

PRINCÍPIO
DE REBELIÃO
Transferência
de presa provoca
protesto no Presídio João Chaves
Natal - A Penitenciária Feminina João
Chaves viveu momentos de tensão entre a noite de segunda-feira
e a manhã de ontem. Em 12 horas, as presas promoveram dois
motins. O tumulto foi provocado pela possibilidade de retorno de
uma presa que criava problemas e também para chamar a atenção
das precárias condições da carceragem. As detentas
queimaram colchões e promoveram quebra-quebra.
A penitenciária feminina, instalada nas imediações
do Presídio Provisório Raimundo Nonato, e ao lado
do Centro Cultural construído sob as ruínas da extinta
penitenciária João Chaves, abrigava ontem 68 presas
e tem capacidade para 60. Apesar do excesso de presas, a direção
daquela unidade prisional garantiu que ainda não há
motivo para alarde e que a situação está dentro
do limite tolerável.
O primeiro problema surgiu do boato de que a presa Jeane Soares,
20 anos, ia retornar à João Chaves. Presa por roubo,
ela tinha sido transferida para João Pessoa (PB), depois
de várias brigas e furtos no xadrez. A possibilidade de retorno
dela causou um motim na noite de segunda-feira, que foi controlado
com o apoio da guarda do Complexo João Chaves. O Batalhão
de Operações Especiais da PM (BOPE) chegou a ser acionado,
mas não entrou no presídio.
Ontem pela manhã, mais um tumulto. Antes do café da
manhã, as presas retiraram os colchões das celas e
atearam fogo. Algumas lâmpadas foram quebradas e mais uma
vez o Bope foi chamado. O motim foi controlado rapidamente e só
depois a direção daquela unidade prisional descobriu
que o movimento (na primeira e segunda ocasião) havia sido
motivado em protesto ao possível retorno de Jeane, que não
é aceita pelas presas.
Somente após o segundo princípio de rebelião,
as detentas foram informadas de que, pelo menos por enquanto, Jeane
Soares não ia voltar ao convívio das presas da João
Chaves e a ordem foi restabelecida no presídio. Por uma medida
de segurança, a detenta que realmente iria para a João
Chaves foi levada para o Centro de Detenção Provisória
da Zona Norte. (Com informações da Tribuna do Norte).
Polícia
diz que agricultor foi
executado com treze disparos
Caraúbas - O agricultor Alexandre de
França Farias, 20 anos, foi executado com 13 tiros de revólver
calibre 38. Os disparos atingiram as costas da vítima, que
morreu dentro de sua casa, que fica situada no Sítio da Borracha,
zona rural desta cidade, e não teve chance de se defender.
A Polícia Civil ainda não sabe o que motivou o crime,
mas suspeita que a vítima tinha envolvimento com pequenos
delitos - assaltos e furtos - e esta, até agora, é
a principal hipótese. "A gente não tem conhecimento
de que ele estivesse envolvido com drogas", destacou um agente
da Polícia Civil local.
Segundo informações de policiais militares da cidade
que estiveram no local, duas pessoas foram avistadas por populares
nas imediações da casa onde a vítima foi morta.
A dupla estava em uma moto e não era conhecida, segundo a
PM. Os dois são os principais suspeitos de terem executado
o agricultor, que, ainda segundo a PM, estava desempregado no momento.
"Ele não fazia nada. Estava desocupado", ressalta
um policial militar que esteve no local e fez os primeiros levantamentos.
O caso será apurado pela Polícia Civil, sob a coordenação
da delegada da cidade, Sheila Maria.
A vítima foi encontrada sem vida na manhã de domingo
passado, dentro de uma casa próxima à residência
dos seus pais. Até então, ainda não era confirmado
o homicídio e nem descartado o possível suicídio.
Motorista
é internado depois de acidente
Dois veículos - uma carreta e um outro
de menor porte - colidiram na manhã de ontem e uma pessoa
saiu ferida e até ontem continuava internada no Hospital
Regional Tarcísio Maia (HRTM). O seu estado de saúde
era preocupante. O acidente ocorreu por volta das 8h, no cruzamento
da BR-304 com a Avenida João da Escóssia, no bairro
Nova Betânia. Devido à colisão, o trânsito
ficou prejudicado e só foi contornado pela Polícia
Rodoviária Federal cerca de três horas depois, quando
a carreta e o outro carro foram removidos do local. As causas serão
apuradas pela Polícia.
Segundo patrulheiros federais, uma carreta Mercedes Bens 1935, de
cor branca e placas MMX-9067/PB, conduzida pelo potiguar Francisco
Maria Neto, de 58 anos, residente em Fortaleza (CE), seguia pela
BR em direção a Fortaleza (CE). Já o outro
carro, um Volkswagem Gol, de cor ouro e placas HXK-0900/RN, conduzido
por Glaydson Júnior da Silva, que tem 23 anos e é
técnico de refrigeração, seguia pela João
da Escóssia em direção ao Mossoró West
Shopping. A colisão ocorreu embaixo do sinal, no cruzamento
das duas vias. A carreta bateu na porta do motorista do outro carro.
Glaydson Júnior foi socorrido às pressas pelo Serviço
de Atendimento Móvel Urgente (SAMU), que o conduziu para
o Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM). O motorista da
carreta não se feriu e minutos após o acidente se
apresentou espontaneamente na Segunda Delegacia de Polícia
Civil. "Ele veio correndo para cá. Do jeito que saiu
do acidente, veio para a Delegacia", conta Rubério Pinto,
que instaurou inquérito para apurar as circunstâncias
do ocorrido. A princípio, ele adiantou à reportagem
do DE FATO que há suspeita de quem tenha provocado o choque
recai para o motorista do carro menor.
