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ECONOMIA
Mutirão
quer mais empresas formais
Para acabar com o estigma de que o mercado
formal para empresas é caro, burocrático e incompensável,
conjunto de instituições realiza hoje, das 8h às
14h, no Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas
Empresas (SEBRAE), a segunda etapa do Mutirão da Cidadania
Empresarial, que orientará o empreendedor informal de como
formalizar seu negócio e as vantagens dessa mudança.
O mutirão envolve Sebrae, Banco do Brasil, Federação
Nacional de Empresas de Serviços Contábeis (FENACON),
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio
Exterior (MDIC), e Receita Federal do Brasil, que fornecerão
informações técnicas, empresarial e de crédito
aos empreendedores informais que já possuem negócio
e pretendem expandir o empreendimento.
O mutirão mostrará o caminho mais curto para formalização,
documentação necessária, linhas de crédito
disponíveis, oportunidades de mercado, treinamentos e outras
informações.
O gerente-geral do Banco do Brasil em Mossoró, Edinei Pereira
de Oliveira, informa que a proposta é reunir em um único
local todas as orientações que o pequeno empreendedor
precisa saber para formalizar e fomentar seu negócio, haja
vista o grande grupo de empresas fora da formalidade.
O Mutirão Empresarial distribuirá o Guia de Formalização,
com informações sobre o caminho mais curto para o
empreendedor formalizar o seu negócio.
No Guia, ele encontrará de forma didática todos os
passos para o registro de uma empresa, desde pesquisa para verificar
se o nome escolhido já não existe no mercado, até
dicas sobre como fazer uso de crédito de maneira consciente.
Igrejas
tentam preservar juventude
Região vulnerável à violência,
os conjuntos Abolição IV, Três Vinténs
e Santa Delmira serão palco de movimento evangélico-social
de preservação da juventude. O "Jesus é
Bom Demais" pretende reunir cerca de seis mil pessoas sob comando
de trio-elétrico animado pela banda gospel Salvação
(PB), dia 7 de junho, e percorrer as principais ruas do conjunto.
"O objetivo é mostrar à juventude que é
possível ser feliz, ser alegre, sem precisar fazer uso de
droga de qualquer espécie", diz o pastor Daniel de Lima,
da Igreja Batista Memorial (IBM).
A concentração será às 15h, na Rua Nossa
Senhora de Fátima, no conjunto Santa Delmira II, em frente
à IBM. O "Jesus é Bom Demais" terá
show da cantora evangélica Alice Maciel (RN) e reunirá
membros das oito igrejas Batista de Mossoró e de municípios
vizinhos.
Domingo, 1º, haverá carreta de divulgação
do evento.
Tratamento
de câncer em debate
Profissionais de oncologia em Mossoró
discutirão sexta-feira, no auditório do Serviço
Social da Indústria (SESI), assistência de pacientes
com câncer. A I Jornada Mossoroense de Assistência Multidisciplinar
em Cuidados Paliativos Oncológicos visa aprofundar conhecimentos
sobre a doença.
"Queremos desmistificar o câncer como doença incurável,
enaltecer a importância de exames de rotina para o diagnóstico
precoce (fundamental para a cura) e divulgar os serviços
da Casa de Apoio ao Portador e do Centro de Oncologia e Hematologia
de Mossoró", informa Liduína Monte, assistente
social do Centro.
A Jornada, das 13h30 às 17h, abordará atuação
da Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer (LMECC),
da Associação de Apoio aos Portadores de Câncer
de Mossoró e Região (AAPCMR) e terá quatro
palestras. Mais informações no 3317-0747.
Prefeitura
faz recapeamento de ruas
Com o término do período invernoso,
a Prefeitura já começou a trabalhar na recuperação
da malha viária, cujo asfalto ficou com falhas devido às
chuvas dos meses de abril e maio passados. Segundo o gerente de
Infra-Estrutura, Yure Pinto, a Prefeitura está investindo
R$ 2 milhões na recuperação da malha viária
danificada.
"Como as chuvas diminuíram, tecnicamente já é
possível iniciar a operação de restauração
da malha viária, o que estamos fazendo em duas frentes. Uma,
recuperando ruas de paralelepípedos, e outra recuperando
ruas asfaltadas", informa Yuri Pinto.
Conforme o gerente, na parte de calçamento, a Prefeitura
investe R$ 1,5 milhão, mais R$ 400 mil na recuperação
do asfalto. Com relação a pavimentação
a bripar, já foram feitos reparos em ruas dos bairros Belo
Horizonte, Boa Vista, Paredões, Doze Anos, Nova Betânia,
Abolições, Aeroporto, Barrocas, entre outras.
