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MOSSORÓ (RN), DOMINGO, 29/06/2008 (ATUALIZADO: 18:27hs)
 
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» Falta de estrutura aumenta casos de encefalopatias

» Classes C, D e E aquecem as vendas
» Despoluição e prevenção só em 2009
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» Conselho de Justiça aprova fiscalização de juízes nas comarcas


OESTE

Falta de estrutura aumenta casos de encefalopatias não progressivas
Oeste - Encefalopatias não progressivas e progressivas são doenças neuromusculares degenerativas que ocorrem devido ao nascimento precoce de bebês. Apesar de não ser divulgado, esse é um problema gravíssimo que atinge a região Oeste do Estado apesar de não haver um estudo específico com dados concretos.
Uma pesquisa realizada pela pós-doutoranda da Universidade de São Paulo (USP), Silvana Santos, constatou um número considerável dessa doença que ocorre devido a falta de estrutura do serviço público de saúde para atender as crianças que nascem com seqüelas de uma gravidez de risco. Esse problema se tornou objeto de estudo da estudante de Enfermagem da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) Nêmora Martins Tavares, que há quatro anos teve um parto prematuro e até hoje sofre com as seqüelas deixadas em sua filha.
Com apenas seis meses de gestação ela descobriu que teria de fazer um parto de risco. Preocupada com a situação, resolveu sair de Apodi para realizar o procedimento no Hospital Dix-sept Rosado, em Mossoró, esperando ter maior condição no atendimento.
Nêmora disse que nem esperava que a criança sobrevivesse devido o pouco tempo de gestação, porém 12 horas depois de descansar, foi informada que sua filha estava viva e precisando de cuidados específicos que não podiam ser realizados no local. Mediante a falta de estrutura do órgão de saúde, ela foi obrigada a encaminhar o bebê para o hospital Papi, em Natal.
Além de não ter sido atendida como deveria, a criança recebeu mais oxigênio do que o corpo necessitava no caminho até a capital, atingindo órgãos importantes, inclusive os pulmões, que ainda não estavam completamente formados.
Por causa dos procedimentos errados, em três dias a recém-nascida sofreu uma hipóxia, doença que paralisa os pulmões, provocando uma parada respiratória. Desse momento em diante foram mais de 100 dias na UTI neonatal com atendimento exclusivo de médicos e enfermeiros.
Com apenas um mês e meio de vida ela foi submetida a uma cirurgia de retinopatia da prematuridade, ainda em decorrência do acúmulo de oxigênio que recebeu, ocasionando um problema na visão. A cada duas semanas um médico especialista fazia uma visita para analisar o quadro da doença. Enquanto esteve na UTI, a criança foi apontada como a paciente mais grave daquela unidade.
Apenas 15 dias depois do primeiro procedimento cirúrgico, o bebê voltou a sala de cirurgia para corrigir outra deficiência. Ao todo, foram mais de cinco meses de tratamento intensivo com gastos que estrapolaram o orçamento de várias famílias.
Com dez meses de consultas, idas e vindas da capital, Nêmora descobriu que sua filha tinha má formação do cérebro do tipo Agenesia Parcial do Corpo Caloso, o que ocasionou uma paralisia cerebral do tipo Tetraplegia Espástica. O problema retarda a coordenação motora e limita os movimentos do corpo. Além disso, ainda foi detectada Neuropatia Auditiva ou perda total da audição da criança.

Mãe garante que falta de atendimento adequado agravou o quadro
A estudante de enfermagem Nêmora Martins Tavares garante que a falta de atendimento do hospital onde ficou internada em Mossoró foi a causa do agravamento do quadro de sua filha, que, segundo ela, se tivesse recebido o atendimento adequado da qual tinha direito, não teria sofrido tantas seqüelas.
Além dos problemas enfrentados pela criança, ela disse que toda a sua vida e de sua família foi abalada. O primeiro problema foi o fim do seu casamento, depois de dedicar cinco meses do seu tempo exclusivamente para o tratamento da filha. Com isso, o seu primeiro filho, de apenas 7 anos, sofreu um surto psicológico, precisando se submeter a inúmeras horas de tratamento.
Ela também precisou trancar a faculdade e interromper o curso por mais de um ano. Devido a pressão e os acontecimentos negativos, ainda foi obrigada a fazer tratamento psicológico, especificamente pelo acúmulo de noites sem dormir durante muitos meses.
"Desde que minha filha nasceu nunca mais dormimos direito. No começo, ela não conseguia dormir devido o ritmo da UTI, então ela dormia em cima de mim e minha mãe passava a noite pastorando nós du-as", enfatizou.

