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PROTESTO EM ASSU
BR-304
passa dez horas interditada
Assu
- A BR-304, em Assu, passou dez horas interditada ontem por dois
mil pequenos produtores rurais do Vale do Açu, protestando
pela demora dos Governos do Estado e Federal em providenciar ajuda
para os prejuízos que tiveram com a cheia do rio Piranhas/Açu
este ano. O protesto formou um engarrafamento de aproximadamente
20 km. Eram caminhões, ônibus e carros pequenos que
precisavam se deslocar de Mossoró para Natal e no sentido
contrário.
O protesto começou às 6h. Foi organizado pelo Instituto
de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Rio Grande
do Norte (EVOLUÇÃO), com apoio de prefeituras, câmaras
municipais, sindicatos, Distrito Irrigado do Baixo Açu (DIBA)
e um esforço pessoal dos próprios trabalhadores. O
líder do movimento, Antônio de Paula Batista, conhecido
por Neto Borrego, destacou 13 reivindicações aos Governos
do Estado e Federal.
A interdição da BR-304 foi configurada às 8h40h
da manhã. "Só foi permitido a passagem de ambulâncias,
viaturas de polícia em diligência, carros transportando
mulheres grávidas e algumas situações especiais",
explicou Neto Borrego. Para evitar o tráfego na BR, os trabalhadores
montaram quatro tendas, postaram tratores, caminhões e fizeram
escavações nas laterais. Para impressionar, atearam
foto em vários pneus velhos e estenderam faixas comunicando
o motivo do protesto.
O principal motivo do protesto, segundo o prefeito Ronaldo Soares,
foi que os Governos do Estado e Federal, passados dois meses dos
estragos deixados pela enchente, só providenciaram cesta
básica e assim mesmo para ser distribuída por políticos.
"Nós não queremos feiras. Queremos ajuda para
recuperar a estrutura e voltar a produzir. Cesta básica é
enganação", destaca o trabalhador Francisco Carlos
Cavalcante, 45, que a enchente levou toda sua produção
de banana maçã em Ipanguaçu.
Assim como Francisco Carlos, mais de dois mil trabalhadores dos
municípios do Vale do Açu, conforme levantamento do
Instituto Evolução, perderam toda a produção
na várzea. O prejuízo total levantado pelo instituto
passa dos R$ 100 milhões. "Vai de uma horta a plantios
de banana, manga, melancia, entre outros cultivos que os produtores
perderam tudo. Alguns haviam investido com recursos próprios
e outros haviam feito empréstimos e agora não tem
nada", diz Neto Borrego.
O protesto foi encerrado por volta das 17h40, depois que os secretários
de Estado Fabian Saraiva, de Ação Social, e Canindé
de França, de Assuntos Fundiários e Reforma Agrária,
vieram ao município de Assu e agendaram uma reunião
para a comissão dos trabalhadores rurais com a governadora
Wilma de Faria, às 11h de hoje, na Governadoria em Natal.
Agricultores
de 43 cidades participam de caminhada na capital do Estado
Uma caminhada com cerca de 1.500 agricultores
de 43 municípios do Estado do Rio Grande do Norte aconteceu
na manhã de ontem em Natal. As famílias de agricultores
familiares seguiram em direção à Governadoria,
onde uma audiência foi realizada com a governadora Wilma de
Faria. A reunião foi organizada pela Federação
de Trabalhadores e Trabalhadoras da Agricultura Familiar do Rio
Grande do Norte (FETRAF). A principal proposta da reunião
era a reivindicação da habitação.
A Fetraf está construindo casas de alvenaria para que os
agricultores familiares deixem de morar em casas de taipa. "Essa
reunião tem como objetivo acelerar o repasse de 30% do custo
das casas, acordado no ano passado por parte do Estado", disse
Maria Cícera Franco Oliveira, coordenadora Estadual da Fetraf
no Rio Grande do Norte. "O agricultor já fez sua parte;
agora só falta o Estado", complementou.
