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EXPECTATIVA
Taxistas
esperam aumento na
lucratividade com a lei seca
JANAÍNA HOLANDA
Da Redação
Agora é lei: não importa a quantidade ingerida, quem
for pego dirigindo depois de beber vai perder a carteira de motorista
e pagar multa por infração gravíssima.
A nova medida está gerando polêmica entre motoristas,
mas está agradando aos taxistas, que esperam lucrar dobrado
com a lei seca.
Vamos ser favorecidos com certeza, porque as pessoas vão
usar mais o táxi para voltar pra casa depois de uma festa.
Eles não vão querer perder a carteira, ficar um ano
sem dirigir e o trânsito vai ficar mais seguro, comemorou
o taxista Júnior Mocó, 41.
Em 22 anos de profissão, ele já passou por muitos
apertos devido a condutores embriagados.
A gente já teve muito prejuízo por conta dos
caras que tomam todas e saem fazendo besteira. Vão passar
a primeira (macha) e dão uma ré, batem no carro da
gente. Outros, dão fechada na gente, quase provocam acidente,
comentou Júnior.
Com a rigidez da nova lei, os taxistas esperam duplicar o número
de corridas e aumentar, conseqüentemente, a margem de lucro.
Em época de festa a gente consegue tirar uns R$ 140,00
por noite. Aumentando as corridas, o lucro aumenta também,
reforçou.
Em Mossoró, o consumo de álcool é uma das principais
causas de acidentes de trânsito, quase sempre muito graves
e com mortes. Os casos de embriaguez são freqüentes
sim, afirmou o sargento Alfredo na última sexta-feira,
momento depois de mandar um condutor para delegacia por quase ter
provocado um acidente.
O carro vai ser rebocado, ele vai ser conduzido para a delegacia
para o teste do bafômetro, foi aplicado multa e ele vai ficar
preso, afirmou.
Apesar da lei já está em vigor, as fiscalizações
em Mossoró só serão intensificadas a partir
da próxima semana. Todo efetivo do Pelotão de Trânsito
(PELTRAN) passará por treinamento e, antes de agir de maneira
punitiva, farão um trabalho educativo.
Está vindo uma equipe de Natal para fazer o treinamento
e a gente também vai fazer o trabalho educativo com os condutores,
afirmou o cabo Cléssio.
Com a lei mais rigorosa, está proibido o consumo de qualquer
quantidade de bebida alcoólica para quem for dirigir. Os
motoristas também podem ir para a cadeia e, em casos de acidentes
com morte, o julgamento vai ser por homicídio doloso
com intenção de matar.
Homens
com idade entre 25 e 34
anos são os maiores fumantes
De acordo com o Ministério da Saúde
(MS), a capital do Rio Grande do Norte registrava, em 2006, um índice
de 18% de fumantes entre os homens de 45 a 54 anos. As mulheres
nesta mesma faixa etária fumam mais (18,4%). A maior preocupação
dos órgãos de saúde, no entanto, é com
os homens mais jovens, de 25 a 34 anos - 21,2% deles são
fumantes. Quase metade das pessoas (46%) só para de fumar
a partir dos 65 anos. A incidência de ex-fumantes após
os 65 é maior no sexo masculino (64%), mas as mulheres costumam
abandonar o vício um pouco mais cedo, entre os 55 e 64 anos.
O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que em 2008 existam,
a cada grupo de 100 mil pessoas, 160 novos casos de câncer
de traquéia, de brônquio e de pulmão em homens
do Rio Grande do Norte, provocados pelo uso do cigarro. Esse índice
só perde para os casos de câncer de próstata
e de estômago. Entre as mulheres potiguares, o número
é um pouco menor, sendo estimados 110 casos para cada 100
mil pessoas - os casos mais comuns são os de câncer
de mama e de colo do útero.