Estudo mostra que município não tem levantamento
Depois de retornar a faculdade de Enfermagem, a estudante Nêmora Tavares descobriu que sua filha tinha direito de receber atendimento e acompanhamento específico da atenção básica do município, realizada pelo Programa Saúde da Família.
Ela também passou a estudar os casos, fazendo um levantamento do Acompanhamento de Crescimento e Desenvolvimento das Crianças Portadoras de Paralisia Cerebral e detectou que Apodi não dispõe de um levantamento técnico sobre esse problema.
"Visitando as clínicas de fisioterapias de Apodi descobri que existem problemas parecidos com o meu em todos os PSFs da cidade e a maioria delas não está sendo acompanhada como deveria pela atenção básica", finaliza.

Classes C, D e E aquecem as vendas
Ellen Rodrigues
Da Tribuna do Norte

No ano em que Bill Gates, o pai da Microsoft, decidiu se "desplugar" do universo da informática, o setor dá mostras de que a inclusão digital é apenas o primeiro passo de um longo caminho de investimentos. Queda do dólar, incentivos tributários - principalmente do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal - e crédito fácil, com pagamentos a juros baixos, superiores a dez parcelas. O resultado não poderia ser outro: o setor de informática deslanchou em 2007, e explodiu em 2008. Na capital potiguar, a tendência é refletida.
Em um ano, empresas potiguares incrementaram as vendas em 200%, triplicando os lucros. Um fator preponderante no aquecimento do mercado da informática foi a entrada de quem antes tinha a renda familiar como um obstáculo para adquirir uma máquina: os consumidores das classes C, D e E, que engordam as estatísticas da inclusão digital.
Uma pesquisa realizada pela M2R Pesquisa de Opinião e Mercado, confirma o fato. Dos 412 natalenses entrevistados, 65% possuem pelo menos um computador em casa, e 56,4% compraram ao menos um PC doméstico nos últimos dois anos. As classes com rendimentos mais baixos, entre R$ 761 e R$ 1,5 mil, e R$1,5 mil a R$ 2,2 mil, registraram aumento nas compras, tendo a segunda registrado o maior crescimento no último ano: 88,4% das famílias adquiriram pelo menos um notebook nos últimos dois anos e 55,1% no último ano. O estudo, realizado em março, foi encomendado pela indústria de computadores potiguar Plugtech.
A dona-de-casa Socorro Melo e seu marido, que trabalha no setor de hotelaria e residem em Mãe Luíza, comprovam o estudo. De 2006 a 2008, adquiriram quatro máquinas, que pretendem utilizar em uma lan house no bairro.
As pessoas que não possuem nenhum desses equipamentos somam 18,2% do total. A presidente da Plugtech, Rose Barros, é otimista, e acredita que "o setor continuará a crescer até 2012, embora em ritmo menor. Mas há ainda uma fatia de mercado a ser explorada, apontados na pesquisa, porque ainda não possuem um computador".
E todos os levantamentos conspiram a favor. Um relatório de "Sondagem Setorial" realizada pela Abinee, entre janeiro e maio de 2008, concluiu que "as medidas do governo para a inclusão digital estimularam as vendas de bens de Informática e de Telecomunicações, em função de investimentos na infra-estrutura de banda larga e acesso discado à Internet". Outra pesquisa, da consultoria IDC, mostra que o Brasil vendeu 2,82 milhões de computadores de janeiro a março, o equivalente a aproximadamente 21,5 unidades por minuto, e alta de 18,7% sobre o mesmo período de 2007, e é possível que o país termine 2008 com 13 milhões de PCs vendidos, tornando-se o quarto mercado do planeta, e ocupando a posição do Reino Unido, que em 2007 ficou atrás dos Estados Unidos, China e Japão.

