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TARIFAS
Pacote
entra em vigor hoje, mas já transformado em mico pelos bancos
O novo sistema de tarifas bancárias
criado pelo Banco Central (BC) em dezembro entra em vigor hoje.
Desenvolvido para acabar com abusos nas cobranças por instituições
financeiras, aumentar a competição e reduzir preços,
o pacote, segundo o Instituto de Defesa do Consumidor (IDEC), não
vai ter o efeito amplo preconizado pelo governo.
"Os bancos conseguiram transformar em mico o pacote padronizado
de tarifas do BC, justamente o instrumento criado para facilitar
comparações pelo correntista", diz Marilena Lazzarini,
coordenadora-executiva do Idec. "Eles tornaram o pacote do
BC desinteressante definindo para ele preço maior do que
o que cobram em pacotes próprios mais completos, que não
podem ser comparados."
Para o Idec, a criação do Pacote padronizado representaria
um avanço já que, em tese, ofereceria ao consumidor
a oportunidade de comparar os preços praticados pelos bancos
para um mesmo conjunto de serviços. Mas um dos problemas
é que, por não incluir o uso de cheques (exceto no
caso do Unibanco), não satisfaz a necessidade da maioria
dos consumidores.
"Tal medida é inaceitável para o consumidor,
já que o fornecimento de 10 folhas de cheques figura como
um dos serviços essenciais, na própria Resolução
do BC", observa o Idec.
Além disso, comparando-se o Pacote padronizado com os outros
pacotes de serviços oferecidos pelos bancos, o Idec percebeu
que 80% dos bancos pesquisados oferecem pacotes de serviços
que envolvem mais serviços do que o Pacote padronizado e
que são mais baratos ou com o mesmo preço. Dessa forma,
o Pacote padronizado não deverá ter adesão
dos consumidores.
Assim, a única oferta de serviços passível
de comparação pelo consumidor foi anulada por parte
dos bancos e o potencial de competição introduzido
pela resolução do BC foi liquidado. Nenhuma razão
justificaria o fato de um pacote de serviços que inclui determinada
quantidade de operações (o padronizado) seja mais
caro que outro pacote com mais operações (os pacotes
personalizados).
ORIENTAÇÃO
O Idec orienta o consumidor a ficar atento para comparar quais serviços
estão contidos atualmente em seu pacote de serviços,
os preços (tarifas) por ele cobrados e sua periodicidade
com as mesmas informações relativas ao novo pacote
terá.
O consumidor pode pedir esclarecimentos ao seu banco sobre como
fica o seu pacote de serviços com as mudanças promovidas
pelas novas regras.
Greve
dos auditores prejudicou entrega da declaração do
IR
Hoje é o último dia para que
os contribuintes façam a declaração do Imposto
de Renda Pessoa Física. Mas, somente em Mossoró e
região Oeste, cerca de 25 mil contribuintes ainda não
tinham acertado as contas com o Leão até a tarde de
ontem. A Receita Federal do Brasil informa que até as 10h
de ontem, 19 milhões de contribuintes já prestaram
contas. O prazo termina às 20 horas para quem declara pela
Internet. Já os contribuintes que optarem pela entrega em
disquete e formulário devem estar atentos aos horários
de funcionamento das agências do Banco do Brasil, da Caixa
Econômica Federal e dos Correios.
De acordo com o auditor da Receita Federal Allan Patrick, até
ontem, cerca de 60 mil contribuintes tinham declarado o Imposto
em Mossoró e região, de uma previsão de 85
mil declarações.
Todo mundo sabe que o brasileiro deixar para fazer a declaração
sempre em cima da hora, mas, neste ano, houve outro motivo para
o atraso na entrega: a greve dos auditores fiscais. Allan Patrick
enfatizou que a greve não interfere diretamente no andamento
da prestação de contas dos contribuintes, feita pela
internet, mas a falta de plantão fiscal para esclarecer dúvidas
dos contribuintes impede que muitos deles façam á
declaração. "Quem tem dúvida não
declara", ressalta.
Para os contribuintes que não conseguiram reunir a tempo
todos os documentos necessários é recomendado que
a declaração seja entregue mesmo incompleta.
Isso porque a declaração pode ser retificada posteriormente,
sem prejuízo para o contribuinte.
Quem não entregar a declaração, mesmo vencido
o prazo, pode ter problemas no futuro para abrir conta em bancos,
abrir uma empresa ou tomar empréstimos, pois poderá
ter o CPF bloqueado.
Deve declarar quem teve rendimentos tributáveis superiores
a R$ 15.764,28 em 2007. Quem não declarar dentro do prazo
pagará multa mínima de R$ 165,74 e máxima de
20% do imposto devido.
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