Grande parte dos fumantes se torna dependente da nicotina antes
dos 19 anos de idade. É o caso do estudante Tobias Augusto,
que aos 15 anos, por curiosidade, experimentou e nunca mais largou
o cigarro. Hoje, aos 25 anos, diz que já sente alguns efeitos,
como cansaço e garganta irritada. Quando estou ansioso
ou estressado, a vontade de tragar um cigarro aumenta muito. Sei
todos os males que o cigarro pode me trazer, quero parar, mas ainda
não fiz nem a primeira tentativa, relata.
Assim como Tobias, o professor Alexandre Moura, 32, já fuma
há muito tempo e ainda não conseguiu parar. Comecei
a fumar aos 17 anos porque achava que era um charme andar com um
cigarro na mão. Hoje, 15 anos depois, percebo as conseqüências.
Sinto um enorme cansaço ao subir um pequeno lance de escadas
e também já tive problemas pulmonares. Tentei parar
três vezes, mas não consigo largar o vício,
desabafa.
Além de causar dependência, a nicotina também
provoca uma série de fatores que prejudicam a vida humana
como, por exemplo, cansaço, asma, impotência sexual
e cerca de 50 doenças diferentes, principalmente pulmonares
e cardiovasculares. Entretanto, não é somente o adulto
que sofre com os problemas causados pela nicotina. A mulher grávida
e fumante corre muito mais risco de sofrer abortos espontâneos,
ter um bebê prematuro, apresentar complicações
com a placenta durante o parto e ter uma criança com menor
peso e comprimento. Um único cigarro fumado por uma gestante
é capaz de acelerar os batimentos cardíacos do feto
em poucos minutos.
A pedagoga Geisa Costa fumou durante 15 anos e parou há 20.
Quando engravidei, decidi que iria parar de fumar para sempre.
Era injusto prejudicar a saúde da minha filha por um vício
que era meu. Então, tive uma enorme força de vontade
e comprei uns chicletes para ajudar nesse processo, declara.
É importante lembrar que os fumantes passivos, ou seja, aqueles
que convivem com os fumantes e freqüentam os ambientes poluídos
pela fumaça do cigarro, também absorvem as substâncias
tóxicas. Por essa razão, correm os mesmos riscos de
saúde que os fumantes ativos. A Lei Federal 9294/96 proíbe
fumar em ambientes fechados de uso coletivo, mas essa determinação
não tem sido levada à risca.
RN
deixa de ser lanterninha do Ideb
Edilson Damasceno
Da Redação
O resultado do Prova Brasil, que mostra o Índice de Desenvolvimento
da Educação Básica (IDEB), foi alvo de chacota
política pelo fato do Rio Grande do Norte ter ficado em último
lugar dos estados brasileiros na análise do Instituto Nacional
de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP)
órgão do Ministério da Educação.
Dois anos depois veio a recuperação. As provas aplicadas
em novembro do ano passado, cujos resultados foram divulgados no
dia 21 passado, mostram que houve avanço nas séries
iniciais e finais da educação básica, e uma
queda no rendimento escolar no ensino médio.
A ex-secretária estadual de Educação, professora
Ana Cristina Cabral, afirma que a recuperação se deu
por causa do planejamento focado na aprendizagem. O RN melhorou.
Superamos as metas e tivemos um saldo maior nas séries iniciais
(da educação básica) e os indicadores foram
acima da expectativa, comenta, acrescentando que esse resultado
indica que houve melhora no rendimento da educação
fundamental e que o Estado se manteve na mesma média relacionada
ao ensino médio. Conseguimos nos manter no que havíamos
conquistado, diz.
Estatisticamente, a secretária diz que o Rio Grande do Norte
apresentou um crescimento de 15,14% em rendimento escolar, enquanto
que o Brasil ficou com pouco mais de 10%. A ex-secretária,
apesar de reconhecer o avanço, afirma que o resultado do
Ideb não quer dizer que o Rio Grande do Norte está
bem, e sim que ainda é preciso melhorar ainda mais.
O fato é que em 2006 o Rio Grande do Norte ficou em último
lugar dos 26 estados brasileiros, e agora figura entre as 22ª
e a 23ª posições, empatado com Alagoas e Bahia
nas séries finais (22º lugar) e acima de Pernambuco.
