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CÂNCER DE MAMA
Mossoró
tem 30 casos da doença por mês
Edilson Damasceno
Da Redação
Apesar do uso cada vez mais freqüente de novas tecnologias
em casa e no trabalho, como o computador, o número de mulheres
que desconhecem a mamografia como principal identificador do câncer
de mama é grande. Pesquisa encomendada pela Federação
Brasileira das Entidades Filantrópicas de Apoio à
Saúde da Mama (FEMAMA) revela que 65% das brasileiras não
têm ciência do exame. Daí o índice crescente
de mulheres que procuram ajuda já com a doença em
estado avançado. A nível de Mossoró e região,
segundo o diretor do Centro de Oncologia, Francisco José
Cure de Medeiros, a realidade não difere da exposta pela
pesquisa. Ele enfatiza, contudo, que nas regiões Norte e
Nordeste o percentual tende a ser maior pela carência de mamógrafos.
"Existe deficiência de mamógrafos no Brasil, com
ênfase nas regiões Norte e Nordeste, e isso ocasiona
esse desconhecimento", diz Cure, acrescentando que o Centro
de Oncologia registra casos de mulheres que procuram ajuda médica
já quando estão com a doença. Ele comenta,
contudo, que esse desconhecimento já foi maior e que atinge
geralmente mulheres com mais de 50 anos de idade.
Segundo a Femama, o câncer de mama é o segundo tipo
mais freqüente no mundo, sendo o primeiro entre a população
feminina. O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima que
a doença atingirá cerca de 50 mil mulheres este ano
no Brasil, sendo o maior percentual voltado à região
Sudeste. O instituto também informa que 134 casos de câncer
de mama são diagnosticados diariamente, sendo 5 a cada hora.
A realidade regional, conforme o diretor do Centro de Oncologia
- levando-se em consideração as devidas proporções
- segue essa estatística. Ele diz que 30 novos casos de câncer
de mama são diagnosticados por mês. "E ainda tem
muita gente que vai para Natal", afirma, acrescentando que
esse fato ocorre porque não existe uma pactuação
entre a Secretaria Estadual de Saúde Pública (SESAP)
e a Gerência Executiva da Saúde com relação
ao tratamento via Sistema Único de Saúde (SUS).
Tendo em vista o número crescente de mulheres que apresentam
a doença, o diretor do Centro de Oncologia diz que uma campanha
educativa vem sendo preparada para ser posta em prática no
próximo ano, na qual ele pensa em incluir os agentes de saúde
no trabalho preventivo, para que as mulheres sejam estimuladas a
fazer exame do toque (auto-exame). Será um trabalho em parceria
com a Casa de Apoio aos Portadores de Câncer. Para tanto,
enfatiza que os agentes passarão por um treinamento.
Orientação
O oncologista diz que toda mulher a partir dos 20 anos de idade
deve fazer o exame de toque. Embora com pouca probabilidade de detectar
nódulos nos seios, ele enfatiza que se houver histórico
da doença na família, a prevenção ainda
é a melhor alternativa.
Segundo Cure Medeiros, o exame de toque deve ser feito com freqüência
após o período por mulheres com idade de 35 anos,
sendo que acima dos 45 anos, a mamografia deve ser realizada anualmente.
Ele explica que o auto-exame deve ser feito em um período
de 10 dias posterior à menstruação.
"Se a mulher detectar alguma anormalidade no auto-exame, deve
procurar imediatamente um ginecologista, e se não ficar satisfeita
com as explicações, a orientação é
procurar um mastologista. Não pode existir dúvida",
diz, informando que todos esses procedimentos também podem
ser feitos no Centro de Oncologia, via Sistema Único de Saúde.
ANAC
diz que convênio não foi assinado
Esdras Marchezan
Da Redação
Faltando três dias para o fim do prazo dado pela Agência
Nacional de Aviação Civil (ANAC) para a assinatura
do termo de convênio que garante a liberação
de R$ 1,6 milhão para os serviços de reforma e ampliação
do Aeroporto Dix-sept Rosado, em Mossoró, o Governo do Estado
do Rio Grande do Norte ainda não assinou o convênio
com a agência, o que pode causar a perda da verba para os
serviços no aeroporto local. Em 2005, a perda do prazo pelo
Departamento Estadual de Estradas e Rodagens (DER/RN) impediu a
liberação de mais de R$ 1 milhão para serviços
de restauração no aeroporto.
Através da assessoria de imprensa, a Anac confirmou que até
o fim da tarde de ontem ninguém do Governo do Estado tinha
tratado do assunto com a agência e reafirmou que a última
data para os Estados garantirem a verba do Programa Federal de Auxílio
a Aeroportos (Profaa) é 30 de junho.
