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OESTE
Falta
de estrutura aumenta casos de encefalopatias não progressivas
Oeste - Encefalopatias não progressivas e progressivas são
doenças neuromusculares degenerativas que ocorrem devido
ao nascimento precoce de bebês. Apesar de não ser divulgado,
esse é um problema gravíssimo que atinge a região
Oeste do Estado apesar de não haver um estudo específico
com dados concretos.
Uma pesquisa realizada pela pós-doutoranda da Universidade
de São Paulo (USP), Silvana Santos, constatou um número
considerável dessa doença que ocorre devido a falta
de estrutura do serviço público de saúde para
atender as crianças que nascem com seqüelas de uma gravidez
de risco. Esse problema se tornou objeto de estudo da estudante
de Enfermagem da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN)
Nêmora Martins Tavares, que há quatro anos teve um
parto prematuro e até hoje sofre com as seqüelas deixadas
em sua filha.
Com apenas seis meses de gestação ela descobriu que
teria de fazer um parto de risco. Preocupada com a situação,
resolveu sair de Apodi para realizar o procedimento no Hospital
Dix-sept Rosado, em Mossoró, esperando ter maior condição
no atendimento.
Nêmora disse que nem esperava que a criança sobrevivesse
devido o pouco tempo de gestação, porém 12
horas depois de descansar, foi informada que sua filha estava viva
e precisando de cuidados específicos que não podiam
ser realizados no local. Mediante a falta de estrutura do órgão
de saúde, ela foi obrigada a encaminhar o bebê para
o hospital Papi, em Natal.
Além de não ter sido atendida como deveria, a criança
recebeu mais oxigênio do que o corpo necessitava no caminho
até a capital, atingindo órgãos importantes,
inclusive os pulmões, que ainda não estavam completamente
formados.
Por causa dos procedimentos errados, em três dias a recém-nascida
sofreu uma hipóxia, doença que paralisa os pulmões,
provocando uma parada respiratória. Desse momento em diante
foram mais de 100 dias na UTI neonatal com atendimento exclusivo
de médicos e enfermeiros.
Com apenas um mês e meio de vida ela foi submetida a uma cirurgia
de retinopatia da prematuridade, ainda em decorrência do acúmulo
de oxigênio que recebeu, ocasionando um problema na visão.
A cada duas semanas um médico especialista fazia uma visita
para analisar o quadro da doença. Enquanto esteve na UTI,
a criança foi apontada como a paciente mais grave daquela
unidade.
Apenas 15 dias depois do primeiro procedimento cirúrgico,
o bebê voltou a sala de cirurgia para corrigir outra deficiência.
Ao todo, foram mais de cinco meses de tratamento intensivo com gastos
que estrapolaram o orçamento de várias famílias.
Com dez meses de consultas, idas e vindas da capital, Nêmora
descobriu que sua filha tinha má formação do
cérebro do tipo Agenesia Parcial do Corpo Caloso, o que ocasionou
uma paralisia cerebral do tipo Tetraplegia Espástica. O problema
retarda a coordenação motora e limita os movimentos
do corpo. Além disso, ainda foi detectada Neuropatia Auditiva
ou perda total da audição da criança.
Mãe
garante que falta de atendimento adequado agravou o quadro
A estudante de enfermagem Nêmora Martins Tavares garante que
a falta de atendimento do hospital onde ficou internada em Mossoró
foi a causa do agravamento do quadro de sua filha, que, segundo
ela, se tivesse recebido o atendimento adequado da qual tinha direito,
não teria sofrido tantas seqüelas.
Além dos problemas enfrentados pela criança, ela disse
que toda a sua vida e de sua família foi abalada. O primeiro
problema foi o fim do seu casamento, depois de dedicar cinco meses
do seu tempo exclusivamente para o tratamento da filha. Com isso,
o seu primeiro filho, de apenas 7 anos, sofreu um surto psicológico,
precisando se submeter a inúmeras horas de tratamento.
Ela também precisou trancar a faculdade e interromper o curso
por mais de um ano. Devido a pressão e os acontecimentos
negativos, ainda foi obrigada a fazer tratamento psicológico,
especificamente pelo acúmulo de noites sem dormir durante
muitos meses.
"Desde que minha filha nasceu nunca mais dormimos direito.
No começo, ela não conseguia dormir devido o ritmo
da UTI, então ela dormia em cima de mim e minha mãe
passava a noite pastorando nós du-as", enfatizou.
