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MOSSORÓ (RN), DOMINGO, 29/06/2008 (ATUALIZADO: 18:27hs)
 
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» Partidos traçam estratégias para Câmara

» Micarla é homologada. PMDB indica vice de Fátima
» Larissa Rosado confia no apoio de Wilma e Lula para vitória
» Reforma tributária corre o risco de ficar para depois das eleições


ELEIÇÃO
Partidos traçam estratégias para Câmara
Definidas as candidaturas majoritárias, os partidos políticos ainda se agrupam para a disputa proporcional. Com a manutenção de apenas 13 vagas na Câmara Municipal de Mossoró, a principal arma é a calculadora. Os diretórios fazem as contas para ver com que composição aumentam as chances de conquistar mandatos de vereador.
Entre os 12 partidos (DEM, PMDB, PTB, PHS, PDT, PSDC, PTB, PHS, PV, PRP, PSL e PT do B) que vão dar sustentação à candidatura a reeleição da prefeita Fafá Rosado (DEM) a estratégia para a disputa proporcional passa pela fragmentação. As siglas foram divididas em quatro coligações, e o Democratas, que é o partido da prefeita, vai sair isolado.
Dentro desse quadro, até mesmo partidos que haviam se preparado para sair isolados mudaram de estratégia. É o caso do PDT. A sigla tem excesso de pré-candidatos a vereador. Por isso, fechou aliança com o PSC, controlado pelo deputado federal Betinho Rosado.
Betinho admitiu que o PSC não tem nenhum candidato a vereador. Mas, pelo fato de se coligar com o PDT, atende a exigência da legislação para que a aliança tenha 26 candidatos. Todos serão do PDT. "O PSC não terá nenhum nome, mas o PDT poderá registrar todos os seus pré-candidatos", explicou o deputado.
Outra coligação fechada no dia da convenção que homologou a candidatura de Fafá Rosado foi a do PMDB com o PV. Com isso, também será lançada uma chapa proporcional com 26 candidatos. O grupo espera eleger, pelo menos, dois representantes na Câmara Municipal.
O PSL manteve a estratégia que elegeu o vereador Osnildo Morais, em 2004. O partido vai sair coligado com o PRP. Com isso, trabalha na expectativa de renovar o mandato na Câmara Municipal. O nome de Osnildo continua sendo o mais forte, dentro dessa coligação.
Até a convenção de sábado, havia sido fechada aliança do PTB do vereador Benjamim Machado com outros três partidos. A sigla estava aliada ao PPS, PSDC, PHS e o PSC. Este último partido deixou a coligação, oficializando aliança com o PDT. Os outros três rejeitaram a presença do PTB, por entender que serviriam de esteira para Benjamim Machado.
Ontem, Benjamim Machado não atendeu as ligações do repórter, mas as informações extra-oficiais, até o meio-dia, eram de que o PTB poderia ser acomodado em uma aliança com o Democratas e o nanico PT do B. Este último, vinha sendo contabilizado na aliança de oposição, em torno da candidatura da deputada estadual Larissa Rosado (PSB) a prefeito, mas acabou ficando no bloco de apoio à Fafá Rosado.
A aliança do PTB com o Democratas poderia "arejar" a disputa no partido da prefeita Fafá Rosado. A sigla registrou dez candidaturas a vereador e, sozinho, teria potencial estimado para eleger apenas três candidatos. O detalhe é que a legenda tem, hoje, cinco representantes na Câmara, e duas novas candidaturas potencialmente fortes: a da professora Niná Rebouças e a da vice-prefeita Cláudia Regina.
"Juventude, a briga vai ser danada. São dez candidatos. Só vamos eleger três", lamentou o vereador Francisco Dantas da Rocha, popularmente chamado de "Chico da Prefeitura", durante a festa que homologou a candidatura de Fafá Rosado, na noite da última sexta-feira, no Ginásio do Colégio Pequeno Príncipe.