Desde a manhã de quarta-feira, 25, a reportagem do JORNAL
DE FATO tenta manter contato com representantes do DER/RN para tratar
do assunto, mas nenhum diretor do departamento quis falar com a
equipe. Na secretaria de transportes, a atendente informou que as
duas pessoas que tinham as informações não
podiam atender porque estavam em reuniões de trabalho.
O secretário municipal de desenvolvimento econômico,
Nilson Brasil, protestou contra a falta de atenção
do DER com a situação do aeroporto e disse que "pelo
andar da carruagem, o aeroporto vai perder a segunda chance de receber
verba federal para ser reformado". "Isso é uma
falta de atenção muito grande. Podemos deixar de ver
o aeroporto reformado, pela segunda vez, devido à perda de
prazo por parte do DER", protestou.
O dinheiro previsto pela agência para os serviços no
aeroporto faz parte da primeira etapa do plano de investimentos
2008 do Profaa e contempla, além de Mossoró, os aeroportos
de mais 22 municípios brasileiros. A decisão da Anac
prevê a ampliação e reforma: da pista de pouso/decolagem,
da pista de táxi, do pátio de aeronaves, da cerca
de proteção e implantação do balizamento
noturno no aeroporto Dix-sept Rosado. A decisão autorizando
a verba do Profaa foi publicada na edição do dia 7
de maio deste ano do Diário Oficial da União (DOU).
Sem vôos comerciais desde maio de 2005, quando a BRA Transportes
Aéreos S/A - a mesma empresa que em novembro do ano passado
anunciou falência - deixou de operar na cidade, o aeroporto
local acumula problemas de estrutura há muito tempo.
Além de Mossoró, estão previstos recursos para
os aeroportos de Penedo (AL), Caruari (AM), Vitória da Conquista
(BA), Camocim (CE), Catalão (GO), Cururupu (MA), Governador
Valadares (MG), Dourados (MS), Porto Murtinho (MS), Matupá
(MT), São Félix do Xingu (PA), Serra Talhada (PE),
Floriano (PI), Angra dos Reis (RJ), Ji-Paraná (RO), Rorainópolis
(RR), Vacaria (RS), São Joaquim (SC), Canindé de São
Francisco (SE), Ribeirão Preto (SP) e Arraias (TO).
Cefet
inscreve para cursos técnicos até 3 de julho em todo
o Rio Grande do Norte
Estão abertas até o dia 3 de
julho as inscrições para o preenchimento de 913 vagas
para ingresso de novos alunos nas Unidades de Ensino do Centro Federal
de Educação Tecnológica (Cefet) do Rio Grande
do Norte. Em Mossoró, a unidade do Cefet está oferecendo
108 vagas para os cursos de sistemas de informação
- matutino (36), edificações - vespertino (36) e mecânica
- noturno (36). Podem participar da seleção todas
as pessoas que concluíram o ensino médio. A inscrição
deve ser feita pela internet (www.cefetrn.br/exames) e o candidato
tem de pagar uma taxa de R$ 30,00.
As provas acontecem no dia 13 de julho, à tarde, e o resultado
está previsto para 23 do mesmo mês.
Em Natal, a novidade é a oferta do curso de especialização
em gestão ambiental. São oferecidas 531 vagas em cursos
técnicos subseqüentes, 346 em cursos de graduação
e 36 no novo curso de especialização em gestão
ambiental.
O curso tem duração de 15 meses - com carga horária
total de 400 horas - sendo destinado a portadores de diploma de
curso superior, tais como tecnólogos em meio ambiente ou
em controle ambiental, administradores, agrônomos, advogados,
biólogos, geógrafos, geólogos, engenheiros,
economistas, arquitetos, etc.
São 36 vagas, sendo 26 para o público em geral e 10
destinadas à funcionários de empresas e órgãos
que desenvolvem atividades ligadas à área ambiental,
e que têm parceria com o Departamento Acadêmico de Recursos
Naturais, tais como o Idema, Ibama, Semurb e Arsban.
A exemplo de todas as ofertas educacionais do Cefet-RN, 50% do total
das vagas são destinadas a candidatos que tenham cursado
toda a educação básica e superior na rede pública
de ensino.
Família
teme que preso fique na cidade
Esdras Marchezan
Da Redação
A família do preso Moisés Faustino Rocha, 20 anos,
condenado a vinte e cinco anos e seis meses de prisão em
regime fechado pelo assassinato do servidor público federal
Augusto Escóssia Nogueira Neto vai pedir que o cumprimento
da pena seja feito em uma penitenciária fora da cidade de
Mossoró. Os familiares temem pela vida do acusado, caso ele
cumpra pena no Complexo Penal Agrícola Doutor Mário
Negócio (CPAMN). Moisés está preso na Cadeia
Pública de Caraúbas, onde chegou no mês passado
depois de sofrer ameaças dos presos da Cadeia Pública
de Mossoró, onde estava recolhido.
