

ELEIÇÃO
Partidos
traçam estratégias para Câmara
Definidas as candidaturas majoritárias,
os partidos políticos ainda se agrupam para a disputa proporcional.
Com a manutenção de apenas 13 vagas na Câmara
Municipal de Mossoró, a principal arma é a calculadora.
Os diretórios fazem as contas para ver com que composição
aumentam as chances de conquistar mandatos de vereador.
Entre os 12 partidos (DEM, PMDB, PTB, PHS, PDT, PSDC, PTB, PHS,
PV, PRP, PSL e PT do B) que vão dar sustentação
à candidatura a reeleição da prefeita Fafá
Rosado (DEM) a estratégia para a disputa proporcional passa
pela fragmentação. As siglas foram divididas em quatro
coligações, e o Democratas, que é o partido
da prefeita, vai sair isolado.
Dentro desse quadro, até mesmo partidos que haviam se preparado
para sair isolados mudaram de estratégia. É o caso
do PDT. A sigla tem excesso de pré-candidatos a vereador.
Por isso, fechou aliança com o PSC, controlado pelo deputado
federal Betinho Rosado.
Betinho admitiu que o PSC não tem nenhum candidato a vereador.
Mas, pelo fato de se coligar com o PDT, atende a exigência
da legislação para que a aliança tenha 26 candidatos.
Todos serão do PDT. "O PSC não terá nenhum
nome, mas o PDT poderá registrar todos os seus pré-candidatos",
explicou o deputado.
Outra coligação fechada no dia da convenção
que homologou a candidatura de Fafá Rosado foi a do PMDB
com o PV. Com isso, também será lançada uma
chapa proporcional com 26 candidatos. O grupo espera eleger, pelo
menos, dois representantes na Câmara Municipal.
O PSL manteve a estratégia que elegeu o vereador Osnildo
Morais, em 2004. O partido vai sair coligado com o PRP. Com isso,
trabalha na expectativa de renovar o mandato na Câmara Municipal.
O nome de Osnildo continua sendo o mais forte, dentro dessa coligação.
Até a convenção de sábado, havia sido
fechada aliança do PTB do vereador Benjamim Machado com outros
três partidos. A sigla estava aliada ao PPS, PSDC, PHS e o
PSC. Este último partido deixou a coligação,
oficializando aliança com o PDT. Os outros três rejeitaram
a presença do PTB, por entender que serviriam de esteira
para Benjamim Machado.
Ontem, Benjamim Machado não atendeu as ligações
do repórter, mas as informações extra-oficiais,
até o meio-dia, eram de que o PTB poderia ser acomodado em
uma aliança com o Democratas e o nanico PT do B. Este último,
vinha sendo contabilizado na aliança de oposição,
em torno da candidatura da deputada estadual Larissa Rosado (PSB)
a prefeito, mas acabou ficando no bloco de apoio à Fafá
Rosado.
A aliança do PTB com o Democratas poderia "arejar"
a disputa no partido da prefeita Fafá Rosado. A sigla registrou
dez candidaturas a vereador e, sozinho, teria potencial estimado
para eleger apenas três candidatos. O detalhe é que
a legenda tem, hoje, cinco representantes na Câmara, e duas
novas candidaturas potencialmente fortes: a da professora Niná
Rebouças e a da vice-prefeita Cláudia Regina.
"Juventude, a briga vai ser danada. São dez candidatos.
Só vamos eleger três", lamentou o vereador Francisco
Dantas da Rocha, popularmente chamado de "Chico da Prefeitura",
durante a festa que homologou a candidatura de Fafá Rosado,
na noite da última sexta-feira, no Ginásio do Colégio
Pequeno Príncipe.
Na
oposição, partidos apostam na união para eleger
vereadores
Se no bloco governista a estratégia para a disputa proporcional
é a divisão, nos grupos de oposição
a tese é inversa. Os partidos que apóiam a candidatura
de Larissa Rosado (PSB) decidiram fazer um chapão e, com
isso, ter maiores chances de êxito na busca de mandatos na
Câmara de Vereadores. Na coligação que vai sustentar
a candidatura de Renato Fernandes (PR) a prefeito, a estratégia
é a mesma.
