

Uma carta de Chico Paula
Se você
ainda não leu as cartas de Fernando Sabino, do estrangeiro,
para Hélio Pellegrino, Otto Lara Resende e Paulo Mendes Campos,
escritores mineiros como ele, não sabe o que perde. Em todas
elas, como não poderia deixar de ser, a marca em brasa do
escritor. Mas, digo logo, não estou aqui a comentar, sob
este ou aquele aspecto, nenhum! as cartas do escritor mineiro, tão
lido e apreciado por minha geração.
Nada disso. O que estou a dizer, e creio que já o disse de
outras ocasiões, paciência, é que sempre gostei
de ler cartas de grandes escritores, e não passo muito tempo
sem fazê-lo. Ainda agora, depois de ler as cartas de Fernando
Sabino, digo algumas, emendei com as do mestre Graciliano Ramos.
Se quer saber, com muito mais agrado o escritor alagoano, e não
será pela preventiva admiração maior que lhe
tenho como a escritor.
Lidas que foram suas, para mim, melhores cartas no endereço
de Alagoas, bateu-me a vontade de ir às cartas do Padre Antônio
Vieira, que direi com Rui Barbosa o mestre supremo da língua;
mas, já muito tarde da noite, o sono me apertando os olhos,
achei melhor aproveitar o ensejo, que durmo muito pouco. Mas nada.
Foi deitar-me e o sono evaporasse. E resolvi-me a retomar a leitura
das cartas do grande clássico, que possuo todas com os Sermões.
Qual! Não fui além de duas, porém; veio-me
a vontade de mexer nos meus papéis velhos, que não
acabam nunca, e isto porque me lembrei de ter guardadas algumas
cartas que, de Areia Branca, quando eu morava no Rio de Janeiro,
me havia escrito Chico Paula. Quem é? O maior escritor de
carta, comercial e não, que já terei conhecido ao
longo da vida. Empregado na Companhia, Comércio e Navegação.
Ali pelos anos 50. Nome integral: Francisco Paula da Costa.
Escritas do seu punho, numa caligrafia de amanuense de antigamente,
sem falar no estilo correto, e Chico Paula era um mestre mesmo na
arte de escrever. Mexi, remexi, botei a cabeça para trabalhar,
e nada. Ainda tentei (poderia ser) dar com uma delas esquecida dentro
de algum livro. Nisto, volta o sono, agora mais determinado, até
pela hora habitual. E sonhei recebendo, num lugar desconhecido,
esquisito, uma carta de Chico Paula.
Advocacia
Escritório nas salas 15 e 16 do segundo andar do Edifício
Mossoró, onde era o Banco de Mossoró: Sérgio
Coelho. Causas administrativas e tributárias.
Preço
A população atual do planeta Terra: 6,2 bilhões.
Em breve, seremos 9,5 bilhões. Significa isto que, com a
desenfreada destruição das fontes naturais de alimento,
o preço dos alimentos vai custar muito alto.
Apoio
A deputada Micarla, do PV, veio a Mossoró trazer o apoio
do seu partido à reeleição da prefeita Fafá
Rosado.
LINGUAGEM
FICAR EM
PÉ ou DE PÉ? Colega de trabalho no jornal quer saber
qual a forma correta. As duas. É o que ensinam os mestres
da palavra. Por igual, se pode dizer e escrever corretamente "estar
de férias" ou "estar em férias". Aproveitamos
o assunto preposição, para dizer, com fundamento nos
mestres mais autorizados do idioma, que tanto faz a locução
prepositiva "a despeito" como "em despeito de".
Esta última, por exemplo, tem a chancela do mestre supremo
do idioma, Rui Barbosa. É bom conhecer essas particularidades
da língua.
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