Ainda segundo o gerente de Infra-Estrutura, o Município faz
o recapeamento do asfalto da Avenida Rio Branco, no trecho compreendido
entre as Praças da Criança e de Esportes, que serão
inauguradas nesta quinta-feira pela prefeita Fafá Rosado
e a governadora Wilma de Faria, já que a obra é uma
ação conjunta dos dois governos.
A urbanização da Avenida Rio Branco integra projeto
que vem sendo executado pela Prefeitura Municipal em parceria com
o Governo do Estado, ao custo de R$ 10 milhões. Yure Pinto
explica que o recapeamento do entorno da Estação das
Artes, onde de 5 a 28 de junho se realiza o Mossoró Cidade
Junina, começou segunda-feira, 19.
O gerente também informa que o trecho da Rua João
da Escóssia, que dá acesso para o Mossoró West
Shopping e o campus da UnP, também será recuperado.
Diz que o excesso de chuvas e infiltração causada
por problemas da rede de abastecimento da Companhia de Águas
e Esgotos do Rio Grande do Norte (CAERN) danificou o asfalto.
Prejuízo
Em relatório enviado pela Defesa Civil Municipal à
Defesa Civil do Estado, a Prefeitura de Mossoró estima que
os prejuízos causados pelas chuvas chegam a R$ 48 milhões.
A presidente da Defesa Civil, Fátima Moreira, em recente
entrevista ao JORNAL DE FATO, disse que o levantamento dos números
foi feito por todos os setores da economia local, entre representantes
da indústria salineira, sindicato da agricultura e de produtores
rurais da fruticultura irrigada.
Câmara
derruba veto e mantém
vagas para portadores de deficiência
Por oito votos a três, a Câmara
Municipal derrubou veto da Prefeitura de Mossoró acerca de
projeto relacionado à reserva de vagas para portadores de
necessidades especiais em emprego público. Com isso, o Município
se vê obrigado a aplicar lei, em vigor nos âmbitos federal
há 18 anos e estadual, há sete anos.
"O que fizemos foi regulamentar em Mossoró lei já
existente a nível federal e estadual. O veto não tinha
sentido", explica o vereador Sargento Osnildo Morais (PSL),
autor do projeto de lei.
A iniciativa, segundo ele, também é embasada pela
Lei Orgânica do Município, que reserva empregos públicos
para portadores de necessidades especiais. O veto foi derrubado
por oito votos a três, e um voto em branco. "Não
se trata de questão política, mas de justiça
aos portadores deficiência da nossa cidade", justifica.
A lei destina 5% das vagas de concurso público da Prefeitura
de Mossoró, ou no mínimo uma, para portadores de deficiência.
O secretário municipal da Cidadania, Francisco Carlos, informou
que essa medida já é adotada pela Prefeitura de Mossoró.
Aprovação
A assessoria de imprensa da Câmara informa que, ainda na sessão
de ontem, os vereadores aprovaram calendário de votação
da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2009,
que embasará a elaboração do Orçamento
Geral do Município (OGM/2009), a ser votado no final deste
ano. O cronograma foi apresentado pela comissão de orçamento.
O prazo para apresentação de emendas ao projeto da
LDO foi aberto hoje e vai até o dia 5 de junho. As emendas
serão lidas em plenário dia 10 de junho, e a comissão
tem até o dia 20 de junho para decidir se vai acatá-las.
A LDO será votada em primeiro turno dia 24 de junho e, em
segunda votação, dia 2 de julho.
Controladoria
detecta irregularidades
MAGNOS ALVES
Da Redação
A Controladoria-Geral da União (CGU), em fiscalização
realizada no período de 22/10 a 08/11/2007, detectou irregularidades
na aplicação dos recursos repassados pela União
ao Governo do Estado para dar suporte financeiro para aquisição
e distribuição de medicamentos excepcionais no valor
de R$ 24.992.925,09.
Os técnicos da CGU compararam a quantidade dos remédios
entregues a pacientes pela Secretaria Estadual de Saúde com
os valores repassados pelo Ministério da Saúde para
o Estado, em 2007.
Ao analisar a fatura referente a 12 pacientes, os fiscais constataram
problemas em oito. De acordo com a CGU, houve faturamento a maior,
inclusive para meses em que não houve entrega de medicamentos
a esses pacientes. Segundo a equipe de fiscalização,
o valor faturado a mais foi de R$ 32,7 mil, na amostra analisada.