Nas séries iniciais, o resultado do RN também se aproxima
da Bahia, Pará e Amapá. Isso significa que demos
um salto, afirma.
Com relação à análise dos 167 municípios,
Ana Cristina também ocorreu avanço. Se formos
comparar o município por ele mesmo, vê-se que houve
crescimento. É lógico que alguns tiveram queda. Mas
tivemos cidades que registraram avanço de 92,9%, e saiu de
um péssimo quadro, mas não chegou onde deveria. Mas,
no geral, todo mundo cresceu, uns mais que outros, diz.
Para ela, é preciso que os municípios que apresentaram
resultados negativos procurem saber o que aqueles que se saíram
bem estão fazendo. Ana Cristina que, nos casos de Acari e
São João do Sabugi que obtiveram os melhores
resultados podem servir de parâmetros para as outras
cidades.
A ex-secretária diz que a tinha a proposta que seria direcionada
aos municípios, de que todos os projetos fossem mostrados
em um evento para que o sucesso de uns fosse compartilhado com todos.
Ela afirma que se houver interação entre as Secretarias
Municipais de Educação com as Diretorias Regionais
de Educação, a tendência é haver um crescimento
educacional igualitário em todo o Estado.
Professor
diz que é preciso envolver família
O diretor da Faculdade de Educação da Universidade
do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), professor Francisco José,
analisou o resultado do Ideb e reconhece que houve avanço
no Rio Grande do Norte com relação a educação.
Houve um pequeno avanço, naturalmente existindo especificidades
entre municípios. Muito precisa ser melhorado, diz.
Para ele, os problemas vigentes no sistema educacional são
variados, e lista a questão do investimento, capacitação
de professores, infra-estrutura e projeto político-pedagógico.
Diz o que se poderia analisar, a priori, seria a própria
metodologia da tabulação e elaboração
desses dados. Ele informa que o Estado de São Paulo, por
exemplo, questiona que o resultado poderia ser outro, uma vez que
o Inep incluiu alunos evadidos, que foram transferidos e outras
situações nesse processo de avaliação.
Esse problema deve ter ocorrido no Brasil todo, e em alguns
municípios esse índice poderá melhorar. Pouco,
mas melhora, comenta.
O diretor da Faculdade de Educação ainda comenta que
dois pontos básicos precisam ser melhorados para que o avanço
na educação seja maior: planejamento, da escola e
do professor que precisa ser melhorado e adequação
às realidades que existem nas escolas. Não quer
dizer que vá se limitar a isso, e se deve buscar melhorias,
cobrar do poder público com relação à
infra-estrutura adequada e necessário aos procedimentos educacionais.
Não adianta ter infra-estrutura se não tem um planejamento.
É um conjunto de elementos que envolve esse resultado. Uma
vez que a escola se inteire desses problemas, as escolas irão
melhorar, analisa.
Francisco José frisa que um detalhe deve ser levado em consideração
nesse processo todo: gestores públicos, escola e professores
devem estar atentos a importância da família no processo
educacional.
Espera
de ex-trabalhadores perto do fim
MAGNOS ALVES
Da Redação
Uma espera de cerca de cinco anos pode estar próxima do fim.
A Justiça do Trabalho deve começar, entre setembro
e novembro, a fazer os pagamentos das dívidas trabalhistas
da falida Mossoró Agro-industrial S/A (MAISA).
Mais de mil trabalhadores aguardam o desenrolar judicial para ter
acesso aos direitos trabalhistas garantidos por lei.
De acordo com informações da Segunda Vara do Trabalho
de Mossoró, a receita para quitar as dívidas virá
do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária
(INCRA), que desapropriou terras da empresa para uso na reforma
agrária.
Os recursos só não estão disponíveis
por que representantes da antiga Maisa contestaram o valor apreciado
pelo Incra para ser pago pela área desapropriada.
O superintendente do Incra no Estado, Paulo Sidney, informou que
a perícia do Incra avaliou a área desapropriada em
R$ 8,5 milhões, que foram depositados em juízo. Valor
contestado pela Maisa, que recorreu à Justiça Federal.
