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MOSSORÓ (RN), QUARTA-FEIRA, 28/05/2008 (ATUALIZADO: 01:37hs)
 
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» Transferência de presa provoca protesto no Presídio

» Polícia diz que agricultor foi executado com treze disparos
» Motorista é internado depois de acidente
» Ônibus com norte-rio-grandenses é assaltado
» Liberadas bebidas em área urbana


PRINCÍPIO DE REBELIÃO
Transferência de presa provoca
protesto no Presídio João Chaves

Natal - A Penitenciária Feminina João Chaves viveu momentos de tensão entre a noite de segunda-feira e a manhã de ontem. Em 12 horas, as presas promoveram dois motins. O tumulto foi provocado pela possibilidade de retorno de uma presa que criava problemas e também para chamar a atenção das precárias condições da carceragem. As detentas queimaram colchões e promoveram quebra-quebra.
A penitenciária feminina, instalada nas imediações do Presídio Provisório Raimundo Nonato, e ao lado do Centro Cultural construído sob as ruínas da extinta penitenciária João Chaves, abrigava ontem 68 presas e tem capacidade para 60. Apesar do excesso de presas, a direção daquela unidade prisional garantiu que ainda não há motivo para alarde e que a situação está dentro do limite tolerável.
O primeiro problema surgiu do boato de que a presa Jeane Soares, 20 anos, ia retornar à João Chaves. Presa por roubo, ela tinha sido transferida para João Pessoa (PB), depois de várias brigas e furtos no xadrez. A possibilidade de retorno dela causou um motim na noite de segunda-feira, que foi controlado com o apoio da guarda do Complexo João Chaves. O Batalhão de Operações Especiais da PM (BOPE) chegou a ser acionado, mas não entrou no presídio.
Ontem pela manhã, mais um tumulto. Antes do café da manhã, as presas retiraram os colchões das celas e atearam fogo. Algumas lâmpadas foram quebradas e mais uma vez o Bope foi chamado. O motim foi controlado rapidamente e só depois a direção daquela unidade prisional descobriu que o movimento (na primeira e segunda ocasião) havia sido motivado em protesto ao possível retorno de Jeane, que não é aceita pelas presas.
Somente após o segundo princípio de rebelião, as detentas foram informadas de que, pelo menos por enquanto, Jeane Soares não ia voltar ao convívio das presas da João Chaves e a ordem foi restabelecida no presídio. Por uma medida de segurança, a detenta que realmente iria para a João Chaves foi levada para o Centro de Detenção Provisória da Zona Norte. (Com informações da Tribuna do Norte).

Polícia diz que agricultor foi
executado com treze disparos

Caraúbas - O agricultor Alexandre de França Farias, 20 anos, foi executado com 13 tiros de revólver calibre 38. Os disparos atingiram as costas da vítima, que morreu dentro de sua casa, que fica situada no Sítio da Borracha, zona rural desta cidade, e não teve chance de se defender. A Polícia Civil ainda não sabe o que motivou o crime, mas suspeita que a vítima tinha envolvimento com pequenos delitos - assaltos e furtos - e esta, até agora, é a principal hipótese. "A gente não tem conhecimento de que ele estivesse envolvido com drogas", destacou um agente da Polícia Civil local.
Segundo informações de policiais militares da cidade que estiveram no local, duas pessoas foram avistadas por populares nas imediações da casa onde a vítima foi morta. A dupla estava em uma moto e não era conhecida, segundo a PM. Os dois são os principais suspeitos de terem executado o agricultor, que, ainda segundo a PM, estava desempregado no momento. "Ele não fazia nada. Estava desocupado", ressalta um policial militar que esteve no local e fez os primeiros levantamentos. O caso será apurado pela Polícia Civil, sob a coordenação da delegada da cidade, Sheila Maria.
A vítima foi encontrada sem vida na manhã de domingo passado, dentro de uma casa próxima à residência dos seus pais. Até então, ainda não era confirmado o homicídio e nem descartado o possível suicídio.

Motorista é internado depois de acidente
Dois veículos - uma carreta e um outro de menor porte - colidiram na manhã de ontem e uma pessoa saiu ferida e até ontem continuava internada no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM). O seu estado de saúde era preocupante. O acidente ocorreu por volta das 8h, no cruzamento da BR-304 com a Avenida João da Escóssia, no bairro Nova Betânia. Devido à colisão, o trânsito ficou prejudicado e só foi contornado pela Polícia Rodoviária Federal cerca de três horas depois, quando a carreta e o outro carro foram removidos do local. As causas serão apuradas pela Polícia.
Segundo patrulheiros federais, uma carreta Mercedes Bens 1935, de cor branca e placas MMX-9067/PB, conduzida pelo potiguar Francisco Maria Neto, de 58 anos, residente em Fortaleza (CE), seguia pela BR em direção a Fortaleza (CE). Já o outro carro, um Volkswagem Gol, de cor ouro e placas HXK-0900/RN, conduzido por Glaydson Júnior da Silva, que tem 23 anos e é técnico de refrigeração, seguia pela João da Escóssia em direção ao Mossoró West Shopping. A colisão ocorreu embaixo do sinal, no cruzamento das duas vias. A carreta bateu na porta do motorista do outro carro.
Glaydson Júnior foi socorrido às pressas pelo Serviço de Atendimento Móvel Urgente (SAMU), que o conduziu para o Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM). O motorista da carreta não se feriu e minutos após o acidente se apresentou espontaneamente na Segunda Delegacia de Polícia Civil. "Ele veio correndo para cá. Do jeito que saiu do acidente, veio para a Delegacia", conta Rubério Pinto, que instaurou inquérito para apurar as circunstâncias do ocorrido. A princípio, ele adiantou à reportagem do DE FATO que há suspeita de quem tenha provocado o choque recai para o motorista do carro menor.
Ontem mesmo, o motorista da carreta prestou depoimento e apresentou sua versão sobre o ocorrido. Ele declarou que foi surpreendido pelo outro carro, que, segundo ele, desrespeitou o sinal vermelho e avançou. O motorista da carreta disse que ainda tentou frear para evitar o choque, mas não conseguiu e acabou batendo na lateral do carro pequeno. "Pelo que vi, o motorista da carreta estava falando a verdade. Ele pareceu estar seguro no que dizia, mas ainda falta ouvir o motorista do outro carro. Ele está na sala de cirurgia (ontem à tarde), e pelo que soube vai conseguir escapar", destacou Rubério.