Outra irregularidade verificada pelos auditores no Rio Grande do
Norte está relacionada a medicamentos adquiridos, em 2006,
em dosagem menor e faturados mais caros do que a média de
preços de mercado. A Secretaria Estadual de Saúde
informou ao Ministério da Saúde o faturamento total
de 68.636 comprimidos de Mesalazina de 500 mg a R$ 2,40, totalizando
R$ 164.726,40. Os fiscais da CGU, ao verificarem o controle de estoques,
constataram que o medicamento efetivamente adquirido foi o Mesalazina
400 mg, que custa em média R$ 0,29, de acordo com o Banco
de Preços do Ministério da Saúde. O fato causou
prejuízo a União de R$ 144,4 mil.
Outras irregularidades detectadas foram classificadas como problemas
graves pela CGU, como pesquisa prévia de preços, para
aquisição de medicamentos excepcionais, sem identificação
das datas e fonte de pesquisa; utilização do pregão
presencial sem a devida formalização de justificativa
acerca da inviabilidade da adoção de forma eletrônica;
falta freqüente de medicamentos excepcionais; entre outros,
além de problemas administrativos.
Ainda, segundo a CGU, os medicamentos de alto custo são armazenados
na Unidade de Agentes Terapêuticos (UNICAT) em espaço
insuficiente a temperatura ambiente em local com menor grau de segurança.
De acordo com a CGU, cabe ao Ministério da Saúde (MS),
nos casos pertinentes, adotar as providências corretivas visando
a consecução das políticas públicas,
bem como a apuração das responsabilidades.
A assessoria de comunicação do MS informou que, provavelmente,
o órgão ainda não teria sido notificado sobre
as irregularidades constatadas pela CGU no Rio Grande do Norte.
A assessoria disse ainda que o MS vai apurar os fatos assim que
for notificado.
Secretário
assume que erros aconteceram
Ao ser previamente informado pela CGU sobre os fatos constatados
na fiscalização, o secretário estadual de Saúde,
Aldemaro Cavalcanti, se manifestou em 13/12/2007. Sobre o faturamento
a maior de medicamentos excepcionais, Adelmaro assumiu que muitos
erros ocorreram e ficou de altera a forma de despacho dos medicamentos,
que, segundo ele, teriam gerando erro no faturamento. Disse ainda
que os erros eram fruto da escassez de mão-de-obra na Secretaria
de Saúde, que obrigavam a contratação de serviços
terceirizados, de pessoas com pouco treinamento.
Sobre a pesquisa prévia de preço, o secretário
justificou ao CGU que um ato normativo da Controladoria do Estado
exige apenas que sejam pesquisados três preços com
a identificação do servidor que efetuou a pesquisa
e data de sua realização, sem contanto a identificar
as empresas que foram pesquisadas. A CGU não acatou a justificativa.
Para o órgão, a pesquisa de preços sem identificação
de fonte é impossível de ser aferida e, portanto,
sem validade para comprovação da realização
da mesma.
Aldemaro também se justificou com relação as
demais irregularidades detectadas pela CGU. Ontem, em contato com
a reportagem do JORNAL DE FATO, o secretário disse que não
podia falar, alegando que estava entrando em um avião naquele
momento.
Falta
de medicamentos é muito comum
Um dos problemas graves detectados pela CGU no Estado foi a falta
freqüente de medicamentos excepcionais para distribuição.
Esse é um problema que atinge, principalmente, pacientes
que sofrem com Mal de Parkinson, epilepsia e osteoporose.
Medicamentos como Levodopa/Carbidopa, Leflunomida e Lamotrigina,
utilizados no tratamento e controle das doenças citadas,
são raros de ser encontrados nas Unidade de Agentes Terapêuticos
(UNICAT), tanto em Mossoró, quanto em Natal.
Com a falta dos medicamentos, o tratamento dos pacientes fica comprometido
e as famílias são obrigadas a comprar a medicação,
que geralmente custa caro.
O problema da falta de medicamentos é tão real que,
em Natal, os pacientes cadastrados na Unicat ganharam na Justiça
o direito ao acesso, em caráter de emergência, aos
remédios.
No dia 7 de fevereiro deste ano, o Tribunal de Justiça concedeu
liminares favoráveis a duas pacientes do Sistema Único
de Saúde (SUS) que pleiteavam, sem êxito, medicamentos
de alto custo ao Governo do Estado. Com as liminares, concedidas
em mandados de segurança, as duas conseguiram que a Secretaria
de Saúde Pública, através da Unicat, fornecesse
os medicamentos em caráter de urgência.
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