De acordo com o advogado do preso, Niécio Roldão,
a família ainda não decidiu se pretende entrar com
recurso contra a sentença de condenação da
Juíza Welma Maria, da 4ª Vara Criminal de Mossoró.
O advogado explicou que Moisés ainda não foi informado
sobre a sua condenação no caso Augusto Escóssia.
"Nesse momento estou aguardando um contato da família
para saber se vamos recorrer ou não da decisão",
comentou.
Ele ressaltou que o que está certo é o pedido de transferência
do preso para uma penitenciária ou presídio fora de
Mossoró. "Estamos vendo a possibilidade dele (Moisés)
ser levado para cumprir pena em Pau dos Ferros. A família
não quer deixar ele aqui", explicou o advogado.
A defesa do outro condenado no caso, Kerginaldo Pereira Moreno Júnior,
19 anos, o 'Ganso', já decidiu que não vai entrar
com recurso contra a sentença de seis anos e quatro meses
de prisão em regime semi-aberto. Ele foi acusado de roubo
com emprego de arma de fogo e concurso de pessoas. De acordo com
os autos do processo, 'Ganso' teria participado do planejamento
do assalto à casa de Augusto Escóssia, mas não
teve intenção de matar ou participar do assassinato.
"Não vamos entrar com recurso, vamos aceitar a sentença
judicial", disse o advogado Ricardo Luiz.
O servidor público federal Augusto Escóssia foi assassinado
na noite de 3 de janeiro do ano passado, depois de ter a casa assaltada,
ser amarrado e colocado dentro do porta-malas de seu veículo.
Moisés Faustino é acusado de planejar o assalto e
matar a vítima, em um lixão na Estrada da Raiz. Kerginaldo
Pereira e um adolescente acompanhavam o acusado, mas não
participaram do assassinato.
Menor
está preso desde mês do crime
O advogado Ricardo Luiz também faz a defesa do adolescente
acusado de envolvimento no caso Augusto Escóssia e esclareceu,
ontem, que o mesmo está apreendido no Centro de Educação
(CEDUC) no conjunto Santa Delmira. A apreensão do menor aconteceu
dias depois do ocorrido. "O menor está apreendido desde
o mês do crime". O advogado disse que o Juizado da Infância
e Juventude de Mossoró estipulou em seis anos de reclusão
a medida sócio-educativa contra o menor. Ele é acusado
de participar do planejamento do assalto à casa de Augusto
Escóssia, mas não participou da morte da vítima.
"Nos autos constam que ele (menor) tentou tirar a arma da mão
do rapaz (Moisés) para evitar o crime, mas não conseguiu",
explicou o advogado.
Na edição de ontem, baseado em informações
extra-oficias, o JORNAL DE FATO divulgou que o adolescente estaria
em liberdade, mas o advogado esclareceu que não procede a
informação. "Inclusive, há poucos dias
estava tratando de um pedido de liberdade para ele", disse.
Sem-tetos
fazem protesto na BR-110
O grupo de mais de 400 pessoas que tentam
demarcar terras à margem da rodovia federal BR-110, entre
Mossoró e Upanema, para construir casas próprias,
fechou a rodovia, na tarde de ontem, por alguns minutos, em protesto
contra a falta de atenção dos governos municipal e
estadual com a luta dos moradores. Há cerca de duas semanas,
o grupo decidiu invadir os terrenos que ficam à margem da
estrada e iniciar a demarcação de área para
construir casas e abandonar a vida de aluguel.
Quatro viaturas da Polícia Militar estiveram no local para
colocar ordem no protesto dos 'sem-tetos' e houve momentos de tensão.
Um homem apareceu no local alegando ser proprietário de parte
do terreno, mas segundo os manifestantes apresentou apenas cópias
de documentos. "A gente não acredita que estes papéis
sejam de verdade, por isso não saímos do local. Aí
esse homem foi chamar a polícia como se a gente fosse um
monte de bandidos", disse Fátima Abrantes, uma das coordenadoras
do movimento.
O movimento é comandado por um assessor parlamentar conhecido
como João Paulo, e os 'sem-tetos' prometem interditar trechos
das BR-304, nas saídas pra Natal e Fortaleza (CE), caso a
Prefeitura Municipal ou o Governo do Estado não se comprometa
a viabilizar áreas para a construção de casas
para as famílias. "A gente quer apenas um pedaço
de terra para construir nossas casas. Nada mais do que isso",
disse João Paulo.
A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Territorial (SEDETEMA)
foi informada da situação e solicitou ao grupo um
ofício explicando quais os objetivos da movimentação.
O documento deve ser encaminhado também ao Governo do Estado.
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