

FUTEBOL
Rivais
se apresentam com objetivo distinto esta semana
Marcos Santos
Da Redação
Após uma parada com o término do campeonato regional,
há semanas, o futebol mossoroense volta às atividades.
Potiguar e Baraúnas terão a semana de apresentação
do seu time, mas com objetivo distinto.
Enquanto o alvirrubro se prepara para a disputa do Campeonato Brasileiro
da Série C, o tricolor realizará um trabalho curto
com a finalidade de participar da festa de inauguração
do estádio Antônio Hílton Fernandes, o Fernandão,
na cidade de Antônio Martins, na partida amistosa contra o
próprio Potiguar. Poderia ser longo, mas o time não
se classificou para a competição nacional devido a
sua fraca campanha no campeonato regional.
Assim, o Baraúnas se apresentará amanhã à
tarde na Toca do Leão com os jogadores pratas da casa. O
time será orientado pelo ex-goleiro Rocelito Miranda. A intenção
do clube é trazer alguns reforços para o jogo-festa.
O presidente Paulo César Oliveira afirmou que irá
tentar a liberação do zagueiro Nildo e do volante
Ricardo Baiano, que estão jogando no Barras/PI e no Guarany
de Sobral/CE respectivamente.
Deverão estar à disposição de Rocelito
Miranda, entre os jogadores "caseiros", o goleiro Wendel,
os laterais Alan, Rodrigo e Agnaldo, os volantes Eduardo e Jonson
Júnior, o meia Igor e os atacantes Franklim, Naldo, Adalgizo
e possivelmente Paulo Júnior.
O Potiguar irá se apresentar na quarta-feira no estádio
Nogueirão. A equipe dividirá sua preparação
para a Série C entre as cidades de Mossoró e Antônio
Martins. Sua estréia na "Terceirona" será
no dia 6 de julho em Caruaru/PE diante do Central.
É bem provável que nem todos jogadores estejam na
apresentação e que o elenco deverá estar completo
mesmo a partir do dia 1ª de junho. Isto devido a negociação
com os jogadores de outros estados e a dificuldade de reunir todos
no mesmo dia.
O Potiguar definiu com vários jogadores que fizeram parte
do grupo vice-campeão estadual, entre eles o goleiro Toni,
os zagueiros Ricardo Braz, Paulão e Everaldo, o apoiador
Max e o atacante Canindezinho, e está acertando com pelo
menos 10 reforços do futebol carioca, mineiro e goiano. Esses
atletas só terão nome divulgado quando a contratação
for oficializada.
Nando,
Enoque e Fábio Gomes são alguns contratados
Dos novos contratados do Potiguar, três tiveram seu nome vazado
ontem: o lateral-esquerdo Nando e os meias Enoque e Fábio
Gomes. Eles estarão presentes na apresentação
de quarta-feira.
Todos foram indicados pela comissão técnica. Nando
é oriundo do futebol pernambucano, onde atuou no Náutico,
Sport e Ypiranga. É meio-campista, mas acabou se adaptando
na lateral-esquerda.
Fábio Gomes é conhecido do torcedor mossoroense. Ele
começou a carreira no Baraúnas, jogou no Mossoró
Esporte Clube, transferiu-se para o futebol árabe e agora
está de volta, desta vez, para vestir a camisa alvirrubra.
Também meio-campista, Enoque se destacou pelo São
Gonçalo no campeonato potiguar deste ano. Procedente do futebol
mineiro, ele chamou a atenção por sua habilidade e
finalização. É exímio cobrador de faltas.
Outros nomes comentados e que podem estar entre os contratados do
clube são os de Cafu, Diego e Luiz Cláudio, atacantes,
e Biúla, meia. Todos do futebol sulista.
TESTE
Quem virá para teste é o atacante Robson. Ele é
do Rio de Janeiro, mas estava jogando ultimamente no futebol mato-grossense.
Foi indicado pelo zagueiro Ricardo Braz.
Clássicos
regionais marcam rodada
São Paulo (AE) - A terceira rodada
do Brasileirão terá sete jogos hoje, mas dois deles
podem ser considerados especiais: Portuguesa x Palmeiras e Botafogo
x Vasco. Os dois clássicos, em São Paulo e no Rio
- ambos às 18h10 -, prometem agitar o campeonato, que já
começa a cativar o torcedor.
No Rio, um clássico curioso. Será a primeira vez que
Botafogo e Vasco vão se enfrentar no Engenhão, estádio
inaugurado no ano passado. Mas os dois rivais entram em campo mais
preocupados com os compromissos desta quarta-feira, quando disputarão
as semifinais da Copa do Brasil.
No Botafogo, o técnico Cuca deve poupar apenas alguns titulares
no clássico, já que terá o Corinthians nesta
quarta-feira. O Vasco, por sua vez, pretende entrar com o time reserva
no Engenhão, pois precisa reverter a boa vantagem do Sport
na semifinal da Copa do Brasil.
