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TOTAL
Teatro
e cinema no Chuva de Bala
O público que for ao adro da Capela
de São Vicente, no centro de Mossoró, para assistir
à versão 2008 do espetáculo Chuva de Bala no
País de Mossoró certamente vai surprender-se, pela
encenação que em nada lembra as de anos anteriores.
As novidades começam pelo formato, com cinema e teatro se
misturando, para que a história seja contada de forma didática.
Tudo se deve ao novo formato do palco, com três telões
no adro da capela de São Vicente, para projeção
de imagens intercaladas com a encenação em palco.
São seis momentos diferentes mostrando a tentativa da invasão
de Mossoró pelo bando de Lampião contados pelo cinema.
A produtora executiva do Chuva de Bala, Toinha Lopes, diz que as
filmagens abordam momentos como a travessia do rio Mossoró
pelos cangaceiros, a passagem pela ponte de ferro, o momento em
que o bando entrou na cidade e a prisão do cangaceiro Jararaca,
que foi morto depois.
Toinha explica que as cenas estão sendo filmadas com o mesmo
elenco do espetáculo de palco. A idéia é que
o filme seja exibido nos telões. Proporcionalmente à
projeção cinematográfica, os atores entram
no palco, como se estivessem saindo de dentro dos telões.
"É uma proposta arrojada. Vai surpreender", garante
a produtora.
As filmagens foram acompanhadas pessoalmente pelo novo diretor do
Chuva de Bala, Elieser Rolim, que pretende fazer com que o público
tenha uma visão mais real do fato histórico, com a
encenação nos locais onde os fatos contados realmente
aconteceram.
As novidades do Chuva de Bala não se resumem a essa mistura
de teatro com cinema. O diretor Elieser Rolim realizou mudanças
radicais no espetáculo, começando pela retirada da
personagem Antônia, que era feita pela atriz Tony Silva. Este
ano o espetáculo é mais direto e sem narrativa. A
trilha sonora também será totalmente nova, assinada
pelos artistas Gideão Lima e Fábio Monteiro, de Mossoró.
Há mudanças também no elenco, com novos atores
fazendo os personagens principais, como Rydjnweine Ferreira no papel
de Lampião, e Paulo André no papel do prefeito Rodolfo
Fernandes.
Este ano o Chuva de Bala no País de Mossoró terá
uma hora de duração, com 70 atores no palco. Dois
grupos de percussão, cada um formado por 15 crianças,
vão se revezar. Mais 50 crianças do Programa de Erradicação
do Trabalho Infantil (PETI) formando uma pirâmide de cristais.
O Chuva de Bala no País de Mossoró, edição
2008, terá uma nova roupagem, mas continuará como
uma a peça teatral ao ar livre, encenada no adro na Igreja
de São Vicente, e lembra a resistência do povo mossoroense
ao bando de Lampião. Esse ano será dirigida pelo paraibano
Eliézer Rolin. O espetáculo é um dos diferenciais
do Mossoró Cidade Junina, que combina tradição
junina com teatro e outras manifestações culturais.
O evento, apresentado todos os anos no adro da Capela de São
Vicente - cenário real da batalha em que a população
mossoroense liderada pelo prefeito Rodolfo Fernandes conteve o bando
de Lampião - teve um diferencial no ano passado. Além
da última participação do diretor João
Marcelino, a resistência ao bando de Lampião comemorou
80 anos e amarrou um laço que antes dividia a profissionalização
do teatro e a vontade de estar na arte.
Segundo a produtora Toinha Lopes, a nova roupagem inclui desde o
elenco, cerca de 60 pessoas, até detalhes do roteiro, das
músicas e do figurino. O diretor paraibano Eliezer Rolin
começou no sábado passado a fazer a seleção
dos atores para o espetáculo. "A seleção
na verdade, foi neste fim de semana", explicou Toinha.
Chineses
defendem boicote aos filmes de Sharon Stone
Da Ansa, em Los Angeles
Os filmes de Sharon Stone correm o risco de serem boicotados na
China, isso após as polêmicas declarações
da atriz.
Em uma entrevista concedida no Festival de Cannes e publicada no
site "Hollyscoop.com", ela definiu a tragédia do
terremoto em Sichuan como um evento "interessante", ocorrido
como uma espécie de "punição divina"
em resposta à repressão chinesa no Tibete.
Sharon Stone disse também que o terremoto que atingiu o oeste
da China no último dia 12 de maio, causando mais de 70 mil
mortes, foi o efeito de um "karma desfavorável".
"Após ter visto a violência e o sangue no Tibete,
me questionei e não conseguia entender. Depois houve o terremoto
e então percebi que se tratava de um karma", disse a
atriz.
Segundo Sharon, o terremoto não teria sido nada mais que
uma punição merecida aos chineses por terem sufocado
as reivindicações dos monges budistas.
A resposta da China veio logo em seguida, com os jornais, as televisões
e a opinião pública criticando duramente a atriz e
defendendo o boicote de seus filmes.
Alguns replicaram que, com base na filosofia, também o tsunami
de 2004 e os ataques de 11 de setembro de 2001 deveriam ser simplesmente
um karma desfavorável. Outros, por sua vez, disseram que
até mesmo Dalai Lama deve estar envergonhado com o que Sharon
Stone disse.
Os protestos contra a atriz se espalharam também pela internet,
como no site YouTube, onde está postado o vídeo com
as declarações de Sharon Stone.

Lilia
Cabral diz que está cheia dessa história
Da Folha Online
A atriz Lilia Cabral, que volta ao ar na próxima segunda-feira
(2) como a dona-de-casa Catarina, em "A Favorita" (Globo),
disse que não acha produtiva a polêmica em torno do
beijo gay no fim da novela "Duas Caras", de Aguinaldo
Silva.
"Acho que o que vale é a capacidade de se encontrar
em outra pessoa e ser feliz. Isso tem muito mais valor humano do
que simplesmente essa história de ter ou não beijo
gay, que a mim me enche um pouco", declarou a atriz.
"Eu acho que essa história [do beijo gay] torna tudo
muito pequeno. O beijo é na intimidade", disse a atriz,
durante a festa de lançamento da novela que vai substituir
"Duas Caras", realizada na Casa Fasano, em São
Paulo, no último domingo (25).
O beijo gay, defendido por Aguinaldo Silva, não foi gravado
na cena do casamento dos personagens Bernardinho (Thiago Mendonça)
e Carlão (Lugui Palhares). A cúpula da Globo proibiu
o diretor Wolf Maya de gravar a cena.
O ator Lugui Palhares participou do "Mais Você"
(Globo), na manhã de hoje. A apresentadora Ana Maria Braga
exibiu durante a conversa um especial com todos os casais homossexuais
das novelas da Globo e perguntou a ele se o beijo gay iria acontecer.
O intérprete de Carlão preferiu não responder
à pergunta.
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