Segundo Paulo Sidney, a Justiça designou um perito para avaliar
a área desapropriada, que definiu que a determinada área
valia R$ 12,6 milhões. Existe uma diferença
de cerca de R$ 4 milhões que será resolvida na Justiça,
enfatizou o superintendente, advertindo que dificilmente a pelejá
será resolvida em primeira instância. Geralmente
esses casos rolam até a última instancia, complementou.
Independente de um acordo entre as partes em audiência programada
para o próximo mês de setembro, o valor reconhecido
pelo Incra será liberado pela Justiça Federal e ficará
á disposição da Justiça do Trabalho
para que seja iniciada a quitação das dívidas
trabalhistas da Maisa.
Assim que os recursos forem disponibilizados pela Justiça
Federal, os ex-trabalhadores da Maisa receberão 50% do que
tem direito, o restante ficará habilitado na Justiça
Federal, informou um funcionário da Segunda Vara do Trabalho.
Recursos advindos de leilões de outros bens, como da fábrica
de beneficiamento de castanha, também serão utilizados.
A Segunda Vara do Trabalho explicou que a demora para resolver as
pendências trabalhistas da Maisa ocorreu por que num primeiro
momento não apareceram interessados em comparar os bens da
empresa colocados em leilões, em decorrência dos altos
preços indicados pela empresa.
Os bens só passaram a ser vendidos depois que a Maisa passou
a reduzir bastantes os preços, ressaltou um representante
da Segunda Vara do Trabalho.
Ele citou como exemplo a fábrica de polpas e sucos da empresa,
que antes tinha lance inicial de R$ 3,5 milhões, mas vai
a leilão amanhã com lance inicial de R$ 1,7 milhão.
A falta de entendimento entre os diversos advogados representantes
do ex-trabalhadores da Maisa também contribuiu para que a
questão se arrastasse. Quando houve entendimento foi
feito um acordo que diminuiu a dívida e facilitou o andamento
das coisas, ressaltou.
Muitos
bens foram retirados, diz ex-trabalhador
A aproximação de um desfecho do caso anima os ex-trabalhadores.
Um deles é João Saraiva, que trabalhou por 22 anos
na Maisa. Ele disse que tinha R$ 11 mil para receber, mas, por enquanto,
só colocou R$ 1 mil no bolso. Eu e o pessoal estamos
com esperança de receber em outubro, salientou.
Na opinião do ex-trabalhador, as coisas só não
se resolveram mais rápido por que muitos bens foram
retirados da empresa na época da falência. Era
para a Justiça ter impedido, observou João Saraiva.
A 2º Vara do Trabalho afirmou que os trabalhadores não
terão seus direitos trabalhistas afetados. Não
haverá prejuízo para os trabalhadores, reiterou
o representante.
De acordo com a Associação Comunitária e Esportiva
da Maisa, praticamente 100% dos ex-trabalhadores estão ocupados,
cerca de 70% deles na empresa Nolem, hoje comparada a Maisa em seu
auge.
Exposição
fotográfica resgata casarões
Sandra Monteiro
Da Redação
A arquitetura da Mossoró dos anos 20 e 30 ganha novos contornos
e enredos através de lentes fotográficas modernas.
A exposição intitulada "Casarões"
retrata, em 16 painéis, fragmentos dos prédios que
ainda resistem à ação do tempo, e remetem o
espectador a uma época norteada por mudanças, especialmente
comerciais e na quantidade de habitantes. De 1920 a 1927, o município
saltou de 15 mil para 20.500 mil habitantes.
Prédios onde hoje funcionam o Conservatório de Música,
a Reitoria da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, o Palácio
da Resistência e a Secretaria Municipal de Tributação
são apenas alguns dos componentes retratados nas imagens.
O fotógrafo Ricardo Lopes, autor da exposição,
conta que os detalhes de cada prédio é o diferencial
no resultado final do trabalho. "O trabalho é uma forma
de resgatar um pouco a história da cidade através
da arquitetura da época, mais precisamente os anos 20 e 30.