Estudo
mostra que município não tem levantamento
Depois de retornar a faculdade de Enfermagem, a estudante Nêmora
Tavares descobriu que sua filha tinha direito de receber atendimento
e acompanhamento específico da atenção básica
do município, realizada pelo Programa Saúde da Família.
Ela também passou a estudar os casos, fazendo um levantamento
do Acompanhamento de Crescimento e Desenvolvimento das Crianças
Portadoras de Paralisia Cerebral e detectou que Apodi não
dispõe de um levantamento técnico sobre esse problema.
"Visitando as clínicas de fisioterapias de Apodi descobri
que existem problemas parecidos com o meu em todos os PSFs da cidade
e a maioria delas não está sendo acompanhada como
deveria pela atenção básica", finaliza.
Classes
C, D e E aquecem as vendas
Ellen Rodrigues
Da Tribuna do Norte
No ano em que Bill Gates, o pai da Microsoft, decidiu se "desplugar"
do universo da informática, o setor dá mostras de
que a inclusão digital é apenas o primeiro passo de
um longo caminho de investimentos. Queda do dólar, incentivos
tributários - principalmente do Programa de Aceleração
do Crescimento (PAC), do Governo Federal - e crédito fácil,
com pagamentos a juros baixos, superiores a dez parcelas. O resultado
não poderia ser outro: o setor de informática deslanchou
em 2007, e explodiu em 2008. Na capital potiguar, a tendência
é refletida.
Em um ano, empresas potiguares incrementaram as vendas em 200%,
triplicando os lucros. Um fator preponderante no aquecimento do
mercado da informática foi a entrada de quem antes tinha
a renda familiar como um obstáculo para adquirir uma máquina:
os consumidores das classes C, D e E, que engordam as estatísticas
da inclusão digital.
Uma pesquisa realizada pela M2R Pesquisa de Opinião e Mercado,
confirma o fato. Dos 412 natalenses entrevistados, 65% possuem pelo
menos um computador em casa, e 56,4% compraram ao menos um PC doméstico
nos últimos dois anos. As classes com rendimentos mais baixos,
entre R$ 761 e R$ 1,5 mil, e R$1,5 mil a R$ 2,2 mil, registraram
aumento nas compras, tendo a segunda registrado o maior crescimento
no último ano: 88,4% das famílias adquiriram pelo
menos um notebook nos últimos dois anos e 55,1% no último
ano. O estudo, realizado em março, foi encomendado pela indústria
de computadores potiguar Plugtech.
A dona-de-casa Socorro Melo e seu marido, que trabalha no setor
de hotelaria e residem em Mãe Luíza, comprovam o estudo.
De 2006 a 2008, adquiriram quatro máquinas, que pretendem
utilizar em uma lan house no bairro.
As pessoas que não possuem nenhum desses equipamentos somam
18,2% do total. A presidente da Plugtech, Rose Barros, é
otimista, e acredita que "o setor continuará a crescer
até 2012, embora em ritmo menor. Mas há ainda uma
fatia de mercado a ser explorada, apontados na pesquisa, porque
ainda não possuem um computador".
E todos os levantamentos conspiram a favor. Um relatório
de "Sondagem Setorial" realizada pela Abinee, entre janeiro
e maio de 2008, concluiu que "as medidas do governo para a
inclusão digital estimularam as vendas de bens de Informática
e de Telecomunicações, em função de
investimentos na infra-estrutura de banda larga e acesso discado
à Internet". Outra pesquisa, da consultoria IDC, mostra
que o Brasil vendeu 2,82 milhões de computadores de janeiro
a março, o equivalente a aproximadamente 21,5 unidades por
minuto, e alta de 18,7% sobre o mesmo período de 2007, e
é possível que o país termine 2008 com 13 milhões
de PCs vendidos, tornando-se o quarto mercado do planeta, e ocupando
a posição do Reino Unido, que em 2007 ficou atrás
dos Estados Unidos, China e Japão.
Notebook
concorre com PC
Conforto e modernidade. Um novo cenário se apresenta nas
praças de alimentação dos shopping centers
que oferecem internet wireless (sem fio), e constata que o notebook
transformou-se em "queridinho" da classe média
e, porque não, favorito na hora de adquirir a primeira máquina.
"Comprei meu notebook há dois meses e preferi pela praticidade,
nunca tive computador em casa", contou o professor de Geografia
Júlio Moreno.