Larissa Rosado contabiliza sete partidos em sua base de apoio. PSB,
PT, PSDB, PMN, PP, PCB e PRB. A tese de formar uma chapa única
também na disputa proporcional prevaleceu com a expectativa
de que, assim, seria possível atingir um maior coeficiente
eleitoral e conquistar mais mandatos de vereador.
Na eleição de 2004, a aliança liderada por
Larissa Rosado, na época no PMDB, elegeu quatro vereadores.
Hoje, o grupo político da deputada-candidata não tem
nenhum representante na Câmara Municipal. Os quatro eleitos
- Izabel Montenegro (PMDB), Daniel Gomes (PMDB), Claudionor dos
Santos (PDT) e Aluísio Feitosa (PDT) - migraram para a base
da prefeita Fafá Rosado (DEM).
No palanque de Renato Fernandes, a aposta também é
na união. O candidato terá em sua coligação
o PR, PC do B e o nanico PTC, liderado no Rio Grande do Norte pelo
folclórico Miguel Mossoró. A expectativa é
que se consiga eleger, pelo menos, um representante na Câmara.
Renato Fernandes seria o candidato a vereador com maior potencial
eleitoral no PR. Com sua saída para disputar a Prefeitura,
a sigla tem apenas cinco pré-candidatos à Câmara
Municipal. Nenhum testado nas urnas. O PC do B tem seis. O presidente
do PTC local, Lázaro Paiva, informou durante sua participação
no programa Cenário Político, na TV Cabo Mossoró
(TCM), que pode lançar até 16 candidatos a vereador.
Micarla
é homologada em clima de
festa. PMDB indica vice de Fátima
As convenções para homologar
candidaturas à Prefeitura de Natal tiveram ambientes díspares.
No bloco de oposição, o nome da deputada estadual
Micarla de Souza (PV) foi apresentado em clima festivo. Já
na aliança que uniu os partidos da base do presidente Luiz
Inácio Lula da Silva (PT), muita indefinição
e atraso para oficializar a deputada federal Fátima Bezerra
(PT).
Micarla de Souza teve sua candidatura homologada pela manhã,
no Clube América. No palanque da candidata verde, o senador
José Agripino (DEM) e três pré-candidatos ao
Governo do Estado: a senadora Rosalba Ciarlini (DEM), o deputado
federal João Maia (PR) e o deputado estadual Robinson Faria
(PMN).
A candidata do PV, que vem liderando todas as pesquisas de intenção
de votos, terá como companheiro de chapa o ex-deputado estadual
Paulinho Freire (PMN). Ele foi indicado por Robinson Faria, dentro
do entendimento que trouxe o PMN, PP, PTB e PR para a aliança
que já era formada pelo PV e pelo Democratas.
Já no bloco governista o clima foi de indefinição.
A convenção de Fátima Bezerra acabou não
sendo realizada pela manhã, como estava previsto. As lideranças
não compareceram ao Palácio dos Esportes. Ficaram
reunidas durante mais de seis horas para tentar encontrar um candidato
a vice.
A prerrogativa de indicar o vice caberia ao PSB da governadora Wilma
de Faria. Inicialmente, a líder socialista convidou o suplente
de deputado estadual Cláudio Porpino (PSB), mas este recusou
o convite. Depois as investidas passaram a políticos do PMDB
do senador Garibaldi Filho (PMDB).
Primeiro foi convidado o vereador Hermano Morais, que era pré-candidato
do PMDB a prefeito e acabou preterido para que o partido apoiasse
Fátima Bezerra. Hermano preferiu tentar renovar o mandato
na Câmara de Natal. Também foi convidado o deputado
estadual Walter Alves (PMDB), filho de Garibaldi Filho.
Walter Alves também rejeitou o convite. Diante da dificuldade
de encontrar um vice, foi convocado o ex-secretário de Educação
do Governo Garibaldi Filho, Luiz Eduardo Carneiro.
Luiz Eduardo havia, inicialmente, também recusado o convite.
Mas depois acabou atendendo a convocação dos líderes
do PMDB. Ele também foi candidato a vice-prefeito em 2004,
na chapa encabeçada pelo deputado estadual Luiz Almir (PSDB).
Acabou perdendo a disputa para o prefeito Carlos Eduardo Alves (PSB).