Na oposição, partidos apostam na união para eleger vereadores
Se no bloco governista a estratégia para a disputa proporcional é a divisão, nos grupos de oposição a tese é inversa. Os partidos que apóiam a candidatura de Larissa Rosado (PSB) decidiram fazer um chapão e, com isso, ter maiores chances de êxito na busca de mandatos na Câmara de Vereadores. Na coligação que vai sustentar a candidatura de Renato Fernandes (PR) a prefeito, a estratégia é a mesma.
Larissa Rosado contabiliza sete partidos em sua base de apoio. PSB, PT, PSDB, PMN, PP, PCB e PRB. A tese de formar uma chapa única também na disputa proporcional prevaleceu com a expectativa de que, assim, seria possível atingir um maior coeficiente eleitoral e conquistar mais mandatos de vereador.
Na eleição de 2004, a aliança liderada por Larissa Rosado, na época no PMDB, elegeu quatro vereadores. Hoje, o grupo político da deputada-candidata não tem nenhum representante na Câmara Municipal. Os quatro eleitos - Izabel Montenegro (PMDB), Daniel Gomes (PMDB), Claudionor dos Santos (PDT) e Aluísio Feitosa (PDT) - migraram para a base da prefeita Fafá Rosado (DEM).
No palanque de Renato Fernandes, a aposta também é na união. O candidato terá em sua coligação o PR, PC do B e o nanico PTC, liderado no Rio Grande do Norte pelo folclórico Miguel Mossoró. A expectativa é que se consiga eleger, pelo menos, um representante na Câmara.
Renato Fernandes seria o candidato a vereador com maior potencial eleitoral no PR. Com sua saída para disputar a Prefeitura, a sigla tem apenas cinco pré-candidatos à Câmara Municipal. Nenhum testado nas urnas. O PC do B tem seis. O presidente do PTC local, Lázaro Paiva, informou durante sua participação no programa Cenário Político, na TV Cabo Mossoró (TCM), que pode lançar até 16 candidatos a vereador.

Micarla é homologada em clima de
festa. PMDB indica vice de Fátima
As convenções para homologar candidaturas à Prefeitura de Natal tiveram ambientes díspares. No bloco de oposição, o nome da deputada estadual Micarla de Souza (PV) foi apresentado em clima festivo. Já na aliança que uniu os partidos da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), muita indefinição e atraso para oficializar a deputada federal Fátima Bezerra (PT).
Micarla de Souza teve sua candidatura homologada pela manhã, no Clube América. No palanque da candidata verde, o senador José Agripino (DEM) e três pré-candidatos ao Governo do Estado: a senadora Rosalba Ciarlini (DEM), o deputado federal João Maia (PR) e o deputado estadual Robinson Faria (PMN).
A candidata do PV, que vem liderando todas as pesquisas de intenção de votos, terá como companheiro de chapa o ex-deputado estadual Paulinho Freire (PMN). Ele foi indicado por Robinson Faria, dentro do entendimento que trouxe o PMN, PP, PTB e PR para a aliança que já era formada pelo PV e pelo Democratas.
Já no bloco governista o clima foi de indefinição. A convenção de Fátima Bezerra acabou não sendo realizada pela manhã, como estava previsto. As lideranças não compareceram ao Palácio dos Esportes. Ficaram reunidas durante mais de seis horas para tentar encontrar um candidato a vice.
A prerrogativa de indicar o vice caberia ao PSB da governadora Wilma de Faria. Inicialmente, a líder socialista convidou o suplente de deputado estadual Cláudio Porpino (PSB), mas este recusou o convite. Depois as investidas passaram a políticos do PMDB do senador Garibaldi Filho (PMDB).
Primeiro foi convidado o vereador Hermano Morais, que era pré-candidato do PMDB a prefeito e acabou preterido para que o partido apoiasse Fátima Bezerra. Hermano preferiu tentar renovar o mandato na Câmara de Natal. Também foi convidado o deputado estadual Walter Alves (PMDB), filho de Garibaldi Filho.
Walter Alves também rejeitou o convite. Diante da dificuldade de encontrar um vice, foi convocado o ex-secretário de Educação do Governo Garibaldi Filho, Luiz Eduardo Carneiro.
Luiz Eduardo havia, inicialmente, também recusado o convite. Mas depois acabou atendendo a convocação dos líderes do PMDB. Ele também foi candidato a vice-prefeito em 2004, na chapa encabeçada pelo deputado estadual Luiz Almir (PSDB). Acabou perdendo a disputa para o prefeito Carlos Eduardo Alves (PSB).

