

A
Amazônia é nossa
Por mais
que queriam criticar o atual governo em relação à
Amazônia, há de se reconhecer que o desmatamento continua
grande, mas diminuiu sensivelmente de ritmo. Outro aspecto que foi
atacado de maneira sistemática, foi o trabalho escravo. Em
meio ano, já são mais de vinte mil trabalhadores libertados.
Todos sabem que não aumentou o trabalho escravo, mas que
aumentou a repressão a esse absurdo e que por isso ele ocupa
mais espaços na mídia atualmente. Outra coisa que
aumentou significativamente no governo Lula foi o combate à
violência na Amazônia. É que ela sempre foi grande
demais. Não é coisa de se acabar do dia para a noite.
Agora, ficam os países ricos que, como bem lembrou o presidente
Lula, são responsáveis por 70% da poluição
do mundo querendo dar lições ao Brasil sobre como
preservar a Amazônia. Por que não preservaram suas
próprias matas? Se não tiveram competência para
preservá-las, o que podem nos ensinar nesse particular? Vi
ontem Miriam Leitão admitindo que Lula tem razão quando
diz que a Amazônia é nossa. Mas que precisamos cuidar
melhor dela. Concordo. Só que esse cuidado vem melhorando.
Mas não se trata de cuidar de um quintal, de um terreiro,
de um ou dois campos de futebol. Quem já sobrevoou sobre
a Amazônia em boeings que desenvolvem 900km/h, ou seja, 15km/min,
durante horas de vôo, sabe que não é fácil
dar conta de pastorar cada canto daquela imensidão. É
uma cretinice que outros países venham questionar a soberania
brasileira sobre a Amazônia. Cretinice maior é a dos
brasileiros que dão eco a essa canalhice. Especialmente dos
que vivem criticando o governo por não demarcar as reservas
indígenas e agora estão fazendo uma campanha das mais
sórdidas para colocar os índios da Raposa Serra do
Sol como culpados da bandalheira que ali se instalou.
Cartões da era FHC
Mesmo antes do cartão com suprimento de fundo, despesas da
ordem de alimentação de ministro nunca pôde.
Nem massagem nem refeição nem alimento para cozinha
de ministério. Isso nunca pôde. Agora vêm à
tona acusações contra o ex-ministro da Educação
Paulo Renato, de ter utilizado recursos públicos para pagar
despesas pessoais, incluindo a hospedagem de sua atual mulher em
hotéis do Rio de Janeiro e Minas Gerais. O deputado admite
que, entre 1997 e 1998, realizou compras de produtos alimentícios
em supermercados com a verba de suprimentos porque almoçava
no próprio ministério durante audiências de
trabalho - onde uma cozinheira do governo preparava as refeições.
Mas disse ter interrompido as compras em 1998.
Cartões da era FHC II
Jungmann é investigado pela CGU depois da divulgação
que ele teria utilizado recursos públicos para pagar massagem
no Hotel Othon Palace, em Recife (PE), em dezembro de 2001, e alimentação
em Brasília (DF).
Fotografia
O jornalismo fotográfico é muito perigoso. O competente
repórter fotográfico Alcivan Costa sempre consegue
boas fotos para ilustrar matérias, mas ontem, sua máquina
e sua perspicácia não conseguiram dar um jeito de
repassar a mensagem que a matéria queria transmitir. A foto
de Micarla de Souza anunciando o apoio do PV à prefeita Fafá
Rosado não traduziu um clima de apoio. Nem Micarla tinha
cara de quem veio dar apoio nem Fafá tinha cara de quem o
estava recebendo.
Fotolegenda
O
cangaceiro Kidelmir Dantas ataca novamente. Vem aí o XI Fórum
do Cangaço, de 13 a 14 de junho, com o tema Combate ao Cangaceirismo.
Vai ter muita coisa boa na a programação. Apresentação
e debate sobre o filme A Cidade de Quatro Torres, curta-metragem
de Alberto Sales, Palestra com o tema No tempo do cangaço,
com Iaperi Araújo, escritor e folclorista de Natal, palestra
sobre O Cangaço no Agreste Pernambucano, com Antônio
Vilela de Souza, professor e escritor de Garanhuns (PE). São
muitas outras palestras, tais como: Quem foi Massilon?, A Violência
nos tempos do cangaço, O combate ao cangaceirismo, além
de feira de livros, folhetos de cordel e CDs e DVDs, que depois
fornecerei os palestrantes, datas, locais e horários.
|