Notebook concorre com PC
Conforto e modernidade. Um novo cenário se apresenta nas praças de alimentação dos shopping centers que oferecem internet wireless (sem fio), e constata que o notebook transformou-se em "queridinho" da classe média e, porque não, favorito na hora de adquirir a primeira máquina. "Comprei meu notebook há dois meses e preferi pela praticidade, nunca tive computador em casa", contou o professor de Geografia Júlio Moreno.
O paradigma de que nesse setor os modelos e possibilidades se tornam obsoletos rapidamente é evidente. Os laptops ou notebooks, antes vistos como artigos de luxo, baratearam e tornaram-se febre nacional. Rodrigo Vieira, representante comercial, comprou um notebook há um ano. "Uso para trabalhar, e na minha casa tem dois PCs, mas meu pai, que é aposentado, também adquiriu um notebook recentemente, por hobby", contou.
Pouco a pouco eles se tornam concorrentes diretos do desktops, ou (micro) computadores de mesa. Voltando à pesquisa com os natalenses, 13,3% dos entrevistados acumulam desktop e notebook, e 3,4% têm apenas o portátil.
"O notebook é uma alternativa prática que faz tudo, e pode ser transportado para qualquer lugar. Há um ano o equipamento custava, em média, R$ 4 mil, e hoje pode-se encontrar por menos de R$1,1 mil", disse o presidente da ANEINFO (Associação Norte-rio-grandense de Empresas de Informática) e empresário, Afrânio Miranda.
Os desktops, segundo Miranda, atualmente mais procurados pelas classes com renda mais baixa e para uso coletivo da família, podem ser encontrados em valores inferiores a R$ 1 mil. "As parcelas facilitam a aquisição e, dependendo do fabricante, dividem até sem juros". Enquanto a aceitação do notebook aumenta, o ano de 2008 é crucial para os monitores CRT (Cathodic Ray Tube), vencidos pelo design e qualidade superior da tecnologia LCD (Tela de cristal líquido).
"Há dois anos, uma tela de LCD era equivalente ao de um computador, cerca de R$ 2 mil. Hoje já são encontradas por menos de um quarto desse valor", disse o presidente da Aneinfo. Além do baixo consumo de energia, o novo monitor não emite radiações nocivas e forma imagens praticamente perfeitas, estáveis e, conseqüentemente, mais confortáveis aos olhos.

Usuário natalense tem perfil jovem
A pesquisa obtida pela Plugtech mostrou que o computador predomina nos lares em que moram jovens na faixa etária de 16 a 19 anos, e cuja renda média familiar é de quatro a oito salários mínimos. Os notebooks, por sua vez, estão mais presentes entre famílias de poder aquisitivo mais elevado, e que residem nas zonas Sul e Leste de Natal. Os menores índices de propriedade de PCs foram identificados no público entre 30 e 39 anos, renda mais baixa e residência na zona Oeste.
"As famílias com renda mais limitada têm mais interesse em comprar um computador pelo preço do que pela configuração. E não se importam de pagar juros, desde que possam dividir a compra em várias parcelas, às vezes, em cinco anos", explicou a proprietária da Plugtech, empresa que monta e personaliza máquinas para quatro lojas da capital, cada uma com sua marca de comercialização. "As configurações mais vendidas são praticamente as mesmas, independente da marca. O que muda são alguns acessórios da máquina, que encarecem o preço, como memória, gravador de DVD, etc.".
Rose Barros conta que além do mercado nacional, os equipamentos montados em sua empresa são adquiridos do continente asiático. A pesquisa de perfil do usuário natalense considerou a população adulta com idade a partir de 18 anos e pertencente às classes A, B, C e D, classificadas pela renda média familiar declarada.