As residências serão construídas com a ajuda
federal, 70% do valor de cada moradia (R$ 6 mil) e 30% com verba
do Estado (R$ 2,5 mil por moradia). De acordo com a assessoria da
Fetraf, as casas já estão em construção
e se o convênio não for assinado imediatamente o Estado
perderá R$ 3,1 milhões já conquistados pelos
agricultores familiares junto ao Governo Federal. Apenas 15 das
198 casas previstas para este ano foram erguidas até agora.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Pedro Velho
aguardava o resultado da reunião. O município espera
por dez residências. "Essa verba está para ser
liberada desde o ano passado. O Estado vai entrar com R$ 2,5 mil,
o Governo Federal com R$ 6 mil e o agricultor vai pagar um salário
mínimo pela nova casa", disse Sebastião Dantas.
O valor de um salário mínimo será revertido
em trabalhos sociais para o município. Emanuel Cruz, que
aguarda uma casa nova, esperava ansioso pelo fim do encontro. "Para
nós, essas construções são muito importantes.
Vivemos sem saneamento básico e nossas casas são de
taipa", disse o agricultor.
A reunião, que teve início às 11h, contou com
a presença da governadora Wilma de Faria, representantes
das Secretarias de Agricultura, Ação Social, Habitação,
Reforma Agrária, Educação, Comunicação,
além do Gabinete Civil, deputado estadual Fernando Mineiro
e seis coordenadores da Fetraf.
De acordo com o coordenador geral da Fetraf, a reunião terminou
às 14h e o Governo do Estado assinou um termo de compromisso
público para depositar dentro de dez dias R$ 500 mil para
a construção das residências pendentes. De acordo
com João Cabral, Wilma de Faria prometeu que dentro de 30
dias assinará um convênio para a construção
de mais 500 casas, no valor de R$ 1,3 milhão.
"Outras questões também foram abordadas na reunião,
como saúde, educação, transporte e regulamentação
de algumas áreas. E o que ficou pendente será definido
com as secretarias até a próxima semana", disse
João Cabral. As 183 casas que estavam atrasadas começarão
a ser erguidas imediatamente e as obras para as 500 novas residências
devem ter início em julho, de acordo com o coordenador geral.
"Se por acaso houver atraso buscaremos imediatamente a solução",
disse.
Prefeitos
de 16 municípios se reúnem para discutir soluções
Jotta
Paiva
Alto Oeste
Francisco Dantas - Prefeitos de 16 municípios integrantes
da Associação dos Municípios do Alto Oeste
(AMORN) se reúnem hoje, a partir das 9h da manhã,
na sede da Câmara Municipal da cidade, para discutir sobre
a segurança pública na região e os problemas
causados por vários incidentes relacionados a ausência
de investimento no setor.
O encontro será coordenado pelo presidente da Amorn, prefeito
de Francisco Dantas, Geraldo Margela, proponente da discussão.
Segundo ele, o alto índice de assaltos, arrombamento e tentativas
de homicídios está tirando o sono do povo da região
que cobra uma resposta imediata do poder público.
O prefeito convidou autoridades de todo o Estado, incluindo a governadora
Wilma de Faria; secretário estadual de Segurança,
Carlos Castim; comandante geral da Polícia Militar, Coronel
Marcondes Pinheiro; Coronel Freitas, comandante do Comando de Policiamento
do interior; delegado regional da Civil, bacharel Inácio
Rodrigues e o presidente da Federação dos Municípios
do RN, José Lins.
Geraldo Margela reclama que na primeira gestão da governadora
Wilma foi feito um trabalho de combate ao crime com a utilização
de polícia volante, operações nas diversas
regiões do Estado e delegados especializados no combate ao
crime organizado e atuação de quadrilhas.
