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MOSSORÓ (RN), QUINTA-FEIRA, 26/06/2008 (ATUALIZADO: 01:27hs)
 
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» Constantes aumentos nos preços não diminuem vendas
» Setor de transformação ocupa 86% dos trabalhadores
 


PÃO
Constantes aumentos nos
preços não diminuem vendas

Os últimos aumentos nos preços do pão pesaram no bolso do consumidor. Mas não causaram grandes prejuízos aos donos de padarias. De acordo com Gerson Nóbrega, presidente do Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria de Mossoró e Região Oeste e Salineira do RN (Sindpam), mesmo com os freqüentes reajustes nos preços, o consumo de pães e massas em geral em Mossoró não foi afetado. "As vendas continuam no mesmo patamar do ano passado, quando os preços das massas eram menores", destacou, acrescentando que a população não deixa de comer pão, mesmo com o preço salgado. "É um alimento sagrado".
Na opinião de Gerson, a população deve ficar acostumada com o alto preço do pão. "As chances dos preços baixarem é praticamente zero", advertiu.
A afirmação de Gerson vai de encontro ao declarado pelo presidente da Abima (Associação Brasileira das Indústrias de Massas Alimentícias), Cláudio Zanão.
Segundo ele, a partir de agosto, o brasileiro sentirá uma queda no preço dos produtos derivados de trigo. No entanto, ele fez uma ressalva: "o valor não chegará ao patamar registrado no ano passado".
Motivo para a baixa nos preços seria próxima safra de trigo.
Zanão informou que na safra atual, de 2007/08, a produção de trigo não supriu a demanda mundial, o que fez com que os preços alcançassem patamares altos.
Ele disse que a produção na safra 2007/08 foi de 600 milhões de toneladas em todo o mundo, ante uma demanda de 630 milhões de toneladas. Enquanto que a previsão para a safra 2008/2009 é de uma produção de 650 milhões de toneladas, com a demanda em 630 milhões. "No final do ano passado, a safra foi menor que a demanda e os preços estouraram. Com a safra maior, a tendência é dos preços caírem", afirmou.
De acordo com Zanão, no Brasil, a demanda pelo trigo é de 10 milhões de toneladas em cada safra. Na de 2007/2008 foram produzidas 3 milhões de toneladas, e 4 milhões é a previsão para a de 2008/09. "As produções brasileira e internacional estarão maiores. Se tudo der certo, teremos safra recorde. Os estoques começarão a ser recuperados".
Zanão disse ainda que, com o crescimento da produção de trigo, os preços das massas devem voltar aos patamares do ano passado nas próximas três safras.
Para Gerson Nóbrega isso não será possível. "A tendência é que nos próximos anos haja escassez de alimentos", justificou.

Setor de transformação ocupa 86% dos trabalhadores da indústria potiguar
O setor de transformação é o grande empregador do Rio Grande do Norte. De acordo com dados da Pesquisa Industrial Anual (PIA), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 81% dos ocupados na indústria potiguar em 2006 estavam no setor de transformação. Os outros 14% atuavam no setor extrativo.
Os três maiores empregadores são as indústrias de fabricação de alimentos e bebidas (26,5%), vestuário e acessórios (21,9%), e fabricação de produtos minerais não-metálicos (9,9%), que pagaram em salários o equivalente a R$ 212 milhões, aproximadamente 53% do que foi pago em todo setor da indústria de transformação no Estado.
Para Roberto Pinto Serquiz Elias, presidente do Sindicato da Indústria de Cerveja, Refrigerantes, Águas Minerais e Bebidas em Geral do Estado do Rio Grande do Norte (SICRAMIRN), a pesquisa reflete a atual realidade da indústria de bebidas no RN. "Somente nas fábricas da Norsa e Ambev estão empregados mais de duas mil pessoas", ressaltou.
Roberto Serquiz destacou ainda a organização da indústria de água mineral. "Houve uma união das 14 fábricas, que estão atuando em cooperação", relatou.
Segundo ele, a indústria de bebidas cresce entre 8% e 10% anualmente no Rio Grande do Norte.
A pesquisa apontou ainda que cerca de 59,9 mil pessoas estavam ocupadas na indústria potiguar, recebendo cerca de R$ 772 milhões em salários, retiradas e outras remunerações, média aproximada de 3,16 salários mínimos (com base no salário mínimo médio de 2006, no valor de R$ 338,46).
As empresas industriais do Estado tiveram receita líquida de R$ 4,1 bilhões, apenas 0,3% do total nacional, o valor da transformação industrial no período foi de R$ 2,6 bilhões.
O Rio Grande do Norte esteve representado em cinco dos cem produtos mais vendidos do país: óleos brutos de petróleo (6º), álcool etílico não desnaturado (7°), refrigerantes (17º), biscoitos e bolachas (51°) e café torrado e moído (87º).



       
 




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