Ônibus com norte-rio-grandenses é assaltado por uma quadrilha em AL
Um ônibus da empresa São Geraldo que saiu na noite de segunda-feira de Natal com destino a São Paulo (SP), e levava 25 passageiros, foi assaltado na madrugada de ontem, em Alagoas, por uma quadrilha fortemente armada. Um ônibus da empresa Itapemirim que viajava em comboio também foi abordado e os passageiros assaltados. A Polícia não tem pista dos marginais. Em menos de 24 horas, foram registrados dois assaltos na BR-101 em Alagoas.
Os dois ônibus viajavam em comboio justamente para evitar abordagem de assaltantes. Na teoria, se um ônibus é assaltado, o motorista ou os passageiros do outro têm tempo de acionar a Polícia. Mas isso não funcionou.
À zero hora de ontem, pelo menos seis bandidos fortemente armados e encapuzados abordaram os dois ônibus simultaneamente na BR-101, próximo da Praia do Gunga, município de Barra de São Miguel (AL). Os bandidos usaram uma picape roubada para bloquear a rodovia e obrigar os motoristas a parar.
Os passageiros foram rendidos e os ônibus desviados para um canavial. Os bandidos agiram com violência e ameaçaram até uma menina de sete anos. A quadrilha revistou os passageiros um a um e fugiu levando dinheiro, telefones celulares, relógios, jóias e objetos de valor.
As vítimas foram libertadas três horas depois do início do assalto. Os bandidos, segundo os depoimentos, eram extremamente violentos e ameaçavam as vítimas com armas e até um martelo. Depois, os motoristas dos ônibus levaram os passageiros para a Delegacia de Plantão 3. Mais de 60 vítimas prestaram queixa. Após o registro da ocorrência, as empresas disponibilizaram novos ônibus para continuar a viagem. (Fonte: Tribuna do Norte)

Liberadas bebidas em área urbana
Luciana Nunes Leal
Da Agência Estado

São Paulo, 27 (AE) - A Câmara aprovou ontem o projeto que libera a venda de bebidas no perímetro urbano das rodovias federais. Ao mesmo tempo, torna mais rigorosas as penas para os motoristas que dirigirem depois de consumir álcool, mesmo que não se envolvam em acidentes.
Quem for flagrado com qualquer índice de álcool no sangue estará sujeito a pagamento de multa e retenção da carteira de habilitação por um ano. Se o índice estiver acima de 0,6 grama por litro de sangue, ficará sujeito a prisão de 6 meses a 3 anos. Pelo novo texto, o motorista embriagado que se envolver em acidente com morte poderá ser processado por homicídio doloso (pena de 6 a 20 anos de prisão) e não mais por homicídio culposo com agravante, que permitiria pena máxima de 6 anos. Esta mudança foi aprovada no Senado e mantida na Câmara.
O texto aprovado intem vai agora à sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que poderá vetar alguns trechos. A redação final referente à venda de bebidas aprovada ontem está no meio do caminho entre a restrição total proposta pelo governo e a liberação absoluta que tinha sido aprovada no Senado. Na medida provisória original encaminhada ao Congresso, o governo proibia a venda de bebidas alcoólicas em todas as rodovias federais, seja nas áreas urbanas ou rurais. Na primeira votação na Câmara, foi liberada a venda nos perímetros urbanos. Os senadores desfiguraram ainda mais a MP e liberaram o comércio de bebida também nas áreas rurais. Ontem, os deputados voltaram à proibição na área rural.
O relator da MP na Câmara, Hugo Leal (PSC-RJ), aceitou três das sete emendas aprovadas no Senado, mas duas delas eram apenas ajustes na redação da lei. A terceira foi a que facilita a abertura de processo por homicídio doloso para motoristas embriagados que causam morte no trânsito.
"Seria incoerência se a Câmara permitisse a venda na área rural. Tiramos a proibição da área urbana porque havia um conflito com a lei de posturas dos municípios, mas não há motivo para tirar da área rural.
Como há menos senadores, a venda acabou liberada na área rural. Mas 513 (deputados) pensam melhor do que 81 (senadores)", afirmou o relator depois de explicar os motivos para rejeitar a emenda do Senado que liberava a venda em toda extensão das rodovias federais.
Os senadores argumentaram, ao liberar a venda, que os comerciantes, e não os motoristas alcoolizados, estavam sendo punidos.
A proibição da venda nas áreas rurais e urbanas ficará em vigor até a sanção da nova lei. No entanto, grande número de estabelecimentos comerciais à beira das rodovias federais dentro das cidades tem vendido bebidas graças a liminares obtidas na Justiça. Caberá a cada município deixar claro o limite do perímetro urbano, além do qual a venda de bebidas alcoólicas continuará proibida.



       




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