Larissa
Rosado confia no apoio de Wilma e Lula para vitória
O PSB homologou ontem, em convenção
no ginásio da Associação Atlética Banco
do Brasil (AABB), a candidatura a prefeito de Mossoró da
deputada estadual Larissa Rosado e a aliança com o PT, que
indicou o candidato a vice, Tércio Pereira.
A convenção foi conjunta com os demais partidos do
bloco: PP, PSDB, PMN, PT, PRB e PCB, que se juntaram em única
coligação proporcional e lançaram 26 candidatos
à Câmara Municipal.
A manhã foi dedicada à parte cartorial. O ato político
festivo foi à tarde, com a presença da governadora
Wilma de Faria (PSB), presidente da Assembléia Legislativa,
Robinson Faria (PMN), deputado estadual Fernando Mineiro (PT), ex-deputados
estaduais Francisco José (PMN) e Gilvan Carlos (PSB), entre
outras lideranças.
A coligação majoritária recebeu o nome de "União
para a Mudança". A chapa Larissa Rosado/Tércio
Pereira enfrentará Renato Fernandes/Antônio Capistrano,
apoiada pelo bloco PR, PC do B e PTC, e a Fafá Rosado/Ruth
Ciarlini, ambas do DEM e apoiadas por mais 11 partidos.
Larissa Rosado disse acreditar em participação efetiva
na campanha de Wilma de Faria e se diz consciente da importância
do papel da governadora para o sucesso do projeto de chegar à
Prefeitura de Mossoró.
"Há possibilidade real do presidente Lula vir a Mossoró,
participar da nossa campanha", disse Larissa. "Ele manifestou
esse desejo várias vezes", completa o candidato a vice,
Tércio Pereira, presidente municipal do PT.
A candidata disse também não acreditar em benefício
a Fafá Rosado pela candidatura de Renato Fernandes e a conseqüente
divisão da oposição. Larissa Rosado enfrentará
a prefeita pela segunda vez consecutiva. As duas polarizaram a disputa
da Prefeitura de 2004 e devem repetir esse cenário, segundo
analistas políticos.
Reforma
tributária corre o risco de ficar para depois das eleições
Luciana Lima
Agência Brasil
Brasília - Prioridade do governo, a reforma tributária
corre o risco de não ser votada no Congresso Nacional antes
das eleições municipais de outubro. O relator da proposta,
deputado Sandro Mabel (PMDB-GO), já avisou: "Só
vou colocar o relatório na comissão para ser votado
com a certeza de que temos condições de votar os dois
turnos no Plenário da Câmara, logo em seguida",
disse.
Mabel conversou com o presidente da Câmara, deputado Arlindo
Chinaglia (PT-SP), que vai levar o tema para a reunião de
líderes marcada para a próxima terça-feira
(1º). "Uma reforma tributária é uma assunto
complexo, tem muitos pontos que precisam andar todos juntos. Nós
não podemos votar um relatório e deixá-lo no
vazio aí por três, quatro meses, até todo mundo
voltar das eleições", justificou o relator.
O presidente da Câmara aceitou a missão de ponderar
junto aos líderes a votação da reforma antes
do recesso de julho, mas não será uma tarefa fácil.
Ao longo da última semana, as lideranças do Democratas
e do PSDB na Câmara já deram sinais de que o assunto
será motivo do novo embate entre oposição e
governo, após o arrefecimento das discussões sobre
a Contribuição Social para a Saúde (CSS). "Se
o acordo for construído na terça, apresento o relatório
na quinta-feira na comissão", afirmou Mabel.
Os tucanos e os democratas estão dispostos a elevar o tom
da discussão. Alegam que a reforma aumenta a carga tributária
e garante ao governo a prerrogativa de aumentar tributos por meio
de medida provisória.
"Depois que eles (parlamentares da oposição)
lerem o meu relatório, vão ter mais tranqüilidade
porque trata-se de um trabalho feito de forma bem robusta, dando
mais segurança à sociedade. Não haverá
perigo de aumento de carga tributária, estamos colocando
uma trava nesse sentido. A oposição vai concordar.
É claro que sempre existe algum ponto que pode melhorar e
acho que eles devem trazer contribuições nesse sentido
e se forem sugestões boas, vamos acatar", completou.
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