

MUDANÇA
PEC
aumenta vereadores e diminui verba
Julierme Torres
Da Redação
A Câmara dos Deputados aprovou ontem, em primeiro turno, a
proposta de emenda à Constituição (PEC) 333/04,
que reformula a composição das Câmaras de Vereadores
de todo o país. A matéria aumentou o número
de vagas nos Legislativos municipais, porém reduziu os percentuais
para repasse de verbas.
O placar no plenário da Câmara foi quase consensual.
419 deputados votaram pela aprovação da PEC. Oito
se posicionaram contra e três optaram pela abstenção.
O texto ainda precisa ser aprovado em segundo turno no plenário
da Câmara e, em seguida, seguir para o Senado, onde terá
que passar por outras duas votações.
A PEC foi aprovada na forma de uma emenda substitutiva, apresentada
em plenário pelo deputado federal Vitor Penido (DEM-MG).
O parlamentar sugeriu que os percentuais de repasse das Prefeituras
para as Câmaras, que estavam fixados em 5%, 6%, 7% ou 8% da
receita tributária, incluídas as transferências
constitucionais, caíssem, respectivamente, para 2,5%, 3,5%,
3,75% e 4,5%.
Outro diferencial é que a definição desses
percentuais não será feito a partir da população
do município. O repasse para as Câmaras vai levar em
consideração a receita anual da Prefeitura. Com essas
mudanças, o custo com a manutenção das Câmaras
Municipais de todo o país, que chegava aos R$ 6 bilhões
por ano, deve cair para R$ 4,8 bilhões. A emenda manteve
em nove o número mínimo de vereadores por município.
EFEITO
Caso a PEC seja aprovada em segundo turno na Câmara, e passe
em outras duas votações no Senado, ela será
promulgada pelo Congresso Nacional e terá aplicação
já a partir das eleições deste ano. A matéria
vai desfazer os efeitos da resolução do Tribunal Superior
Eleitoral (TSE) que reduziu, a partir de uma interpretação
da Constituição, a composição das Câmaras.
No caso de Mossoró, a Câmara de Vereadores foi encolhida
de 21 para apenas 13 vagas. Com a PEC 333, ela fica enquadrada na
faixa de municípios com população variando
de 160 mil a 300 mil habitantes. Com isso, volta a ter 21 vereadores
em sua Câmara.
Câmara
define calendário para votar
a Lei de Diretrizes Orçamentárias
A Câmara Municipal de Mossoró
definiu, ontem, o calendário para votação da
Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o exercício
de 2009. A tramitação da matéria no legislativo
precisa estar concluída até o dia 2 do mês de
julho, quando os vereadores vão começar o recesso
de meio de ano.
O prazo para que os vereadores apresentem emendas a LDO foi aberto
ontem e termina no dia 5 de junho.
Todas as emendas que forem apresentadas serão lidas em plenário
e, posteriormente, encaminhadas para tramitação na
Comissão de Orçamento, Finanças e Contabilidade.
De acordo com o cronograma divulgado pelo presidente da Comissão
de Orçamento, vereador Benjamim Machado (PTB), o colegiado
terá 20 dias para analisar as emendas. A comissão
pode acatar as sugestões ou derrubá-las, sem a necessidade
de que sejam analisadas em plenário.
A previsão é que as emendas que forem aprovadas na
Comissão de Orçamento sejam lidas em plenário
no dia 24 de junho. O plenário tem autonomia para manter
ou derrubar as decisões que forem tomadas na comissão.
Também para esse dia está programada a votação
do projeto, em primeiro turno.
Por se tratar de orçamento municipal, a matéria precisa
ser submetida a uma segunda votação em plenário.
Isso deverá ocorrer no dia 2 de julho. Depois disso os vereadores
entram em recesso, por 30 dias. Os vereadores retomam as atividades
legislativas no mês de agosto, mas por se tratar de ano eleitoral,
quando estarão tentando renovar os mandatos, as atividades
em plenário devem ser flexibilizadas. Essa prática
é chamada de "recesso branco".

Francisco
Carlos diz que o PV
participará da eleição com idéias
O secretário municipal da Cidadania,
Francisco Carlos Carvalho de Melo, confirmou ontem que está
assumindo a presidência do diretório do Partido Verde
(PV) em Mossoró. Ele, no entanto, negou que o fato de estar
assumindo mais uma função delegada pela prefeita Fafá
Rosado (DEM) o eleve à condição de um "supersecretário".
Francisco Carlos, que foi entrevistado no programa Cenário
Político, na TV Cabo Mossoró (TCM), já acumulava
duas funções no Governo Municipal. Além de
secretário da Cidadania, ele vem respondendo pela Gerência
Executiva da Educação, desde que a professora Niná
Rebouças se desligou para disputar um mandato de vereador.
"O fato de ser secretário da Cidadania, estar na Gerência
de Educação e agora assumir a presidência do
PV não me torna um supersecretário. Eu sou um operário.
Cumpro missões", afirmou Francisco Carlos, que fez questão
de deixar claro que muitas dessas missões são passageiras.
Francisco Carlos disse que sua permanência na Gerência
de Educação tem prazo de validade. O secretário
afirmou que deve deixar o cargo em dezembro, oportunidade em que,
caso seja reeleita, Fafá Rosado deve nomear um nome para
se dedicar apenas à pasta.
Quanto ao PV, Francisco Carlos lembrou que recebeu de Fafá
Rosado a missão de presidir o partido porque, embora poucas
pessoas tivessem conhecimento, ele já era filiado à
sigla. "Estou no PV desde que o professor Walter Fonseca começou
a organizar o partido na região", informou.
