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PÃO
Constantes
aumentos nos
preços não diminuem vendas
Os últimos aumentos nos preços
do pão pesaram no bolso do consumidor. Mas não causaram
grandes prejuízos aos donos de padarias. De acordo com Gerson
Nóbrega, presidente do Sindicato das Indústrias de
Panificação e Confeitaria de Mossoró e Região
Oeste e Salineira do RN (Sindpam), mesmo com os freqüentes
reajustes nos preços, o consumo de pães e massas em
geral em Mossoró não foi afetado. "As vendas
continuam no mesmo patamar do ano passado, quando os preços
das massas eram menores", destacou, acrescentando que a população
não deixa de comer pão, mesmo com o preço salgado.
"É um alimento sagrado".
Na opinião de Gerson, a população deve ficar
acostumada com o alto preço do pão. "As chances
dos preços baixarem é praticamente zero", advertiu.
A afirmação de Gerson vai de encontro ao declarado
pelo presidente da Abima (Associação Brasileira das
Indústrias de Massas Alimentícias), Cláudio
Zanão.
Segundo ele, a partir de agosto, o brasileiro sentirá uma
queda no preço dos produtos derivados de trigo. No entanto,
ele fez uma ressalva: "o valor não chegará ao
patamar registrado no ano passado".
Motivo para a baixa nos preços seria próxima safra
de trigo.
Zanão informou que na safra atual, de 2007/08, a produção
de trigo não supriu a demanda mundial, o que fez com que
os preços alcançassem patamares altos.
Ele disse que a produção na safra 2007/08 foi de 600
milhões de toneladas em todo o mundo, ante uma demanda de
630 milhões de toneladas. Enquanto que a previsão
para a safra 2008/2009 é de uma produção de
650 milhões de toneladas, com a demanda em 630 milhões.
"No final do ano passado, a safra foi menor que a demanda e
os preços estouraram. Com a safra maior, a tendência
é dos preços caírem", afirmou.
De acordo com Zanão, no Brasil, a demanda pelo trigo é
de 10 milhões de toneladas em cada safra. Na de 2007/2008
foram produzidas 3 milhões de toneladas, e 4 milhões
é a previsão para a de 2008/09. "As produções
brasileira e internacional estarão maiores. Se tudo der certo,
teremos safra recorde. Os estoques começarão a ser
recuperados".
Zanão disse ainda que, com o crescimento da produção
de trigo, os preços das massas devem voltar aos patamares
do ano passado nas próximas três safras.
Para Gerson Nóbrega isso não será possível.
"A tendência é que nos próximos anos haja
escassez de alimentos", justificou.
Setor
de transformação ocupa 86% dos trabalhadores da indústria
potiguar
O setor de transformação é
o grande empregador do Rio Grande do Norte. De acordo com dados
da Pesquisa Industrial Anual (PIA), realizada pelo Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE), 81% dos ocupados na indústria
potiguar em 2006 estavam no setor de transformação.
Os outros 14% atuavam no setor extrativo.
Os três maiores empregadores são as indústrias
de fabricação de alimentos e bebidas (26,5%), vestuário
e acessórios (21,9%), e fabricação de produtos
minerais não-metálicos (9,9%), que pagaram em salários
o equivalente a R$ 212 milhões, aproximadamente 53% do que
foi pago em todo setor da indústria de transformação
no Estado.
Para Roberto Pinto Serquiz Elias, presidente do Sindicato da Indústria
de Cerveja, Refrigerantes, Águas Minerais e Bebidas em Geral
do Estado do Rio Grande do Norte (SICRAMIRN), a pesquisa reflete
a atual realidade da indústria de bebidas no RN. "Somente
nas fábricas da Norsa e Ambev estão empregados mais
de duas mil pessoas", ressaltou.
Roberto Serquiz destacou ainda a organização da indústria
de água mineral. "Houve uma união das 14 fábricas,
que estão atuando em cooperação", relatou.
Segundo ele, a indústria de bebidas cresce entre 8% e 10%
anualmente no Rio Grande do Norte.
A pesquisa apontou ainda que cerca de 59,9 mil pessoas estavam ocupadas
na indústria potiguar, recebendo cerca de R$ 772 milhões
em salários, retiradas e outras remunerações,
média aproximada de 3,16 salários mínimos (com
base no salário mínimo médio de 2006, no valor
de R$ 338,46).
As empresas industriais do Estado tiveram receita líquida
de R$ 4,1 bilhões, apenas 0,3% do total nacional, o valor
da transformação industrial no período foi
de R$ 2,6 bilhões.
O Rio Grande do Norte esteve representado em cinco dos cem produtos
mais vendidos do país: óleos brutos de petróleo
(6º), álcool etílico não desnaturado (7°),
refrigerantes (17º), biscoitos e bolachas (51°) e café
torrado e moído (87º).
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