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MOSSORÓ (RN), QUINTA-FEIRA, 29/05/2008 (ATUALIZADO: 01:37hs)
 
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» BR-304 passa dez horas interditada

» Agricultores de 43 cidades participam de caminhada na capital
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PROTESTO EM ASSU

BR-304 passa dez horas interditada
Assu - A BR-304, em Assu, passou dez horas interditada ontem por dois mil pequenos produtores rurais do Vale do Açu, protestando pela demora dos Governos do Estado e Federal em providenciar ajuda para os prejuízos que tiveram com a cheia do rio Piranhas/Açu este ano. O protesto formou um engarrafamento de aproximadamente 20 km. Eram caminhões, ônibus e carros pequenos que precisavam se deslocar de Mossoró para Natal e no sentido contrário.
O protesto começou às 6h. Foi organizado pelo Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Rio Grande do Norte (EVOLUÇÃO), com apoio de prefeituras, câmaras municipais, sindicatos, Distrito Irrigado do Baixo Açu (DIBA) e um esforço pessoal dos próprios trabalhadores. O líder do movimento, Antônio de Paula Batista, conhecido por Neto Borrego, destacou 13 reivindicações aos Governos do Estado e Federal.
A interdição da BR-304 foi configurada às 8h40h da manhã. "Só foi permitido a passagem de ambulâncias, viaturas de polícia em diligência, carros transportando mulheres grávidas e algumas situações especiais", explicou Neto Borrego. Para evitar o tráfego na BR, os trabalhadores montaram quatro tendas, postaram tratores, caminhões e fizeram escavações nas laterais. Para impressionar, atearam foto em vários pneus velhos e estenderam faixas comunicando o motivo do protesto.
O principal motivo do protesto, segundo o prefeito Ronaldo Soares, foi que os Governos do Estado e Federal, passados dois meses dos estragos deixados pela enchente, só providenciaram cesta básica e assim mesmo para ser distribuída por políticos. "Nós não queremos feiras. Queremos ajuda para recuperar a estrutura e voltar a produzir. Cesta básica é enganação", destaca o trabalhador Francisco Carlos Cavalcante, 45, que a enchente levou toda sua produção de banana maçã em Ipanguaçu.
Assim como Francisco Carlos, mais de dois mil trabalhadores dos municípios do Vale do Açu, conforme levantamento do Instituto Evolução, perderam toda a produção na várzea. O prejuízo total levantado pelo instituto passa dos R$ 100 milhões. "Vai de uma horta a plantios de banana, manga, melancia, entre outros cultivos que os produtores perderam tudo. Alguns haviam investido com recursos próprios e outros haviam feito empréstimos e agora não tem nada", diz Neto Borrego.
O protesto foi encerrado por volta das 17h40, depois que os secretários de Estado Fabian Saraiva, de Ação Social, e Canindé de França, de Assuntos Fundiários e Reforma Agrária, vieram ao município de Assu e agendaram uma reunião para a comissão dos trabalhadores rurais com a governadora Wilma de Faria, às 11h de hoje, na Governadoria em Natal.

Agricultores de 43 cidades participam de caminhada na capital do Estado
Uma caminhada com cerca de 1.500 agricultores de 43 municípios do Estado do Rio Grande do Norte aconteceu na manhã de ontem em Natal. As famílias de agricultores familiares seguiram em direção à Governadoria, onde uma audiência foi realizada com a governadora Wilma de Faria. A reunião foi organizada pela Federação de Trabalhadores e Trabalhadoras da Agricultura Familiar do Rio Grande do Norte (FETRAF). A principal proposta da reunião era a reivindicação da habitação.
A Fetraf está construindo casas de alvenaria para que os agricultores familiares deixem de morar em casas de taipa. "Essa reunião tem como objetivo acelerar o repasse de 30% do custo das casas, acordado no ano passado por parte do Estado", disse Maria Cícera Franco Oliveira, coordenadora Estadual da Fetraf no Rio Grande do Norte. "O agricultor já fez sua parte; agora só falta o Estado", complementou.
As residências serão construídas com a ajuda federal, 70% do valor de cada moradia (R$ 6 mil) e 30% com verba do Estado (R$ 2,5 mil por moradia). De acordo com a assessoria da Fetraf, as casas já estão em construção e se o convênio não for assinado imediatamente o Estado perderá R$ 3,1 milhões já conquistados pelos agricultores familiares junto ao Governo Federal. Apenas 15 das 198 casas previstas para este ano foram erguidas até agora.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Pedro Velho aguardava o resultado da reunião. O município espera por dez residências. "Essa verba está para ser liberada desde o ano passado. O Estado vai entrar com R$ 2,5 mil, o Governo Federal com R$ 6 mil e o agricultor vai pagar um salário mínimo pela nova casa", disse Sebastião Dantas. O valor de um salário mínimo será revertido em trabalhos sociais para o município. Emanuel Cruz, que aguarda uma casa nova, esperava ansioso pelo fim do encontro. "Para nós, essas construções são muito importantes. Vivemos sem saneamento básico e nossas casas são de taipa", disse o agricultor.
A reunião, que teve início às 11h, contou com a presença da governadora Wilma de Faria, representantes das Secretarias de Agricultura, Ação Social, Habitação, Reforma Agrária, Educação, Comunicação, além do Gabinete Civil, deputado estadual Fernando Mineiro e seis coordenadores da Fetraf.
De acordo com o coordenador geral da Fetraf, a reunião terminou às 14h e o Governo do Estado assinou um termo de compromisso público para depositar dentro de dez dias R$ 500 mil para a construção das residências pendentes. De acordo com João Cabral, Wilma de Faria prometeu que dentro de 30 dias assinará um convênio para a construção de mais 500 casas, no valor de R$ 1,3 milhão.
"Outras questões também foram abordadas na reunião, como saúde, educação, transporte e regulamentação de algumas áreas. E o que ficou pendente será definido com as secretarias até a próxima semana", disse João Cabral. As 183 casas que estavam atrasadas começarão a ser erguidas imediatamente e as obras para as 500 novas residências devem ter início em julho, de acordo com o coordenador geral. "Se por acaso houver atraso buscaremos imediatamente a solução", disse.