Apesar de estar assumindo o comando da sigla faltando quatro dias
para o mês de junho, quando fica liberada a realização
das convenções para o processo eleitoral deste ano,
Francisco Carlos garantiu que o PV não será um mero
apêndice, que sirva apenas para aumentar o tempo de televisão
no horário eleitoral gratuito, ou servir de esteira na disputa
proporcional.
O dirigente não confirmou metas para o PV nas eleições
de Mossoró, nem apontou quadros do partido para uma disputa
de vaga na Câmara Municipal. Francisco Carlos disse que a
participação da sigla no processo eleitoral "será
feita com idéias". Ele explicou que os verdes vão
contribuir com a formação de uma plataforma para um
eventual segundo governo de Fafá Rosado.
ALIANÇA
O PV de Mossoró passou a ser controlado pela prefeita Fafá
Rosado dentro de um entendimento estadual com o Democratas, partido
ao qual a prefeita é filiada. A senadora Rosalba Ciarlini
(DEM) já oficializou o apoio à candidatura da deputada
estadual Micarla de Souza, presidente estadual do PV, à Prefeitura
de Natal. Em retribuição, o PV está reforçando
o projeto do Democratas em Mossoró.
Base
aliada consegue acabar CPI e relatório já sai próxima
semana
Brasília (AE) - Com maioria folgada
de votos, os parlamentares da base aliada na CPI Mista dos Cartões
Corporativos "tratoraram" ontem todos os requerimentos
de convocação de funcionários do Palácio
do Planalto envolvidos com a montagem de dossiê com gastos
do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. A estratégia
do Planalto enterrou de vez a CPI Mista dos Cartões Corporativos.
O relatório final será lido na terça-feira,
3, e votado na quinta, 5, três dias antes do término
oficial dos trabalhos da comissão de inquérito.
Hoje, os deputados de oposição Índio da Costa
(DEM-RJ) e Carlos Sampaio (PSDB-SP) apresentam relatório
parcial sobre fiscalização de gastos e sistematização.
"Vamos ver o que o relator vai aproveitar de nossas propostas.
O que não for aproveitado, vamos transformar em relatório
paralelo e enviar para o Ministério Público",
afirmou Índio da Costa. Ele informou que serão sugeridos
os indiciamentos dos envolvidos com o mau uso dos cartões
corporativos, tanto do governo Lula quanto do governo de FHC.
"Vai entrar todo mundo que está errado, inclusive do
governo passado", disse Índio. É o caso, por
exemplo, de ex-ministros de FHC, como Raul Jungmann (PPS-PE) e Paulo
Renato (PSDB-SP), e do atual governo, como Orlando Silva (Esportes)
e Altemir Gregolin (Pesca). Não será pedido o indiciamento
da ministra Dilma Rousseff porque, de acordo com Índio da
Costa, não há provas contra ela. O relatório
parcial também apresentará propostas, como a proibição
de saques com cartão corporativo e a criação
de mecanismo que obrigue o pagamento em dobro do que foi gasto irregularmente
pelo portador do cartão. "Também vamos propor
que seja feita licitação para a escolha da bandeira
que vai operar o cartão do governo federal", disse Índio
da Costa.
Sampaio vai fazer um capítulo especial sobre o episódio
do dossiê contra FHC. Anteontem, o tucano entrou no Ministério
Público com representação contra 16 integrantes
do governo, entre eles a ministra Dilma Rousseff, com a acusação
de improbidade administrativa por envolvimento na elaboração
do documento. Sampaio está confiante que, fora o episódio
do dossiê, suas propostas deverão ser incorporadas
ao texto final do relator-geral da CPI, deputado Luiz Sérgio
(PT-SP).
Dilma
Roussef reage a acusações e garante que não
mentiu na CPI
Rio (AE) - A chefe da Casa Civil, ministra
Dilma Rousseff, reagiu ontem à acusação da
senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), presidente da CPI dos Cartões
Corporativos, e afirmou que não mentiu ao prestar depoimento
à Comissão de Infra-Estrutura do Senado, em abril.
"Pergunta para ela (Marisa). Eu não respondo. Não
menti", declarou Dilma, já dentro do elevador do edifício-sede
do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES),
onde participara, pela manhã, do 20º Fórum Nacional.
A pergunta sobre a declaração da senadora foi a única
respondida pela ministra no Rio - Marisa afirmara que Dilma, na
ocasião, "não disse a verdade". Quando indagada
na CPI, a ministra negou que o Governo Federal tenha feito um dossiê
com informações sobre a gestão tucana.
Na palestra de ontem no BNDES, Dilma disse que a licitação
para a construção do trem de alta velocidade que ligará
Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e Campinas (SP) deverá
sair até fevereiro de 2009. Segundo ela, a idéia é
definir dois consórcios, um formado por empresas nacionais
e outro por empresas internacionais, que, depois, se uniriam, com
transferência de tecnologia para o País. A ministra
disse que o governo pretende buscar uma parceria com o governo norte-americano
para financiar a ferrovia Bioceânica, que ligará Paranaguá
(PR) a Maracaju (MS).
PAC
No fim do discurso, ela afirmou que, antes do Programa de Aceleração
do Crescimento (PAC), obras de infra-estrutura atrasavam não
só por falta de dinheiro, mas porque estudos e projetos não
eram adequados. "A grande verdade no País é que
a obra atrasava também porque o estudo não era adequado
e o projeto não era adequado", declarou.
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