No outro clássico do dia, dois times concentrados totalmente
no Brasileirão. Nesta volta à divisão de elite
do futebol nacional, a Portuguesa ainda não venceu - somou
um empate e uma derrota nas duas primeiras rodadas. Por isso, espera
desencantar justamente contra o Palmeiras, no Estádio do
Pacaembu.
Por um acordo entre os dois clubes, o clássico paulista será
disputado no Pacaembu - tanto agora quanto no segundo turno. Mesmo
assim, o Palmeiras espera comprovar a condição de
favorito ao título brasileiro e somar mais uma vitória
no campeonato. Melhor para o técnico Vanderlei Luxemburgo
é que não há problemas para escalar o time
palmeirense.
Ainda hoje, dois times entram em campo tentando curar as feridas
recentes, causadas pela eliminação na Libertadores.
O São Paulo caiu na última quarta-feira, quando perdeu
para o Fluminense no Maracanã. E o Santos sofreu o mesmo
na quinta, mesmo tendo vencido o América (México)
na Vila Belmiro.
Hoje, já totalmente voltado para o Brasileirão, o
São Paulo receberá o Coritiba, no Morumbi, a partir
das 16 horas. No mesmo horário, o Santos vai até o
Mineirão para enfrentar o Cruzeiro, que tem 100% de aproveitamento
e começou a terceira rodada na liderança do campeonato.
Outros três jogos estão programados para acontecer
hoje, pela terceira rodada do Brasileirão. Às 16 horas,
acontece Sport x Fluminense e Goiás x Ipatinga. E às
18h10, será a vez do duelo entre Atlético-PR x Atlético-MG.
Botafogo
e Vasco escalam reservas
Rio (AE) - Botafogo e Vasco farão, no Engenhão, um
clássico esvaziado pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro.
E a causa é a mesma: os dois clubes estão com suas
atenções voltadas para a partida de volta pela semifinal
da Copa do Brasil, no meio de semana, e vão entrar em campo
hoje, às 18h10, com times mistos.
Uma oportunidade de ouro para os suplentes - incluindo o meia Carlos
Alberto, ex-São Paulo, que terá seu primeiro contato
com a torcida alvinegra - mostrarem serviço. "Estou
ansioso", disse Carlos Alberto. O defensor Bruno Costa também.
"Será o meu primeiro clássico com a camisa do
Botafogo e a minha família, que é toda vascaína,
torcerá por mim. Todos serão Bruno Costa Futebol Clube",
disse o defensor, que já atuou pelo Boavista e espera se
firmar de vez num time de tradição.
O Botafogo joga pelo empate contra o Corinthians ou pode perder
por um gol de diferença, desde que com gols, nesta quarta-feira,
no Pacaembu, para chegar à final da Copa do Brasil. O volante
Leandro Guerreiro admitiu que é difícil não
pensar no time do Parque São Jorge, mas pede atenção
total no clássico contra o Vasco.
"É difícil separar as coisas, mas temos que fazer
de tudo para derrotar o Vasco", exigiu. "Viemos de derrota
para o Cruzeiro, na rodada passada, e precisamos vencer para voltar
a ficar na parte de cima da tabela de classificação.
Se não começa a ficar para trás e depois fica
mais difícil recuperar", completou.
No Vasco, o técnico Antônio Lopes poupa Edmundo, Leandro
Amaral, Morais, Leandro Bomfim e Wagner Diniz. A explicação
é simples: a equipe cruzmaltina priorizou a Copa do Brasil,
pois tem de derrotar o Sport, tampém na quarta, em São
Januário, por três gols de diferença para chegar
à decisão do torneio que dá ao campeão
vaga na Copa Libertadores de 2009.
"Tenho que pensar nas duas competições, mas a
Copa do Brasil é a prioridade", declarou o treinador,
com o velho discurso de que confia no potencial da garotada. Ele
também elogiou o Botafogo, para quem atribuiu o favoritismo,
e previu um jogo complicado.
Luto
Antes de a bola rolar, será feito um minuto de silêncio
pela morte do pai do atacante Romário, Edevair de Souza Faria,
aos 76 anos, vítima de parada cardíaca. Edevair, torcedor
do América-RJ, foi enterrado na última sexta no Cemitério
de Inhaúma.
Para
reviver o espírito campeão
São Paulo (AE) - O jogo, às
18h10, é entre Portuguesa e Palmeiras, mas o palco é
o Pacaembu por escolha dos dois times. E, entre atuar no Canindé
(o mando da partida é da Lusa) ou no estádio municipal,
o time alviverde gostou da segunda opção. O Palmeiras
é o maior ganhador de títulos no Paulo Machado de
Carvalho (24), e foi lá que levantou o último troféu
de campeão brasileiro - em 1994, com Vanderlei Luxemburgo
como treinador.