Larissa Rosado confia no apoio de Wilma e Lula para vitória
O PSB homologou ontem, em convenção no ginásio da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), a candidatura a prefeito de Mossoró da deputada estadual Larissa Rosado e a aliança com o PT, que indicou o candidato a vice, Tércio Pereira.
A convenção foi conjunta com os demais partidos do bloco: PP, PSDB, PMN, PT, PRB e PCB, que se juntaram em única coligação proporcional e lançaram 26 candidatos à Câmara Municipal.
A manhã foi dedicada à parte cartorial. O ato político festivo foi à tarde, com a presença da governadora Wilma de Faria (PSB), presidente da Assembléia Legislativa, Robinson Faria (PMN), deputado estadual Fernando Mineiro (PT), ex-deputados estaduais Francisco José (PMN) e Gilvan Carlos (PSB), entre outras lideranças.
A coligação majoritária recebeu o nome de "União para a Mudança". A chapa Larissa Rosado/Tércio Pereira enfrentará Renato Fernandes/Antônio Capistrano, apoiada pelo bloco PR, PC do B e PTC, e a Fafá Rosado/Ruth Ciarlini, ambas do DEM e apoiadas por mais 11 partidos.
Larissa Rosado disse acreditar em participação efetiva na campanha de Wilma de Faria e se diz consciente da importância do papel da governadora para o sucesso do projeto de chegar à Prefeitura de Mossoró.
"Há possibilidade real do presidente Lula vir a Mossoró, participar da nossa campanha", disse Larissa. "Ele manifestou esse desejo várias vezes", completa o candidato a vice, Tércio Pereira, presidente municipal do PT.
A candidata disse também não acreditar em benefício a Fafá Rosado pela candidatura de Renato Fernandes e a conseqüente divisão da oposição. Larissa Rosado enfrentará a prefeita pela segunda vez consecutiva. As duas polarizaram a disputa da Prefeitura de 2004 e devem repetir esse cenário, segundo analistas políticos.

Reforma tributária corre o risco de ficar para depois das eleições
Luciana Lima
Agência Brasil

Brasília - Prioridade do governo, a reforma tributária corre o risco de não ser votada no Congresso Nacional antes das eleições municipais de outubro. O relator da proposta, deputado Sandro Mabel (PMDB-GO), já avisou: "Só vou colocar o relatório na comissão para ser votado com a certeza de que temos condições de votar os dois turnos no Plenário da Câmara, logo em seguida", disse.
Mabel conversou com o presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), que vai levar o tema para a reunião de líderes marcada para a próxima terça-feira (1º). "Uma reforma tributária é uma assunto complexo, tem muitos pontos que precisam andar todos juntos. Nós não podemos votar um relatório e deixá-lo no vazio aí por três, quatro meses, até todo mundo voltar das eleições", justificou o relator.
O presidente da Câmara aceitou a missão de ponderar junto aos líderes a votação da reforma antes do recesso de julho, mas não será uma tarefa fácil. Ao longo da última semana, as lideranças do Democratas e do PSDB na Câmara já deram sinais de que o assunto será motivo do novo embate entre oposição e governo, após o arrefecimento das discussões sobre a Contribuição Social para a Saúde (CSS). "Se o acordo for construído na terça, apresento o relatório na quinta-feira na comissão", afirmou Mabel.
Os tucanos e os democratas estão dispostos a elevar o tom da discussão. Alegam que a reforma aumenta a carga tributária e garante ao governo a prerrogativa de aumentar tributos por meio de medida provisória.
"Depois que eles (parlamentares da oposição) lerem o meu relatório, vão ter mais tranqüilidade porque trata-se de um trabalho feito de forma bem robusta, dando mais segurança à sociedade. Não haverá perigo de aumento de carga tributária, estamos colocando uma trava nesse sentido. A oposição vai concordar. É claro que sempre existe algum ponto que pode melhorar e acho que eles devem trazer contribuições nesse sentido e se forem sugestões boas, vamos acatar", completou.




       




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