O paradigma de que nesse setor os modelos e possibilidades se tornam
obsoletos rapidamente é evidente. Os laptops ou notebooks,
antes vistos como artigos de luxo, baratearam e tornaram-se febre
nacional. Rodrigo Vieira, representante comercial, comprou um notebook
há um ano. "Uso para trabalhar, e na minha casa tem
dois PCs, mas meu pai, que é aposentado, também adquiriu
um notebook recentemente, por hobby", contou.
Pouco a pouco eles se tornam concorrentes diretos do desktops, ou
(micro) computadores de mesa. Voltando à pesquisa com os
natalenses, 13,3% dos entrevistados acumulam desktop e notebook,
e 3,4% têm apenas o portátil.
"O notebook é uma alternativa prática que faz
tudo, e pode ser transportado para qualquer lugar. Há um
ano o equipamento custava, em média, R$ 4 mil, e hoje pode-se
encontrar por menos de R$1,1 mil", disse o presidente da ANEINFO
(Associação Norte-rio-grandense de Empresas de Informática)
e empresário, Afrânio Miranda.
Os desktops, segundo Miranda, atualmente mais procurados pelas classes
com renda mais baixa e para uso coletivo da família, podem
ser encontrados em valores inferiores a R$ 1 mil. "As parcelas
facilitam a aquisição e, dependendo do fabricante,
dividem até sem juros". Enquanto a aceitação
do notebook aumenta, o ano de 2008 é crucial para os monitores
CRT (Cathodic Ray Tube), vencidos pelo design e qualidade superior
da tecnologia LCD (Tela de cristal líquido).
"Há dois anos, uma tela de LCD era equivalente ao de
um computador, cerca de R$ 2 mil. Hoje já são encontradas
por menos de um quarto desse valor", disse o presidente da
Aneinfo. Além do baixo consumo de energia, o novo monitor
não emite radiações nocivas e forma imagens
praticamente perfeitas, estáveis e, conseqüentemente,
mais confortáveis aos olhos.
Usuário
natalense tem perfil jovem
A pesquisa obtida pela Plugtech mostrou que o computador predomina
nos lares em que moram jovens na faixa etária de 16 a 19
anos, e cuja renda média familiar é de quatro a oito
salários mínimos. Os notebooks, por sua vez, estão
mais presentes entre famílias de poder aquisitivo mais elevado,
e que residem nas zonas Sul e Leste de Natal. Os menores índices
de propriedade de PCs foram identificados no público entre
30 e 39 anos, renda mais baixa e residência na zona Oeste.
"As famílias com renda mais limitada têm mais
interesse em comprar um computador pelo preço do que pela
configuração. E não se importam de pagar juros,
desde que possam dividir a compra em várias parcelas, às
vezes, em cinco anos", explicou a proprietária da Plugtech,
empresa que monta e personaliza máquinas para quatro lojas
da capital, cada uma com sua marca de comercialização.
"As configurações mais vendidas são praticamente
as mesmas, independente da marca. O que muda são alguns acessórios
da máquina, que encarecem o preço, como memória,
gravador de DVD, etc.".
Rose Barros conta que além do mercado nacional, os equipamentos
montados em sua empresa são adquiridos do continente asiático.
A pesquisa de perfil do usuário natalense considerou a população
adulta com idade a partir de 18 anos e pertencente às classes
A, B, C e D, classificadas pela renda média familiar declarada.
Despoluição
e prevenção só em 2009
Cezar
Alves
Da Redação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 26 de novembro
de 2006 instalou o Comitê Provisório para gerenciar
a Bacia Hidrográfica Piranhas/Açu, que banha 148 municípios
dos estados da Paraíba e Rio Grande do Norte, porém,
até hoje, não se tem conhecimento de atividade prática
no sentido de despoluir ou preservar o manancial nos dois estados.
A previsão do Governo é o trabalho começar
em 2009.
A bacia hidrográfica Piranhas/Açu tem sido motivo
de inúmeras reportagens nos últimos cinco anos, depois
da divulgação de artigos científicos de pesquisadores
do Centro Federal de Educação Tecnológica (CEFET)
e da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), respectivamente
Andréia Lessa e Ivaneide Soares.
O primeiro trabalho publicado foi de André Lessa, em 2003.
Apontava que a água do rio Piranhas/Açu, especialmente
no eixo Itajá/Macau, estava poluída com coliformes
fecais e uma grande concentração de agrotóxicos.
O trabalho de Ivaneide Soares foi publicado em novembro de 2005,
mostrando que, além dos agrotóxicos e coliformes fecais,
havia outro perigo no rio Piranhas/Açu: a cianobactéria,
uma espécie de lodo que libera uma toxina altamente prejudicial
à saúde.