O Palmeiras de hoje é outro, mas o objetivo é o mesmo.
São 14 anos sem uma conquista nacional e, não fosse
o título estadual, a pressão seria maior. No Campeonato
Paulista, muitos torcedores afirmam que a conquista começou
a se tornar realidade a partir da vitória a Lusa, no dia
26 de março.
Naquele jogo, o Palmeiras ainda se dizia um time, mas em formação.
Tanto que sofreu com o adversário no Palestra Itália
e só conseguiu o gol da vitória (1 a 0) no minuto
final, com o garoto Jorge Preá - resultado que praticamente
o colocou nas semifinais - ou seja, o manteve no caminho do título.
Preá saiu como herói, e torcedores disseram que aquela
vitória veio com espírito de campeão.
Dois meses depois, o time de Luxemburgo pega a Lusa mirando a conquista
nacional. Busca a segunda vitória na competição
para, aos poucos, chegar à liderança. Na estréia,
perdeu para o Coritiba e, na semana passada, conseguiu a recuperação
com o triunfo de 2 a 1 sobre o Internacional.
Os palmeirenses pretendem conseguir o máximo número
de pontos na reta inicial, enquanto alguns rivais ao título
estão preocupados com outras competições (o
Fluminense, por exemplo) ou abalados com eliminação,
casos de São Paulo e de Santos.
"Temos de somar os pontos agora, para que possamos ter vantagem
lá na frente", pediu o meia-atacante Denilson, que deve
começar novamente o jogo como titular, na vaga do controvertido
Kleber.
Quando enfrentou o Palmeiras na 17º rodada do Campeonato Paulista,
a Portuguesa já sabia que o sonho de se classificar para
a fase seguinte havia acabado. Hoje, está modificada, com
nova formação. E a principal peça é
o atacante Diogo, que não atuou naquela partida por estar
machucado.
Massa,
pole para ninguém colocar defeito
Mônaco - "Se eu tivesse de apostar
em mim na pole position eu não apostaria. Mas nunca andei
tão bem aqui, hoje (sábado) é um dia especial",
afirmou Felipe Massa, muito emocionado, depois de conquistar espetacularmente
a pole position do GP de Mônaco. Desde 1991, com Ayrton Senna,
o Brasil não largava em primeiro no circuito mais difícil
do calendário. E a Ferrari não conseguia a pole no
principado desde 2000.
Desta vez nem os críticos contumazes de Massa podem levantar
suspeitas sobre a eficiência de seu trabalho. "Eu acertei
tudo, tirei o máximo de mim, do carro, mostrei que aprendo
até algumas coisas que parecem difíceis", disse.
Foi a 12º pole na carreira. A Ferrari conseguiu o segundo lugar
no grid também, com Kimi Raikkonen, para surpresa de Lewis
Hamilton, da McLaren, terceiro.
"Eu não acredito ainda", dizia Massa, com regularidade.
"Nós tivemos tantas dificuldades aqui, ano passado.
Mudamos o carro e a forma de acertá-lo, desde o primeiro
dia tudo foi mais fácil agora". Massa estabeleceu o
melhor tempo nas três seções da classificação,
ontem. E a chuva esperada pelas equipes veio, mas um pouco antes
de o treino começar parou e o asfalto dos desafiadores 3.340
metros do traçado de Monte Carlo secou.
A corrida começa, hoje, às 9 horas, com transmissão
ao vivo pela TV Globo. "Será outra história.
Não importam as condições, chuva ou não,
serão 78 voltas muito difíceis, é bastante
fácil errar, se chover será ainda pior", comentou
Massa. Depois de se superar e mostrar-se veloz no circuito onde
nem ele próprio acreditava poder ser o melhor, o desafio
de Massa, hoje, é ser constante ao longo da corrida, em especial
se chover. Sua imagem na Fórmula 1 vem exigindo revisões
nas últimas etapas do Mundial.
O finlandês não tinha cara de ter gostado do resultado.
"Se não chover será muito difícil ultrapassar".
Mesmo que Massa faça seu primeiro pit stop uma volta antes,
como a diferença de tempo entre a segunda e a última
parte da classificação indica, desta vez não
será fácil para Raikkonen ultrapassar Massa, a exemplo
do ocorrido na Malásia. Há mais variáveis em
jogo.
Hamilton parecia ter o carro mais rápido do fim de semana
nos treinos de quinta-feira. Mas ontem ficou apenas em terceiro.
"Minhas duas voltas lançadas foram muito boas. Não
esperava ver nossos adversários tão rápidos".
A Ferrari o surpreendeu. "Confio, porém, na nossa estratégia."
O tempos dos três primeiros sugerem que Massa para um volta
antes de Raikkonen e Hamilton duas voltas depois. Para Hamilton,
o resultado da prova está em aberto, "apesar da vantagem
da Ferrari".
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