Despoluição e prevenção só em 2009
Cezar Alves
Da Redação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 26 de novembro de 2006 instalou o Comitê Provisório para gerenciar a Bacia Hidrográfica Piranhas/Açu, que banha 148 municípios dos estados da Paraíba e Rio Grande do Norte, porém, até hoje, não se tem conhecimento de atividade prática no sentido de despoluir ou preservar o manancial nos dois estados. A previsão do Governo é o trabalho começar em 2009.
A bacia hidrográfica Piranhas/Açu tem sido motivo de inúmeras reportagens nos últimos cinco anos, depois da divulgação de artigos científicos de pesquisadores do Centro Federal de Educação Tecnológica (CEFET) e da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), respectivamente Andréia Lessa e Ivaneide Soares.
O primeiro trabalho publicado foi de André Lessa, em 2003. Apontava que a água do rio Piranhas/Açu, especialmente no eixo Itajá/Macau, estava poluída com coliformes fecais e uma grande concentração de agrotóxicos. O trabalho de Ivaneide Soares foi publicado em novembro de 2005, mostrando que, além dos agrotóxicos e coliformes fecais, havia outro perigo no rio Piranhas/Açu: a cianobactéria, uma espécie de lodo que libera uma toxina altamente prejudicial à saúde.
O estudo de Ivaneide Soares foi mais amplo. Cobriu todos os reservatórios de água doce do Estado. A pesquisadora mostrou a necessidade urgente das autoridades políticas e a própria população passar a preservar os reservatórios. Depois da publicação dos artigos, os Ministérios Públicos Federal e Estadual instauraram procedimentos investigativos para acompanhar o trabalho das autoridades do governo para despoluir os reservatórios e estancar a poluição.
A primeira grande conquista foi a instalação do Comitê Gestor da bacia hidrográfica Piranhas/Açu, no dia 26 de novembro de 2006, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em 2007, os estudos continuaram, mas o assunto caiu no esquecimento da mídia. Em 2008, a cheia do rio Piranhas/Açu trouxe de volta o assunto. O manancial teria sido renovado, porém a poluição continua.
Os 46 municípios do Rio Grande do Norte banhados pela bacia hidrografia Piranhas/Açu são mais prejudicadas pela poluição. Atualmente, mais de 500 mil pessoas consumem água do manancial. São mais de 40 cidades, inclusive Mossoró. A areia irrigada chega a 30 mil hectares. Mais de 5 mil hectares de lâmina de água produzindo camarão no delta do Piranhas/Açu.
A segunda conquista dos ambientalistas em prol do piranhas/Açu foi forçar o Governo do Estado, através da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, com apoio do Cefet, UFRN, Instituto de Águas do Rio Grande do Norte (IGARN) e Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), a fazer um levantamento do grau de poluição do manancial na Paraíba e Rio Grande do Norte.
Esta semana, a diretoria provisória do Comitê Gestor da bacia hidrográfica Piranhas/Açu se reuniu quinta-feira em João Pessoa. O vice-governador e secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMARH), Iberê Ferreira de Souza, presidiu os debates. O diretor do Igarn, Celso Veiga, também esteve presente. O objetivo do encontro foi tratar da aprovação do regulamento que dispõe sobre a comissão eleitoral e aprovação do regimento interno. A Agência Nacional de Águas fez uma exposição do projeto de esclarecimento social do trabalho do Comitê Gestor.

Conselho Gestor terá representantes de todos os seguimentos
O coordenador de gestão da Semarh, Félix Fialho, disse que o Comitê Gestor já está trabalhando em prol do rio Piranhas/Açu. Atualmente o trabalho consiste na elaboração e aprovação do regimento e do comitê que vai presidir a escolha dos 40 membros do Conselho Gestor.
Atualmente, segundo Fialho, o Governo do Estado está, através do Igarn, fazendo um estudo na calha da bacia hidrográfica no Rio Grande do Norte e Paraíba. Trata-se de um levantamento técnico precioso para a elaboração de projetos. "É esse estudo que vai nortear as primeiras ações práticas em benefício do manancial", diz Félix Fialho.
Paralelo ao levantamento técnico, Fialho destacou a formação do comitê gestor, que terá representantes dos usuários, como carcinicultores, pecuaristas, irrigantes, representantes do Governo do Estado, Governo Federal, dos municípios, das entidades de ensino superior como UFRN, Uern, Ufersa e Cefet, entidades não-governamentais, entre outras entidades representantes da sociedade civil e privada.

31 cidades do Estado precisam de saneamento básico
O primeiro trabalho sugerido pelo Conselho Gestor será o saneamento básico de todas as cidades margem da bacia hidrográfica Piranhas/Açu. Segundo Félix Fialho, no primeiro levantamento já ficou comprovado a necessidade de investimentos em saneamento básico em 31 cidades nos dois estados.
No Rio Grande do Norte, as cidades que mais poluíram o rio Piranhas/Açu são Jardim de Piranhas, Jucurutu, Assu, Alto do Rodrigues e Pendências.
Destas cidades, a Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte trabalha há dois anos para concluir o saneamento básico. O município de Assu conseguiu os recursos, mas ainda não iniciou as obras.
Com relação ao rejeito industrial, Félix Fialho disse que a providência será tomada a partir da eleição dos 40 conselheiros do Comitê Gestor, o que deve acontecer até março de 2009.
A terceira frente de trabalho em prol do rio será de conscientização da população para preservar o rio Piranhas/Açu.