"Infelizmente esse trabalho foi interrompido, não sei
por qual motivo, deixando as cidades e a população
a mercê do banditismo", informou Geraldo, que conseguiu
o apoio dos outros prefeitos durante encontros anteriores para discussão
do tema.
O prefeito alerta que constantemente acontece assalto nos ônibus
que fazem linha em alguns trechos do Alto Oeste. "Esse é
um problema que está se tornando rotineiro, as pessoas estão
com medo e isso tem prejudicado vários setores", comentou.
Na reunião de hoje, além de apresentarem dados e números
sobre o problema da falta de segurança, os prefeitos também
trarão idéias e soluções para orientar
a polícia e o governo do Estado nos métodos de combate
ao crime. A expectativa é que depois desse encontro o investimento
no setor de segurança seja ampliado.
Professores
reclamam da falta de segurança
Professores do ensino superior da região reclamam a falta
de segurança nas estradas que cortam o Alto e Médio
Oeste. Do ano passado até aqui foram vários os assaltos
ocorridos contra os veículos que conduzem os profissionais
do campus de Mossoró e Pau dos Ferros para os núcleos
de ensino superior. Segundo a vice-diretora do campus avançado
de Pau dos Ferros, Joseney de Queiroz Dantas, o carro que faz o
transporte até São Miguel já foi assaltado
três vezes e o fato já aconteceu com os veículos
de Umarizal, Caraúbas, Patu, Assu e Alexandria.
"Havíamos discutido a possibilidade dos professores
dormirem nas cidades, mas não foi possível, com isso
eles continuam correndo o risco nas estradas. Muitos até
já desistiram prejudicando o andamento dos cursos",
argumentou Joseney.
Ela alerta que o que tem tornado a viagem mais perigosa é
o problema da RN-117 que se rompeu com as chuvas. Por causa disso
o transporte precisa subir a serra de Portalegre onde há
maior perigo.
Delegado
nega que problema seja grave
O delegado regional da Polícia Civil, bacharel Inácio
Rodrigues, disse que as informações repassadas pelo
prefeito Geraldo Margela não condizem com a verdade. "Ele
está confundindo essa região com o Médio Oeste
onde a incidência de criminalidade é grande",
disse.
Segundo ele, do ano passado até aqui só foram registrados
nove homicídios na região e todo os meliantes já
estão presos. "Só tivemos uns 8 assaltos durante
esse tempo todo e os praticantes já foram detidos",
complementa.
Para Inácio, esse problema está sendo levantado porque
no ano passado o prefeito Geraldo Margela deixou R$ 32 mil em espécie
na casa de uma secretária e esse dinheiro foi roubado.
"É por isso que está se dando tanta ênfase.
Mas garanto que temos tudo sob controle no Alto Oeste, contamos
com 20 policiais civis e duas viaturas trabalhando constantemente",
finalizou.

Jornada
Geográfica movimenta Campus
Pau
dos Ferros - O Departamento de Geografia do campus avançado
Professora Maria Elisa de Albuquerque Maia (CAMEAM) realiza até
sexta-feira, 30, a IV Jornada Geográfica. O evento discutirá
as leituras geográficas dos sertões do Nordeste, através
de conferências, palestras, mini-cursos, mostras e debates.
A solenidade de abertura ocorreu ontem, às 19 horas, com
a conferência da professora Maria de Fátima Ferreira
Rodrigues da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e apresentações
culturais.
Para a coordenação, compreender o Nordeste é
essencialmente uma construção dinâmica de um
conceito que permeia a sociedade civil. A jornada discutirá
entre outros temas a literatura, políticas públicas,
meios de comunicação, imaginário que norteou
a cultura de um povo.
O evento mobilizará todo o campus, envolvendo alunos de todas
as regiões do Rio Grande do Norte e dos Estados da Paraíba
e Ceará. Os trabalhos aprovados pela comissão científica
coordenados pelos professores e orientadores do Cameam serão
entregues na sexta-feira durante a tarde.
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