As fotos são fragmentos dos casarões que ainda se
mantêm", detalha Lopes.
O historiador Geraldo Maia explica que, por volta de 1930 não
havia um modelo arquitetônico definido em Mossoró.
Segundo ele, a cidade passava por transformações,
e a arquitetura seguia esta tendência de mudanças.
"Não existe uma definição precisa em relação
à arquitetura da época. Eram prédios que misturavam
vários estilos", comenta Maia.
Algumas das fotografias, a exemplo das que retratam o casarão
onde residiu Dix-neuf Rosado são anteriores ao incêndio,
ocorrido no final dos anos 90, que destruiu boa parte da estrutura
interna do prédio. As fotos permitem conhecer como era o
casarão antes do incidente. "Estas fotos são
interessantíssimas. Poucas pessoas tiveram a oportunidade
de conhecer como era a estrutura antes do incêndio. Com estas
fotografias isso será possível", complementa
o fotógrafo.
Os painéis que compõem a exposição Casarões
ficam expostos a partir do próximo dia 3, no espaço
Cafezal, onde permanece até o dia 31 de dezembro. O espaço
Cafezal está inserido na área do Memorial da Resistência.
Tombamento
é inviabilizado por mudanças e demolições
No ano passado, um convênio proposto pela Prefeitura Municipal
de Mossoró tentou viabilizar a restauração
dos casarões que pertenceram aos ex-abolicionistas mossoroenses.
O projeto não foi adiante. De acordo com o historiador Geraldo
Maia, nenhuma das antigas construções se mantém
de pé.
"O pessoal da prefeitura me pediu uma lista com os casarões,
mas o projeto foi inviabilizado. Não existem mais casarões
que pertenceram aos ex-abolicionistas", esclarece Maia.
A maioria foi demolida. O restante, detalha o historiador, sofreu
uma série de modificações para dar lugar a
prédios comerciais. Na visão de Maia, a proposta para
o tombamento histórico dos prédios que contavam parte
da história mossoroense deveria ter ocorrido em um período
anterior.
Ele acredita que houve uma espera demasiada, que culminaram nas
modificações feitas pelos proprietários. "Já
que os prédios eram de propriedade privada, o poder público
deveria ter comprado para realizar o tombamento. A demora fez com
que os casarões fossem transformados. Agora não vale
mais a pena", comenta.
Pane
gera insatisfação nas casas lotéricas
O sistema nacional que alimenta os computadores
das casas lotéricas saiu do ar na manhã/início
de tarde de ontem, causando transtornos aos usuários que
buscavam serviços, como pagar contas de água, luz
e fazer jogos da Caixa Econômica Federal. A Zebra, que atende
cerca de dois mil pessoas/dia, na Avenida Alberto Maranhão,
no Centro, registrou até princípios de tumulto.
A gerente do estabelecimento, Rosimeire Dantas, disse que inicialmente
o sistema de 0800 informou que o problema era nas máquinas
das casas lotéricas. Recomendou desligar e reiniciar meia
hora depois. Assim foi feito e o sistema chegou a funcionar, mas
logo em seguida terminou saindo novamente do ar. O 0800 mandou fazer
o mesmo procedimento e o sistema não voltou a funcionar.
Rosimeire Dantas esperava atender neste sábado mais de 800
pessoas somente para fazer jogos, além de outras mil em pagamentos
de contas de água, luz, entre outras. Francisco Leite Filho,
44, disse que chegou a Casa Lotérica Zebra por volta das
9h30 e até 11h30 ainda não havia sido atendido. Conta
que era o primeiro da fila para ser atendido, quando o sistema saiu
do ar.
O mesmo sufoco foi registrado na Casa Loteria Sorteca, na Avenida
Augusto Severo, em frente ao Colégio das Irmãs. O
mesmo aconteceu em casas lotéricas do Santa Delmira, Alto
São Manoel e postos de atendimentos no Bom Jardim e Belo
Horizonte. Os serviços voltaram às 12h30.
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