O estudo de Ivaneide Soares foi mais amplo. Cobriu todos os reservatórios
de água doce do Estado. A pesquisadora mostrou a necessidade
urgente das autoridades políticas e a própria população
passar a preservar os reservatórios. Depois da publicação
dos artigos, os Ministérios Públicos Federal e Estadual
instauraram procedimentos investigativos para acompanhar o trabalho
das autoridades do governo para despoluir os reservatórios
e estancar a poluição.
A primeira grande conquista foi a instalação do Comitê
Gestor da bacia hidrográfica Piranhas/Açu, no dia
26 de novembro de 2006, pelo presidente Luiz Inácio Lula
da Silva. Em 2007, os estudos continuaram, mas o assunto caiu no
esquecimento da mídia. Em 2008, a cheia do rio Piranhas/Açu
trouxe de volta o assunto. O manancial teria sido renovado, porém
a poluição continua.
Os 46 municípios do Rio Grande do Norte banhados pela bacia
hidrografia Piranhas/Açu são mais prejudicadas pela
poluição. Atualmente, mais de 500 mil pessoas consumem
água do manancial. São mais de 40 cidades, inclusive
Mossoró. A areia irrigada chega a 30 mil hectares. Mais de
5 mil hectares de lâmina de água produzindo camarão
no delta do Piranhas/Açu.
A segunda conquista dos ambientalistas em prol do piranhas/Açu
foi forçar o Governo do Estado, através da Secretaria
Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, com apoio
do Cefet, UFRN, Instituto de Águas do Rio Grande do Norte
(IGARN) e Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais
Renováveis (IBAMA), a fazer um levantamento do grau de poluição
do manancial na Paraíba e Rio Grande do Norte.
Esta semana, a diretoria provisória do Comitê Gestor
da bacia hidrográfica Piranhas/Açu se reuniu quinta-feira
em João Pessoa. O vice-governador e secretário de
Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMARH), Iberê Ferreira
de Souza, presidiu os debates. O diretor do Igarn, Celso Veiga,
também esteve presente. O objetivo do encontro foi tratar
da aprovação do regulamento que dispõe sobre
a comissão eleitoral e aprovação do regimento
interno. A Agência Nacional de Águas fez uma exposição
do projeto de esclarecimento social do trabalho do Comitê
Gestor.
Conselho
Gestor terá representantes de todos os seguimentos
O coordenador de gestão da Semarh, Félix Fialho, disse
que o Comitê Gestor já está trabalhando em prol
do rio Piranhas/Açu. Atualmente o trabalho consiste na elaboração
e aprovação do regimento e do comitê que vai
presidir a escolha dos 40 membros do Conselho Gestor.
Atualmente, segundo Fialho, o Governo do Estado está, através
do Igarn, fazendo um estudo na calha da bacia hidrográfica
no Rio Grande do Norte e Paraíba. Trata-se de um levantamento
técnico precioso para a elaboração de projetos.
"É esse estudo que vai nortear as primeiras ações
práticas em benefício do manancial", diz Félix
Fialho.
Paralelo ao levantamento técnico, Fialho destacou a formação
do comitê gestor, que terá representantes dos usuários,
como carcinicultores, pecuaristas, irrigantes, representantes do
Governo do Estado, Governo Federal, dos municípios, das entidades
de ensino superior como UFRN, Uern, Ufersa e Cefet, entidades não-governamentais,
entre outras entidades representantes da sociedade civil e privada.
31
cidades do Estado precisam de saneamento básico
O primeiro trabalho sugerido pelo Conselho Gestor será o
saneamento básico de todas as cidades margem da bacia hidrográfica
Piranhas/Açu. Segundo Félix Fialho, no primeiro levantamento
já ficou comprovado a necessidade de investimentos em saneamento
básico em 31 cidades nos dois estados.
No Rio Grande do Norte, as cidades que mais poluíram o rio
Piranhas/Açu são Jardim de Piranhas, Jucurutu, Assu,
Alto do Rodrigues e Pendências.
Destas cidades, a Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande
do Norte trabalha há dois anos para concluir o saneamento
básico. O município de Assu conseguiu os recursos,
mas ainda não iniciou as obras.
Com relação ao rejeito industrial, Félix Fialho
disse que a providência será tomada a partir da eleição
dos 40 conselheiros do Comitê Gestor, o que deve acontecer
até março de 2009.
A terceira frente de trabalho em prol do rio será de conscientização
da população para preservar o rio Piranhas/Açu.

