auricélio Teixeira, o jornalista Luiz Gonzaga informou
que na verdade os documentos estavam sendo catalogados para serem
devolvidos organizados e assim evitar qualquer extravio. Segundo
ele, Auricélio não quer correr risco de ser processado
por não prestar contas de sua gestão.
Para ter tempo de organizar os documentos, Auricélio Teixeira
deu entrada com uma ação na Justiça de Macau
solicitando um prazo de quinze dias para devolver os documentos
e computadores. A Justiça de Macau negou. Ele recorreu ao
Tribunal de Justiça do Estado e sábado passado o tribunal
determinou que ele imediatamente devolvesse os documentos públicos.
Entretanto, ele desapareceu da região. O assessor de comunicação
Luiz Gonzaga segunda-feira informou que ele foi a Brasília
e que assim que chegasse iria pessoalmente ao Fórum de Macau
para ser citado e devolver cada folha de documento. Ontem, 15 dias
do retorno de José Câmara, o vice-prefeito Auricélio
Teixeira ainda não havia devolvido os documentos.
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