Ontem mesmo, o motorista da carreta prestou depoimento e apresentou
sua versão sobre o ocorrido. Ele declarou que foi surpreendido
pelo outro carro, que, segundo ele, desrespeitou o sinal vermelho
e avançou. O motorista da carreta disse que ainda tentou
frear para evitar o choque, mas não conseguiu e acabou batendo
na lateral do carro pequeno. "Pelo que vi, o motorista da carreta
estava falando a verdade. Ele pareceu estar seguro no que dizia,
mas ainda falta ouvir o motorista do outro carro. Ele está
na sala de cirurgia (ontem à tarde), e pelo que soube vai
conseguir escapar", destacou Rubério.
Ônibus
com norte-rio-grandenses é assaltado por uma quadrilha em
AL
Um ônibus da empresa São Geraldo
que saiu na noite de segunda-feira de Natal com destino a São
Paulo (SP), e levava 25 passageiros, foi assaltado na madrugada
de ontem, em Alagoas, por uma quadrilha fortemente armada. Um ônibus
da empresa Itapemirim que viajava em comboio também foi abordado
e os passageiros assaltados. A Polícia não tem pista
dos marginais. Em menos de 24 horas, foram registrados dois assaltos
na BR-101 em Alagoas.
Os dois ônibus viajavam em comboio justamente para evitar
abordagem de assaltantes. Na teoria, se um ônibus é
assaltado, o motorista ou os passageiros do outro têm tempo
de acionar a Polícia. Mas isso não funcionou.
À zero hora de ontem, pelo menos seis bandidos fortemente
armados e encapuzados abordaram os dois ônibus simultaneamente
na BR-101, próximo da Praia do Gunga, município de
Barra de São Miguel (AL). Os bandidos usaram uma picape roubada
para bloquear a rodovia e obrigar os motoristas a parar.
Os passageiros foram rendidos e os ônibus desviados para um
canavial. Os bandidos agiram com violência e ameaçaram
até uma menina de sete anos. A quadrilha revistou os passageiros
um a um e fugiu levando dinheiro, telefones celulares, relógios,
jóias e objetos de valor.
As vítimas foram libertadas três horas depois do início
do assalto. Os bandidos, segundo os depoimentos, eram extremamente
violentos e ameaçavam as vítimas com armas e até
um martelo. Depois, os motoristas dos ônibus levaram os passageiros
para a Delegacia de Plantão 3. Mais de 60 vítimas
prestaram queixa. Após o registro da ocorrência, as
empresas disponibilizaram novos ônibus para continuar a viagem.
(Fonte: Tribuna do Norte)
Liberadas
bebidas em área urbana
Luciana Nunes Leal
Da Agência Estado
São Paulo, 27 (AE) - A Câmara aprovou ontem o projeto
que libera a venda de bebidas no perímetro urbano das rodovias
federais. Ao mesmo tempo, torna mais rigorosas as penas para os
motoristas que dirigirem depois de consumir álcool, mesmo
que não se envolvam em acidentes.
Quem for flagrado com qualquer índice de álcool no
sangue estará sujeito a pagamento de multa e retenção
da carteira de habilitação por um ano. Se o índice
estiver acima de 0,6 grama por litro de sangue, ficará sujeito
a prisão de 6 meses a 3 anos. Pelo novo texto, o motorista
embriagado que se envolver em acidente com morte poderá ser
processado por homicídio doloso (pena de 6 a 20 anos de prisão)
e não mais por homicídio culposo com agravante, que
permitiria pena máxima de 6 anos. Esta mudança foi
aprovada no Senado e mantida na Câmara.
O texto aprovado intem vai agora à sanção do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva que poderá vetar
alguns trechos. A redação final referente à
venda de bebidas aprovada ontem está no meio do caminho entre
a restrição total proposta pelo governo e a liberação
absoluta que tinha sido aprovada no Senado. Na medida provisória
original encaminhada ao Congresso, o governo proibia a venda de
bebidas alcoólicas em todas as rodovias federais, seja nas
áreas urbanas ou rurais. Na primeira votação
na Câmara, foi liberada a venda nos perímetros urbanos.
Os senadores desfiguraram ainda mais a MP e liberaram o comércio
de bebida também nas áreas rurais. Ontem, os deputados
voltaram à proibição na área rural.
O relator da MP na Câmara, Hugo Leal (PSC-RJ), aceitou três
das sete emendas aprovadas no Senado, mas duas delas eram apenas
ajustes na redação da lei. A terceira foi a que facilita
a abertura de processo por homicídio doloso para motoristas
embriagados que causam morte no trânsito.
"Seria incoerência se a Câmara permitisse a venda
na área rural. Tiramos a proibição da área
urbana porque havia um conflito com a lei de posturas dos municípios,
mas não há motivo para tirar da área rural.
Como há menos senadores, a venda acabou liberada na área
rural. Mas 513 (deputados) pensam melhor do que 81 (senadores)",
afirmou o relator depois de explicar os motivos para rejeitar a
emenda do Senado que liberava a venda em toda extensão das
rodovias federais.
Os senadores argumentaram, ao liberar a venda, que os comerciantes,
e não os motoristas alcoolizados, estavam sendo punidos.
A proibição da venda nas áreas rurais e urbanas
ficará em vigor até a sanção da nova
lei. No entanto, grande número de estabelecimentos comerciais
à beira das rodovias federais dentro das cidades tem vendido
bebidas graças a liminares obtidas na Justiça. Caberá
a cada município deixar claro o limite do perímetro
urbano, além do qual a venda de bebidas alcoólicas
continuará proibida.
|