Estado
agiliza contratação de serviços médicos
para evitar prisão de secretário
O
Governo do Estado abriu licitação para contratar unidades
particulares de saúde para exames de tomografia computadorizada
e ressonância magnética para evitar que a justiça
decrete a prisão do ex-secretário Adelmaro Cavalcante,
da Saúde, a pedido do Ministério Público Estadual.
O pedido do Ministério Público foi feito semana passada.
A ação foi assinada pela promotora de Justiça
Iara Maria Pinheiro de Albuquerque. O processo está nas mãos
do juiz da 3ª Vara da Infância e Juventude da Comarca
de Natal, Homero Lechner.
A promotora alega que o secretário descumpriu decisão
da Justiça, que acabava com filas de espera e assegurava
exames de ressonância magnética e de tomografia computadorizada
às crianças e aos adolescentes do Estado do Rio Grande
do Norte, conforme havia sido decidido ano passado.
Em novembro de 2007, o Ministério Público ajuizou
Ação Civil Pública na Justiça, cobrando
soluções emergenciais para o problema. Na época,
havia 451 crianças e adolescentes aguardando uma oportunidade
para exames de ressonância, e mais 540 esperavam por uma tomografia.
Semana passada, a promotora de Justiça Iara Pinheiro foi
informada que a quantidade de crianças e adolescentes necessitando
de uma tomografia, ao invés de reduzir conforme determinação
da Justiça, fez foi subir para 628. E outras 363 crianças
precisam de ressonância magnética.
Diante do quadro, não restou outra alternativa, se não
a promotora de Justiça Iara Pinheiro cobrar da decisão
a prisão do secretário Adelmaro Cavalcante por descumprimento
da decisão judicial.
A promotora pede ainda que o Estado seja obrigado a erradicar em
até dois meses a fila de espera por tomografia computadorizada
e ressonância nuclear magnética para os pacientes infanto-juvenis
residentes na Capital e no interior do Estado.
Pede que a Justiça faça o Estado cumprir a obrigação
de garantir a saúde pública no setor privado e pagando
valores de mercado até que a rede pública seja dotada
de equipamentos suficientes para oferecer o serviço a contento.
Enquanto isso, a ação prevê ainda multa por
descumprimento da decisão da Justiça.
No início desta semana, a Assessoria de Comunicação
do Governo do Estado anunciou que a Secretaria Estadual de Saúde
vai contratar prestadores de serviços de Tomografia Computadorizada
e Ressonância Magnética em crianças e adolescentes
usuários da rede pública. A contratação
das empresas serão através de processo licitatório
simplificado, o que quer dizer que até a próxima semana
o serviço já vai está disponível na
Capital e no interior do Estado.
Conselho
Nacional de Justiça aprova
fiscalização de juízes nas comarcas
O
Conselho Nacional de Justiça (CNJ) negou uma liminar com
a qual a Associação dos Magistrados do Rio Grande
do Norte (Amarn) queria derrubar a fiscalização que
vem sendo feita pelo Corregedor Geral de Justiça do Rio Grande
do Norte, desembargador Cristóvam Praxedes, para averiguar
a presença de juízes no horário de expediente
das comarcas.
O CNJ entendeu que não há perigo de haver prejuízos
aos juízes por causa de uma suposta demora no julgamento
do mérito da ação com a qual a Amarn pede que
o Corregedor Cristóvam Praxedes pare de telefonar para as
comarcas para saber se os magistrados estão no expediente
dos fóruns.
A negativa da liminar foi assinada no dia 24 de junho, terça-feira,
em Brasília, pelo ministro relator do Conselho Nacional de
Justiça, Altino Pedrozo dos Santos. Esta foi a segunda liminar
negada à Associação dos Magistrados sobre o
mesmo assunto.
Segundo o relator, como não há prova de que algum
magistrado submetido à fiscalização tenha sofrido
algum dano, não há necessidade de uma liminar.
Enquanto aguarda o julgamento do mérito do pedido da Associação
dos Magistrados, o Corregedor Cristóvam Praxedes continua
a fiscalização com o uso do telefone, agora ampliando
as ligações também para varas de justiça
da capital.
Não há outra forma da Corregedoria fazer essa fiscalização,
que é uma obrigação do corregedor, se não
o uso do telefone, pois seria inviável viajar a algumas comarcas
que distam mais de 350km da capital ou ir, pessoalmente, a todas
as varas do fórum de Natal?, explica o Corregedor Cristóvam
Praxedes.
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