Prefeitos de 16 municípios se reúnem para discutir soluções
Jotta Paiva
Alto Oeste

Francisco Dantas - Prefeitos de 16 municípios integrantes da Associação dos Municípios do Alto Oeste (AMORN) se reúnem hoje, a partir das 9h da manhã, na sede da Câmara Municipal da cidade, para discutir sobre a segurança pública na região e os problemas causados por vários incidentes relacionados a ausência de investimento no setor.
O encontro será coordenado pelo presidente da Amorn, prefeito de Francisco Dantas, Geraldo Margela, proponente da discussão. Segundo ele, o alto índice de assaltos, arrombamento e tentativas de homicídios está tirando o sono do povo da região que cobra uma resposta imediata do poder público.
O prefeito convidou autoridades de todo o Estado, incluindo a governadora Wilma de Faria; secretário estadual de Segurança, Carlos Castim; comandante geral da Polícia Militar, Coronel Marcondes Pinheiro; Coronel Freitas, comandante do Comando de Policiamento do interior; delegado regional da Civil, bacharel Inácio Rodrigues e o presidente da Federação dos Municípios do RN, José Lins.
Geraldo Margela reclama que na primeira gestão da governadora Wilma foi feito um trabalho de combate ao crime com a utilização de polícia volante, operações nas diversas regiões do Estado e delegados especializados no combate ao crime organizado e atuação de quadrilhas.
"Infelizmente esse trabalho foi interrompido, não sei por qual motivo, deixando as cidades e a população a mercê do banditismo", informou Geraldo, que conseguiu o apoio dos outros prefeitos durante encontros anteriores para discussão do tema.
O prefeito alerta que constantemente acontece assalto nos ônibus que fazem linha em alguns trechos do Alto Oeste. "Esse é um problema que está se tornando rotineiro, as pessoas estão com medo e isso tem prejudicado vários setores", comentou.
Na reunião de hoje, além de apresentarem dados e números sobre o problema da falta de segurança, os prefeitos também trarão idéias e soluções para orientar a polícia e o governo do Estado nos métodos de combate ao crime. A expectativa é que depois desse encontro o investimento no setor de segurança seja ampliado.

Professores reclamam da falta de segurança
Professores do ensino superior da região reclamam a falta de segurança nas estradas que cortam o Alto e Médio Oeste. Do ano passado até aqui foram vários os assaltos ocorridos contra os veículos que conduzem os profissionais do campus de Mossoró e Pau dos Ferros para os núcleos de ensino superior. Segundo a vice-diretora do campus avançado de Pau dos Ferros, Joseney de Queiroz Dantas, o carro que faz o transporte até São Miguel já foi assaltado três vezes e o fato já aconteceu com os veículos de Umarizal, Caraúbas, Patu, Assu e Alexandria.
"Havíamos discutido a possibilidade dos professores dormirem nas cidades, mas não foi possível, com isso eles continuam correndo o risco nas estradas. Muitos até já desistiram prejudicando o andamento dos cursos", argumentou Joseney.
Ela alerta que o que tem tornado a viagem mais perigosa é o problema da RN-117 que se rompeu com as chuvas. Por causa disso o transporte precisa subir a serra de Portalegre onde há maior perigo.

Delegado nega que problema seja grave
O delegado regional da Polícia Civil, bacharel Inácio Rodrigues, disse que as informações repassadas pelo prefeito Geraldo Margela não condizem com a verdade. "Ele está confundindo essa região com o Médio Oeste onde a incidência de criminalidade é grande", disse.
Segundo ele, do ano passado até aqui só foram registrados nove homicídios na região e todo os meliantes já estão presos. "Só tivemos uns 8 assaltos durante esse tempo todo e os praticantes já foram detidos", complementa.
Para Inácio, esse problema está sendo levantado porque no ano passado o prefeito Geraldo Margela deixou R$ 32 mil em espécie na casa de uma secretária e esse dinheiro foi roubado.
"É por isso que está se dando tanta ênfase. Mas garanto que temos tudo sob controle no Alto Oeste, contamos com 20 policiais civis e duas viaturas trabalhando constantemente", finalizou.

Jornada Geográfica movimenta Campus
Pau dos Ferros - O Departamento de Geografia do campus avançado Professora Maria Elisa de Albuquerque Maia (CAMEAM) realiza até sexta-feira, 30, a IV Jornada Geográfica. O evento discutirá as leituras geográficas dos sertões do Nordeste, através de conferências, palestras, mini-cursos, mostras e debates.
A solenidade de abertura ocorreu ontem, às 19 horas, com a conferência da professora Maria de Fátima Ferreira Rodrigues da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e apresentações culturais.
Para a coordenação, compreender o Nordeste é essencialmente uma construção dinâmica de um conceito que permeia a sociedade civil. A jornada discutirá entre outros temas a literatura, políticas públicas, meios de comunicação, imaginário que norteou a cultura de um povo.
O evento mobilizará todo o campus, envolvendo alunos de todas as regiões do Rio Grande do Norte e dos Estados da Paraíba e Ceará. Os trabalhos aprovados pela comissão científica coordenados pelos professores e orientadores do Cameam serão entregues na sexta-feira durante a tarde.



       




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