Estado agiliza contratação de serviços médicos para evitar prisão de secretário
O Governo do Estado abriu licitação para contratar unidades particulares de saúde para exames de tomografia computadorizada e ressonância magnética para evitar que a justiça decrete a prisão do ex-secretário Adelmaro Cavalcante, da Saúde, a pedido do Ministério Público Estadual.
O pedido do Ministério Público foi feito semana passada. A ação foi assinada pela promotora de Justiça Iara Maria Pinheiro de Albuquerque. O processo está nas mãos do juiz da 3ª Vara da Infância e Juventude da Comarca de Natal, Homero Lechner.
A promotora alega que o secretário descumpriu decisão da Justiça, que acabava com filas de espera e assegurava exames de ressonância magnética e de tomografia computadorizada às crianças e aos adolescentes do Estado do Rio Grande do Norte, conforme havia sido decidido ano passado.
Em novembro de 2007, o Ministério Público ajuizou Ação Civil Pública na Justiça, cobrando soluções emergenciais para o problema. Na época, havia 451 crianças e adolescentes aguardando uma oportunidade para exames de ressonância, e mais 540 esperavam por uma tomografia.
Semana passada, a promotora de Justiça Iara Pinheiro foi informada que a quantidade de crianças e adolescentes necessitando de uma tomografia, ao invés de reduzir conforme determinação da Justiça, fez foi subir para 628. E outras 363 crianças precisam de ressonância magnética.
Diante do quadro, não restou outra alternativa, se não a promotora de Justiça Iara Pinheiro cobrar da decisão a prisão do secretário Adelmaro Cavalcante por descumprimento da decisão judicial.
A promotora pede ainda que o Estado seja obrigado a erradicar em até dois meses a fila de espera por tomografia computadorizada e ressonância nuclear magnética para os pacientes infanto-juvenis residentes na Capital e no interior do Estado.
Pede que a Justiça faça o Estado cumprir a obrigação de garantir a saúde pública no setor privado e pagando valores de mercado até que a rede pública seja dotada de equipamentos suficientes para oferecer o serviço a contento. Enquanto isso, a ação prevê ainda multa por descumprimento da decisão da Justiça.
No início desta semana, a Assessoria de Comunicação do Governo do Estado anunciou que a Secretaria Estadual de Saúde vai contratar prestadores de serviços de Tomografia Computadorizada e Ressonância Magnética em crianças e adolescentes usuários da rede pública. A contratação das empresas serão através de processo licitatório simplificado, o que quer dizer que até a próxima semana o serviço já vai está disponível na Capital e no interior do Estado.

Conselho Nacional de Justiça aprova
fiscalização de juízes nas comarcas
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) negou uma liminar com a qual a Associação dos Magistrados do Rio Grande do Norte (Amarn) queria derrubar a fiscalização que vem sendo feita pelo Corregedor Geral de Justiça do Rio Grande do Norte, desembargador Cristóvam Praxedes, para averiguar a presença de juízes no horário de expediente das comarcas.
O CNJ entendeu que não há perigo de haver prejuízos aos juízes por causa de uma suposta demora no julgamento do mérito da ação com a qual a Amarn pede que o Corregedor Cristóvam Praxedes pare de telefonar para as comarcas para saber se os magistrados estão no expediente dos fóruns.
A negativa da liminar foi assinada no dia 24 de junho, terça-feira, em Brasília, pelo ministro relator do Conselho Nacional de Justiça, Altino Pedrozo dos Santos. Esta foi a segunda liminar negada à Associação dos Magistrados sobre o mesmo assunto.
Segundo o relator, como não há prova de que algum magistrado submetido à fiscalização tenha sofrido algum dano, não há necessidade de uma liminar.
Enquanto aguarda o julgamento do mérito do pedido da Associação dos Magistrados, o Corregedor Cristóvam Praxedes continua a fiscalização com o uso do telefone, agora ampliando as ligações também para varas de justiça da capital.
Não há outra forma da Corregedoria fazer essa fiscalização, que é uma obrigação do corregedor, se não o uso do telefone, pois seria inviável viajar a algumas comarcas que distam mais de 350km da capital ou ir, pessoalmente, a todas as varas do fórum de Natal?, explica o Corregedor Cristóvam Praxedes.



       




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